Vacina da gripe: vale a pena tomar, quais são os efeitos colaterais, quando tomar?

Dra. Larissa Vilela, médica otorrinolaringologista da Clínica OtoCare

Por Dra. Larissa Vilela, médica otorrino

Vacina da gripe: vale a pena tomar?

Vale, e o motivo é mais estreito do que a propaganda sugere: a vacina da gripe não existe para impedir que você fique resfriado — ela existe para reduzir a chance de a gripe evoluir para pneumonia, internação e morte. Quem espera dela um inverno sem nenhum espirro vai se decepcionar e concluir que ela não funcionou. Quem entende o alvo certo enxerga o benefício.

Duas informações resolvem a maior parte das dúvidas antes mesmo do resto da página: a vacina é feita de vírus inativado e por isso não pode causar gripe, e a proteção leva cerca de duas semanas para se estabelecer. É esse intervalo, e não a vacina, que explica quase todo relato de quem adoeceu logo depois de tomar.

Dra. Larissa Vilela explicando se vale a pena tomar a vacina da gripe e quais são os efeitos colaterais

Esta orientação reúne o que muda a decisão: os efeitos colaterais reais e quanto duram, o momento certo de tomar, quantas doses, quem tem direito no SUS, se a vacina da rede particular compensa e o que a vacinação muda para quem vive com sinusite e otite de repetição.

O que a vacina previne de verdade

A gripe é causada pelos vírus influenza A e B. Ela não é um resfriado forte: é a virose respiratória com maior potencial de complicação, e a principal delas é a pneumonia — muitas vezes grave, com internação, às vezes em UTI, e com risco de morte.

A vacina contém vírus inativado, incapaz de se multiplicar. O corpo reconhece esse material, produz anticorpos e mantém essa defesa pronta. Quando o vírus real chega, a resposta já existe e o organismo o combate antes que a doença se instale — ou, se ela se instalar, com muito menor chance de chegar à forma grave.

Por isso o critério honesto para julgar a vacina não é peguei gripe ou não peguei. É quantas internações e quantas mortes ela evita na população, e nesse critério o resultado é consistente o bastante para que ela esteja no Programa Nacional de Imunizações há décadas.

A vacina da gripe pode dar gripe?

Não pode. Esta é a crença mais difundida sobre a vacina e a que mais impede gente de tomá-la, e ela tem uma explicação simples — que não é a vacina.

O vírus da vacina é inativado: não há vírus vivo capaz de causar doença. O que pode acontecer é reação vacinal, que é outra coisa. A reação começa entre seis e doze horas depois da aplicação e dura de dois a três dias, sem a progressão típica da gripe. A gripe verdadeira segue outro roteiro: dor de garganta, depois nariz entupido e secreção, depois tosse, ao longo de uma semana ou mais.

Há ainda a coincidência de calendário, que responde pelo resto dos relatos. A campanha acontece justamente quando os vírus respiratórios circulam mais, e a proteção só se estabelece em cerca de duas semanas. Adoecer nesse intervalo é encontrar um vírus antes de a defesa ficar pronta — inclusive um dos muitos vírus de resfriado, contra os quais esta vacina nunca prometeu proteger.

A diferença prática entre gripe e resfriado, que é onde essa confusão nasce, está detalhada na orientação sobre como curar gripes e resfriados.

Efeitos colaterais da vacina da gripe

Os efeitos colaterais existem, são em larguíssima maioria leves e passam sozinhos. Os esperados são:

  • Dor, vermelhidão ou endurecimento no local da aplicação — o mais comum de todos.
  • Febre baixa, dor no corpo e mal-estar, às vezes com discreto sintoma respiratório.
  • Dor de cabeça e cansaço no dia seguinte.

O tempo é o que tranquiliza: esses sintomas costumam começar entre seis e doze horas após a aplicação e durar de dois a três dias, e em geral um analgésico comum resolve. Reações alérgicas graves são muito raras. Diante desse perfil, o benefício de evitar uma forma grave de gripe supera com folga o desconforto de dois dias.

Um detalhe que evita susto desnecessário: a reação pode ser mais intensa em quem responde bem à vacina. Sentir o braço dolorido não é sinal de que algo deu errado — é o sistema imune trabalhando.

Quando tomar a vacina da gripe

A vacina é sazonal, e o momento importa. A campanha brasileira é planejada para anteceder o pico de circulação do influenza, de modo que a proteção esteja no auge quando o vírus estiver mais presente.

Na temporada 2026, a Campanha Nacional teve início em 28 de março nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste. A região Norte é a exceção: por causa do padrão de sazonalidade local, sua campanha é conduzida no segundo semestre. Vale confirmar as datas da campanha do ano na unidade de saúde do seu município, porque elas variam conforme a previsão de circulação viral.

Três consequências práticas do calendário:

  • Some as duas semanas de que o corpo precisa: tomar no começo da campanha vale mais do que tomar no fim.
  • Tomar fora do período de campanha rende pouco, porque a formulação disponível pode não corresponder às cepas que circularão na temporada seguinte.
  • Ter perdido o início não é motivo para desistir. Enquanto o vírus circula, vacinar-se ainda protege.

Quantas doses e por que é preciso repetir todo ano

Para a quase totalidade das pessoas é uma dose por ano. A exceção é a primeira vacinação da infância: criança de 6 meses a menores de 9 anos que nunca tomou a vacina da gripe recebe duas doses, com intervalo de 30 dias. Nos anos seguintes, dose única como todo mundo.

A repetição anual não é comercial. Ela tem duas razões, e as duas são reais:

  • A imunidade cai com o tempo. Os níveis de anticorpos contra o influenza diminuem ao longo dos meses, e o reforço os traz de volta a patamares protetores.
  • O vírus muda. O influenza sofre mutações constantes, e a formulação é atualizada a cada temporada conforme as cepas com maior probabilidade de circular. A vacina do ano passado protege contra o vírus do ano passado.

Na temporada 2026, a composição para o Hemisfério Sul reúne uma cepa A(H1N1)pdm09, uma cepa A(H3N2) e uma cepa de influenza B da linhagem Victoria.

Posto ou rede particular: a trivalente é pior que a quadrivalente?

Esta é a pergunta que mais gera dúvida, e a resposta mudou nos últimos anos — a ponto de tornar desatualizado quase tudo o que se lê a respeito.

A vacina oferecida no posto de saúde é trivalente: duas cepas de influenza A e uma de influenza B. A vendida na rede particular é quadrivalente e acrescenta uma segunda cepa de influenza B. Durante anos, isso soou como um argumento a favor de pagar pela particular. Hoje não é mais.

A cepa a mais da vacina quadrivalente é a linhagem B/Yamagata, que não tem circulação confirmada no mundo desde 2020. Por isso a Organização Mundial da Saúde recomendou retirá-la das formulações. No Brasil, a quadrivalente foi mantida em 2026 apenas para evitar risco de desabastecimento, com transição para vacinas trivalentes prevista a partir de 2027. Na prática, a quarta cepa protege contra um vírus que não está circulando.

 Posto de saúde (SUS)Rede particular
ComposiçãoTrivalenteQuadrivalente
Cepas de influenza ADuas: H1N1 e H3N2As mesmas duas
Cepas de influenza BUma, linhagem VictoriaVictoria mais Yamagata
A cepa extra circula hoje?Não, desde 2020
CustoGratuita para os grupos prioritáriosEm média R$ 100 a R$ 150
Proteção contra o que circulaEquivalenteEquivalente

A conclusão é direta: a melhor vacina da gripe é a que você consegue tomar hoje. Quem tem direito no posto não perde nada por usá-lo. Quem não está nos grupos prioritários e paga pela rede particular também está bem protegido — e não deve deixar de se vacinar por não encontrar a versão que imaginava ser superior.

Quem tem direito à vacina gratuita no SUS

A lista dos grupos prioritários é longa, e muitos não sabem que estão nela. Na campanha, têm direito à vacinação gratuita nas unidades de saúde:

  • crianças de 6 meses a menores de 6 anos;
  • gestantes e puérperas, até 45 dias após o parto;
  • pessoas com 60 anos ou mais;
  • trabalhadores da saúde;
  • professores do ensino básico e superior;
  • povos indígenas e comunidades quilombolas;
  • pessoas em situação de rua;
  • profissionais das forças de segurança, salvamento e Forças Armadas;
  • pessoas com deficiência permanente;
  • caminhoneiros e trabalhadores do transporte coletivo urbano e de longo curso;
  • trabalhadores portuários;
  • população privada de liberdade, funcionários do sistema prisional e adolescentes sob medida socioeducativa;
  • pessoas com doenças crônicas e condições clínicas especiais, em qualquer idade — o item que mais passa despercebido, e que inclui asma, rinite grave, diabetes, hipertensão, obesidade, doenças cardíacas, pulmonares, renais e imunossupressão.

Estar fora da lista não significa que a vacina seja dispensável. Significa apenas que ela não é fornecida gratuitamente nessa condição, e a recomendação médica continua sendo vacinar.

Quem não deve tomar, e o mito da alergia a ovo

As contraindicações verdadeiras são poucas e específicas:

  • Reação anafilática comprovada a uma dose anterior da vacina ou a um de seus componentes.
  • Bebês com menos de 6 meses, para os quais a vacina não é indicada — a proteção deles vem de vacinar a gestante e as pessoas que convivem com o bebê.
  • Doença febril aguda em curso, situação em que se adia a vacinação até a recuperação. Adiar não é contraindicar.

Alergia a ovo não é mais contraindicação nem exige precaução especial. A recomendação atual é que pessoas alérgicas a ovo recebam normalmente qualquer vacina da gripe adequada à sua idade, sem observação diferenciada e sem necessidade de ambiente hospitalar, porque a quantidade de proteína de ovo nas formulações atuais é baixa demais para desencadear reação. Quem tem histórico de anafilaxia a qualquer causa deve informar o serviço de vacinação, o que vale para toda vacina.

Histórico de síndrome de Guillain-Barré nas seis semanas seguintes a uma dose anterior de vacina da gripe é uma precaução, não um veto automático: a decisão é individual e pesa o risco da gripe para aquela pessoa.

Vacina da gripe e vacina da covid podem ser tomadas juntas?

Podem. São vírus diferentes e vacinas diferentes, e uma não substitui a outra. Tomar a da gripe não dispensa a da covid, e vice-versa.

As duas podem ser aplicadas no mesmo dia, prática comum nas unidades de saúde, sem necessidade de intervalo entre elas e sem prejuízo de eficácia ou de segurança. Se a aplicação for no mesmo momento, os locais de injeção são diferentes.

Para quem está com sintomas e não sabe se é gripe, covid ou outra coisa, a distinção entre os quadros está na orientação sobre como diferenciar dengue, gripe e covid.

O que a vacina muda para quem tem sinusite e otite de repetição

Este é o ponto que interessa particularmente ao consultório de otorrinolaringologia, e é onde a página precisa ser exata em vez de entusiasmada.

A lógica clínica é sólida: sinusite bacteriana e otite média aguda costumam surgir depois de uma infecção viral que inflamou a mucosa e bloqueou a drenagem dos seios da face e da tuba auditiva. Menos episódios virais tende a significar menos complicações. Por isso a recomendação de vacinar se estende, na prática de consultório, a quem vive com rinite, sinusites e otites de repetição.

A evidência disponível, porém, tem tamanhos diferentes conforme o desfecho — e o honesto é dizer os dois:

  • Sobre episódios de otite média aguda, a revisão sistemática Cochrane encontrou efeito pequeno e de baixa certeza, com risco relativo de 0,84 em quatro ensaios com mais de três mil crianças. É uma redução modesta, e o intervalo de confiança não descarta ausência de efeito.
  • Sobre uso de antibióticos, o achado é mais firme: risco relativo de 0,70, com certeza moderada. Crianças vacinadas receberam consistentemente menos cursos de antibiótico.

A leitura correta desses números é esta: a vacina não é um tratamento para otite ou sinusite de repetição e não substitui a investigação do que está por trás dos episódios — obstrução, alergia, adenoide, refluxo. Ela é uma camada de prevenção a mais, com um benefício bem documentado de reduzir exposição a antibiótico, o que por si só já é relevante em criança que vive tomando.

Nessa mesma linha de prevenção, e com efeito complementar, está a orientação sobre prevenir gripes e resfriados em crianças na escola, e a conduta das sinusites está em lavagem nasal para sinusite.

Quando procurar avaliação médica

A vacinação em si é feita na unidade de saúde ou na clínica de vacinas, sem necessidade de consulta prévia na maioria dos casos. A avaliação médica é indicada quando:

  • houve reação importante a uma dose anterior, para definir a conduta na próxima temporada;
  • a febre ou o mal-estar após a vacina passam de três dias, ou aparecem sintomas respiratórios que progridem — o que aponta para infecção, e não para reação vacinal;
  • há doença crônica, imunossupressão ou gestação e restam dúvidas sobre o momento da aplicação;
  • os episódios de sinusite, otite ou obstrução nasal se repetem apesar da vacinação, situação que pede investigação das vias aéreas superiores.

Vídeo: vacina da gripe

O vídeo responde às dúvidas mais comuns do consultório: para que serve a vacina, por que ela não causa gripe, quais são os efeitos colaterais e quanto duram, por que precisa ser repetida todo ano, quem tem direito no posto de saúde e como fica a relação com a vacina da covid.

Perguntas frequentes

Vale a pena tomar a vacina da gripe?

Vale, desde que o objetivo esteja claro: a vacina serve para reduzir a chance de a gripe evoluir para pneumonia, internação e morte, e não para garantir um inverno sem nenhum sintoma respiratório. Os efeitos colaterais são leves e duram dois a três dias, enquanto o desfecho evitado é grave. A relação entre benefício e risco favorece amplamente a vacinação.

A vacina da gripe pode causar gripe?

Não. A vacina é feita de vírus inativado, sem capacidade de se multiplicar ou causar doença. O que ocorre é reação vacinal, que começa entre seis e doze horas depois da aplicação e dura de dois a três dias. Adoecer nos dias seguintes costuma ser coincidência, porque a proteção só se estabelece em cerca de duas semanas e a campanha coincide com o período de maior circulação viral.

Quais são os efeitos colaterais da vacina da gripe?

Os mais comuns são dor, vermelhidão ou endurecimento no local da aplicação, febre baixa, dor no corpo, dor de cabeça e mal-estar. Começam entre seis e doze horas após a aplicação, duram de dois a três dias e costumam ceder com um analgésico comum. Reações alérgicas graves são muito raras.

Quando devo tomar a vacina da gripe?

Durante a campanha de vacinação, que é planejada para anteceder o pico de circulação do vírus. Em 2026 ela começou em 28 de março nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste; na região Norte, a campanha ocorre no segundo semestre por causa da sazonalidade local. Como a proteção leva cerca de duas semanas para se estabelecer, tomar no início da campanha é melhor do que deixar para o fim.

Por que a vacina da gripe precisa ser tomada todo ano?

Por dois motivos. Os níveis de anticorpos caem ao longo dos meses, e o reforço anual os devolve a patamares protetores. Além disso, o vírus influenza sofre mutações, e a composição da vacina é atualizada a cada temporada de acordo com as cepas com maior probabilidade de circular.

A vacina do posto é pior que a da rede particular?

Não em termos de proteção contra o que circula. A do posto é trivalente e a particular é quadrivalente, e a cepa a mais é a linhagem B/Yamagata, sem circulação confirmada no mundo desde 2020. A Organização Mundial da Saúde recomendou retirá-la, e a transição brasileira para formulações trivalentes está prevista a partir de 2027. A melhor vacina é a que estiver disponível para você agora.

Quantas doses da vacina da gripe são necessárias?

Uma dose por ano para a maioria das pessoas. A exceção é a criança de 6 meses a menores de 9 anos que está sendo vacinada contra a gripe pela primeira vez: nesse caso são duas doses, com intervalo de 30 dias. A partir do ano seguinte, dose única.

Quem tem alergia a ovo pode tomar a vacina da gripe?

Pode. A recomendação atual é vacinar normalmente quem tem alergia a ovo, com qualquer vacina da gripe apropriada para a idade, sem precaução adicional e sem necessidade de ambiente hospitalar, porque a quantidade de proteína de ovo nas formulações é baixa demais para desencadear reação. Histórico de anafilaxia por qualquer causa deve ser informado ao serviço de vacinação.

Posso tomar a vacina da gripe e a da covid no mesmo dia?

Pode. São vacinas diferentes, contra vírus diferentes, e uma não substitui a outra. Podem ser aplicadas no mesmo dia, em locais de injeção distintos, sem intervalo obrigatório e sem prejuízo de eficácia ou segurança.

A vacina da gripe ajuda quem tem sinusite e otite de repetição?

Ajuda como camada de prevenção, com efeito de tamanhos diferentes conforme o desfecho. A revisão Cochrane encontrou redução modesta e de baixa certeza nos episódios de otite média aguda, e uma redução mais consistente, de certeza moderada, no uso de antibióticos entre crianças vacinadas. A vacina não trata sinusite ou otite de repetição nem substitui a investigação da causa de fundo, como obstrução nasal, alergia ou adenoide.

Referências

  1. VILELA, Larissa. Vacina da gripe: vale a pena tomar, quais são os efeitos colaterais, quando tomar? YouTube, 2 maio 2024. 1 vídeo (9 min 11 s). Disponível em: https://youtu.be/ibV4wOXsKfI. Acesso em: 5 set. 2026.
  2. BRASIL. Ministério da Saúde. Estratégia de vacinação contra a influenza nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste — 2026. Brasília: Ministério da Saúde, 2026. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/vacinacao/publicacoes/estrategia-de-vacinacao-contra-a-influenza-nas-regioes-nordeste-centro-oeste-sul-e-sudeste-2026. Acesso em: 5 set. 2026.
  3. BRASIL. Ministério da Saúde. Gripe (influenza). Brasília: Ministério da Saúde, 2026. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/g/gripe. Acesso em: 5 set. 2026.
  4. BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Anvisa define composição das vacinas contra a gripe para 2026. Brasília: Anvisa, 2025. Disponível em: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2025/anvisa-define-composicao-das-vacinas-contra-a-gripe-para-2026. Acesso em: 5 set. 2026.
  5. SOCIEDADE BRASILEIRA DE IMUNIZAÇÕES. Nota técnica: vacinas influenza em uso no Brasil em 2026. São Paulo: SBIm, 2026. Disponível em: https://sbim.org.br/noticias/nota-tecnica-sbim-aborda-vacinas-influenza-em-uso-no-brasil-em-2026. Acesso em: 5 set. 2026.
  6. NORHAYATI, Mohd Noor; HO, Jacqueline J.; AZMAN, Mohd Yusof. Influenza vaccines for preventing acute otitis media in infants and children. Cochrane Database of Systematic Reviews, n. 10, art. CD010089, 2017. Disponível em: https://www.cochrane.org/evidence/CD010089_influenza-vaccine-preventing-acute-otitis-media-middle-ear-infection. Acesso em: 5 set. 2026.
  7. GROHSKOPF, Lisa A. et al. Prevention and control of seasonal influenza with vaccines: recommendations of the Advisory Committee on Immunization Practices — United States, 2023-24 influenza season. MMWR Recommendations and Reports, Atlanta, v. 72, n. 2, p. 1-25, 2023. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC10468199/. Acesso em: 5 set. 2026.
  8. WORLD HEALTH ORGANIZATION. Influenza (seasonal). Genebra: WHO, 2023. Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/influenza-(seasonal). Acesso em: 5 set. 2026.
  9. ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE. Influenza and other respiratory viruses. Washington: OPAS, 2026. Disponível em: https://www.paho.org/en/topics/influenza-and-other-respiratory-viruses. Acesso em: 5 set. 2026.

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