Graus de surdez: como é classificada a perda auditiva

Dra. Larissa Vilela, médica otorrinolaringologista da Clínica OtoCare

Por Dra. Larissa Vilela, médica otorrino

Quais são os graus de surdez?

Quem recebe o resultado da audiometria, ou o laudo do otorrino, encontra palavras como leve, moderada, moderadamente severa, severa e profunda. Elas indicam o grau da surdez, ou seja, o quanto a audição está reduzida. O grau de perda auditiva é medido em decibéis (dB), a unidade que expressa a intensidade, o volume, do som.

Hoje existem várias tabelas para dar nome a esse grau, entre elas a mais usada no Brasil e uma revisão mais recente, da Organização Mundial da Saúde (OMS). Cada tabela tem as suas faixas de decibéis, e um mesmo exame pode receber nomes diferentes conforme a referência escolhida.

Médica otorrinolaringologista apresentando a tabela de graus de surdez e perda auditiva em decibéis

Os graus de surdez vão de leve a profundo, até a perda completa, e mostram quanto som o ouvido deixou de perceber, em decibéis. Como os limites mudam de uma tabela para outra, o laudo precisa dizer qual classificação foi usada.

Como o grau da perda auditiva é medido na audiometria

O grau sai da audiometria tonal, feita em cabina acústica, com fones de ouvido. Em cada frequência, o exame procura o som de menor volume que a pessoa ainda percebe. Esse menor volume percebido se chama limiar auditivo. Quanto maior o número em decibéis, mais alto o som precisa estar para ser percebido, e menor é a audição daquela orelha.

As frequências vão dos sons graves aos agudos e são medidas em hertz (Hz). Para chegar a um número único por orelha, calcula-se a média dos limiares de algumas frequências. A média de três frequências, 500 Hz, 1.000 Hz e 2.000 Hz, recebe o nome de média tritonal. Quando entra também a de 4.000 Hz, um som agudo, ela passa a ser a média quadritonal.

A frequência de 4.000 Hz pesa muito em várias perdas auditivas, como a perda causada por ruído, que começa pelos sons agudos. Por isso, a média que inclui esse som tende a revelar a perda mais cedo.

A audiometria tonal não mede a audição em porcentagem. O resultado vem em decibéis, frequência por frequência, e uma frase como perdi 40% da audição não corresponde ao que o exame mostra. A porcentagem que costuma aparecer no laudo vem da parte vocal da audiometria tonal e vocal, no índice de reconhecimento de fala, que conta quantas palavras a pessoa repetiu corretamente, e não quanto da audição foi perdido.

Tabela de graus de perda auditiva de Lloyd e Kaplan (1978)

A classificação de Lloyd e Kaplan foi descrita em 1978 e continua a mais usada no Brasil. Ela é a mais presente nos laudos de audiometria e, por ser a mais habitual, o profissional reconhece o grau só de olhar o exame.

Essa tabela usa a média tritonal. A audição é considerada normal até 25 dB, e a perda auditiva começa em 26 dB. A partir daí, a perda se divide em cinco graus.

Média de 500 Hz, 1.000 Hz e 2.000 HzGrauComo a fala é ouvida
até 25 dBAudição normalSem dificuldade significativa
26 a 40 dBPerda auditiva de grau leveDificuldade com a fala fraca ou distante
41 a 55 dBPerda auditiva de grau moderadoDificuldade com a fala no volume de uma conversa
56 a 70 dBPerda auditiva de grau moderadamente severoA fala precisa ser forte, e a conversa em grupo fica difícil
71 a 90 dBPerda auditiva de grau severoEntende só a fala gritada ou amplificada
91 dB ou maisPerda auditiva de grau profundoPode não entender nem a fala amplificada e depende da leitura labial

As descrições da última coluna seguem o guia de orientação do CFFa, o Conselho Federal de Fonoaudiologia, para a avaliação audiológica. Parte das pessoas com perda profunda usa a língua de sinais para se comunicar.

Classificação da OMS 2021: o que mudou na tabela

A OMS revisou a sua classificação dos graus de perda auditiva. A nova tabela apareceu em 2020, num material da OMS sobre cuidados com o ouvido e a audição, e foi publicada no Relatório Mundial sobre a Audição, de 2021. Em relação à tabela de 1978, há duas mudanças principais.

A primeira é a média quadritonal, com 500 Hz, 1.000 Hz, 2.000 Hz e 4.000 Hz, que traz um som agudo para a conta. A segunda é o limite da audição normal, que passa a ser abaixo de 20 dB. Uma pessoa com média de 23 ou 24 dB, que tinha audição normal pela tabela antiga, já tem perda auditiva leve pela OMS.

Média de 500 Hz, 1.000 Hz, 2.000 Hz e 4.000 HzGrau
menos de 20 dBAudição normal
de 20 a menos de 35 dBPerda auditiva leve
de 35 a menos de 50 dBPerda auditiva moderada
de 50 a menos de 65 dBPerda auditiva moderadamente severa
de 65 a menos de 80 dBPerda auditiva severa
de 80 a menos de 95 dBPerda auditiva profunda
95 dB ou maisPerda auditiva completa ou total (surdez)
menos de 20 dB na orelha melhor e 35 dB ou mais na piorPerda auditiva unilateral

Na tabela da OMS, o grau leva em conta a orelha que ouve melhor, e a perda de um lado só ganhou uma categoria própria. A OMS também avisa que a tabela foi feita para adultos e para estudos de população, e que o número da audiometria, sozinho, não deve decidir se existe deficiência nem se a pessoa precisa de aparelho auditivo ou de implante coclear.

A tabela da OMS é mais sensível e tende a identificar a perda auditiva mais cedo. Pessoas que antes não eram vistas como tendo perda auditiva passam a ser acompanhadas, o que permite agir antes de o quadro avançar e olhar esses casos com mais cuidado. Mesmo assim, ela ainda é pouco usada nos laudos do dia a dia, e a tabela de Lloyd e Kaplan segue como a mais comum no Brasil.

Outras tabelas: Davis, BIAP e a classificação para crianças

Além dessas duas, o guia do CFFa reúne outras classificações aceitas, que aparecem com menos frequência nos laudos. A de Davis, de 1970 e 1978, citada também como de Davis e Silverman, usa as mesmas três frequências de Lloyd e Kaplan, com faixas parecidas e o grau profundo a partir de 91 dB.

A do BIAP, o Bureau Internacional de Audiofonologia, de 1996, usa quatro frequências, como a OMS. Nela, a audição é normal até 20 dB, as perdas moderada e severa se dividem em subgraus, e existe uma faixa de perda muito severa, de 91 a 119 dB, antes da perda total, chamada de cofose, acima de 120 dB.

Para crianças de até 7 anos, o guia recomenda a classificação de Northern e Downs, de 2002, ou a da OMS de 2014. Nas duas, o limite da audição normal é mais baixo, de 15 dB, e uma perda que no adulto ainda seria normal já recebe nome na criança. Na tabela de Northern e Downs, a faixa de 16 a 25 dB se chama perda auditiva discreta.

A classificação de Silman e Silverman, de 1997, também está no guia, mas não trata do grau. Ela serve para definir o tipo da perda e para descrever o formato da curva no audiograma.

Existe classificação certa ou errada nos laudos de audiometria?

Não existe tabela certa ou errada. Todas essas classificações têm estudos por trás e são corretas, desde que o laudo cite qual delas foi usada. Essa também é a recomendação do Conselho Federal de Fonoaudiologia, cujo guia deixa a escolha da tabela a critério do profissional, mas considera indispensável indicar a classificação adotada.

A citação importa porque o grau muda conforme a referência. Uma média de 37 dB seria perda leve pela tabela de Lloyd e Kaplan e moderada pela OMS, e uma de 85 dB seria severa na primeira e profunda na segunda. Como as duas tabelas usam frequências diferentes, até o valor da média pode mudar. Sem a fonte, o mesmo exame pode ser lido de formas diferentes.

Uma revisão publicada em 2022 na Revista CEFAC também concluiu que não há consenso sobre o melhor critério, embora os estudos científicos usem mais a média de quatro frequências, com 4.000 Hz. No laudo, o grau aparece junto com o tipo da perda e o lado afetado, como mostra a orientação sobre o laudo de surdez.

O que cada grau de surdez significa no dia a dia

As faixas de decibéis ajudam a prever as dificuldades mais comuns de cada grau. A OMS e o guia do CFFa descrevem como a maioria dos adultos ouve em cada grau, e os parágrafos abaixo seguem essas descrições. Cada pessoa sente a perda de um jeito, e a consulta avalia o que ela muda na rotina de cada um.

Surdez leve

A perda leve vai de 26 a 40 dB na tabela de Lloyd e Kaplan e de 20 a menos de 35 dB na da OMS. Nesse grau, a conversa em lugar silencioso costuma ser ouvida sem problema. A dificuldade aparece com a fala fraca ou distante e, principalmente, no barulho, como num restaurante cheio. Por ser pequena, essa perda pode passar muito tempo sem ser percebida.

Perda auditiva de grau moderado

A perda moderada, que muita gente chama de surdez moderada, fica entre 41 e 55 dB em Lloyd e Kaplan e entre 35 e menos de 50 dB na OMS. Aqui, a dificuldade chega à conversa comum. Mesmo em silêncio, a fala em volume normal pode escapar, e no barulho fica difícil ouvir e participar da conversa. Pedir para repetir passa a fazer parte da rotina.

Perda auditiva moderadamente severa

Na perda moderadamente severa, de 56 a 70 dB em Lloyd e Kaplan e de 50 a menos de 65 dB na OMS, a conversa em volume normal já é difícil, mas a voz mais alta ainda é ouvida sem esforço. No barulho, a pessoa perde a maior parte da fala.

Surdez severa

A perda severa vai de 71 a 90 dB em Lloyd e Kaplan e de 65 a menos de 80 dB na OMS. A maior parte da conversa não é ouvida, e mesmo a voz alta pode ser difícil de entender. Num ambiente barulhento, acompanhar uma conversa fica muito difícil.

Surdez profunda e perda auditiva completa

A perda profunda começa em 91 dB na tabela de Lloyd e Kaplan e em 80 dB na da OMS. Nela, até a voz alta é ouvida com muita dificuldade, e a conversa comum não chega. Na perda completa, que a OMS separa a partir de 95 dB, a pessoa não ouve a fala nem a maioria dos sons do ambiente. Na prática, é a perda de quem não percebe nenhum tipo de estímulo sonoro.

O grau também pode mudar com o tempo. Na surdez com a idade, a perda avança aos poucos, e a audiometria repetida mostra se houve piora. Já a perda que surge de repente pode ser uma surdez súbita, que precisa de avaliação rápida. Nesse caso, agende pelo WhatsApp, conte que a audição baixou de repente e peça atendimento prioritário na OtoCare.

Grau e tipo da perda auditiva: qual a diferença?

O grau diz quanto a pessoa deixou de ouvir. O tipo aponta o local do ouvido onde fica o problema que causa a perda. Existem três tipos de perda auditiva, a neurossensorial, a condutiva e a mista, e o laudo traz os dois dados juntos, com o lado afetado, um ouvido ou os dois.

O tipo é definido pela comparação entre a via aérea, medida com o fone, e a via óssea, medida com um vibrador atrás da orelha, e a classificação de Silman e Silverman serve justamente para isso. Cada tipo, com as suas causas e o tratamento, aparece na orientação sobre tipos de perda auditiva. Quando só um ouvido é afetado, as dificuldades desse quadro estão na orientação sobre surdez unilateral.

Qual grau de surdez é considerado PCD?

O nome do grau, sozinho, não decide se a pessoa é considerada pessoa com deficiência (PCD) auditiva. A Lei 14.768, de 2023, reconhece a deficiência auditiva em dois casos, a perda nos dois ouvidos, parcial ou total, e a perda total em um ouvido. Como valor de referência, a lei adota 41 dB ou mais na média de 500 Hz, 1.000 Hz, 2.000 Hz e 3.000 Hz, um critério que deixa clara a perda nos dois ouvidos, mas não explica a perda total de um ouvido. Nenhuma das tabelas de grau usa a frequência de 3.000 Hz na média. Essa informação é de outubro de 2026 e pode mudar com o tempo.

Na prática, a média é feita orelha por orelha. Pela OMS, por exemplo, a perda moderada começa em 35 dB, abaixo do valor da lei, e uma perda com esse nome pode ficar fora do critério. A conta, com o passo a passo, fica na orientação sobre o cálculo de PCD auditivo, e a calculadora de PCD auditivo faz a média a partir do exame.

A lei não explica como medir a perda total de um ouvido. Na leitura otorrinolaringológica atual, com os graus da OMS, essa perda deve incluir também a perda profunda, de 80 dB para cima, e não só a perda completa, porque um ouvido com perda profunda ajuda muito pouco nas atividades do dia a dia. Os argumentos estão na orientação sobre surdez unilateral profunda e PCD.

Nas cotas para pessoas com deficiência em empresas, a fiscalização do Ministério do Trabalho segue a SIT nº 16/2025, uma orientação técnica numerada antes como SIT nº 02/2025. Para a perda em um ouvido, ela pede média acima de 95 dB, trocando 3.000 Hz por 4.000 Hz, o que corresponde à perda completa da OMS. Para os dois ouvidos, mantém os 41 dB da lei em cada orelha, com 3.000 Hz. Por ser uma orientação abaixo da lei, ela não muda a Lei 14.768 nem serve, sozinha, para definir a perda total de um ouvido. O PL 4.773/2025 propõe incluir na lei o critério de 81 dB ou mais para um ouvido, e ainda não foi aprovado. Essas informações são de outubro de 2026 e podem mudar com o tempo.

Grau de surdez também não é grau de deficiência. No cálculo da aposentadoria de quem tem deficiência, o grau leve, moderado ou grave sai de uma avaliação médica e funcional feita pela perícia do INSS, explicada na orientação sobre o grau de surdez na aposentadoria especial. A lei trata ainda da limitação que dura no tempo, tema da orientação sobre deficiência auditiva de longo prazo, e os benefícios que podem vir com o reconhecimento estão em direitos do PCD auditivo. Essas regras são de outubro de 2026 e podem mudar com o tempo.

O grau da perda auditiva mostra a causa e o tratamento?

Não. O grau mostra quanto a audição caiu, mas não explica por quê. Graus parecidos podem ter causas muito diferentes, como uma rolha de cera, líquido atrás do tímpano, a otosclerose, o ruído, a idade ou uma surdez súbita que não se recuperou. A causa é investigada na consulta, com o exame do ouvido e, quando preciso, outros exames.

O tratamento depende da causa, do tipo e do grau. Algumas perdas melhoram com remédio ou cirurgia, e outras são reabilitadas com aparelho auditivo ou, nas perdas profundas, com o implante coclear. Até que grau o aparelho ajuda está explicado na própria orientação sobre o aparelho. Para uma forma de surdez genética, causada por alteração no gene OTOF, a terapia gênica para surdez já tem um remédio aprovado nos Estados Unidos, o Otarmeni® (lunsotogene parvec).

Na OtoCare, no Noroeste de Brasília, a audiometria tonal e vocal leva de 20 a 30 minutos, aproximadamente, e o resultado sai no mesmo dia. A clínica também faz impedanciometria, emissões otoacústicas, BERA sem sedação e audiometria de altas frequências. O laudo de surdez fica pronto no mesmo dia e faz parte da consulta, sem custo adicional.

Vídeos explicativos: graus de surdez e classificação

O vídeo principal, de janeiro de 2024, compara as classificações de Lloyd e Kaplan e da OMS grau a grau, explica a diferença entre a média de três e a de quatro frequências e mostra por que o laudo precisa citar a tabela usada.

O segundo vídeo, de abril de 2025, é um trecho de entrevista à Rádio Bandeirantes. Ele separa as duas formas de classificar a perda auditiva, o tipo, que pode ser neurossensorial, condutivo ou misto, e o grau, que vai de leve a profundo e chega à perda completa, a de quem não ouve som nenhum.

Perguntas frequentes

Quais são os 4 principais graus de perda auditiva?

No uso popular, os quatro graus são leve, moderado, severo e profundo. As tabelas usadas nos laudos acrescentam o grau moderadamente severo, entre o moderado e o severo, e a da OMS inclui ainda a perda completa, a partir de 95 dB.

Qual é o grau de audição normal?

Até 25 dB pela tabela de Lloyd e Kaplan e abaixo de 20 dB pela OMS. Valores de 0 dB ou até negativos também são normais. Ter a audiometria normal, porém, não exclui toda queixa, porque o exame em silêncio nem sempre reflete a dificuldade de entender a fala no barulho, e essa queixa merece ser contada na consulta.

Como calcular o grau da perda auditiva?

Anote os limiares da orelha nas frequências que a tabela usa, some e divida pelo número de frequências. Com 40, 45 e 50 dB nas três frequências da tabela de Lloyd e Kaplan, a soma dá 135, e a média, 45 dB, o que nessa tabela é perda moderada. Cada orelha tem o seu cálculo, e o laudo confirma a leitura.

Surdez severa ou profunda tem cura?

Na maioria dos casos, a audição perdida não volta, mas existe reabilitação. Na perda severa, o aparelho auditivo ainda pode ajudar. Na profunda, ele ajuda pouco, e o implante coclear passa a ser avaliado. Para uma forma genética específica, a terapia gênica já tem um remédio aprovado nos Estados Unidos.

A surdez profunda começa acima de 90 decibéis?

Depende da tabela. Pela de Lloyd e Kaplan e pela de Davis, a perda profunda começa em 91 dB, ou seja, acima de 90 dB. Pela OMS, ela começa antes, em 80 dB. No BIAP, a faixa de 91 a 119 dB se chama perda muito severa. Por isso, o laudo precisa dizer qual tabela foi usada.

Surdez leve ou moderada tem cura?

Depende da causa, e não só do grau. Uma perda por cera ou por líquido atrás do tímpano costuma melhorar quando a causa é tratada. Já a perda neurossensorial em geral não volta, mas pode ser acompanhada para não avançar e, quando atrapalha a comunicação, reabilitada. Por isso, a investigação vale mesmo quando a perda é pequena.

Quem tem perda auditiva leve consegue ouvir cochichos?

Em geral, com dificuldade. Pela tabela de Lloyd e Kaplan, a perda leve atrapalha justamente a fala fraca ou distante, como o cochicho. Na classificação infantil da OMS de 2014, ouvir cochichos aparece como sinal de audição normal.

Qual a diferença entre a classificação antiga da OMS e a de 2021?

Na tabela anterior da OMS, a perda leve do adulto começava em 26 dB, e a revisão divulgada no relatório de 2021 passou esse início para 20 dB. A revisão também passou a separar a perda moderadamente severa e a completa e criou a categoria da perda unilateral. No guia do CFFa, a tabela da OMS de 2014 continua como uma das opções para crianças.

A partir de quantos decibéis a pessoa é considerada surda?

Depende do sentido da palavra. No dia a dia, surdez é sinônimo de qualquer perda auditiva. No Relatório Mundial sobre a Audição, a OMS usa a palavra surdo para quem tem perda severa ou profunda nos dois ouvidos e ouve só sons muito altos ou nada, e chama de perda completa a que fica a partir de 95 dB. Sobre o uso correto dos termos, veja a orientação surdo-mudo ou surdo.

Referências

  1. VILELA, Larissa. Quais são os graus de surdez? Como é classificada a perda auditiva? YouTube, 18 jan. 2024. 1 vídeo (8 min 59 s). Disponível em: https://youtu.be/bMfpaVTGHoY. Acesso em: 16 out. 2026.
  2. VILELA, Larissa. Quais são os TIPOS e GRAUS de perda auditiva? YouTube, 13 abr. 2025. 1 vídeo (2 min 11 s). Disponível em: https://youtu.be/WcKLwCGMK7k. Acesso em: 16 out. 2026.
  3. VILELA, Larissa. Manual de laudos para cotas PCD do Ministério do Trabalho (PCD auditivo). YouTube, 17 jan. 2026. 1 vídeo (9 min 51 s). Disponível em: https://youtu.be/CIzWwszBYas. Acesso em: 16 out. 2026.
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  5. SISTEMA DE CONSELHOS DE FONOAUDIOLOGIA. Guia de orientação na avaliação audiológica: volume I, audiometria tonal liminar, logoaudiometria e medidas de imitância acústica. Brasília: Conselho Federal de Fonoaudiologia, mar. 2020. Disponível em: https://www.fonoaudiologia.org.br/wp-content/uploads/2020/09/CFFa_Manual_Audiologia.pdf. Acesso em: 16 out. 2026.
  6. MELO, Sheila Cristina Silva de; VIEIRA, Fabiola Sulpino. Critérios para a classificação do grau da perda auditiva e proteção social de pessoas com essa deficiência. Revista CEFAC, v. 24, n. 3, e7321, 2022. DOI: 10.1590/1982-0216/20222437321s. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rcefac/a/nDTzQThxnMjJFmjQy8XfcvL/. Acesso em: 16 out. 2026.
  7. BRASIL. Lei nº 14.768, de 22 de dezembro de 2023. Define deficiência auditiva e estabelece valor referencial da limitação auditiva. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 22 dez. 2023. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2023/lei/l14768.htm. Acesso em: 16 out. 2026.
  8. BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego. Secretaria de Inspeção do Trabalho. Orientação Técnica SIT nº 16/2025 (anteriormente SIT nº 2/2025): caracterização da deficiência auditiva para a reserva legal de cargos. Brasília, DF, 9 abr. 2025. Disponível em: https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/assuntos/legislacao/SITn16de2025reservalegalPcDdeficinciaauditiva.pdf. Acesso em: 16 out. 2026.
  9. BRASIL. Câmara dos Deputados. PL 4.773/2025: ficha de tramitação. Brasília, DF, 2026. Disponível em: https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=2564651. Acesso em: 16 out. 2026.

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