Fonoterapia da deglutição em Brasília: tratamento da disfagia em adultos

Fonoterapia da deglutição em Brasília

Tossir durante as refeições, engasgar com a água, sentir a comida parar na garganta ou levar cada vez mais tempo para terminar o prato são sinais de que engolir ficou difícil. Essa dificuldade se chama disfagia, e o tratamento feito pelo fonoaudiólogo é a fonoterapia da deglutição, também chamada de terapia de deglutição ou reabilitação da deglutição.

Na Clínica OtoCare, no Setor Noroeste de Brasília, a fonoterapia da deglutição para adultos e idosos é feita pela fonoaudióloga Flávia Alves Borges, especialista em disfagia pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia. Na mesma clínica são feitos a consulta com otorrino e o exame da deglutição, o que facilita acompanhar cada paciente de perto.

Ou ligue para: (61) 99957-8479

Setor Noroeste · Brasília/DF · Adultos e idosos · Sessões de cerca de 45 minutos · Com eletroestimulação quando indicada

Fonoaudióloga Flávia Alves Borges observa um senhor bebendo água na avaliação da deglutição na Clínica OtoCare

Fonoterapia da deglutição na OtoCare: o que esperar

  • Quem faz: a fonoaudióloga Flávia Alves Borges, especialista em disfagia;
  • Para quem: adultos e idosos. Em crianças, a consulta com otorrino avalia a deglutição e indica a fonoterapia quando ela é necessária;
  • Primeira avaliação: sempre presencial, na clínica;
  • Sessões: cerca de 45 minutos, com frequência definida conforme cada caso;
  • On-line: parte das sessões pode ser on-line, alternada com as presenciais, mas o tratamento nunca é feito só a distância;
  • Antes de começar: a consulta com otorrino e a videoendoscopia da deglutição são recomendadas, sem serem obrigatórias;
  • Eletroestimulação: usada junto com os exercícios, quando a avaliação mostra que pode ajudar;
  • Pagamento: particular. Alguns planos reembolsam, conforme o contrato, e o preço da sessão é informado pelo WhatsApp.

O que é a fonoterapia da deglutição

Engolir parece simples, mas envolve muitos músculos da boca, da língua, da garganta e da laringe, que precisam trabalhar na ordem certa e no tempo certo. Quando essa sequência falha, o alimento, o líquido ou a saliva podem parar no caminho ou descer para a via aérea em vez de ir para o esôfago.

A fonoterapia da deglutição é o tratamento que reorganiza esse movimento. Ela junta exercícios para dar força e coordenação aos músculos, manobras e posturas que protegem a via aérea durante o gole e o ajuste da consistência da comida e dos líquidos. No Brasil, a reabilitação das disfagias da boca e da garganta, chamadas de disfagias orofaríngeas, é atribuição do fonoaudiólogo, em trabalho conjunto com o médico que investiga a causa.

O que é a disfagia, as causas mais comuns e os tipos estão explicados na orientação sobre disfagia, a dificuldade para engolir.

Quando procurar a fonoterapia para disfagia

Os sinais mais comuns são:

  • tosse ou engasgo antes, durante ou logo depois de comer e beber;
  • sensação de comida parada na garganta;
  • voz molhada ou diferente logo depois de engolir;
  • dificuldade para começar o gole ou para engolir comprimidos;
  • refeições cada vez mais demoradas, ou comida que volta pela boca ou pelo nariz;
  • perda de peso sem explicação;
  • pneumonias que se repetem.

Nem sempre há tosse. Às vezes o alimento entra na via aérea sem que a pessoa perceba, o que se chama aspiração silenciosa. Febre, falta de ar ou respiração mais rápida durante ou depois das refeições podem ser o único sinal, e por isso a avaliação é importante mesmo quando a pessoa diz que engole bem.

Quem não consegue engolir nem a própria saliva precisa de avaliação médica sem demora.

Para uma triagem rápida, o questionário EAT-10 ajuda a medir a dificuldade para engolir e a acompanhar a evolução ao longo do tratamento.

Quem pode precisar da terapia de deglutição

Depois de um AVC

A disfagia aparece em mais da metade das pessoas na fase aguda do AVC e aumenta o risco de pneumonia, desnutrição e desidratação. A diretriz europeia de disfagia após o AVC sugere exercícios de deglutição na reabilitação e recomenda que o plano seja individual, conforme a alteração encontrada na avaliação.

Doença de Parkinson e outras doenças neurológicas

No Parkinson, a dificuldade para engolir se associa a desnutrição e pneumonia aspirativa. As pesquisas sobre o tratamento ainda são de baixa certeza, mas um ensaio controlado mostrou que quatro semanas de treino de força da expiração deixaram a deglutição mais segura. Nas doenças que progridem, a terapia busca manter a alimentação segura.

Idosos: presbifagia e disfagia

Com a idade, a deglutição muda um pouco e fica mais lenta. Essa mudança natural se chama presbifagia e não é doença. Engasgos frequentes, tosse ao comer e perda de peso, porém, não são normais da idade. A disfagia no idoso é comum, costuma passar sem diagnóstico e está por trás de muitos casos de desnutrição, desidratação e pneumonia. Muitas vezes é a família quem percebe primeiro.

Depois do tratamento de câncer de cabeça e pescoço

A cirurgia e a radioterapia na região da boca e da garganta podem deixar os músculos da deglutição mais rígidos e fracos. Quando a dificuldade para engolir aparece muito tempo depois da radioterapia, os resultados da terapia são mais limitados, e o que se pode esperar é conversado caso a caso, conforme o tratamento recebido.

Como é a primeira avaliação

A primeira consulta com a fonoaudióloga é sempre presencial. Ela conversa sobre a queixa, as doenças, os remédios e a alimentação, examina a força e o movimento dos lábios, da língua e da garganta e, quando é seguro, observa a pessoa engolindo diferentes consistências. Com isso, define o plano de terapia.

A consulta com otorrino e a videoendoscopia da deglutição são recomendadas antes ou no início da terapia. O exame mostra por dentro da garganta onde está a dificuldade e permite testar manobras e consistências, o que ajuda a direcionar os exercícios. Não são obrigatórios para começar, e os dois são feitos na OtoCare.

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O que é feito nas sessões

Exercícios de força e coordenação

São exercícios para a língua, os lábios, as bochechas e a laringe, como pressionar a língua contra o céu da boca, engolir com força, empurrar o queixo contra uma resistência e treinar a força da expiração. Uma metanálise de 37 ensaios clínicos encontrou efeito favorável desse tipo de intervenção na disfagia orofaríngea, com resultados que variam de estudo para estudo.

Manobras e posturas que protegem a via aérea

Fonoaudióloga demonstra a postura de queixo no peito para uma paciente idosa

Algumas manobras ensinam a fechar a via aérea antes de engolir, a prolongar a subida da laringe ou a engolir com mais força. Posturas simples, como encostar o queixo no peito ou virar a cabeça para um lado na hora do gole, mudam o caminho do alimento na garganta. A escolha depende do que a avaliação mostrou, porque o que ajuda uma pessoa pode não ajudar outra.

Ajuste da comida e dos líquidos

Fonoaudióloga mostra copos com líquidos de diferentes consistências a uma paciente idosa

Quando necessário, a terapia ajusta a consistência dos alimentos e dos líquidos, deixando a água mais espessa ou a comida mais macia, por exemplo. Existe um padrão internacional para isso, o IDDSI, com oito níveis que vão do líquido fino ao alimento sólido normal. A diretriz europeia recomenda que a dieta modificada seja prescrita só a partir de uma avaliação da deglutição, e não por conta própria.

Exercícios em casa e o papel da família

O resultado depende muito da regularidade. Entre as sessões, a fonoaudióloga orienta o que fazer em casa, e a família ou o cuidador aprendem a postura certa, o ritmo das refeições e os sinais de alerta.

Eletroestimulação na fonoterapia da deglutição

A eletroestimulação neuromuscular usa uma corrente elétrica de intensidade muito baixa, aplicada por pequenos eletrodos colados na pele do pescoço ou embaixo do queixo, para ativar os músculos da deglutição durante os exercícios. Na OtoCare, ela é aplicada por Flávia Alves Borges, dentro da fonoterapia.

Ela não substitui os exercícios. O Conselho Federal de Fonoaudiologia regulamenta a eletroestimulação como técnica complementar, com termo de consentimento assinado antes do uso. O parecer da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia diz que, na disfagia, a eletroestimulação deve ser sempre somada às outras técnicas de reabilitação, nunca usada sozinha. Mal indicada, pode não trazer benefício.

O que os estudos mostram

A revisão Cochrane atualizada em 2026 concluiu que, na disfagia depois do AVC, a eletroestimulação provavelmente diminui a dificuldade para engolir, com certeza moderada. A mesma revisão não encontrou efeito demonstrado sobre a entrada de alimento na via aérea nem sobre a pneumonia. A diretriz europeia sugere a eletroestimulação como complemento da terapia convencional.

Ela não serve para todos os casos. Em um ensaio com 170 pessoas com disfagia depois da radioterapia de cabeça e pescoço, a eletroestimulação não acrescentou benefício aos exercícios. Por isso a indicação é feita caso a caso, depois da avaliação.

Quem não pode fazer eletroestimulação

Segundo o parecer da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, a eletroestimulação não é usada em quem tem:

  • marca-passo cardíaco;
  • infecção ou ferida na pele do local;
  • prótese metálica na região;
  • tumor ou câncer;
  • febre acima de 39 °C;
  • agitação intensa, que impeça a aplicação segura.

Há outras situações em que ela também não é usada, e a fonoaudióloga confere todas antes de indicar.

A fonoterapia funciona?

Na disfagia depois do AVC, a revisão Cochrane de 2026 reuniu 181 ensaios e cerca de 11.500 participantes. Os exercícios, as manobras e as posturas podem reduzir a dificuldade para engolir, a disfagia no fim do tratamento e as infecções respiratórias, mas a certeza dessa evidência ainda é baixa a muito baixa. A diretriz europeia sugere os exercícios na reabilitação.

A qualidade dos estudos ainda varia, e nem toda técnica funciona para todo mundo. Por isso o tratamento parte de uma avaliação individual, e não de uma lista pronta de exercícios. O tempo de tratamento também depende da causa e da evolução: não existe um número fixo de sessões.

Fonoterapia on-line para disfagia

A telefonoaudiologia é regulamentada pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia. Na OtoCare, a primeira avaliação é sempre presencial. Depois, parte das sessões pode ser feita on-line, alternada com as presenciais, o que ajuda quem tem dificuldade de se deslocar. O tratamento, porém, nunca é feito só a distância, e a eletroestimulação é sempre presencial.

Fonoaudióloga demonstra um exercício de boca em sessão on-line de fonoterapia

Particular e reembolso

A fonoterapia da deglutição na OtoCare é particular. Alguns planos de saúde reembolsam, conforme o contrato. A página de convênios e reembolso explica como pedir. O valor da sessão é informado pelo WhatsApp.

Onde fazer fonoterapia da deglutição em Brasília

A fonoterapia da deglutição é feita na Clínica OtoCare, no Setor Noroeste, perto da Asa Norte, do Sudoeste e das outras regiões do Plano Piloto.

Clínica OtoCare
CLNW 08/09, Bloco C, Loja 02
Setor Noroeste – Brasília/DF
Telefone: (61) 99957-8479

A OtoCare também oferece a fonoterapia vocal e a motricidade orofacial para adultos. Conheça os outros procedimentos e terapias da clínica.

Perguntas frequentes sobre fonoterapia da deglutição

O fonoaudiólogo trata disfagia?

Sim. A reabilitação da disfagia da boca e da garganta é atribuição do fonoaudiólogo, em trabalho conjunto com o médico que investiga a causa. Na OtoCare, a terapia é feita por uma fonoaudióloga especialista em disfagia.

Quais exercícios são feitos na fonoterapia para disfagia?

Exercícios de força e coordenação da língua, dos lábios e da laringe, manobras que protegem a via aérea durante o gole e posturas como encostar o queixo no peito ao engolir. A escolha depende do que a avaliação mostrou em cada pessoa.

Disfagia tem cura?

Depende da causa. Depois de um AVC, a terapia pode reduzir a chance de a dificuldade continuar no fim do tratamento. Em doenças que progridem, a terapia busca manter a alimentação segura.

Quanto tempo dura o tratamento da disfagia?

Não existe um número fixo de sessões. O plano é montado a partir da avaliação e ajustado conforme a evolução. Na OtoCare, cada sessão dura cerca de 45 minutos.

A eletroestimulação dói?

A corrente usada na fonoaudiologia é de intensidade muito baixa, e a fonoaudióloga escolhe e ajusta a intensidade durante a sessão.

A eletroestimulação funciona sozinha?

Não. Ela é sempre usada junto com os exercícios, nunca sozinha. Os estudos mostram benefício provável na disfagia depois do AVC quando ela é somada à terapia, e a indicação é feita caso a caso.

Preciso fazer exame antes de começar?

Não é obrigatório, mas a consulta com otorrino e a videoendoscopia da deglutição são recomendadas antes ou no início. O exame mostra onde está a dificuldade e ajuda a direcionar a terapia.

Engasgar mais com a idade é normal?

A deglutição muda um pouco com a idade, mas engasgos frequentes, tosse ao comer ou perda de peso não são normais. No idoso a disfagia é comum e muitas vezes passa sem diagnóstico.

Disfagia pode causar pneumonia?

Sim. Quando comida, líquido ou saliva entram na via aérea, a pessoa pode ter pneumonia aspirativa, às vezes sem tossir. Tratar a disfagia pode ajudar a reduzir esse risco.

A fonoterapia ajuda quem tem Parkinson?

Pode ajudar. O treino de força da expiração deixou a deglutição mais segura em um ensaio controlado com pessoas com Parkinson. Outras técnicas ainda têm resultados preliminares.

A OtoCare faz fonoterapia da deglutição em crianças?

Não. Na OtoCare, a terapia da deglutição é feita em adultos e idosos. Em crianças, a consulta com otorrino avalia a deglutição e indica a fonoterapia quando ela é necessária.

O plano de saúde cobre a fonoterapia da deglutição?

Na OtoCare, a terapia é particular. Alguns planos reembolsam, conforme o contrato, e o preço da sessão é informado pelo WhatsApp.

Referências

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Agende a fonoterapia da deglutição em Brasília

Se você ou um adulto da sua família engasga, tosse nas refeições, sente a comida parar na garganta ou vem perdendo peso, agende a avaliação de fonoterapia da deglutição na Clínica OtoCare. Pelo WhatsApp a equipe informa horários e valores e orienta se vale começar pela consulta com otorrino.

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