Acufenometria em Brasília para quem convive com zumbido no ouvido
A acufenometria em Brasília é o exame que mede o zumbido. A própria palavra explica o objetivo: acufeno é o nome técnico do zumbido e metria significa medida. Ou seja, a acufenometria é a medida do zumbido.
Quem tem zumbido costuma descrever um som que não existe no ambiente, mas que continua sendo percebido no ouvido ou na cabeça. Pode lembrar um apito, uma cigarra, um grilo, uma cachoeira, uma panela de pressão ou um chiado. Cada pessoa escuta de um jeito, e é justamente essa percepção individual que o exame procura transformar em números.
Na Clínica OtoCare, no Setor Noroeste de Brasília, a acufenometria é realizada em cabina acústica por fonoaudiólogo, geralmente logo depois da audiometria, com acompanhamento da Dra. Larissa Vilela, médica otorrinolaringologista, CRM/DF 16.978 e RQE 13.397.
Ou ligue para: (61) 99957-8479
Setor Noroeste · Brasília/DF · Exame indolor, em cabina acústica · Cerca de 15 a 20 minutos · Adultos e crianças que colaboram com o teste

O que é acufenometria?
A acufenometria é um exame psicoacústico: ele não capta o zumbido por um sensor, porque na maioria dos casos o zumbido só existe para quem o escuta. O que o exame faz é comparar o zumbido do paciente com sons produzidos por um equipamento chamado audiômetro, o mesmo utilizado na audiometria.
O paciente fica em uma cabina com isolamento acústico, usa fones de ouvido e recebe estímulos sonoros controlados. A cada som apresentado, ele informa se aquele estímulo está mais parecido ou menos parecido com o zumbido que costuma escutar. Repetindo essa comparação, o profissional chega a valores aproximados de frequência e intensidade.
O exame é feito separadamente em cada ouvido. Isso é importante porque o zumbido pode ser unilateral, pode ser igual nos dois lados ou pode ter características diferentes em cada ouvido. Sem avaliar um lado por vez, essa diferença passaria despercebida.
Para que serve a acufenometria?
O zumbido é uma queixa muito comum. Estima-se que uma parcela expressiva da população brasileira conviva com ele em algum momento da vida, e o incômodo relatado varia enormemente de pessoa para pessoa. Descrever esse sintoma apenas com palavras é difícil, tanto para o paciente quanto para quem acompanha o caso.
A acufenometria serve para documentar o zumbido de forma objetiva e permitir três coisas:
- Caracterizar: registrar em qual frequência e em qual volume aquele zumbido é percebido;
- Planejar: fornecer os parâmetros necessários para terapias sonoras e para a adaptação de dispositivos auditivos, quando indicados;
- Acompanhar: comparar medidas feitas antes e depois de um tratamento, ajudando a perceber se houve mudança.
É por isso que o exame costuma ser solicitado tanto no início da investigação quanto ao longo do acompanhamento. Sem uma medida inicial, fica difícil avaliar depois se o zumbido mudou de intensidade ou apenas passou a incomodar menos.
Quando a acufenometria é indicada?
A indicação é individual e parte da avaliação clínica. Entre as situações em que o exame costuma ser considerado estão:
- Zumbido em um ouvido ou nos dois;
- Zumbido contínuo ou que aparece em determinados momentos;
- Zumbido que atrapalha o sono, a concentração ou o trabalho;
- Zumbido associado a perda auditiva, exposição a ruído ou uso de medicamentos com potencial ototóxico;
- Necessidade de definir parâmetros para terapia sonora;
- Adaptação de aparelho auditivo em pessoa que também tem zumbido;
- Acompanhamento da evolução do zumbido durante um tratamento já iniciado.
Zumbido pulsátil, de início súbito, acompanhado de perda auditiva repentina, tontura intensa, dor ou secreção no ouvido precisa de avaliação médica com prioridade. Nesses casos, não espere pelo exame agendado: procure atendimento para que a causa seja investigada.
O que a acufenometria mede?
O protocolo do exame investiga parâmetros bem definidos. Nem todos são realizados em todas as avaliações: a extensão do teste depende da indicação e da resposta do paciente.
1. Frequência do zumbido (pitch)
É a primeira etapa. O profissional pergunta como é o som que o paciente escuta — um apito fino, um chiado grave, uma cachoeira — e procura no audiômetro a frequência, medida em hertz (Hz), que mais se aproxima daquela descrição.
São apresentados estímulos em frequências específicas, como 500 Hz, 1.000 Hz, 2.000 Hz, 3.000 Hz e 4.000 Hz, e o paciente compara cada um deles com o próprio zumbido até indicar o mais parecido. O resultado mostra em qual região do espectro sonoro aquele zumbido está localizado.
2. Intensidade do zumbido (loudness)
Definida a frequência, o passo seguinte é descobrir o volume. Aqui a audiometria prévia é essencial: sabendo o limiar auditivo do paciente naquela frequência, o profissional apresenta o som um pouco abaixo desse limiar e vai aumentando aos poucos.
O paciente sinaliza o momento exato em que o som externo atinge a mesma intensidade do zumbido interno. Esse valor, expresso em decibéis, é o que os relatórios chamam de loudness. Vale um esclarecimento importante: um zumbido medido com poucos decibéis acima do limiar pode ainda assim incomodar muito. Intensidade medida e grau de incômodo não são a mesma coisa.
3. Nível mínimo de mascaramento
Quem tem zumbido costuma perceber que ele desaparece em ambientes com som — televisão ligada, rádio, conversas, chuveiro. Isso acontece porque os sons externos mascaram o zumbido.
Nesta etapa, o profissional oferece um som e identifica o menor volume capaz de fazer o paciente deixar de perceber o zumbido. Essa medida é feita nos dois ouvidos e é um dos dados mais úteis do exame, porque indica quanto de estímulo sonoro seria necessário em uma eventual terapia.
4. Inibição residual
Depois do mascaramento, pode-se avaliar o que acontece quando o som é desligado. O paciente é exposto por um período curto a um estímulo acima do nível de mascaramento e, em seguida, informa como está o zumbido.
As respostas possíveis incluem desaparecimento temporário do zumbido, redução parcial, ausência de mudança ou aumento passageiro. Essa informação ajuda a antecipar como aquela pessoa pode responder a estratégias baseadas em som.
Como é feita a acufenometria, passo a passo
Antes: audiometria e ouvido examinado
A acufenometria não é feita isoladamente. Ela depende de uma audiometria recente — de preferência realizada no mesmo dia — e de um canal auditivo desobstruído.
Na cabina acústica
O paciente entra na cabina com isolamento acústico e senta-se. O fonoaudiólogo permanece do lado de fora, junto ao audiômetro, com visão para o interior da cabina, e a comunicação acontece pelos fones.
Comparação dos sons
Os mesmos fones utilizados na audiometria são colocados e os estímulos começam a ser apresentados. O paciente responde comparando cada som com o próprio zumbido. Não existe resposta certa ou errada: o que importa é relatar com sinceridade o que está sendo percebido.
Registro e interpretação
Os valores encontrados são registrados no relatório e interpretados junto com a audiometria, a história clínica e o exame otorrinolaringológico. É a soma dessas informações — e não um número isolado — que orienta a conduta.
Vídeo: Dra. Larissa mostra como a acufenometria é feita
Neste vídeo, a Dra. Larissa Vilela explica o que é a acufenometria, quais parâmetros do zumbido são medidos e para que servem esses números. Ela também leva o espectador até a sala de exames da OtoCare para mostrar a cabina acústica, o audiômetro e os fones utilizados, além de responder às dúvidas mais frequentes sobre preparo, duração e desconforto.
Acufenometria precisa de preparo?
Sim, e este é o ponto que mais gera exame remarcado. A acufenometria tem dois requisitos práticos:
- Audiometria recente: o exame usa os limiares auditivos como referência para medir a intensidade do zumbido. Por isso a audiometria deve ser feita no mesmo dia ou em data próxima. Sem ela, não há como calcular o loudness;
- Ouvido livre de cera: uma rolha de cerume obstruindo o canal auditivo altera a audiometria e, em consequência, compromete a acufenometria.
Por isso vale passar antes por uma consulta com otorrinolaringologista para examinar o canal auditivo. Se houver excesso de cera, a remoção de cerume deve ser feita antes do dia do exame, e não na mesma hora.
Fora isso, não há jejum, não é preciso suspender medicamentos e não existe restrição de atividades depois. Vale apenas chegar descansado e evitar exposição a ruído intenso nas horas anteriores, porque isso pode alterar temporariamente a percepção auditiva.
A acufenometria dói? Quanto tempo demora?
Não dói. O exame é indolor e não invasivo: nada é introduzido no ouvido além dos fones apoiados externamente. Não há agulha, contraste, sedação nem preparo desconfortável.
A duração costuma ser de cerca de 15 a 20 minutos. Na prática, a acufenometria costuma ser ainda mais rápida do que a audiometria, porque investiga um ponto específico. O tempo total no consultório pode ser maior quando o exame é realizado na mesma sessão da audiometria.
Alguns pacientes relatam desconforto passageiro ao ouvir, durante o mascaramento, um som um pouco mais alto. Basta avisar o profissional: a intensidade é ajustada.
A acufenometria descobre a causa do zumbido?
Não. Essa é a expectativa mais frequente e merece uma resposta direta. A acufenometria mede o zumbido; ela não identifica sozinha o que o originou.
O zumbido pode estar relacionado a perda auditiva, exposição a ruído, alterações da orelha média, condições metabólicas, uso de determinados medicamentos, questões vasculares, alterações da articulação temporomandibular e outros fatores — muitas vezes em combinação. Investigar a origem exige história clínica, exame do ouvido e, conforme o caso, outros exames.
O valor da acufenometria está em outro lugar: ela transforma uma queixa subjetiva em parâmetros comparáveis, que servem para planejar o tratamento e medir a evolução.
Acufenometria e audiometria são a mesma coisa?
Não, embora sejam exames próximos. Os dois usam a mesma cabina acústica, o mesmo audiômetro e os mesmos fones, e costumam ser realizados na mesma sessão — o que explica a confusão.
- Audiometria: mede a audição, ou seja, os menores sons que o paciente consegue perceber em cada frequência, além de aspectos do reconhecimento da fala;
- Acufenometria: mede o zumbido, comparando-o com sons apresentados para determinar frequência, intensidade e mascaramento.
Um exame não substitui o outro. Na prática, a acufenometria depende da audiometria, mas a audiometria é feita de forma independente em muitos pacientes que não têm zumbido.
Exames que podem complementar a avaliação do zumbido
Conforme a queixa e o resultado da avaliação inicial, outros exames podem entrar na investigação:
- Audiometria tonal e vocal: base da avaliação auditiva e pré-requisito da acufenometria;
- Audiometria de altas frequências: pode acrescentar informação em pessoas com zumbido e audiometria convencional dentro dos padrões esperados;
- Impedanciometria: avalia o funcionamento da orelha média e os reflexos acústicos;
- Emissões otoacústicas: avaliam a função das células ciliadas externas da cóclea em situações selecionadas;
- Pesquisa do limiar de desconforto auditivo (LDL): útil quando há também intolerância a sons.
A combinação é definida caso a caso. Nem toda pessoa com zumbido precisa realizar todos esses exames.
Acufenometria em crianças
O exame depende da resposta do paciente: é preciso comparar sons e informar quando o estímulo se aproxima do zumbido percebido. Por isso, a acufenometria só é possível quando a criança compreende a tarefa e consegue colaborar de forma consistente.
Em crianças menores, a avaliação do zumbido costuma se apoiar na história contada pelos responsáveis e em exames auditivos que não dependem de resposta voluntária. A conduta é definida na consulta, conforme a idade e o desenvolvimento.
Acufenometria por convênio ou particular em Brasília
A acufenometria pode ser realizada por convênio ou de forma particular, conforme a cobertura de cada plano e a regra do procedimento solicitado. Como o exame costuma ser feito junto da audiometria, é comum que os dois sejam autorizados em conjunto.
Consulte a página de convênios, atendimento particular e reembolso para ver os planos atendidos e as orientações gerais. A confirmação da cobertura, do valor atualizado e da necessidade de pedido médico deve ser feita diretamente com a equipe da OtoCare antes do agendamento.
Onde fazer acufenometria em Brasília?
A Clínica OtoCare fica no Setor Noroeste, em Brasília/DF, com acesso próximo à Asa Norte, ao Sudoeste e às demais regiões do Plano Piloto. A estrutura inclui cabina com isolamento acústico e audiômetro utilizados na audiometria e na acufenometria.
Clínica OtoCare
CLNW 08/09, Bloco C, Loja 02
Setor Noroeste – Brasília/DF
Telefone: (61) 99957-8479
O exame é realizado por fonoaudiólogo, e a interpretação do resultado é feita junto da avaliação médica conduzida pela Dra. Larissa Vilela, otorrinolaringologista formada em Medicina pela Universidade de Brasília, com residência médica e doutorado pela Universidade de São Paulo.
Perguntas frequentes sobre acufenometria
O que significa a palavra acufenometria?
Acufeno é o termo técnico para zumbido e metria significa medida. Acufenometria, portanto, quer dizer medida do zumbido. Também aparece como avaliação psicoacústica do zumbido ou, informalmente, exame do zumbido.
Quem realiza a acufenometria?
O exame é conduzido por fonoaudiólogo, em cabina acústica, com o audiômetro. O resultado é interpretado em conjunto com a avaliação do otorrinolaringologista.
Preciso fazer audiometria antes?
Sim. A audiometria fornece os limiares auditivos usados como referência para medir a intensidade do zumbido. Ela deve ser recente e, sempre que possível, é realizada no mesmo dia.
Cera no ouvido atrapalha o exame?
Pode atrapalhar. Uma rolha de cerume obstruindo o canal auditivo altera a audiometria e compromete a acufenometria. Por isso a orientação é examinar o ouvido antes e, se necessário, remover o excesso de cera em outro momento, não no dia do exame.
A acufenometria dói?
Não. É um exame indolor e não invasivo, feito apenas com fones apoiados externamente. Se algum som apresentado parecer alto demais, basta avisar o profissional para que a intensidade seja ajustada.
Quanto tempo dura a acufenometria?
Cerca de 15 a 20 minutos. Costuma ser mais rápida que a audiometria, porque investiga parâmetros específicos. O tempo total no consultório pode ser maior quando os dois exames são feitos na mesma sessão.
O exame prova que o zumbido existe?
A acufenometria registra as características do zumbido relatado pelo paciente e permite comparar medidas ao longo do tempo. Ela documenta a percepção descrita, mas não funciona como uma prova independente dela.
A acufenometria trata o zumbido?
Não. Ela é um exame, não um tratamento. Os parâmetros obtidos podem, porém, orientar condutas como terapia sonora e adaptação de dispositivos auditivos, além de permitir acompanhar a evolução do quadro.
Posso repetir o exame?
Sim. A repetição é justamente uma das utilidades da acufenometria: comparar as medidas antes e depois de uma intervenção ajuda a acompanhar a resposta ao tratamento.
Meu zumbido é diferente em cada ouvido. Isso é avaliado?
Sim. O exame é realizado separadamente em cada ouvido, justamente porque o zumbido pode ser unilateral, igual nos dois lados ou apresentar frequência e intensidade diferentes em cada um.
Agende sua acufenometria em Brasília
Se você convive com zumbido e quer medir suas características para orientar o tratamento e acompanhar a evolução, fale com a Clínica OtoCare. Informe há quanto tempo percebe o zumbido, em qual ouvido, como ele soa e se já realizou audiometria recentemente.
Conheça também os exames otorrinolaringológicos e audiológicos da OtoCare e os vídeos da Dra. Larissa sobre saúde do ouvido, nariz e garganta.