Gripe pode causar surdez súbita?

Dra. Larissa Vilela, médica otorrinolaringologista da Clínica OtoCare

Por Dra. Larissa Vilela, médica otorrino

Gripe pode causar surdez?

Gripe pode levar à surdez? A pergunta aparece quando, no meio de uma gripe, o ouvido tampa, o som fica abafado e a pessoa sente que não está escutando direito. Na maioria das vezes essa alteração passa, mas em alguns casos a gripe pode causar surdez súbita, uma perda que pode ficar para sempre quando o tratamento demora. Por isso ajuda saber reconhecer cada situação.

Dra. Larissa Vilela explicando quando a alteração de audição na gripe é grave

Sim, a gripe pode causar surdez. Na maioria das vezes, o ouvido tampa e volta ao normal quando o nariz melhora. Já a perda súbita da audição, durante ou depois da gripe, pede avaliação com otorrino o mais cedo possível.

No sentido certo do termo, gripe é só a virose causada pelo influenza, um vírus que circula nos tipos A e B. No dia a dia, o nome acaba sendo usado para qualquer virose respiratória. A gripe pelo influenza costuma ser forte, com febre, nariz muito obstruído, bastante secreção e, muitas vezes, uma tosse intensa.

Nesse quadro, não é raro aparecer alguma alteração da audição. Ela pode ter três causas, que vão da mais comum à mais séria.

  • Disfunção da tuba auditiva, o ouvido tampado pela inflamação do nariz.
  • Otite média, a inflamação atrás do tímpano, em geral com secreção e dor.
  • Surdez súbita, a inflamação da orelha interna, que precisa de tratamento rápido.

As duas primeiras deixam uma perda de audição passageira, que volta quando a inflamação passa. A terceira acontece numa parte menor dos casos, mas pode deixar uma perda permanente quando não é tratada a tempo. O mesmo vale para outras viroses respiratórias que atingem o ouvido.

Por que o ouvido fica entupido na gripe

A causa mais comum de alteração da audição na gripe é a disfunção da tuba auditiva. O vírus inflama muito o nariz, e essa inflamação muitas vezes se estende para a tuba, um canal fino que liga o fundo do nariz ao ouvido e mantém o ouvido ventilado.

Para uma boa audição, o ar dentro da orelha média, a cavidade atrás do tímpano, precisa ter a mesma pressão do ambiente. Quando a tuba inflama, ela fecha. O ar de dentro do ouvido deixa de ser renovado, e forma-se uma pressão negativa atrás do tímpano. A pessoa sente o ouvido abafado, como se estivesse tampado, e às vezes a própria voz parece mais alta dentro da cabeça.

Essa alteração é leve. Muitas vezes nem chega a baixar a audição, e fica só a sensação de abafamento. Em outras, aparece uma perda leve, que passa. A disfunção tubária não deixa perda permanente. Quando o nariz desincha e a inflamação do vírus vai embora, o ouvido destampa sozinho e tudo volta ao normal.

Um detalhe ajuda a reconhecer essa causa. Ao engolir ou bocejar, a tuba se abre por um instante, e o ouvido pode destampar e logo tampar de novo. Esse vai e vem combina com a tuba. O funcionamento desse canal, e o que acontece quando ele falha por outros motivos, está na orientação sobre disfunção tubária.

Quanto tempo o ouvido fica tampado depois da gripe

O ouvido acompanha o nariz. Os sintomas da virose costumam chegar ao máximo por volta do segundo ou terceiro dia e, a partir daí, diminuem aos poucos, como mostra a orientação sobre quanto tempo dura uma gripe ou resfriado. Conforme o nariz desincha, a tuba volta a abrir e o ouvido melhora junto.

O exame confirma a causa do ouvido tampado depois da gripe e fica ainda mais importante quando ele não melhora junto com o nariz. Às vezes sobra líquido atrás do tímpano, a chamada otite média secretora, e o abafamento leva mais tempo para sumir.

O que fazer com o ouvido entupido na gripe

Além da avaliação com otorrino, que confirma a causa, o cuidado com o ouvido entupido na gripe começa pelo nariz. Água, repouso e lavagem nasal com soro ajudam a desinflamar o nariz, e com ele a entrada da tuba. As outras medidas que ajudam na virose estão em como curar gripes e resfriados.

A lavagem deve ser feita com delicadeza, sem apertar o frasco com força, e a respiração fica pela boca durante toda a aplicação. Com pressão alta dentro do nariz, o soro pode subir pela tuba e chegar ao ouvido, como explica a orientação lavagem nasal causa otite?.

Engolir, bocejar, mascar chiclete ou beber um gole de água ajudam a tuba a abrir. Empurrar o ar com força para dentro do ouvido, tapando o nariz e soprando com a boca fechada, não é recomendado em casa, porque a força exagerada pode machucar a orelha média.

Remédio para ouvido entupido na gripe

Não existe gota de ouvido que desentupa a tuba. O problema fica atrás do tímpano, e o que se pinga no canal do ouvido não chega até lá. Cotonete, óleo e outras receitas caseiras colocadas no ouvido também não alcançam o problema, e o cotonete ainda pode machucar o canal.

Quando o nariz precisa de mais do que a lavagem, a consulta pode indicar remédios para desinflamar, conforme o caso. Esses remédios tratam o nariz, e o ouvido melhora junto. O descongestionante em gotas ou spray, usado por conta própria e por vários dias seguidos, provoca efeito rebote e piora a obstrução, como mostra a orientação sobre descongestionante nasal. Nas crianças, segundo o Manual MSD, descongestionantes e antialérgicos não ajudam o ouvido e podem causar efeitos colaterais.

O antialérgico também não desentope o ouvido da gripe, porque a virose não é uma alergia, assunto da orientação sobre antialérgico em gripes e resfriados. Antibiótico não trata vírus. Ele só entra quando o exame mostra uma infecção por bactéria, como em parte das otites.

Avião e mergulho com gripe

Com o nariz entupido, a tuba tem mais dificuldade para equilibrar a pressão quando a altitude muda. Quem precisa voar gripado pode mascar chiclete, beber água ou comer alguma coisa na decolagem e no pouso, para ajudar a tuba a abrir.

No mergulho, o cuidado é maior. Com o nariz entupido por gripe, resfriado ou rinite, a orientação é não mergulhar, porque a chance de não conseguir equilibrar a pressão e machucar o ouvido é grande.

Otite média depois da gripe

A segunda causa de perda de audição na gripe é a otite média, a inflamação da orelha média, o espaço atrás do tímpano. Em geral ela vem com secreção acumulada nesse espaço. Muitas vezes é a evolução da disfunção da tuba, e o ouvido que estava só tampado passa a doer. Esse quadro é mais sério do que o ouvido tampado.

Na otite média, o abafamento e a sensação de ouvido tampado são maiores, e a audição fica mais comprometida. Mesmo assim, a perda é do tipo condutiva, o que quer dizer que o som é barrado no caminho pela secreção atrás do tímpano, sem lesão do nervo. Ela também é reversível. Com o tratamento, muitas vezes até sem antibiótico, a secreção é reabsorvida e a audição volta ao normal.

Otite média numa gripe não é rara, principalmente em crianças, e nelas a influenza muitas vezes evolui para uma otite média por bactéria. Dor de ouvido, febre, a criança que mexe na orelha e chora e o pus ou líquido escorrendo do ouvido pedem consulta. A vacina contra a gripe é uma das medidas que ajudam a proteger a criança, como mostram as orientações sobre a vacina da gripe e sobre prevenção de gripes e resfriados na criança que vai à escola.

Nem toda otite precisa de antibiótico. A decisão depende do exame do ouvido e da idade, e os tipos de inflamação do ouvido e seus tratamentos estão na orientação sobre otite. Quando o antibiótico ajuda e quando ele pode esperar está em otite e sinusite precisam de antibiótico?. A dor de ouvido na gripe nem sempre vem do ouvido, e pode vir da garganta, por exemplo, como mostra a orientação sobre dor de ouvido.

Surdez súbita depois da gripe

A terceira causa é a mais importante, pela gravidade e pelo risco de deixar uma perda de audição permanente. O vírus influenza, como outros vírus, pode causar a surdez súbita. Nela, a inflamação atinge a orelha interna, onde ficam a cóclea, a parte que capta o som, e o nervo auditivo, que conduz o som ao cérebro.

A audição some de uma hora para outra, em parte ou por completo. Na maioria das vezes, a pessoa simplesmente percebe que não está escutando de um dos ouvidos. Diferente das outras duas causas, a perda é neurossensorial, ou seja, a lesão está dentro do ouvido, e não na passagem do som.

Dentro da otorrinolaringologia, a surdez súbita é vista como prioridade. O tratamento precisa começar o mais cedo possível, principalmente com o corticoide por via oral, que desinflama a orelha interna atingida pelo vírus e ajuda a audição a voltar. Quando a surdez súbita demora a ser percebida e tratada, a chance de não recuperar a audição é relativamente alta, e a perda pode ficar permanente.

O ideal é começar o tratamento nas primeiras 24 a 48 horas, no máximo. Começar depois disso não tira toda a possibilidade de recuperação, mas ela diminui conforme o tratamento atrasa.

O otorrino só receita o tratamento depois do exame, e o corticoide não deve ser começado por conta própria. Os cuidados com esse remédio estão na orientação sobre corticoide oral. Se o comprimido não traz a melhora esperada, existe a injeção intratimpânica de corticoide, um tratamento de resgate em que o remédio é aplicado através do tímpano. Na OtoCare, ela é feita no consultório. As causas, os exames e as chances de recuperação estão na orientação sobre surdez súbita.

Surdez súbita confundida com otite na gripe

Na gripe, a surdez súbita pode passar despercebida. A pessoa já está com o nariz entupido e o ouvido incomodado, e a perda de audição parece só mais um sintoma da virose. Até na avaliação médica a otite costuma ser a primeira suspeita, porque é bem mais comum.

Um caso real mostra o risco dessa confusão. Um músico, que depende da audição no trabalho, estava com influenza havia três dias quando, à noite, percebeu de repente que não escutava. Ele foi avaliado, recebeu o diagnóstico de otite média aguda e só teve o diagnóstico de surdez súbita uma semana depois do começo do quadro. O tratamento certo começou com essa semana de atraso, longe do prazo ideal, e a recuperação dele ainda estava sendo acompanhada.

A diferença aparece no exame. Na otite média, o tímpano mostra a inflamação e a secreção atrás dele. Na surdez súbita, o tímpano costuma estar normal, e a audiometria mostra que a perda é neurossensorial. A diretriz americana sobre perda súbita de audição recomenda fazer essa separação entre perda condutiva e neurossensorial já na primeira avaliação.

Como diferenciar o ouvido tampado da surdez súbita

Alguns sinais ajudam a separar o ouvido tampado da gripe da surdez súbita. Eles não fecham o diagnóstico, mas mostram quando não dá para esperar.

SinalTuba auditivaOtite médiaSurdez súbita
Como começaAos poucos, junto com o nariz entupidoAos poucos, e a dor vai aumentandoDe repente, em minutos ou horas
Quais ouvidosUm ou os doisEm geral umQuase sempre um só
Ao engolir ou bocejarPode destampar por um instanteMuda poucoNão muda
Dor de ouvidoPressão, pouca dorCostuma ser o sintoma principalNão é o sintoma principal
ZumbidoLeve, quando aparecePode aparecerComum, começa junto com a perda
TonturaNão costuma terRaraPode acontecer
O que fazerCuidar do nariz e consulta para confirmar a causaConsulta para examinar o ouvidoAvaliação com otorrino o mais cedo possível

Um teste simples usa o telefone. Encostar o celular em um ouvido e depois no outro permite comparar os dois lados. Uma diferença grande entre os lados, que apareceu de repente, pede avaliação rápida.

Outro teste caseiro usa a própria voz. Com a boca fechada, a pessoa faz um som de hum por alguns segundos e percebe para que lado ele vai. Se fica mais forte no ouvido tampado, a perda tende a ser condutiva, como na cera, na tuba e na otite. Se o som se desloca para o lado que escuta bem, a suspeita passa a ser de surdez súbita. O passo a passo está no teste caseiro para surdez súbita.

Os dois testes orientam, mas não substituem o exame. Quem confirma o tipo de perda é o otorrino, examinando o ouvido e fazendo a audiometria, que mede quanto se escuta em cada ouvido e mostra se a perda é condutiva ou neurossensorial. A impedanciometria completa a avaliação, medindo a pressão atrás do tímpano, o que mostra a tuba fechada ou o líquido acumulado. Na OtoCare, a audiometria em Brasília, no Setor Noroeste e a impedanciometria são feitas na própria clínica. Quando um zumbido continua depois da gripe e a audiometria comum vem normal, a audiometria de altas frequências pode trazer informação a mais.

Gripe com ouvido entupido e tontura

Tontura não faz parte do ouvido tampado da tuba. Na otite, ela é rara e aparece em alguns casos que se complicam. Quando a gripe traz uma tontura forte, com a sensação de que tudo gira, a orelha interna pode estar envolvida. Com perda de audição junto, pode ser uma surdez súbita ou uma labirintite, a inflamação da orelha interna que atinge o equilíbrio e, muitas vezes, a audição. Sem mudança na audição, uma crise forte de tontura depois de uma virose lembra a neurite vestibular. Esses quadros pedem avaliação com otorrino logo.

Tontura, perda de audição ou zumbido que surgem de repente junto com perda de força em um braço ou numa perna, dificuldade para falar, rosto torto ou visão dupla podem vir do cérebro, e não do ouvido. Diante desses sinais, é preciso avaliação médica sem demora.

Quando procurar avaliação

Com gripe ou qualquer outra virose respiratória, o ouvido tampado ou a sensação de não estar escutando pedem avaliação com otorrino. O exame confirma qual das três causas está presente e permite começar o tratamento certo o mais rápido possível.

Alguns sinais apontam para a surdez súbita e pedem atendimento prioritário.

  • Perda de audição que apareceu de repente, em minutos ou horas.
  • Perda em um ouvido só, com diferença clara em relação ao outro.
  • Zumbido novo, que começou junto com a perda.
  • Tontura junto com a perda de audição.
  • Audição que não muda ao engolir, bocejar ou assoar o nariz.

Nesses casos, ao marcar a consulta na OtoCare pelo WhatsApp, informe que a perda de audição foi súbita. Assim o atendimento é feito com prioridade.

Dor de ouvido que não passa, febre junto com a dor, ouvido escorrendo secreção, ouvido tampado que continua depois que o nariz melhorou e otites que se repetem na criança também merecem consulta, sem a mesma pressa. Os sinais gerais de que a virose precisa de avaliação estão em quando procurar o médico na gripe.

Enquanto a consulta não acontece, não comece antibiótico ou corticoide por conta própria e não coloque objetos ou líquidos no ouvido. Só o exame mostra se o ouvido tampado é da tuba, que melhora junto com o nariz, ou de uma causa que precisa de tratamento. Diante dos sinais de surdez súbita, esperar faz perder o melhor momento do tratamento.

Quando a consulta na OtoCare levanta a suspeita de gripe ou de covid-19, o otorrino pode fazer ali mesmo um teste rápido que mostra se o vírus é o da covid-19 ou o influenza, do tipo A ou B. Quando a dúvida é se o quadro é gripe, dengue ou covid, a diferença está em como saber se é dengue, gripe ou covid.

Vídeo sobre gripe e perda de audição

O vídeo mostra as três causas de alteração da audição na gripe, do ouvido tampado pela tuba à surdez súbita, e conta o caso do músico que teve o diagnóstico com uma semana de atraso.

Perguntas frequentes

Quanto tempo dura a surdez da gripe?

Depende da causa. O ouvido tampado pela tuba melhora junto com o nariz, ao longo dos dias da virose. Na otite média, o abafamento pode levar um pouco mais para passar, mesmo depois que a dor melhora. A surdez súbita não melhora junto com o nariz, precisa de tratamento, e nela a audição pode não voltar por completo.

Gripe pode causar surdez permanente?

Pode, mas é a exceção. O ouvido tampado e a otite média da gripe são passageiros e não deixam sequela quando bem cuidados. A perda permanente acontece na surdez súbita, principalmente quando o tratamento começa tarde.

O que é bom para desentupir o ouvido com catarro?

Na gripe, o catarro que tampa o ouvido fica no nariz e na entrada da tuba auditiva, e não dentro do canal do ouvido. Por isso o que ajuda é cuidar do nariz, com água e lavagem nasal delicada. Quando já existe secreção atrás do tímpano, o quadro é de otite, que pede exame do ouvido.

A covid pode causar surdez ou ouvido entupido?

Pode. Como outras viroses respiratórias, a covid-19 pode inflamar o nariz e tampar o ouvido pelo mesmo caminho da gripe. Uma revisão de estudos encontrou perda de audição, zumbido e tontura entre os sintomas da covid-19, com estudos ainda limitados. A queda súbita da audição na covid-19 pede a mesma avaliação rápida que na gripe.

Adulto pode ter otite na gripe?

Pode. A otite média é mais comum em crianças, mas também aparece em adultos depois de um resfriado ou de uma gripe. No adulto, dor de ouvido com audição abafada durante a virose merece exame do ouvido.

Ouvido entupido é sintoma de gripe?

Pode ser. Não é um sintoma do vírus em si, e sim uma consequência comum do nariz inflamado. Ouvido entupido sem nenhum sintoma no nariz costuma ter outra causa, como a cera acumulada, e merece exame.

Resfriado e sinusite também deixam o ouvido entupido?

Deixam. No resfriado e na sinusite, a mucosa inflamada do nariz é a mesma que reveste a tuba auditiva, e o ouvido tampa pelo mesmo mecanismo da gripe. A rinite também faz isso. O cuidado passa pelo tratamento do nariz, e o exame do ouvido confirma a causa, principalmente quando ele continua tampado por semanas.

Ouvido entupido com zumbido depois da gripe: o que pode ser?

Um zumbido leve pode acompanhar o ouvido tampado da tuba e some quando o ouvido destampa. O zumbido que começa de repente, junto com a queda da audição em um ouvido, sugere surdez súbita e precisa de avaliação rápida. Zumbido que continua depois que a gripe passou também merece exame.

A gripe pode deixar os dois ouvidos surdos?

O ouvido tampado pela tuba pode atingir os dois lados ao mesmo tempo e passa com o nariz. A surdez súbita costuma pegar um ouvido só. Quando os dois lados perdem audição de repente, o caso é raro e precisa ser investigado.

Criança pode ficar surda por causa da gripe?

Na criança, a causa mais comum é a otite média, que deixa o som abafado por um tempo e melhora com o tratamento. A criança que passa a aumentar muito o volume da televisão ou deixa de responder quando é chamada precisa de consulta. A surdez súbita também pode acontecer na infância, mas é rara.

Dá para prevenir a perda de audição da gripe?

Não existe medida que previna a surdez súbita. O que ajuda é diminuir as gripes, com a vacina anual, e cuidar bem do nariz durante a virose, para a tuba voltar a funcionar logo. Perceber cedo a perda súbita e buscar avaliação rápida protege a chance de recuperar a audição.

Referências

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Avaliação com otorrino em Brasília

Perda de audição que aparece de repente pede avaliação com otorrino o mais cedo possível. Ouvido tampado que não passa, otites que se repetem, zumbido novo e mudança na audição depois de uma virose merecem exame do nariz e dos ouvidos e audiometria. Essa avaliação é feita na consulta com otorrino em Brasília. A Clínica OtoCare atende adultos e crianças no Setor Noroeste.

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