Sinusite de repetição: por que ela volta e como tratar a causa

Dra. Larissa Vilela, médica otorrinolaringologista da Clínica OtoCare

Por Dra. Larissa Vilela, médica otorrino

Por que a sinusite volta tantas vezes

Uma crise de sinusite atrás da outra, sem descanso entre elas. Mal termina o antibiótico de uma crise e já começa a próxima. Muitas vezes a pessoa nunca tinha tido sinusite, teve uma forte e, a partir dali, entrou num ciclo que parece não ter fim.

Dra. Larissa Vilela explicando por que alguns pacientes entram em um ciclo de sinusite de repetição

A sinusite que volta tem causa. Em geral, a drenagem dos seios da face é estreita ou a mucosa do nariz está inflamada e sem funcionar bem. A avaliação com o otorrino descobre qual é a causa e trata, para não ficar tomando antibiótico atrás de antibiótico.

A sinusite que vai e volta tem, basicamente, duas causas. A primeira é anatômica, quando os seios da face drenam por canais estreitos. A segunda está na mucosa do nariz, que fica inflamada ou deixa de funcionar bem depois de uma infecção forte. Há quem tenha as duas ao mesmo tempo. Cada uma pede um tratamento diferente, e por isso descobrir a causa vem antes de qualquer decisão.

O que é sinusite de repetição

Sinusite de repetição, também chamada de sinusite recorrente ou sinusite aguda de repetição, é o quadro de quem tem várias crises de sinusite aguda ao longo do ano e fica bem entre uma e outra. O nome técnico é rinossinusite aguda recorrente, porque a inflamação começa no nariz e alcança os seios da face.

A definição mais usada é de quatro ou mais crises por ano, com o nariz normal nos intervalos. O consenso brasileiro de rinossinusite e a diretriz americana de otorrinolaringologia usam esse número e contam as crises bacterianas. Cada crise traz nariz entupido, catarro, dor ou pressão no rosto e alteração do olfato, e a tosse costuma vir junto, como explica a orientação sobre tosse de sinusite. Para quem tem sinusite toda hora, o que muda não é o sintoma de cada crise, e sim o número delas.

Sinusite de repetição ou sinusite crônica?

A diferença está no intervalo entre as crises. Na sinusite de repetição, os sintomas somem por completo entre um episódio e outro. Na sinusite crônica, eles não somem e se arrastam por mais de 3 meses, com pioras sobre um fundo que nunca fica limpo. As duas têm investigação e tratamento diferentes, e a forma crônica, com ou sem pólipos, está na orientação sobre sinusite crônica e polipose nasal.

Resfriados seguidos contam como sinusite de repetição?

Nem toda virose que deixa o nariz entupido e cheio de catarro vira uma sinusite bacteriana. Quem convive com crianças pequenas pega muitos resfriados no ano, e cada um pode acabar sendo chamado de sinusite sem preencher os critérios. Por isso o consenso brasileiro conta só as crises bacterianas, para separar a sinusite de repetição do excesso de resfriados. Como reconhecer quando a crise deixou de ser viral e passou a bacteriana fica na orientação sobre sinusite aguda viral ou bacteriana.

Sinusite mal curada ou sinusite que volta?

Muita gente chama de sinusite mal curada a sinusite que não passa ou que volta poucos dias depois do fim do tratamento. Às vezes é a mesma crise, que ainda não terminou. Outras vezes é uma crise nova, porque a causa continua lá. E quando o nariz nunca fica bom entre as crises, o quadro pode já ser de sinusite crônica. Separar essas situações faz parte da consulta, e os motivos mais comuns de uma sinusite que não sara com antibiótico estão na orientação sobre antibiótico para sinusite.

Como a secreção parada vira sinusite bacteriana

O nariz não é um lugar estéril. Nele e nos seios da face vivem milhares de bactérias, que fazem parte da flora normal da região e, na maior parte do tempo, não causam problema nenhum.

O gatilho da sinusite, na maioria das crises, é uma virose. O vírus inflama a mucosa, e o nariz passa a produzir muito mais secreção. Se essa secreção escoa bem pelos canais de drenagem, a virose segue o seu curso e passa. Se não escoa, ela fica parada dentro dos seios da face, e secreção parada é o meio em que aquelas bactérias do próprio nariz conseguem se multiplicar. Assim começa a sinusite bacteriana, e as duas causas da sinusite de repetição atuam justamente nesse ponto.

Causa anatômica: drenagem estreita dos seios da face

Os seios da face são cavidades cheias de ar escavadas nos ossos da face. Cada um drena para dentro do nariz por uma abertura muito pequena, de poucos milímetros, chamada de óstio. Em algumas pessoas, por uma variação na formação dos seios, esses canais de drenagem e de ventilação são mais estreitos que o comum.

Funciona como o ralo estreito de uma pia. Com pouca água, ele dá conta. Quando vem a virose e a secreção aumenta, o ralo não vence o volume, a secreção se acumula e a bactéria encontra espaço para crescer. Em quem tem a drenagem estreita, isso pode se repetir a cada virose, e a anatomia passa a ser uma das causas da sinusite de repetição.

Os estudos que compararam a anatomia de quem tem crises repetidas com a de quem não tem chegaram a resultados diferentes entre si. Um estudo de Harvard encontrou, nos pacientes com sinusite de repetição, a passagem de drenagem do seio maxilar mais estreita e mais células de Haller, pequenas células de ar que se formam embaixo da órbita, perto dessa passagem. Outros estudos não encontraram diferença. Por isso a anatomia de cada paciente é avaliada no exame, caso a caso.

Desvio de septo causa sinusite de repetição?

O desvio de septo, sozinho, não tem relação direta com a sinusite de repetição. O septo é a parede que divide as duas narinas, e os canais de drenagem dos seios ficam na parede lateral do nariz. Um estudo americano de 2024, com 60 pacientes e 120 pessoas sem a doença, também não encontrou relação entre o desvio e as crises. Por isso, uma cirurgia feita só no septo, em quem tem crises repetidas, pode não mudar o quadro. Quando o desvio atrapalha o acesso aos seios durante a cirurgia da sinusite, ele é corrigido junto, na correção do septo. Os casos em que o desvio pede cirurgia por si mesmo estão na orientação sobre desvio de septo.

Causa inflamatória: a mucosa do nariz inchada

A segunda causa está no epitélio, a camada de células que forra por dentro o nariz e cada seio da face, também chamada de mucosa nasal. Quando essa mucosa inflama, ela incha, e o inchaço pode fechar os canais de drenagem mesmo em quem tem a anatomia normal. O resultado se parece com o da drenagem estreita, com secreção acumulada e bactéria se multiplicando.

Essa inflamação pode vir de várias fontes. Uma virose muito intensa, uma alergia mal controlada e o ar de lugares muito poluídos, com fumaça e irritantes, mantêm a mucosa inflamada. Hoje esse ponto pesa muito, porque viroses seguidas, alergia e poluição fazem parte da rotina de muita gente.

Na rinite alérgica, a mucosa passa boa parte do tempo inchada, e a virose encontra um nariz que já drenava mal. O consenso brasileiro recomenda lembrar da rinite e tratá-la bem em quem tem sinusite de repetição. As diferenças entre as duas doenças estão na orientação sobre rinite e sinusite, e a vacina para alergia, indicada em alguns casos, na orientação sobre imunoterapia para rinite alérgica. A lavagem faz parte do cuidado diário do nariz alérgico, como mostra a orientação sobre lavagem nasal na rinite.

Quando a infecção deixa o nariz sem funcionar bem

A mucosa do nariz tem, na superfície, cílios microscópicos que se movem o tempo todo e empurram o muco para fora dos seios, em direção à garganta. Esse movimento forma uma espécie de tapete rolante, chamado de transporte mucociliar, que mantém os seios limpos sem que a pessoa perceba.

Uma infecção muito agressiva, em geral bacteriana, pode alterar esse epitélio. Além de inflamado e inchado, ele fica disfuncional, e os cílios deixam de fazer o transporte direito. Isso continua mesmo depois que a inflamação passou e os canais de drenagem já estão livres. O nome desse quadro é discinesia ciliar secundária, ou seja, o movimento dos cílios alterado por causa de outra doença, no caso a infecção. Ela não se confunde com a discinesia ciliar primária, uma doença genética rara.

Por um período, o nariz funciona pior. Mesmo depois de viroses comuns, num estudo com crianças, a estrutura dos cílios só voltou ao normal entre 2 e 10 semanas depois da infecção. Se nesse intervalo chega uma nova virose ou uma crise de alergia, o nariz ainda está com as funções alteradas, a secreção para outra vez e tudo recomeça. Vira uma bola de neve, com nova sinusite bacteriana e novo antibiótico, num ciclo vicioso de sinusite atrás de sinusite. Assim se explica o caso de quem nunca tinha tido sinusite e, depois de uma crise forte, passou a ter uma atrás da outra.

Outras causas da sinusite de repetição

As duas causas do nariz explicam boa parte dos casos, e a avaliação procura também outras condições que favorecem as crises. A diretriz americana de otorrinolaringologia orienta investigar, em quem tem sinusite de repetição, doenças que mudam o tratamento, como asma, imunidade baixa, fibrose cística e alterações dos cílios.

Imunidade baixa e doença autoimune

A imunidade baixa por uma falha do sistema de defesa, chamada de imunodeficiência, aumenta o risco de sinusite de repetição em qualquer idade e muitas vezes não é lembrada. As mais comuns reduzem a produção de anticorpos. Num serviço americano, cerca de um em cada três adultos com sinusite de repetição que não melhorava com o tratamento tinha alguma alteração nos anticorpos. Os sinais que levantam essa suspeita estão na orientação sobre imunodeficiência primária.

Rinite alérgica e doença autoimune aparecem com mais frequência, e a asma também é comum, em quem tem sinusite de repetição, segundo um estudo que comparou esses pacientes com outros que tinham dor de cabeça ou dor facial por outros motivos. Os exames de sangue para a imunidade são pedidos na consulta quando a história aponta para essa causa.

Sinusite de origem dentária

As raízes dos dentes de cima, no fundo da boca, ficam muito perto do seio maxilar, o seio da bochecha. Uma infecção na ponta da raiz, uma doença avançada da gengiva, a extração de um dente, um tratamento dentário antigo ou um implante podem inflamar esse seio. A sinusite de origem dentária, chamada de odontogênica, é mais comum do que se pensava, e uma revisão de 2024 estima que ela responda por 25% a 40% das sinusites maxilares.

Alguns sinais chamam a atenção para essa origem, como crises sempre do mesmo lado, mau cheiro no nariz, dor no rosto de um lado só e história de tratamento nos dentes de cima. A dor de dente pode não existir. Nesses casos, tratar só o nariz alivia por um tempo e a crise volta, porque a origem continua no dente. A consulta procura esses sinais, investiga a origem e define o tratamento.

Sinusite de repetição tem causa emocional?

As diretrizes de rinossinusite não colocam a emoção ou o estresse entre as causas da sinusite de repetição. As causas conhecidas estão no nariz, nos seios da face, na imunidade e nos dentes, e são elas que a avaliação procura. Atribuir as crises ao lado emocional pode atrasar o tratamento da causa real.

Como descobrir a causa

O diagnóstico do que está acontecendo é feito pelo otorrino. A consulta começa pela história, com quantas crises houve no último ano, quanto tempo durou cada uma, se o nariz ficou bom entre elas e quantos antibióticos foram usados. Anotar as crises num calendário, com a data, os sintomas e os remédios, ajuda muito, porque pouca gente lembra desses detalhes na hora da consulta.

Em seguida vem o exame físico, com a endoscopia nasal. Uma câmera fina entra pelo nariz e mostra a mucosa, a secreção e a região onde vários seios drenam, chamada de complexo ostiomeatal. Na OtoCare, esse exame é a nasofibrolaringoscopia, realizada na própria clínica. Dura de 2 a 5 minutos, sem preparo e sem jejum, serve para todas as idades e tem o resultado na hora.

Tomografia e outros exames

Quando há indicação, a tomografia dos seios da face completa a avaliação. Ela mostra cada seio, a largura dos canais de drenagem e variações na formação dos seios que o exame do nariz não alcança. Fora das crises, a tomografia de quem tem sinusite de repetição costuma ser quase normal, o que não invalida a queixa e combina com o quadro, em que o nariz se recupera entre uma crise e outra, e o consenso brasileiro aponta o intervalo sem sintomas como o melhor momento para fazer o exame. O raio X de face não serve para essa investigação.

Exames de sangue, testes de alergia e outros exames entram quando a história ou o exame do nariz apontam para essas causas, e são pedidos na consulta.

Tratamento da sinusite de repetição

Como acabar com a sinusite recorrente depende da causa. Cada paciente recebe um plano próprio, que pode ter tratamento clínico, cirurgia ou os dois, e hoje existem várias opções para tirar a pessoa desse ciclo. O que não se deve aceitar é continuar tendo crises e tomando antibiótico atrás de antibiótico.

Tratamento da mucosa inflamada

Quando a causa está na mucosa, inflamada ou disfuncional, o tratamento é clínico. A base é o corticoide em spray nasal, que desincha e controla a inflamação da mucosa, como explica a orientação sobre corticoide nasal, e a forma de aplicar está na orientação sobre como usar o spray nasal. Em alguns casos entra o corticoide oral, sempre com prescrição, assunto da orientação sobre corticoide oral, e outras medicações podem completar o tratamento. O objetivo é a mucosa voltar a funcionar, para a pessoa sair do ciclo e voltar à vida normal, sem as crises.

O consenso brasileiro recomenda o corticoide nasal para quem tem o diagnóstico confirmado de sinusite de repetição. O tempo de uso é definido na consulta, e o spray não deve ser interrompido só porque o nariz melhorou.

Cirurgia para sinusite de repetição

Quando a causa é anatômica, com canais de drenagem estreitos ou bloqueados, a cirurgia ajuda muito. Ela amplia esses canais, facilita a drenagem e tira os bloqueios, e o ar volta a circular dentro dos seios. A cirurgia da sinusite se chama sinusectomia, ou cirurgia endoscópica dos seios paranasais, e a sinusite aguda de repetição é uma das suas duas grandes indicações, ao lado da sinusite crônica.

Nem todo mundo precisa de cirurgia. A indicação é para quem não melhora com o tratamento clínico. Quem mostra se ela vai ajudar é a avaliação no consultório, com o exame físico, a endoscopia nasal e a tomografia. Bem indicada, a cirurgia deixa a maior parte dos pacientes muito bem, com uma redução grande das crises. Ela não impede que uma sinusite volte a acontecer um dia, porque atua num dos pontos do problema, a drenagem. Com frequência, ela é feita no mesmo tempo cirúrgico da correção do septo ou da cirurgia dos cornetos inferiores.

Um ensaio clínico finlandês publicado em 2026 comparou, em adultos com sinusite de repetição que não melhoravam com remédios, a cirurgia somada ao tratamento clínico com o tratamento clínico sozinho. Depois de seis meses, a qualidade de vida melhorou bem mais no grupo operado, medida pelo questionário SNOT-22. Entre os 30 operados, 4 tiveram uma complicação que precisou de tratamento, a maioria infecção.

Antibiótico atrás de antibiótico

Quando uma crise é de fato bacteriana, o antibiótico é necessário e deve ser tomado pelo tempo prescrito. Ele trata a bactéria daquela crise, mas não alarga a drenagem, não desincha a mucosa e não recupera os cílios. Por isso, repetir o antibiótico a cada crise, sem tratar a causa, mantém o ciclo.

Cada ciclo de antibiótico também deixa marca. A flora do intestino, que participa da imunidade, pode levar muito tempo para se recuperar, e quem trata várias sinusites por ano soma esse efeito a cada receita. O que pesar antes de começar está na orientação otite e sinusite precisam de antibiótico, e o tempo e a escolha do remédio, na orientação sobre antibiótico para sinusite. O consenso brasileiro não recomenda antibiótico preventivo, tomado por longos períodos para evitar crises, a não ser em casos específicos de imunodeficiência.

Como evitar sinusite de repetição

Entre uma crise e outra, alguns cuidados ajudam a evitar a próxima. O tratamento de manutenção que foi prescrito continua mesmo sem sintomas, pelo tempo combinado na consulta. A lavagem nasal com soro tira a secreção e mantém o nariz limpo, sobretudo nas viroses, e a respiração fica pela boca durante toda a aplicação. Qual lavagem usar está na orientação sobre lavagem nasal na sinusite.

Como quase toda crise começa por uma virose, prevenir as viroses também previne sinusites. A vacina da gripe é recomendada todo ano para quem tem sinusite de repetição, e a vacina contra o VSR, o vírus sincicial respiratório, vale a pena para adultos que costumam ter sinusite depois de quadros virais. Nos pacientes com muitas viroses e sinusites seguidas, a falta de vitamina C também entra na avaliação, como mostra a orientação sobre vitamina C para gripes, resfriados e sinusite.

Algumas medicações ajudam a reduzir as infecções. O lisado bacteriano (Broncho-Vaxom®) estimula as defesas e protege contra viroses e infecções de repetição. O Sinupret®, um fitoterápico, chegou ao Brasil como uma opção nova e promissora nos casos de sinusite de repetição. A indicação de cada um é feita na consulta.

Fumaça de cigarro, inclusive a de quem fuma por perto, e ar muito poluído mantêm a mucosa inflamada, e evitá-los ajuda o nariz a se recuperar. Controlar a rinite alérgica, quando ela existe, completa a prevenção.

Sinusite de repetição infantil

A criança pequena pega muitas viroses, e nem toda virose com catarro é sinusite. Para a criança, o consenso brasileiro também considera de repetição quatro ou mais crises por ano com melhora completa entre elas. Ele recomenda procurar alergia, imunidade baixa, refluxo e alterações dos cílios, e lembrar da adenoide aumentada, que pode servir de reservatório de bactérias no fundo do nariz.

Na criança, o mesmo consenso cita o lisado bacteriano como um auxiliar no controle das crises e recomenda a vacina da gripe todo ano. Como parte dos seios da face já está presente ao nascer, mesmo a criança pequena pode ter sinusite, como mostra a orientação criança pode ter sinusite. A cirurgia da adenoide, e quando ela é indicada, aparece na orientação sobre quando operar a adenoide.

Quando procurar avaliação

Crises de sinusite seguidas, várias no mesmo ano, antibióticos seguidos, crises sempre do mesmo lado ou nariz que não fica bom entre elas pedem avaliação com otorrino. Sangramento pelo nariz que se repete de um lado só e nariz entupido de um lado que não melhora entre as crises também precisam ser examinados, porque não fazem parte do padrão da sinusite de repetição.

Alguns sinais fogem do padrão de qualquer crise, como olho inchado ou vermelho em volta, visão diferente do normal, rigidez na nuca com dor de cabeça intensa, confusão mental e febre alta que persiste. Nessas situações, a avaliação médica sem demora é necessária, porque eles podem ser sinal de complicação, tema da orientação sobre complicações da sinusite.

Vídeo sobre sinusite de repetição

O vídeo explica as duas causas que fazem alguns pacientes entrarem num ciclo de sinusite atrás de sinusite, a drenagem estreita e a disfunção da mucosa, e como cada uma é tratada.

Perguntas frequentes

Sinusite de repetição tem cura?

Na maior parte dos casos, tratar a causa tira a pessoa do ciclo de crises. A mucosa disfuncional em geral volta a funcionar com o tratamento clínico, e a drenagem estreita melhora muito com a cirurgia, quando ela é indicada. O tratamento reduz bastante as crises, mas não garante que nunca mais haverá uma sinusite. Uma virose ainda pode causar uma crise isolada, como em qualquer pessoa, e alguns casos precisam de acompanhamento mais longo.

Existe tratamento caseiro para sinusite de repetição?

Em casa, o cuidado que ajuda de verdade é a lavagem nasal com soro, feita com a respiração pela boca durante toda a aplicação, junto com o tratamento prescrito. Chás e receitas caseiras não alargam a drenagem nem recuperam a mucosa, que são as causas das crises.

Sinusite e otite de repetição têm relação?

As duas costumam começar depois de uma virose e podem ter causas em comum, como alergia, imunidade baixa e, na criança, a adenoide aumentada. Quando sinusites e otites se repetem juntas, a investigação da imunidade ganha mais peso, e a vacina contra o VSR passa a ter mais valor para os adultos que têm essas complicações depois das viroses.

Qual é o CID da sinusite de repetição?

Não existe, na CID-10, um código específico para a sinusite de repetição. Cada crise aguda entra no grupo J01, da sinusite aguda, com o seio afetado indicado no último número, e a sinusite crônica fica no grupo J32. O código do atestado ou do laudo é escolhido pelo médico, conforme o quadro.

O que mata a bactéria da sinusite?

Na sinusite bacteriana, quem combate a bactéria é o antibiótico, escolhido e prescrito na consulta. Ele não age na fase viral, que é a maior parte das crises, e não deve ser tomado por conta própria. Quando o antibiótico é de fato necessário está na orientação sobre quando a sinusite precisa de antibiótico.

Qual é o melhor remédio para sinusite crônica?

Não existe um remédio que sirva para todos. Na sinusite crônica, a base costuma ser lavar o nariz com soro e usar corticoide em spray, e nos casos com pólipos que continuam sem controle existem medicamentos biológicos, como mostra a orientação sobre Dupixent® na sinusite crônica. A escolha depende do tipo de sinusite e é feita na consulta.

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Avaliação com otorrino em Brasília

Crises de sinusite que voltam várias vezes no ano, antibióticos que se repetem sem que a causa apareça, crises sempre do mesmo lado ou nariz que não fica bom entre elas merecem o exame do nariz por um otorrino. A avaliação descobre se a causa está na drenagem, na mucosa ou nas duas, define quais exames fazem falta e monta o plano de tratamento, clínico ou cirúrgico. Ela é feita na consulta com otorrino em Brasília, com a endoscopia nasal na própria clínica quando indicada. A Clínica OtoCare atende adultos e crianças no Setor Noroeste.

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