Como fazer lavagem nasal com seringa

Dra. Larissa Vilela, médica otorrinolaringologista da Clínica OtoCare

Por Dra. Larissa Vilela, médica otorrino

Lavagem nasal com seringa: o passo a passo

A lavagem nasal com seringa é simples, barata e efetiva. Durante muitos anos, foi uma das primeiras opções dos otorrinos para limpar o nariz, e continua sendo uma excelente escolha para o dia a dia. Para um adulto, bastam soro fisiológico comum e uma seringa de 20 mL sem a agulha.

Antes de começar, separe o soro, a seringa e uma vasilha pequena e limpa, onde vai a porção de soro de cada lavagem. Se houver um adaptador de silicone para a ponta da seringa, melhor ainda.

  1. Separe a porção do soro. Coloque na vasilha só a quantidade que vai usar. O frasco grande já aberto volta para a geladeira.
  2. Amorne o soro. Aqueça essa porção no micro-ondas ou no fogão e confira se ela ficou morna, sem estar quente.
  3. Encha a seringa. Puxe o soro da vasilha até completar a seringa.
  4. Abaixe a cabeça. Debruce-se sobre a pia e deixe a cabeça baixa e reta, com os olhos no ralo, sem virar para o lado.
  5. Abra bem a boca e respire por ela. A respiração continua pela boca do início ao fim da aplicação.
  6. Encoste a ponta na narina. A seringa fica reta e veda a narina, sem que a ponta seja empurrada para dentro nem contra o septo, a parede central do nariz.
  7. Empurre o êmbolo devagar. O soro entra de forma suave, sem muita pressão.
  8. Deixe o soro sair. Ele pode sair pela outra narina ou voltar pela mesma, e os dois caminhos estão certos.
  9. Lave a outra narina. Encha a seringa de novo e repita do outro lado, mesmo que o soro já tenha saído por ele.
  10. Solte o resto do soro com calma. No fim, solte o ar pelo nariz com as duas narinas abertas, sem assoar com força.

Quando o nariz está com muito catarro, uma seringa por lado pode não bastar. Nesse caso, encha a seringa outra vez e lave de novo aquela narina antes de passar para a outra.

Dra. Larissa Vilela demonstra lavagem nasal com seringa e soro fisiológico

Para lavar o nariz com seringa, use soro fisiológico morno, mantenha a cabeça baixa e reta sobre a pia, abra a boca e respire só pela boca durante toda a aplicação. Empurre o êmbolo devagar, sem força.

Qual seringa usar para lavagem nasal?

Existem seringas de vários tamanhos, desde a de insulina, a menor de todas, até as de 20 mL encontradas na farmácia e modelos maiores, feitos só para a lavagem nasal. Para o adulto, a seringa de 20 mL é excelente. A seringa comum de farmácia serve, sempre sem a agulha.

A lavagem é um ato mecânico, e quanto mais volume passa pelo nariz, mais completa ela fica. Por isso as seringas próprias para lavagem nasal, algumas de 60 mL e com um bico que se encaixa bem na narina, lavam com mais eficácia do que as pequenas.

O volume da seringa também explica por que ela é a opção preferida para quem tem rinite. Ele alcança bem a região dos cornetos, onde a rinite inflama, e o custo baixo facilita lavar o nariz todos os dias. A comparação dos dispositivos na rinite fica na orientação sobre a melhor lavagem nasal para rinite.

Qual soro usar?

Soro fisiológico comum, o mesmo vendido em qualquer farmácia, é tudo de que a lavagem precisa. O frasco grande, depois de aberto e usado mais de uma vez, fica guardado na geladeira. Na hora de lavar, só a porção daquela lavagem vai para a vasilha e é amornada.

O soro morno deixa a lavagem mais confortável e ajuda os cílios do nariz a fazerem a limpeza natural das secreções. Nesse ponto a seringa leva vantagem sobre o jato contínuo e o spray, que já vêm prontos e não podem ser amornados, porque a solução é separada na hora. O tempo de aquecimento no micro-ondas e no fogão e o teste no antebraço estão na orientação sobre a temperatura da água para a lavagem nasal.

Quem prefere preparar a solução em casa encontra a receita e as medidas na orientação sobre a solução caseira para lavagem nasal. O sachê próprio para lavagem, dissolvido conforme a embalagem, também pode ser usado na seringa.

Duas posições para lavar o nariz com seringa

A seringa pode ser usada em duas posições. Nas duas, a boca fica aberta e a respiração é feita pela boca.

1. Com a cabeça baixa, olhando para a pia

Com o rosto voltado para o ralo, a cabeça fica baixa e reta. Não é preciso inclinar a cabeça para o lado. Abra bem a boca e jogue o soro de forma suave. Ele passa pelo nariz e sai pela outra narina ou volta pela mesma, direto na pia. Essa é a posição preferida. Com a cabeça para a frente e a boca aberta, o soro passa de uma narina para a outra, e a chance de chegar ao ouvido é muito baixa.

2. Com o rosto voltado para cima

Incline o rosto para trás e posicione a seringa mais ou menos perpendicular ao rosto. Empurre o soro devagar. Nessa posição, a solução atravessa o nariz e chega à garganta, onde pode ser engolida ou cuspida, sem problema.

As duas posições estão corretas, e a cabeça para a frente é a primeira a tentar.

Boca aberta ou fechada durante a lavagem?

Aberta, nas duas posições, respirando só pela boca enquanto o soro entra, do começo ao fim e sem pausa.

Abrir a boca eleva o céu da boca, o palato mole. Elevado, ele fecha a passagem do fundo do nariz para a garganta e faz o soro passar de uma narina para a outra quando a cabeça está inclinada para baixo. Segundo a ABORL-CCF, em seu manual de lavagem nasal, essa vedação também protege os ouvidos, porque dificulta que a pressão da solução chegue à tuba auditiva, o canal entre o nariz e o ouvido.

Enquanto o soro está entrando, o ar nunca é puxado pelo nariz. Inspirar pelo nariz nesse momento cria o risco de aspirar a solução. Por isso a respiração pela boca vale do começo ao fim de cada seringa.

O soro tem que sair pela outra narina?

Não. O soro pode sair do outro lado ou voltar pela mesma narina, e não há motivo para querer que ele atravesse. Quando um lado do nariz está muito congestionado ou existe um desvio de septo grande, a solução não consegue contornar o fundo do nariz, fica parada pela obstrução e volta depois de alguns instantes pelo mesmo lado. Apertar mais forte para obrigar o soro a passar não ajuda e apenas eleva a pressão no nariz.

Mesmo quando volta pelo mesmo lado, o soro já lavou aquela narina ao entrar e sair.

Se não saiu pela outra narina, para onde foi o soro?

Há quatro caminhos possíveis, e nenhum deles preocupa.

  • Sai pela outra narina. Acontece quando o nariz está livre.
  • Volta pela mesma narina. Acontece quando aquele lado está obstruído.
  • Desce para a garganta e é engolido. O fundo do nariz se liga direto à garganta.
  • Entra nos seios da face. Acontece principalmente em quem já operou o nariz, como na sinusectomia. O soro se acumula ali, muitas vezes no seio maxilar, e vai escorrendo aos poucos ao longo do dia, com os movimentos da cabeça. Isso também não traz problema.

O soro pode ir para o cérebro?

Não. Uma estrutura de osso, a base do crânio, fecha completamente a comunicação entre o nariz e o cérebro, e não existe passagem por onde o soro possa subir. Quando essa barreira não está íntegra, como nos defeitos da base do crânio e nas fraturas do rosto, a ABORL-CCF recomenda cautela, e o médico avalia antes de indicar a lavagem.

Tem problema engolir o soro?

Não. Engolir o soro durante ou depois da lavagem não faz mal e não traz problema algum. O soro fisiológico é água com cloreto de sódio, o sal de cozinha, numa concentração muito pequena, de 0,9%. Em um frasco inteiro de 500 mL há menos de 5 g de sal, e na lavagem só uma parte da solução chega à garganta.

Por isso, engolir o soro não aumenta a pressão de quem tem hipertensão. Para quem tem doença dos rins ou do coração e faz lavagens frequentes e de alto volume, o manual da ABORL-CCF sugere, mesmo sem evidência, evitar engolir a solução. Esse cuidado pode ser avaliado caso a caso, na consulta.

Pode assoar o nariz depois da lavagem?

Pode, com as duas narinas abertas e sem força. Depois da lavagem costuma sobrar um pouco de soro no nariz, e a vontade é tirar esse resto. Na verdade, não se trata de assoar, e sim de uma expiração suave. Com a boca fechada, solte o ar pelo nariz, sem apertar nenhum dos lados.

Fechar uma narina e assoar com força não é indicado. A pressão pode machucar o nariz e até os ouvidos, que se ligam ao nariz pela tuba auditiva. Quando o ouvido dói ou fica tampado depois de uma assoada forte, a orientação sobre dor de ouvido na lavagem nasal explica o que fazer.

E puxar o ar para tirar o resto de soro?

Também pode. Com a boca fechada, puxe o ar pelo nariz para que o resto de soro e a secreção desçam para a garganta, e depois engula ou cuspa. Esse recurso ajuda quando a lavagem soltou mais secreção do que saiu pelas narinas.

Puxar o ar pelo nariz serve para depois da aplicação, nunca para o momento em que o soro está sendo empurrado pela seringa.

Depois de cirurgia de nariz, o cuidado é maior. O nariz não deve ser assoado, e nem a expiração nem a puxada de ar podem ter força alguma. O resto do soro sai com uma expiração muito suave ou escorrendo sozinho, com a cabeça inclinada para a frente. O que muda em cada fase está na orientação sobre lavagem nasal no pós-operatório de nariz.

O vídeo a seguir responde a quatro dúvidas comuns da lavagem com seringa: engolir o soro, boca aberta ou fechada, para onde vai o soro que não sai do outro lado e como tirar o resto de soro do nariz.

O adaptador de silicone é obrigatório?

Não. O adaptador de silicone é encaixado na ponta da seringa e evita que ela machuque a narina. Ele é vendido pela internet e serve nas seringas de farmácia de 10 e 20 mL, e algumas farmácias já vendem seringas próprias para lavagem que vêm com ele. Sem o adaptador, a ponta plástica não machuca quando a seringa é usada com cuidado, mas pede mais atenção na hora de lavar.

Como limpar a seringa e quando trocar?

Depois de cada lavagem, solte o êmbolo e lave a seringa, o êmbolo e o adaptador com água corrente e sabão. Deixe as peças secarem numa superfície limpa, com a abertura da seringa virada para baixo, para não ficar soro nem umidade parada lá dentro. Umidade parada favorece a proliferação de bactérias e de mofo. Segundo a FDA, agência que regula medicamentos e produtos de saúde nos Estados Unidos, os dispositivos de lavagem nasal costumam ser seguros quando usados e limpos do jeito certo, e o uso inadequado aumenta o risco de infecção.

A seringa comum de farmácia é descartável e não foi feita para durar. Ao lavar a seringa, sobra água presa na borracha do êmbolo, e com o tempo ela começa a travar. Quando isso acontecer, ou quando houver sujeira que não sai, troque por uma nova. O manual da ABORL-CCF também recomenda guardar o dispositivo em local seco e limpo e substituí-lo periodicamente.

Quando a seringa não é a melhor opção?

A melhor forma de lavar o nariz é aquela à qual a pessoa se adapta e que consegue manter na rotina. A seringa serve para a maioria dos adultos e das crianças que já colaboram, mas em algumas situações outro dispositivo funciona melhor.

  • Bebês nos primeiros meses. Nessa fase, a lavagem usa volumes mínimos, com conta-gotas, spray ou uma seringa bem fina, a de insulina, com o bebê deitado e o soro apertado devagar. A seringa de 20 mL fica para quando a criança cresce e se adapta. O guia prático da Sociedade Brasileira de Pediatria sobre lavagem nasal também lista o conta-gotas, o spray e a seringa antes dos 6 meses. O jeito de lavar o nariz do bebê pequeno está na orientação sobre como lavar o nariz de recém-nascido.
  • Crianças. A seringa começa pequena e aumenta conforme a criança se acostuma. Se a criança chora, grita e precisa ser segurada, a lavagem não deve ser feita, porque durante o choro o soro pode entrar no ouvido. Nesse caso, a troca é por uma forma mais suave, e a progressão por idade está na orientação sobre lavagem nasal em crianças.
  • Muito catarro, como na sinusite. A garrafinha, de alto volume, limpa melhor, e a seringa fica como segunda opção, como mostra a orientação sobre a melhor lavagem nasal para sinusite.
  • Desconforto no ouvido. A lavagem não pode incomodar o ouvido. Se, mesmo com a técnica certa, a seringa provoca pressão, dor ou sensação de soro no ouvido, a troca é por uma forma com menos volume, como o jato contínuo. A relação entre a lavagem e a otite está explicada na orientação lavagem nasal causa otite.
  • Nariz operado. Depois de cirurgia no nariz, o dispositivo e a técnica seguem a orientação do cirurgião.

Vantagens e limites de todos os dispositivos aparecem lado a lado na orientação sobre a melhor forma de lavagem nasal. Na dúvida sobre qual dispositivo usar, a escolha pode ser feita junto com o otorrino, na consulta na OtoCare.

Vídeo: como fazer lavagem nasal com seringa

No vídeo abaixo, a lavagem com seringa é demonstrada do começo ao fim, com a seringa de 20 mL usada no adulto, o adaptador de silicone e as duas posições.

Perguntas frequentes

Quantos mL de soro usar na lavagem nasal com seringa?

No adulto, uma seringa de 20 mL cheia em cada narina costuma bastar. Se sair muita secreção, dá para encher a seringa de novo e repetir a lavagem no mesmo lado. Nas crianças, o volume é menor e cresce com a idade e a adaptação.

Seringa de 10 mL ou seringa infantil serve para o adulto?

Serve. O que muda no adulto é o volume de cada enchimento. Seringas menores, de 10, 5 ou 3 mL, também lavam o nariz, mas levam menos soro por vez e precisam ser enchidas mais vezes para chegar ao mesmo volume. A seringa infantil também lava o nariz do adulto, desde que o volume de soro seja suficiente. Para o adulto, a de 20 mL comum continua sendo a mais prática.

Pode fazer lavagem nasal com seringa de insulina?

No bebê pequeno, sim. A seringa de insulina, sempre sem a agulha, solta um volume mínimo de soro e de forma suave. Os cuidados com ela estão na orientação sobre a lavagem do nariz do recém-nascido. No adulto, ela leva soro de menos para lavar o nariz.

A partir de que idade pode fazer lavagem nasal com seringa?

Desde o recém-nascido, mudando o tamanho da seringa. No bebê pequeno, a seringa é a mais fina, e o volume aumenta aos poucos, conforme a criança cresce e se acostuma com a lavagem.

Lavagem nasal com seringa no bebê: como fazer?

Nos primeiros meses, o bebê fica deitado de barriga para cima, sem travesseiro, e a seringa mais fina é apertada bem devagar em cada narina. O bebê engole o soro que chega à garganta, e isso é esperado. Por volta dos 6 meses, a criança já pode ficar sentada, com o corpo inclinado para a frente, e usar seringas um pouco maiores. Os detalhes de cada fase estão na orientação sobre lavagem nasal em bebês e crianças.

Lavagem nasal com seringa é perigosa ou faz mal?

Não. A lavagem nasal é um tratamento de baixo risco, e a solução é só água e cloreto de sódio. Segundo a ABORL-CCF, o efeito mais comum é a sensação de ardor no nariz ou na garganta, e a indicação pede mais cuidado apenas em situações específicas, como corpo estranho no nariz, risco de aspiração, fissura no céu da boca, defeitos da base do crânio e fraturas do rosto.

Lavagem nasal com seringa pode dar dor de ouvido?

Feita do jeito certo, é pouco provável. A seringa leva menos soro do que a garrafinha, e com menos volume a pressão que chega ao fundo do nariz e à tuba auditiva também é menor. Os passos para o ouvido que incomoda estão na seção sobre quando a seringa não é a melhor opção e na orientação sobre dor de ouvido depois da lavagem nasal.

Lavagem nasal com seringa ou garrafinha: qual é melhor?

Depende do motivo. Na rinite, de secreção fina, a seringa basta. No catarro grosso da sinusite, a garrafinha lava com mais volume, como explica a orientação sobre lavagem nasal com garrafinha.

Lavagem nasal com seringa ou spray: qual é melhor?

A seringa. O spray de soro hidrata o nariz, mas não lava, porque o volume é muito baixo para passar por toda a cavidade nasal. Ele pode ser usado para umedecer o nariz no tempo seco, sem substituir a lavagem.

Pode fazer lavagem nasal com seringa e água?

Água pura, sem sal, não é indicada. Ela arde muito no nariz, e a lavagem deve ser feita com soro fisiológico ou com a solução caseira preparada com sal. Os motivos estão na orientação sobre lavagem nasal com água.

Quantas vezes por dia fazer a lavagem nasal com seringa?

Não existe um número fixo para todos. A quantidade de lavagens depende do motivo e da intensidade dos sintomas, e pode aumentar nos dias de mais secreção. A orientação sobre quem precisa fazer lavagem nasal mostra a frequência para cada situação.

Referências

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  10. VILELA, Larissa. Dor de ouvido na lavagem nasal: o que fazer? YouTube, 5 ago. 2023. 1 vídeo (2 min 44 s). Disponível em: https://youtu.be/SonqiYeLgVg. Acesso em: 10 out. 2026.
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  13. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE OTORRINOLARINGOLOGIA E CIRURGIA CÉRVICO-FACIAL (ABORL-CCF). Manual de lavagem nasal na criança e no adulto. São Paulo: ABORL-CCF, 2022. Disponível em: https://aborlccf.org.br/wp-content/uploads/2022/11/1669816618_Manual_de_lavagem_nasal-v2.pdf. Acesso em: 10 out. 2026.
  14. SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA (SBP). Departamento Científico de Otorrinolaringologia. Lavagem nasal. Rio de Janeiro: SBP, 2024. (Guia Prático de Atualização). Disponível em: https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/24053f-GPA_ISBN_-_Lavagem_Nasal.pdf. Acesso em: 10 out. 2026.
  15. U.S. FOOD AND DRUG ADMINISTRATION (FDA). Is rinsing your sinuses with neti pots safe? Silver Spring: FDA, 28 abr. 2025. (Consumer Updates). Disponível em: https://www.fda.gov/consumers/consumer-updates/rinsing-your-sinuses-neti-pots-safe. Acesso em: 10 out. 2026.

Orientação individual na Clínica OtoCare

A lavagem com seringa não deve doer nem incomodar o ouvido. Procure avaliação se a dor de ouvido depois da lavagem durar horas, se o soro nunca consegue passar e o nariz vive entupido, ou se os sintomas do nariz não melhoram com a lavagem bem feita. Segundo a ABORL-CCF, um desvio acentuado do septo nasal, por exemplo, pode dificultar a lavagem. Na consulta, o otorrino avalia a anatomia do nariz, quando preciso com a nasofibrolaringoscopia, e ajusta a técnica e o dispositivo para cada caso.

Quando houver dúvida sobre a técnica ou sobre qual dispositivo utilizar, é possível agendar uma consulta com otorrino em Brasília. A Clínica OtoCare atende adultos e crianças no Setor Noroeste.

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