Tontura em idosos: síndrome do desequilíbrio do idoso, causas e tratamento

Dra. Larissa Vilela, médica otorrinolaringologista da Clínica OtoCare

Por Dra. Larissa Vilela, médica otorrino

Existe uma tontura própria dos idosos

Existe um tipo de tontura que é próprio das pessoas idosas. É a síndrome do desequilíbrio do idoso, também chamada pela sigla SDI, responsável por mais ou menos 30% de todas as tonturas nessa faixa de idade. Em vez de uma doença de uma parte só do corpo, ela é o resultado do envelhecimento de todo o sistema que mantém o equilíbrio.

O desequilíbrio aparece ao caminhar, ao levantar e ao virar o corpo. Ele deixa a pessoa insegura, faz com que ela perca um pouco da coordenação nas atividades do dia a dia e, o que mais preocupa, aumenta o risco de quedas. Por isso, a tontura em idosos não deve ser aceita como parte normal da idade. Ela tem causa, e a causa pode ser tratada.

Dra. Larissa Vilela, de blazer branco, ao lado de uma senhora idosa de cabelos brancos e blusa clara que caminha com apoio, representando a tontura e o desequilíbrio no idoso

Como o corpo mantém o equilíbrio

O sistema responsável pelo equilíbrio é chamado de sistema vestibular, e ele tem três partes que trabalham juntas.

A primeira é o labirinto, o órgão sensorial que fica dentro da orelha interna. Ele é um dos grandes responsáveis pelo equilíbrio, porque percebe os movimentos e as mudanças de posição da cabeça.

A segunda é a visão. Os olhos trazem informações do ambiente e as enviam ao cérebro. Junto com as informações do labirinto, o cérebro entende onde o corpo está no espaço, como ele se move, com que velocidade e em qual direção.

A terceira é a propriocepção. São receptores que ficam na pele, nos músculos e nas articulações e que informam ao cérebro onde cada parte do corpo está. É a propriocepção que avisa a posição da mão, do tronco e das pernas sem que a pessoa precise olhar para eles.

Quando essas três fontes de informação chegam bem ao cérebro, o equilíbrio fica muito refinado. É isso que permite andar, correr, pular, girar e fazer todos os movimentos do dia a dia sem pensar neles.

O que é a síndrome do desequilíbrio do idoso

O envelhecimento traz uma série de mudanças no organismo, e uma delas é o envelhecimento do sistema vestibular. Com o passar dos anos, as três partes desse sistema perdem função e passam a responder mais devagar. A síndrome do desequilíbrio do idoso nada mais é do que esse envelhecimento global de todo o sistema do equilíbrio, e não uma doença de uma estrutura só.

A visão da pessoa idosa já não é tão boa quanto a de um jovem. Ela passa a enxergar menos, seja por catarata, por glaucoma ou pelo próprio desgaste da idade. A propriocepção também vai ficando mais falha. E o labirinto perde função ao longo do tempo, do mesmo jeito que a audição se desgasta ao longo dos anos, como explica a orientação sobre surdez com a idade. Aquele órgão que antes percebia qualquer pequeno movimento da cabeça vai ficando menos sensível.

Esse envelhecimento conjunto deixa a pessoa idosa mais predisposta à tontura. Estudos sobre o envelhecimento do labirinto mostram que as células sensoriais e os neurônios vestibulares diminuem com a idade, e que a perda de duas dessas fontes de informação ao mesmo tempo prejudica muito mais o idoso do que o jovem, porque sobra menos reserva para compensar.

O nome síndrome do desequilíbrio do idoso é usado na otoneurologia brasileira há décadas. Um estudo da Universidade de São Paulo com idosos que procuraram atendimento por desequilíbrio encontrou a síndrome em cerca de 30% deles, muitas vezes junto com outra causa. Na classificação internacional, a Sociedade Bárány, que reúne os especialistas em equilíbrio, descreveu em 2019 o mesmo quadro com o nome de presbivestibulopatia, explicado mais adiante.

Sintomas: como é a tontura da síndrome do desequilíbrio do idoso

A tontura característica da síndrome do desequilíbrio do idoso é uma sensação de desequilíbrio, e não aquela vertigem rotatória em que tudo parece girar. Ela é percebida principalmente:

  • ao caminhar, com instabilidade e insegurança nos passos;
  • ao levantar da cadeira ou da cama;
  • ao fazer giros com o corpo;
  • ao movimentar a cabeça ou o corpo rapidamente.

Com o tempo, a pessoa idosa tem mais dificuldade nessas movimentações e vai perdendo um pouco da coordenação durante as atividades. É comum a família descrever o idoso como alguém que anda cambaleando, que precisa se apoiar nos móveis ou que tem medo de sair de casa sozinho.

O quadro é crônico, de meses ou anos, e piora devagar. Uma tontura que começa de repente, forte, com enjoo e vômito, costuma ter outra explicação, como uma crise de tontura do labirinto ou uma VPPB, e precisa ser avaliada do mesmo jeito.

Tontura em idosos é normal?

Não. Ter tontura não é normal em nenhuma idade. A tontura é muito comum depois dos 65 anos, e um levantamento feito na cidade de São Paulo encontrou tontura em 44% das pessoas idosas, mas ser comum não é o mesmo que ser normal. Ela sempre tem uma causa, e é importante procurar essa causa para saber como tratar de forma adequada.

Aceitar a tontura como parte da velhice tem um custo. A pessoa deixa de fazer o que gostava, passa a andar menos, perde confiança e fica mais exposta às quedas. Quando a causa é identificada e tratada, a maioria dos pacientes melhora muito, como mostra a seção sobre tratamento. A orientação tontura é normal? aprofunda essa conversa para todas as idades.

Outras causas de tontura em idosos

A síndrome do desequilíbrio do idoso responde por cerca de um terço das tonturas nessa idade. Os outros dois terços têm outras causas, e muitas vezes a pessoa idosa tem mais de uma ao mesmo tempo. Por isso o diagnóstico começa por afastar as demais possibilidades.

VPPB, os cristais do labirinto fora do lugar

A vertigem posicional paroxística benigna é a causa mais frequente de vertigem em todas as idades, e nos idosos ela é muito comum. São crises curtas de tudo girando ao deitar, ao virar na cama ou ao olhar para cima. O tratamento é feito com manobras no consultório, como explica a orientação sobre cristais do labirinto fora do lugar.

Tontura metabólica e hormonal

Diabetes, alterações do colesterol, da tireoide e dos hormônios interferem no funcionamento do labirinto. É a chamada tontura metabólica ou hormonal, que nos idosos aparece com frequência e que precisa de exames de sangue para ser reconhecida.

Tontura ao levantar e pressão baixa

A queda da pressão ao ficar de pé é causa frequente de tontura nessa idade, muitas vezes ligada a remédios para pressão alta, à desidratação e ao próprio envelhecimento dos reflexos que controlam a circulação. A sensação é de escurecimento da vista e de desmaio iminente logo ao levantar. A orientação sobre tontura ao levantar explica como ela é diferenciada e investigada.

Remédios

Idosos com tontura crônica usam, em média, quase quatro medicamentos de uso contínuo. Calmantes, remédios para dormir, antidepressivos, alguns anti-hipertensivos e os próprios remédios para tontura podem causar ou piorar o desequilíbrio. A revisão da lista de medicamentos faz parte da avaliação.

Doenças do próprio labirinto e causa cervical

Doenças do labirinto, como a doença de Ménière e a neurite vestibular, também acontecem nos idosos. Alterações da coluna cervical podem contribuir em alguns casos. Também é preciso desfazer um erro comum, porque nem toda tontura é labirintite. A labirintite verdadeira é uma infecção rara, e usar esse nome para qualquer tontura atrasa o diagnóstico correto.

Tontura súbita com outros sinais

Uma tontura que começa de repente e vem acompanhada de fraqueza em um lado do corpo, fala enrolada, visão dupla ou dificuldade para andar pode ser sinal de um problema vascular no cérebro, e não do labirinto. Esse conjunto de sintomas precisa de avaliação médica sem demora.

Por que a tontura em idosos aumenta o risco de quedas

O desequilíbrio e a instabilidade ao caminhar deixam a pessoa idosa mais predisposta às quedas, e esse é o ponto de alarme. As quedas são uma grande causa de mortalidade entre os idosos. Uma queda pode levar a uma fratura, a uma lesão na cabeça e a complicações que mudam a vida da pessoa e da família.

Os números confirmam a preocupação. Segundo a Organização Mundial da Saúde, as quedas são a segunda causa de morte por lesão não intencional no mundo, e as pessoas acima de 60 anos são as que mais morrem por queda. No Brasil, o Ministério da Saúde estima que um em cada três idosos cai pelo menos uma vez por ano, e o SUS registra cerca de 60 mil internações por ano de pessoas com 60 anos ou mais depois de uma queda.

A tontura pesa nessa conta. Um grande levantamento nos Estados Unidos mostrou que quem tem disfunção do equilíbrio com tontura tem uma chance 12 vezes maior de cair. Em um estudo brasileiro com idosos com tontura crônica, mais da metade havia caído no último ano. Por isso é tão importante reconhecer quadros como a síndrome do desequilíbrio do idoso: tratar o desequilíbrio é reduzir as quedas e os riscos maiores que vêm com elas.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico da síndrome do desequilíbrio do idoso é clínico. Na consulta, percebe-se que o paciente tem desequilíbrio e instabilidade, principalmente ao caminhar e ao se movimentar, e o exame físico avalia a marcha, o equilíbrio em pé e os reflexos do labirinto.

O exame do labirinto pode mostrar que ele está com a função reduzida. Na OtoCare, esse exame é o vHIT, o teste do impulso cefálico em vídeo, que mede a resposta do labirinto a movimentos rápidos da cabeça. Na síndrome do desequilíbrio do idoso, a redução costuma ser leve e dos dois lados, e não uma perda total.

Em seguida, as outras causas são excluídas. Isso inclui afastar causas vasculares e cardiológicas, doenças metabólicas e hormonais, a VPPB e os efeitos de medicamentos. O diagnóstico de síndrome do desequilíbrio do idoso é fechado quando essas outras causas foram excluídas e o que resta é o envelhecimento de todo o sistema vestibular. Algumas vezes a síndrome vem junto com outra causa, e as duas são tratadas.

Presbivestibulopatia: os critérios internacionais

A Sociedade Bárány publicou em 2019 os critérios da presbivestibulopatia, que correspondem ao mesmo quadro. Em linguagem simples, o diagnóstico pede, ao mesmo tempo:

  • sintomas há pelo menos 3 meses, com dois ou mais entre desequilíbrio, alteração da marcha, tontura crônica e quedas repetidas;
  • redução leve da função do labirinto dos dois lados, documentada por exame, como o ganho do vHIT entre 0,6 e 0,8;
  • idade de 60 anos ou mais;
  • ausência de outra doença que explique melhor o quadro.

Os critérios internacionais confirmam o raciocínio clínico: é um diagnóstico de exclusão, baseado na história, no exame físico e no exame do labirinto, em uma pessoa idosa com um quadro crônico de desequilíbrio.

Tratamento da síndrome do desequilíbrio do idoso

Com o diagnóstico fechado, o tratamento tem três pontos.

Reabilitação vestibular

O principal ponto do tratamento é a reabilitação do equilíbrio por meio da reabilitação vestibular. São exercícios específicos para o equilíbrio, feitos com fonoaudiólogo ou com fisioterapeuta, que estimulam o labirinto, a propriocepção e todas as vias que estão com a função reduzida por causa do envelhecimento. Na OtoCare, a consulta avalia o equilíbrio e indica a reabilitação vestibular quando ela faz parte do tratamento.

A ciência sustenta essa escolha. Uma revisão Cochrane com 39 estudos e mais de 2.400 pacientes encontrou evidência de moderada a forte de que a reabilitação vestibular é segura e eficaz na perda de função do labirinto de um lado. A diretriz americana de fisioterapia neurológica de 2022 recomenda com força a reabilitação para quem tem redução da função vestibular de um lado ou dos dois, e lembra que a idade e as doenças associadas podem influenciar o resultado. Um ensaio clínico brasileiro com idosos com tontura crônica mostrou melhora do controle do equilíbrio com os protocolos de reabilitação.

As orientações sobre exercícios para o labirinto e exercícios avançados para o labirinto mostram como funciona esse tipo de estímulo, mas não substituem a avaliação. Na pessoa idosa, os exercícios precisam ser escolhidos e avançados aos poucos conforme o diagnóstico e a capacidade de cada um, para não criar risco de queda durante o treino.

Controle das doenças crônicas

O segundo ponto é tratar as comorbidades. Pressão alta, diabetes e alterações metabólicas e hormonais precisam estar bem controladas, porque, quando não estão, elas pioram o quadro de síndrome do desequilíbrio do idoso. É uma parte do tratamento feita junto com o acompanhamento das doenças crônicas.

Medicação de apoio

O terceiro ponto é a medicação, usada como apoio em casos bem específicos. Os medicamentos que podem entrar são o extrato de Ginkgo biloba, a pentoxifilina e a betaistina, usados junto com a reabilitação e com o controle das doenças crônicas, como apoio, e não no lugar deles.

Entre eles, a betaistina tem indicação em bula para a vertigem de origem vestibular, e um ensaio clínico comparou o extrato de Ginkgo biloba com a betaistina e encontrou eficácia semelhante, com menos efeitos indesejados no grupo do Ginkgo biloba. A pentoxifilina tem evidência mais limitada, segundo uma revisão sistemática recente, e por isso o seu uso é avaliado caso a caso na consulta.

Resultados do tratamento

Quando a pessoa tem o diagnóstico de síndrome do desequilíbrio do idoso e trata com reabilitação, com o cuidado das doenças crônicas e, quando indicado, com medicação, a maioria melhora muito. Um estudo com um número grande de pacientes tratados dessa forma, citado no vídeo, mostrou que mais de 70% tiveram ótimo controle dos sintomas e 50% tiveram melhora completa. Ou seja, o tratamento funciona e ajuda muito, mas é indispensável primeiro ter o diagnóstico e fazer o tratamento adequado.

Remédio para tontura em idosos: o que evitar

Não existe um remédio que resolva a tontura do idoso sozinho, e alguns dos mais usados podem piorar. Os sedativos do labirinto, como o dimenidrinato e a meclizina, aliviam uma crise aguda, mas, usados por semanas ou meses, atrapalham a compensação do cérebro e deixam a pessoa sonolenta e mais instável. A lista de critérios de Beers, da Sociedade Americana de Geriatria, recomenda evitar a meclizina e os anti-histamínicos de primeira geração nos idosos por causa da confusão mental e do risco de quedas.

A cinarizina e a flunarizina, muito prescritas no Brasil, causam sonolência e sintomas depressivos com mais frequência nas pessoas acima de 65 anos e em tratamentos prolongados, como detalha a orientação sobre cinarizina e flunarizina. A orientação sobre remédio para tontura que pode piorar explica por que o uso contínuo sem diagnóstico precisa ser revisto. No idoso, a regra é tratar a causa e usar o mínimo de medicação sedativa possível.

Como prevenir quedas no idoso com tontura

Enquanto o tratamento faz efeito, algumas medidas reduzem o risco de cair. As diretrizes mundiais de prevenção de quedas de 2022 recomendam que toda pessoa idosa receba orientação sobre quedas e mantenha atividade física, e que quem tem risco maior passe por uma avaliação que inclua os medicamentos, a pressão ao levantar, a visão e a marcha. Na prática:

  • levantar devagar da cama e da cadeira, e esperar alguns segundos antes de caminhar;
  • manter óculos atualizados e tratar catarata e glaucoma, porque a visão compensa parte da perda do labirinto;
  • revisar na consulta todos os remédios em uso, principalmente calmantes e remédios para dormir;
  • retirar tapetes soltos, iluminar corredores e banheiro, e instalar barras de apoio no banheiro;
  • usar calçado fechado, com sola antiderrapante;
  • manter atividade física regular, que fortalece as pernas e melhora o equilíbrio.

Essas medidas não substituem o diagnóstico. Elas protegem a pessoa enquanto a causa da tontura é identificada e tratada.

Qual médico procurar para tontura em idosos

O médico da tontura é o otorrino. Dentro da otorrinolaringologia existe uma área chamada otoneurologia, que fica focada no diagnóstico e no tratamento da tontura e do desequilíbrio. É o otorrino que examina o labirinto, pede os exames do equilíbrio, afasta as outras causas e indica a reabilitação vestibular.

Na OtoCare, no Noroeste de Brasília, a consulta com otorrino avalia a tontura da pessoa idosa, o vHIT mede a função do labirinto quando indicado e a reabilitação vestibular é indicada quando faz parte do tratamento. Quando a causa é a VPPB, a manobra para VPPB é realizada no consultório.

Vídeos: síndrome do desequilíbrio do idoso

O primeiro vídeo, de 2025, explica como o labirinto, a visão e a propriocepção mantêm o equilíbrio, por que o envelhecimento dos três causa a síndrome do desequilíbrio do idoso, como é feito o diagnóstico e quais são os três pontos do tratamento.

O segundo vídeo, de 2023, é mais curto e resume a síndrome em dois minutos: o envelhecimento do labirinto, da visão e da percepção do corpo, o risco maior de quedas depois dos 65 anos e a importância de investigar a tontura para chegar ao tratamento certo.

Perguntas frequentes

Tontura em idosos: o que pode ser?

Pode ser a síndrome do desequilíbrio do idoso, que responde por cerca de um terço dos casos, a VPPB, uma tontura metabólica ou hormonal, a queda da pressão ao levantar, efeito de remédios ou uma doença do próprio labirinto. Muitas vezes há mais de uma causa ao mesmo tempo, e a consulta com otorrino separa uma da outra.

Síndrome do desequilíbrio do idoso é doença?

É um diagnóstico, e não uma doença de uma estrutura só. É a tontura causada pelo envelhecimento de todo o sistema do equilíbrio, que reúne o labirinto, a visão e a propriocepção. Com a idade, as três partes perdem função e respondem mais devagar, e a pessoa sente desequilíbrio ao caminhar, ao levantar e ao girar. O diagnóstico é feito depois de afastar as outras causas.

O que é presbivestibulopatia?

É o nome internacional, definido pela Sociedade Bárány em 2019, para o quadro de desequilíbrio crônico da pessoa com 60 anos ou mais que tem uma redução leve da função do labirinto dos dois lados, sem outra doença que explique os sintomas. Corresponde ao que a otoneurologia brasileira chama de síndrome do desequilíbrio do idoso.

Idoso com tontura ao levantar: o que pode ser?

A tontura logo ao ficar de pé, com escurecimento da vista, sugere queda da pressão ao levantar, comum em quem usa remédios para pressão ou está desidratado. Já o desequilíbrio que aparece ao levantar e continua ao caminhar é mais típico da síndrome do desequilíbrio do idoso. As duas situações são diferenciadas na consulta.

Idoso com tontura e fraqueza nas pernas: o que pode ser?

A sensação de pernas fracas e inseguras costuma acompanhar o desequilíbrio da síndrome do desequilíbrio do idoso, porque a propriocepção e o labirinto informam menos ao cérebro. Mas fraqueza verdadeira, principalmente de um lado só e de início súbito, tem outro significado e precisa de avaliação médica sem demora.

Idoso com tontura e vômito: o que pode ser?

Tontura forte com enjoo e vômito costuma ser uma crise aguda do labirinto, como a VPPB ou a neurite vestibular, e não a síndrome do desequilíbrio do idoso, que é um quadro crônico e sem vertigem rotatória. A crise precisa de avaliação para definir a causa e o tratamento.

Tontura em idoso pode ser AVC?

Pode, quando a tontura começa de repente e vem com fraqueza em um lado do corpo, fala enrolada, visão dupla, dormência ou dificuldade para andar. Na síndrome do desequilíbrio do idoso, o desequilíbrio é crônico, piora devagar e não vem com esses sinais. A tontura súbita com sinais neurológicos precisa de avaliação médica sem demora.

Tontura em idoso pode ser labirintite?

Raramente. A labirintite verdadeira é uma infecção do labirinto, pouco frequente, com vertigem intensa e perda de audição. A maior parte das tonturas dos idosos tem outras causas, como a síndrome do desequilíbrio do idoso, a VPPB e a tontura metabólica. Chamar toda tontura de labirintite atrasa o diagnóstico certo.

Tontura em idoso com Alzheimer é diferente?

A avaliação é a mesma, mas exige mais cuidado. A pessoa com demência pode não descrever bem a tontura, usa com frequência remédios que afetam o equilíbrio e tem mais risco de cair. Os critérios internacionais lembram que a presbivestibulopatia costuma vir junto com outras perdas da idade, inclusive cognitivas. A família ajuda relatando como a pessoa anda e se já houve quedas.

Tontura em idoso é caso de otorrino?

Sim. O médico da tontura é o otorrino, e dentro da especialidade a otoneurologia, que é a área dedicada à tontura. O otorrino examina o labirinto, pede os exames do equilíbrio, afasta as outras causas e indica a reabilitação vestibular. Na OtoCare, a consulta e o vHIT são feitos na mesma clínica.

Quais exames fazer para tontura em idosos?

O diagnóstico é clínico, e o exame principal do labirinto é o vHIT, que mede a resposta a movimentos rápidos da cabeça. Exames de sangue avaliam glicose, colesterol, tireoide e hormônios, e a pressão é medida deitado e em pé. Outros exames entram conforme a suspeita, como os cardiológicos e os de imagem.

Qual o melhor remédio para tontura em idosos?

Não existe um remédio melhor que sirva para todos, porque o remédio depende da causa. Na síndrome do desequilíbrio do idoso, a base do tratamento é a reabilitação vestibular, e a medicação, como o extrato de Ginkgo biloba, a pentoxifilina ou a betaistina, entra só como apoio em casos específicos. Sedativos do labirinto usados por tempo prolongado pioram o equilíbrio do idoso.

Existe remédio caseiro para tontura em idosos?

Não existe remédio caseiro que trate a causa. Beber água ao longo do dia, levantar devagar e evitar jejum prolongado ajudam a evitar a tontura por pressão baixa e por queda de açúcar, mas não substituem a investigação. O desequilíbrio do idoso melhora com reabilitação vestibular, não com chás.

Síndrome do desequilíbrio do idoso tem cura?

O envelhecimento do sistema vestibular não é revertido, mas o cérebro aprende a compensar com a reabilitação. Com reabilitação vestibular, controle das doenças crônicas e, quando indicado, medicação, a maioria dos pacientes melhora muito, e metade chega a ficar sem sintomas, segundo o estudo citado no vídeo.

Reabilitação vestibular funciona em idosos?

Sim. Um ensaio clínico brasileiro feito com idosos com tontura crônica mostrou melhora do equilíbrio com os exercícios de reabilitação vestibular, e a diretriz americana de 2022 recomenda a reabilitação para quem tem redução da função do labirinto. Nos idosos, os exercícios são adaptados à capacidade de cada um e avançados aos poucos.

Idoso com tontura pode fazer exercício físico?

Pode e deve, depois da avaliação. As diretrizes mundiais de prevenção de quedas recomendam atividade física para toda pessoa idosa, porque ela fortalece as pernas e melhora o equilíbrio. No idoso com desequilíbrio, o exercício começa com acompanhamento e avança aos poucos, e a reabilitação vestibular é o treino específico para o labirinto.

Quando a tontura do idoso precisa de avaliação na OtoCare?

Sempre que ela existe, porque tontura não é normal. A avaliação é ainda mais importante quando há desequilíbrio ao caminhar, medo de cair, quedas no último ano, uso de vários remédios ou tontura que já dura semanas. Na OtoCare, o idoso é avaliado na consulta com otorrino, faz o vHIT na própria clínica quando indicado e recebe a indicação da reabilitação vestibular quando ela faz parte do tratamento.

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Avaliação de tontura e equilíbrio em idosos em Brasília

Tontura em idosos não é normal e tem tratamento. Se a pessoa idosa sente desequilíbrio ao caminhar, insegurança ao levantar, medo de cair ou já caiu, o primeiro passo é a consulta com otorrino na OtoCare, no Noroeste de Brasília, onde o labirinto é examinado, as outras causas são afastadas e a reabilitação vestibular é indicada quando faz parte do tratamento. Ao agendar pelo WhatsApp, informe que o paciente é idoso e tem tontura.

Telefone e WhatsApp: (61) 99957-8479

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