Acufenometria em Brasília: o exame que mede o zumbido no ouvido
O zumbido é aquele som que não existe no ambiente, mas que continua no ouvido ou na cabeça. Cada pessoa o descreve de um jeito: apito, cigarra, grilo, panela de pressão, cachoeira, chiado. É uma queixa muito frequente, e estima-se que quase um terço da população brasileira conviva com ela. Na cidade de São Paulo, um levantamento com quase 2 mil entrevistas encontrou zumbido em 22% dos moradores, mais nas mulheres e com aumento conforme a idade, e a maioria se dizia incomodada pelo som.
Para entender direito como é o zumbido de cada paciente existe a acufenometria. A palavra já diz o que o exame faz: acufeno é o nome técnico do zumbido e metria quer dizer medida. A acufenometria é a medida do zumbido.
Na Clínica OtoCare, no Setor Noroeste de Brasília, o exame é feito por fonoaudiólogo, em cabina acústica, e o resultado é interpretado na consulta com a Dra. Larissa Vilela, médica otorrinolaringologista, CRM/DF 16.978 e RQE 13.397.
Ou ligue para: (61) 99957-8479
Setor Noroeste · Brasília/DF · Cerca de 15 a 20 minutos · Resultado na hora · Indolor · Adultos e crianças que colaboram com o teste

Acufenometria na OtoCare: o que esperar
- Duração: cerca de 15 a 20 minutos, menos do que a própria audiometria;
- Resultado: o resultado sai na hora, ao fim do exame;
- Quem faz: fonoaudiólogo, na cabina acústica, com o mesmo audiômetro e os mesmos fones da audiometria;
- O que é medido: a frequência do zumbido, a intensidade (loudness) e o nível mínimo de som capaz de mascará-lo, em cada ouvido;
- Preparo: audiometria recente, trazida de outro serviço ou feita na OtoCare, e ouvido sem cera tampando o canal;
- Idade: adultos e crianças que já entendem a tarefa e conseguem comparar sons;
- Dor: o exame não dói, não tem agulha e nada é colocado dentro do ouvido, e os fones ficam sobre as orelhas;
- Pagamento: convênio ou particular, conforme a cobertura de cada plano.
O que é acufenometria?
A acufenometria é um exame psicoacústico. Na grande maioria das pessoas, o zumbido só existe para quem o escuta, e não há aparelho que o capte de fora. O exame contorna isso com uma comparação: o fonoaudiólogo apresenta sons controlados pelo audiômetro, o equipamento da audiometria, e o paciente diz qual deles se parece mais com o zumbido que escuta.
Repetindo essa comparação, o zumbido, que antes era só uma descrição em palavras, vira números: em qual frequência ele está, em que volume é percebido e quanto som é preciso para encobri-lo.
O exame é feito em cada ouvido separadamente. Há quem tenha zumbido nos dois ouvidos, igual dos dois lados; há quem tenha em um ouvido só; e há quem tenha zumbidos diferentes em cada lado. Só avaliando um ouvido por vez essa diferença aparece.
No dia a dia, o exame também é chamado de exame do zumbido ou medida do zumbido.
Para que serve a acufenometria?
A acufenometria serve, antes de tudo, para entender o zumbido. Com o tipo de som, o volume e o mascaramento em mãos, fica mais fácil compreender como o zumbido está e qual impacto ele tem na vida daquela pessoa.
Em segundo lugar, o exame ajuda a tratar. Esses números são parâmetros importantes para a terapia sonora, quando ela é indicada.
Em quem tem perda auditiva junto com o zumbido, a diretriz americana de zumbido recomenda também avaliar o uso de aparelho auditivo, decisão que depende da audiometria e da consulta. O assunto é explicado em aparelho auditivo ajuda no zumbido.
Por fim, a acufenometria serve para acompanhar. Uma medida feita no início permite comparar, mais tarde, se o zumbido mudou de volume ou de característica durante o tratamento. Sem essa referência inicial, resta apenas a impressão de cada consulta.
Uma revisão sobre o tema lembra que essas medidas ainda não têm valores de referência definidos e não funcionam sozinhas como diagnóstico. Por isso, o resultado é sempre lido junto com a história, o exame do ouvido, a audiometria e os questionários de incômodo.
Quando a acufenometria é indicada?
É um exame muito pedido para quem sofre com zumbido. A indicação é feita na consulta, e as situações mais comuns são:
- zumbido em um ouvido ou nos dois, que não passa;
- zumbido que atrapalha o sono, a concentração ou o trabalho;
- zumbido junto com perda auditiva ou depois de exposição a barulho alto;
- planejamento de terapia sonora, quando indicada;
- acompanhamento de um tratamento já em andamento, para comparar com a medida anterior.
Alguns tipos de zumbido pedem que a causa seja investigada antes de qualquer medida: o que pulsa no ritmo do coração, o que aparece em um ouvido só e o que surge junto com tontura forte, dor ou secreção. Nesses casos, a consulta examina o ouvido e define os exames, e a acufenometria entra depois, quando for útil. Já o zumbido que começa de repente com perda de audição súbita precisa de avaliação médica sem demora, porque o tratamento da surdez súbita depende do tempo: agende pelo WhatsApp e informe o sintoma, para ter atendimento prioritário na OtoCare.
O que a acufenometria mede: frequência, intensidade e mascaramento
Na OtoCare, o exame tem três etapas, sempre nos dois ouvidos.
1. Como é o som do zumbido (pitch)
O fonoaudiólogo começa perguntando como é o zumbido: parece um apito, uma panela de pressão, uma cachoeira? A partir da descrição, ele busca no audiômetro a frequência, medida em hertz (Hz), que mais se aproxima do que o paciente relata.
Os sons são apresentados pelos fones em frequências específicas, como 500, 1.000, 2.000, 3.000 e 4.000 Hz, e o paciente vai indicando qual se parece mais com o som que escuta. O resultado mostra em que ponto da escala de sons o zumbido está, do mais grave ao mais agudo. No laudo, essa medida aparece com o nome de pitch.
2. Qual é o volume do zumbido (loudness)
Definida a frequência, o próximo passo é achar o volume. É aqui que entra a audiometria prévia: sabendo quanto o paciente ouve naquela frequência, o fonoaudiólogo apresenta o som um pouco abaixo da audição dele e vai aumentando aos poucos, até o paciente avisar que chegou exatamente na intensidade do zumbido.
Esse valor, em decibéis, é o loudness, nome que costuma aparecer no relatório. Ele serve para entender o quadro e, depois, para acompanhar o efeito do tratamento.
Um estudo americano encontrou pouca relação entre o volume medido no exame e o quanto o zumbido atrapalha a vida: um zumbido de poucos decibéis pode incomodar muito. Por isso, junto com as medidas do exame, o incômodo também é avaliado por questionários, como o questionário THI do zumbido.
3. Quanto som é preciso para encobrir o zumbido (mascaramento)
Quem tem zumbido costuma perceber que ele some em lugares com barulho: televisão ligada, rádio, gente conversando. Os sons do ambiente encobrem o zumbido, e a pessoa deixa de escutá-lo. Esse efeito se chama mascaramento, e muitas terapias usam um som externo justamente para isso.
Nesta etapa, o fonoaudiólogo oferece um som e procura o menor volume capaz de fazer o paciente deixar de escutar o zumbido. Essa medida, o nível mínimo de mascaramento, é feita nos dois ouvidos e é um dos dados mais úteis para planejar uma terapia sonora.
Como é feita a acufenometria, passo a passo
- Audiometria recente e ouvido examinado. O exame começa antes da cabina: é preciso ter uma audiometria recente e o canal do ouvido livre de cera.
- Entrada na cabina acústica. O paciente se senta dentro de uma cabina com isolamento acústico. O fonoaudiólogo fica do lado de fora, junto ao audiômetro, com visão para dentro da cabina.
- Fones colocados. São os mesmos fones da audiometria, colocados sobre as orelhas. É por eles que chegam os sons e as instruções.
- Descrição do zumbido. O paciente conta como é o som que escuta, e o fonoaudiólogo escolhe as frequências por onde começar.
- Busca da frequência. Os sons são apresentados um a um, e o paciente diz qual se parece mais com o zumbido. Não existe resposta certa ou errada: vale o que ele percebe.
- Busca do volume. O som escolhido começa baixo e vai subindo até ficar igual ao zumbido.
- Mascaramento. Um som de fundo é aumentado aos poucos até o zumbido deixar de ser escutado.
- Outro ouvido. As mesmas etapas são repetidas no outro lado.
- Resultado. O resultado sai na hora e é interpretado na consulta, junto com a audiometria, a história e o exame do ouvido.
Vídeo: como a acufenometria é feita
No vídeo abaixo, a Dra. Larissa Vilela explica o que a acufenometria mede e para que servem esses números, mostra a sala de exames da OtoCare, com a cabina acústica, o audiômetro e os fones, e responde às dúvidas sobre preparo, duração e dor.
Acufenometria precisa de preparo?
Precisa de duas coisas, para que nada atrapalhe o exame no dia.
- Audiometria recente. É pela audiometria que o fonoaudiólogo sabe quanto o paciente ouve em cada frequência, e sem esse dado não dá para medir o volume do zumbido. O ideal é uma audiometria feita no mesmo dia ou bem recente. Ela pode ser trazida de outro serviço ou feita na própria OtoCare.
- Ouvido sem cera tampando o canal. A cera em excesso atrapalha a audiometria e, com ela, a acufenometria.
Por isso é importante passar antes por uma consulta com otorrino, que examina o ouvido e, se houver cera em excesso, faz a remoção da cera antes do dia do exame.
Fora isso, não há jejum, não é preciso parar remédios e não há restrição depois. A pessoa sai do exame e segue a rotina normalmente.
A acufenometria dói? Quanto tempo demora?
Não dói. O exame é simples, rápido e não machuca. Nada é colocado dentro do ouvido: os fones ficam sobre as orelhas, e não há agulha, contraste nem sedação.
A duração é de cerca de 15 a 20 minutos. É parecido com a audiometria, só que ainda mais rápido, porque se concentra em um ponto específico. Quando a audiometria é feita no mesmo dia, o tempo total na clínica aumenta.
Se em algum momento um som parecer alto demais, basta avisar o fonoaudiólogo, que ajusta o volume.
A acufenometria descobre a causa do zumbido?
Não. A acufenometria mede o zumbido, mas não diz sozinha o que o provocou.
O zumbido pode estar ligado a perda auditiva, exposição a ruído, cera, problemas na orelha média, alterações da articulação temporomandibular (ATM), uso de certos medicamentos e outras condições, muitas vezes ao mesmo tempo. A causa é investigada na consulta, com a história, o exame do ouvido e, conforme o caso, outros exames.
O papel da acufenometria é outro: transformar uma queixa difícil de descrever em medidas que ajudam a planejar o tratamento e a acompanhar a evolução.
Qual exame identifica o zumbido no ouvido?
Não existe um exame único. A acufenometria mede o zumbido, e os outros exames procuram o que pode estar por trás dele. A combinação depende da queixa e é definida na consulta:
- Audiometria tonal e vocal: mostra se há perda de audição, uma das associações mais comuns do zumbido, e é a base da acufenometria;
- Audiometria de altas frequências: pode mostrar alteração em quem tem zumbido e audiometria convencional normal;
- Impedanciometria: avalia a orelha média, o tímpano e os reflexos do ouvido;
- Emissões otoacústicas: avaliam as células da cóclea que amplificam o som;
- Limiar de desconforto ao som (LDL): feito na OtoCare quando, além do zumbido, os sons do dia a dia incomodam, como na hiperacusia;
- Questionários, como o THI: medem o incômodo e o impacto do zumbido no dia a dia.
Tomografia e ressonância não fazem parte da rotina. A diretriz americana de zumbido recomenda não pedir exame de imagem quando o zumbido não se localiza em um ouvido só, não pulsa e não vem com alteração neurológica nem com perda auditiva diferente entre os dois lados. Quando há um desses sinais, a necessidade de imagem é avaliada na consulta. Um exemplo é a investigação do neurinoma do acústico.
Acufenometria e audiometria são a mesma coisa?
Não, embora sejam exames próximos. Os dois usam a mesma cabina, o mesmo audiômetro e os mesmos fones, o que explica a confusão.
- Audiometria: mede a audição, ou seja, os sons mais baixos que a pessoa consegue ouvir em cada frequência e como ela entende a fala;
- Acufenometria: mede o zumbido, comparando-o com sons do audiômetro para achar a frequência, o volume e o mascaramento.
Um exame não substitui o outro. A acufenometria depende da audiometria, mas a audiometria é feita sozinha em muita gente que não tem zumbido. Para saber quando ela é necessária, veja quando fazer audiometria.
Acufenometria em crianças
Criança também pode ter zumbido, e muitas vezes não sabe explicar. A acufenometria depende das respostas do paciente: é preciso entender a tarefa, comparar sons e avisar quando o som do fone fica parecido com o zumbido. Por isso, na OtoCare, o exame é feito em crianças que já colaboram com o teste, sem uma idade fixa.
Nas crianças menores, a avaliação se apoia no que a família conta e em exames que não dependem de resposta, como a impedanciometria e as emissões otoacústicas. O momento certo de cada exame é definido na consulta.
Acufenometria por convênio ou particular em Brasília
A acufenometria pode ser feita pelo convênio ou de forma particular, conforme a cobertura de cada plano. Como depende de uma audiometria recente, é bom conferir a cobertura dos dois exames ao mesmo tempo.
Os planos atendidos e as regras de reembolso estão na página de convênios, atendimento particular e reembolso. O valor do exame particular é informado pelo WhatsApp, junto com a confirmação da cobertura e dos horários.
Onde fazer acufenometria em Brasília?
A Clínica OtoCare fica no Setor Noroeste, em Brasília/DF, perto da Asa Norte, do Sudoeste e do centro de Brasília. A clínica tem cabina com isolamento acústico e audiômetro, usados na audiometria e na acufenometria, e faz no mesmo lugar a consulta, os exames do ouvido e a interpretação do resultado.
Clínica OtoCare
CLNW 08/09, Bloco C, Loja 02
Setor Noroeste – Brasília/DF
Telefone: (61) 99957-8479
O exame é feito por fonoaudiólogo, e o resultado é interpretado na avaliação médica com a Dra. Larissa Vilela, otorrinolaringologista formada em Medicina pela Universidade de Brasília, com residência médica e doutorado pela Universidade de São Paulo.
Perguntas frequentes sobre acufenometria
Acufenometria tem outro nome?
Sim. Também é chamado de exame do zumbido. Em textos técnicos aparece também como avaliação psicoacústica do zumbido, porque mede como o som é percebido. É sempre o mesmo teste.
Quem faz a acufenometria, o médico ou o fonoaudiólogo?
O exame é feito pelo fonoaudiólogo, na cabina acústica, com o audiômetro. O pedido e a interpretação do resultado ficam com o otorrinolaringologista, que junta os números à história e ao exame do ouvido.
Posso usar uma audiometria feita em outro lugar?
Pode, desde que seja recente. O ideal é que tenha sido feita no mesmo dia ou bem perto da data do exame, porque é ela que mostra quanto o paciente ouve em cada frequência. Quem não tem audiometria recente pode fazê-la na própria OtoCare.
Cera no ouvido atrapalha o exame?
Atrapalha. A cera tampando o canal altera a audiometria e, com ela, a acufenometria. Por isso o ouvido é examinado antes e, se houver excesso de cera, ela é retirada antes do dia do exame.
O resultado sai na hora?
Sim. Na OtoCare o resultado sai ao fim do exame e é interpretado na consulta, junto com a audiometria.
O que quer dizer loudness no laudo?
Loudness é o volume do zumbido, medido em decibéis: o ponto em que o som do fone ficou igual ao zumbido que o paciente escuta. Pitch é a frequência, ou seja, se o zumbido é mais grave ou mais agudo.
Por que o zumbido some quando tem barulho em volta?
Porque os sons do ambiente encobrem o zumbido, efeito chamado de mascaramento. A acufenometria mede o menor volume de som capaz de fazer isso, e essa medida ajuda a planejar a terapia sonora quando ela é indicada.
O exame prova que o zumbido existe?
Não é esse o objetivo. A acufenometria registra as características do zumbido que o paciente relata e permite comparar as medidas ao longo do tempo. Ela documenta o que a pessoa percebe, mas não funciona como prova independente dessa percepção.
A acufenometria trata o zumbido?
Não. É um exame, não um tratamento. Os números ajudam a planejar a terapia sonora, quando ela é indicada, e a acompanhar a evolução. Durante o tratamento, alguns hábitos ajudam a conviver com o zumbido: veja as dicas para aliviar o zumbido.
Posso repetir a acufenometria?
Sim, e essa é uma das utilidades do exame. Comparar as medidas de antes e de depois de um tratamento ajuda a ver se o zumbido mudou.
Meu zumbido é diferente em cada ouvido. Isso aparece no exame?
Aparece. Cada ouvido é avaliado separadamente, porque o zumbido pode estar em um lado só, ser igual nos dois ou ter frequência e volume diferentes em cada um.
A acufenometria é coberta pelo plano de saúde?
Depende do plano. A equipe da OtoCare confirma a cobertura pelo WhatsApp antes do agendamento.
Quanto custa a acufenometria?
O valor do exame particular é informado pelo WhatsApp da OtoCare, junto com os horários disponíveis. Quem tem plano pode verificar antes se o exame é coberto.
Referências
- VILELA, Larissa. Acufenometria: o que é, quando é indicado, como é feito? YouTube, 2 set. 2026. 1 vídeo (8 min 59 s). Disponível em: https://youtu.be/hEtMDFnBNm4. Acesso em: 14 out. 2026.
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- HENRY, J. A. “Measurement” of tinnitus. Otology & Neurotology, v. 37, n. 8, p. e276-e285, 2016. DOI: 10.1097/MAO.0000000000001070. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/27518136/. Acesso em: 14 out. 2026.
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- OITICICA, J.; BITTAR, R. S. Tinnitus prevalence in the city of São Paulo. Brazilian Journal of Otorhinolaryngology, v. 81, n. 2, p. 167-176, 2015. DOI: 10.1016/j.bjorl.2014.12.004. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC9449016/. Acesso em: 14 out. 2026.
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