Lavagem nasal em crianças: qual é a melhor forma, qual idade, existe risco?

Dra. Larissa Vilela, médica otorrinolaringologista da Clínica OtoCare

Por Dra. Larissa Vilela, médica otorrino

Lavagem nasal infantil: qual a melhor forma em cada idade?

Lavar o nariz ajuda a tratar gripes e resfriados, a tratar e prevenir as crises de rinite e, na sinusite aguda, a tirar aquele catarro que parece não ter fim. Nas crianças, a lavagem também é muito bem-vinda. A forma de lavar, porém, acompanha a idade, o tamanho do nariz e o quanto a criança aceita o procedimento.

Para facilitar a escolha, a infância pode ser dividida em quatro fases. Em cada uma há mais de uma opção de dispositivo, e uma regra vale para todas. Comece pelo menor volume e aumente conforme a criança se acostuma.

De 0 a 6 meses

Nessa fase o bebê tem pouco controle da cabeça, e a lavagem é feita com ele deitado de costas, sem travesseiro, com a cabeça reta. O soro entra no nariz, chega à garganta e o bebê engole naturalmente.

  • Conta-gotas. É uma das melhores formas de começar. Joga pouco soro, sem pressão, e o bebê tolera muito bem.
  • Seringa de insulina. É a mais fina que existe e sai mais barata que o conta-gotas. Vai sempre sem a agulha, apertada devagarinho.
  • Spray de soro fisiológico. A ponta fica virada para a lateral, para não bater no septo e não machucar.
  • Jato contínuo infantil. Também com a ponta para a lateral, o botão fica apertado por uns três segundos.

O manual sobre lavagem nasal da ABORL-CCF, entidade que reúne os otorrinos do Brasil, traz esses mesmos dispositivos para os primeiros seis meses e não recomenda a lavagem de alto volume nessa idade. A quantidade de soro e o passo a passo no bebê pequeno estão na orientação sobre como lavar o nariz de recém-nascido.

De 6 meses a 2 anos

A criança já consegue ficar sentada, se preciso no colo de um adulto, e a lavagem passa para seringas maiores, de 3 a 10 mL. O começo é sempre com a seringa menor. Conforme a criança se adapta, ela passa para a de 5 e depois para a de 10 mL.

Com a criança sentada, a cabeça fica reta e inclinada para a frente, e o soro é empurrado devagar. Como a pressão é baixa, ele pode voltar pela mesma narina ou sair pela outra. A cabeça também pode ficar um pouco para trás, e aí o soro passa pelo nariz e a criança engole.

O jato contínuo infantil continua sendo uma ótima opção, com a ponta apontada para o lado de fora e, de preferência, a cabeça um pouco para trás. Nessa idade, o botão pode ficar apertado por cinco a sete segundos, conforme a criança tolera. Conta-gotas e spray já ficam suaves demais para limpar bem o nariz, e a seringa e o jato contínuo funcionam melhor. Quem prefere algo mais delicado pode continuar com eles, sem problema.

Para essa faixa existe também uma seringa feita só para a lavagem infantil, com bico arredondado e pressão controlada. Ela está descrita na orientação sobre o Rinosoro® Alto Volume Baby.

De 2 a 6 anos

A partir dos 2 anos, o nariz já comporta a garrafinha infantil de alto volume, de 120 mL. Com mais soro passando de uma vez, a secreção sai melhor e o nariz drena mais. O preparo e o jeito de apertar o frasco estão na orientação sobre a lavagem de alto volume com garrafinha.

As seringas de 3 a 10 mL continuam valendo, e a criança que já está habituada pode passar para a de 20 mL. A menor vem primeiro, e as maiores depois. O jato contínuo segue como terceira opção, mas nessa idade a garrafinha e a seringa, que levam mais volume, costumam ser preferidas.

Na seringa e na garrafinha, o soro vai morninho. A Sociedade Brasileira de Pediatria também orienta evitar a solução gelada e testar a temperatura antes de lavar. Formas de amornar estão na orientação sobre a temperatura da água para a lavagem nasal.

A partir de 7 anos

A criança pode continuar com a seringa, o jato contínuo ou a garrafinha infantil. Quando ela já está bem adaptada a essas formas, pode passar para a garrafinha de 240 mL, do tamanho usado pelo adulto. Essa garrafinha só entra a partir dos 7 anos e na criança que já lava o nariz sem dificuldade. Quem ainda está se acostumando continua na garrafinha infantil.

Passo a passo geral

  1. Escolha o dispositivo da fase. Comece pelo menor volume indicado para a idade da criança.
  2. Use soro fisiológico. Na seringa e na garrafinha, deixe o soro morno.
  3. Posicione a criança. Até os 6 meses, deitada de costas e sem travesseiro. Depois, sentada ou em pé. Na seringa e na garrafinha, a cabeça fica reta e inclinada para a frente. No jato contínuo, a cabeça vai levemente para trás.
  4. Peça para abrir a boca. A criança que já consegue mantém a respiração pela boca enquanto o soro entra, sem parar.
  5. Mantenha a ponta longe do septo. No spray e no jato contínuo, a ponta fica virada para a lateral da narina.
  6. Aplique devagar. A pressão é baixa, e o conforto da criança mostra quanta força usar.
  7. Lave a outra narina. Faça o mesmo no outro lado, ainda que o soro já tenha escorrido por ali.

A técnica de cada dispositivo está detalhada nos guias sobre lavagem nasal com seringa e jato contínuo para lavagem nasal.

Lavagem nasal em criança com soro fisiológico

A lavagem nasal pode ser feita em crianças de qualquer idade, desde recém-nascidas, e o risco é baixo. A melhor forma é a que combina com a fase da criança, com soro fisiológico, pressão baixa e nunca à força.

Criança não aceita a lavagem nasal: o que fazer?

Em muitas casas, a lavagem vira uma cena de choro, com um adulto segurando a criança e outro jogando o soro. Isso é muito comum por volta dos 2 e 3 anos, e muitos pais seguem fazendo assim, com choro ou sem choro, para não deixar de lavar. Nesse cenário, a lavagem não deve acontecer, por dois motivos.

O primeiro, e mais importante, é o ouvido. A criança que chora e se debate inspira no meio do choro, e nessa hora a tuba auditiva, canal que comunica o fundo do nariz com o ouvido, pode se abrir. Se o soro estiver entrando, ele pode subir por esse canal mesmo sem força, e a posição certa não impede isso. No ouvido, o soro dói, incomoda e pode favorecer a otite, como explica a orientação sobre se a lavagem nasal causa otite.

O segundo é o trauma. A criança que passa por lavagens à força fica com medo e depois recusa até as formas mais simples, como o jato contínuo e o spray. No fim das contas, não vale a pena.

A saída é mudar a forma de lavar. Se a garrafinha só funciona com alguém segurando, troque pela seringa, que joga menos volume e, em geral, menos pressão. Se a seringa também virou confusão, passe para o jato contínuo. Ele é o mais simples, joga pouco soro e não assusta, e a maioria das crianças aceita bem, inclusive as que estão naquela fase difícil dos 2 ou 3 anos. Na hora de comprar, prefira a versão infantil, de bico menor e arredondado e jato mais suave.

Ajuda muito transformar o momento em brincadeira. Mostre o frasco, deixe a criança mexer nele, faça primeiro em você mesmo e vá aos poucos. O manual da ABORL-CCF também destaca que, na infância, a lavagem começa por um ambiente acolhedor e pela cooperação da criança. Quando ela ficar craque no jato contínuo, a lavagem avança para a seringa e, se a criança precisar de mais limpeza, para a garrafinha.

No vídeo a seguir, os motivos para não forçar a lavagem e a troca de dispositivos são mostrados com os frascos infantis.

Com qual idade pode começar a lavagem nasal?

Desde recém-nascido. Com a idade mudam o dispositivo e a quantidade de soro, que crescem aos poucos, junto com a criança e com a adaptação dela. Não é preciso esperar a criança aprender a assoar o nariz. O soro ajuda justamente a soltar a secreção que ela ainda não consegue tirar sozinha.

No recém-nascido, a lavagem é feita quando há necessidade, e não todos os dias por rotina. Ela entra quando o nariz entope, o bebê respira com dificuldade ou aparece mais secreção. Segundo a ABORL-CCF, o bebê respira obrigatoriamente pelo nariz nas primeiras semanas e de preferência por ele até os 6 meses. Por isso, nessa fase, o nariz entupido pode atrapalhar a mamada e causar desconforto para respirar.

Aliviar esse congestionamento tem uma consequência pouco conhecida. O canal que drena a lágrima desemboca dentro do nariz, e quando a criança pequena passa dias com o nariz cheio, a secreção pode percorrer esse caminho ao contrário e sair pelo olho — o que costuma ser confundido com conjuntivite. Os sinais que separam uma coisa da outra estão na orientação sobre catarro saindo pelos olhos da criança.

Qual é a posição certa da criança na lavagem nasal?

Até os 6 meses, a lavagem é feita com o bebê deitado de costas e a cabeça reta. Virar o bebê de lado ou sentá-lo inclinado tende a fazer a ponta fina do conta-gotas ou da seringa bater no septo, a divisória central do nariz. Isso incomoda e, com o tempo, pode fazer sangrar.

Depois dessa fase, na seringa e na garrafinha, a melhor posição é a criança sentada ou em pé, com a cabeça retinha, olhando para baixo e inclinada para a frente. A boca fica aberta, e a criança respira pela boca. Assim o soro tende a atravessar o nariz de um lado para o outro, e a chance de ele ir para o ouvido fica muito pequena.

A criança que já consegue deve respirar pela boca o tempo todo enquanto o soro entra, sem pausa, do início ao fim. Com a boca aberta, o céu da boca sobe e fecha a passagem entre o fundo do nariz e a garganta. Se ela ainda não consegue manter a respiração pela boca, pode falar um “aaa” comprido enquanto o soro entra, o que também eleva o céu da boca. A Sociedade Brasileira de Pediatria e a ABORL-CCF sugerem o mesmo recurso, com sons como “aaa” ou “cacaca”.

No jato contínuo, a melhor posição é com a cabeça levemente inclinada para trás. Como o jato leva pouco soro e sai com pouca força, com a cabeça para a frente ele costuma limpar apenas a entrada do nariz. Com a cabeça inclinada para trás, o soro percorre todo o nariz até a garganta, e a criança engole. Na seringa, a cabeça para trás também pode ser usada.

E se o soro não sair do outro lado?

Não tem problema. Muitos pais acham que a lavagem só funciona quando o soro atravessa e sai pela outra narina, mas não precisa. Quando o soro passa por uma narina e volta pela frente, ele já lavou aquele lado e já trouxe o benefício da lavagem.

Como a pressão da lavagem infantil é baixa, o soro pode sair pelo mesmo lado, sair pelo outro ou descer para a garganta. Quando ele não aparece saindo, pode ter certeza de que a criança engoliu, e o soro seguiu para o estômago, sem problema. Ele também não sobe para o cérebro, porque não existe passagem do nariz para lá.

Apertar mais forte para o soro atravessar não ajuda. A força só eleva a pressão no nariz, e essa pressão chega ao fundo, perto da tuba auditiva, por onde o soro e a secreção podem subir para o ouvido.

Lavagem nasal em crianças tem risco?

O risco é baixo. O soro tem apenas água e cloreto de sódio, e em teoria a lavagem nasal não tem contraindicação. Uma revisão sistemática publicada em 2020, com estudos em bebês a partir de 3 meses e crianças de até 12 anos com gripes e resfriados, concluiu que a lavagem com soro melhora os sintomas do nariz e parece segura.

A Sociedade Brasileira de Pediatria descreve algumas situações em que a lavagem é indicada com mais cautela, como a suspeita de um objeto dentro do nariz, a criança com dificuldade para engolir e risco de aspirar líquido, as fendas do céu da boca, as alterações da base do crânio e as fraturas no rosto. Todas são consideradas contraindicações relativas, que podem ser avaliadas caso a caso, na consulta na OtoCare.

Se houver suspeita de que a criança colocou um objeto no nariz, não tente expulsá-lo com a lavagem. Veja o que fazer quando há corpo estranho no nariz da criança e fale com a OtoCare para avaliação.

O ouvido

A lavagem não pode causar nenhum desconforto no ouvido. Se a criança sente pressão, diz que sentiu soro no ouvido ou se queixa de dor logo depois de lavar, a lavagem para na hora e só recomeça mais tarde, bem devagar. Se o incômodo se repete mesmo com a técnica certa, a lavagem é suspensa e a forma de lavar muda para um dispositivo com menos volume, o que é avaliado na consulta. Nas crianças pequenas, que ainda não sabem dizer o que sentem, otites que começam logo depois da entrada da garrafinha na rotina são um sinal para trocar pelo jato contínuo. Os cuidados com o ouvido dolorido estão na orientação sobre dor de ouvido durante a lavagem nasal.

Sangramento e ardência

A ponta do dispositivo batendo no septo pode machucar e fazer o nariz sangrar. Por isso ela fica longe do septo, virada para a lateral ou, no bebê deitado, quase perpendicular ao rosto. A Sociedade Brasileira de Pediatria também pede para direcionar o dispositivo para a lateral da narina. Já a ardência no nariz ou na garganta é a queixa mais comum, segundo a ABORL-CCF, e insistir na lavagem mesmo com ardor pode levar a um pequeno sangramento. Nesses casos, a técnica e o soro são revistos na consulta.

Com volumes maiores, o manual da ABORL-CCF também pede mais critério nas crianças com risco de aspiração e prefere que a criança tenha o reflexo de tosse preservado antes de usar a garrafinha.

Qual soro usar na lavagem nasal infantil?

Soro fisiológico, a solução a 0,9%. É a recomendada para as crianças pelo manual da ABORL-CCF e a mais bem aceita por elas no guia da Sociedade Brasileira de Pediatria. A solução hipertônica, mais concentrada, costuma arder e não é a primeira escolha na criança pequena. Quando ela entra, é por indicação médica, como explica a orientação sobre a solução hipertônica para lavagem nasal.

Água pura, sem sal, não serve, porque arde muito no nariz. Os motivos estão na orientação sobre lavagem nasal com água. Quem prefere preparar o soro em casa encontra a receita e os cuidados com a água na orientação sobre a solução caseira para lavagem nasal.

No jato contínuo, o soro já vem pronto. Os frascos só com soro fisiológico não têm remédio nenhum, não viciam e são os ideais para lavar o nariz da criança todos os dias. Também existem frascos com xilitol ou com hidratante, para usos específicos.

Vídeo: lavagem nasal em bebês e crianças

No vídeo abaixo estão as opções de dispositivo, os volumes e as posições de cada fase, do recém-nascido à criança maior, e as respostas sobre os riscos da lavagem.

Perguntas frequentes

Para que serve a lavagem nasal em crianças?

Para limpar o nariz. O soro tira a secreção que a criança não consegue assoar, alivia o nariz entupido e ajuda no tratamento de gripes, resfriados, rinite e sinusite. Uma revisão de estudos em crianças com resfriado sugere que ela também reduz o uso de outros remédios, principalmente de antibióticos.

A lavagem nasal tira o catarro?

Tira. O soro limpa de forma mecânica e arrasta o catarro para fora ou para a garganta. Volume maior limpa mais, e por isso a garrafinha ajuda tanto nas crianças maiores com muito catarro. Outras medidas para soltar o catarro estão na orientação sobre como limpar o catarro do nariz.

Quantas vezes por dia pode fazer lavagem nasal em criança?

Não existe um número fixo. A frequência acompanha a secreção e os sintomas e sobe nos dias de mais catarro. No bebê pequeno, a lavagem é feita só quando o nariz está entupido. Na criança com rinite, a lavagem regular ajuda a tratar e a prevenir as crises. As situações em que a lavagem é indicada estão na orientação sobre quem precisa fazer lavagem nasal.

Muita lavagem nasal faz mal para o bebê?

Feita do jeito certo, não. O cuidado é não exagerar sem necessidade. Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, lavagens repetidas demais e sem motivo podem tirar a camada de muco que protege o nariz e atrapalhar a limpeza natural dele. O que vale é lavar quando há motivo, como o nariz entupido ou a secreção.

Pode usar a garrafinha de lavagem nasal no bebê?

Não antes dos 2 anos. O nariz da criança pequena tem um volume bem menor, e a garrafinha, mesmo a infantil, joga soro demais para ele. Isso pode incomodar, doer e até levar soro para o ouvido. Entre 6 meses e 2 anos, quando a criança precisa de mais volume, a opção é a seringa de baixa pressão.

Pode fazer lavagem nasal no bebê antes de mamar ou antes de dormir?

Pode, e são os melhores momentos. Segundo a ABORL-CCF, a lavagem no bebê é feita de preferência antes das mamadas, para ele mamar respirando melhor, e antes de dormir. Logo depois da mamada, ela é evitada, pelo risco de o bebê chorar e regurgitar.

Pode fazer lavagem nasal com xilitol em criança?

Pode, quando há indicação. Os frascos e sachês com xilitol existem para usos específicos, e quem indica a apresentação e o tempo de uso é o otorrino. Para a lavagem de todos os dias, o soro fisiológico puro basta. Os estudos e a forma de usar estão na orientação sobre lavagem nasal com xilitol.

A criança maior pode fazer a lavagem sozinha?

Pode, e muitas aprendem cedo. Segundo a ABORL-CCF, a partir dos 3 ou 4 anos muitas crianças já conseguem fazer a lavagem por conta própria, o que dá segurança a elas. A partir dos 7 anos, em geral a própria criança faz, de preferência com um adulto por perto.

Referências

  1. VILELA, Larissa. Lavagem nasal em crianças: qual é a melhor forma, qual idade, existe risco? YouTube, 21 set. 2023. 1 vídeo (8 min 54 s). Disponível em: https://youtu.be/bGvhU5J3N1w. Acesso em: 11 out. 2026.
  2. VILELA, Larissa. Lavagem nasal em crianças: não force! Pode causar otite! Faça progressivamente. YouTube, 12 ago. 2026. 1 vídeo (8 min 24 s). Disponível em: https://youtu.be/M_LfWCUGJ1k. Acesso em: 11 out. 2026.
  3. VILELA, Larissa. Como lavar o nariz de recém-nascidos? YouTube, 22 jun. 2023. 1 vídeo (6 min 3 s). Disponível em: https://youtu.be/UaHdRHU8TWQ. Acesso em: 11 out. 2026.
  4. VILELA, Larissa. Rinosoro® alto volume baby – seringa para lavagem nasal: vale a pena? Como usar? YouTube, 3 jul. 2024. 1 vídeo (11 min 33 s). Disponível em: https://youtu.be/7BQqimpBQoU. Acesso em: 11 out. 2026.
  5. VILELA, Larissa. Lavagem nasal causa otite? YouTube, 6 set. 2025. 1 vídeo (10 min 53 s). Disponível em: https://youtu.be/XMDnTjIOL4U. Acesso em: 11 out. 2026.
  6. VILELA, Larissa. Riscos da lavagem nasal com a garrafinha. YouTube, 1 jul. 2026. 1 vídeo (12 min 8 s). Disponível em: https://youtu.be/h5O6iS1vC04. Acesso em: 11 out. 2026.
  7. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE OTORRINOLARINGOLOGIA E CIRURGIA CÉRVICO-FACIAL (ABORL-CCF). Manual de lavagem nasal na criança e no adulto. São Paulo: ABORL-CCF, 2022. Disponível em: https://aborlccf.org.br/wp-content/uploads/2022/11/1669816618_Manual_de_lavagem_nasal-v2.pdf. Acesso em: 11 out. 2026.
  8. SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA (SBP). Departamento Científico de Otorrinolaringologia. Lavagem nasal. Rio de Janeiro: SBP, 30 nov. 2023. (Guia Prático de Atualização, n. 120). Disponível em: https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/24053f-GPA_ISBN_-_Lavagem_Nasal.pdf. Acesso em: 11 out. 2026.
  9. CABAILLOT, Aurélie et al. Saline nasal irrigation for acute upper respiratory tract infections in infants and children: a systematic review and meta-analysis. Paediatric Respiratory Reviews, v. 36, p. 151-158, nov. 2020. DOI: 10.1016/j.prrv.2019.11.003. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32312677/. Acesso em: 11 out. 2026.
  10. SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA (SBP). Rinossinusite na infância. Rio de Janeiro: SBP, 27 set. 2017. Disponível em: https://www.sbp.com.br/rinossinusite-na-infancia/. Acesso em: 11 out. 2026.

Quando procurar um otorrino infantil?

A lavagem alivia o nariz, mas não resolve tudo. Procure avaliação quando o nariz da criança continua entupido mesmo com a lavagem bem feita, quando a lavagem dói ou incomoda o ouvido, ou quando as infecções do nariz e do ouvido se repetem. Segundo a ABORL-CCF, alterações como uma adenoide muito aumentada ou um desvio acentuado do septo podem dificultar a lavagem. A consulta permite identificar a causa e adaptar o dispositivo, o volume e a frequência ao quadro da criança.

Na gripe comum, a secreção engrossa e pode ficar amarela ou verde depois dos primeiros dias, e a criança vai melhorando aos poucos. Na orientação da Sociedade Brasileira de Pediatria, pedem avaliação a secreção e a tosse que se arrastam sem melhora, a febre alta com secreção grossa já no começo e a piora depois de alguns dias de melhora. Esses sinais estão explicados na orientação sobre sinusite na criança.

Olhos inchados ou uma criança muito abatida, sem ânimo, precisam de avaliação médica sem demora.

Quando as infecções são frequentes mas seguem o esperado para a idade escolar, o caminho é outro: o que reduz esses episódios está na orientação sobre prevenção de gripes e resfriados em crianças que frequentam escola.

Para uma orientação individual, agende uma consulta com otorrino em Brasília. A Clínica OtoCare atende adultos e crianças no Setor Noroeste.

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