Por Dra. Larissa Vilela, médica otorrino
Grau de surdez não é grau de deficiência
Uma dúvida frequente chega assim. A pessoa tem surdez, já é reconhecida como pessoa com deficiência auditiva, passa pela avaliação do INSS para a aposentadoria e recebe a classificação de qualquer deficiência, sem direito à redução do tempo de contribuição. Ela tem dificuldades reais no trabalho e em casa, e não entende o resultado.
A resposta está em duas medidas diferentes. O grau de surdez, que aparece na audiometria, mostra quanto da audição foi perdido. O grau de deficiência, definido na perícia do INSS, mostra quanto a vida diária fica limitada, ou seja, o grau de funcionalidade da pessoa. Para calcular o tempo da aposentadoria da pessoa com deficiência, vale o segundo.

O grau de surdez da audiometria não define o tempo da aposentadoria. Quem define é o grau de deficiência dado pela perícia do INSS, que mede a funcionalidade no dia a dia.
Para ter uma ideia de como essa pontuação se comporta, o simulador do IF-BrA da OtoCare aplica a matriz oficial e cruza o resultado com o tempo exigido por lei. A simulação ajuda a entender a conta, mas não substitui a perícia.
Aposentadoria especial e aposentadoria da pessoa com deficiência
No dia a dia, muita gente chama de aposentadoria especial qualquer aposentadoria antecipada. Na lei, são dois benefícios diferentes, e a surdez entra de forma diferente em cada um.
A aposentadoria especial é para quem trabalhou exposto a agentes nocivos à saúde, como ruído acima do limite, produtos químicos ou agentes biológicos, durante 15, 20 ou 25 anos, conforme a atividade. A reforma da Previdência de 2019 passou a exigir também idade mínima para quem se filiou ao INSS depois dela, e criou uma regra de transição por pontos, que soma idade e tempo de contribuição, para quem já contribuía. O que conta nesse benefício é a exposição, comprovada por um formulário da empresa baseado em laudo técnico do ambiente de trabalho. A perda auditiva, mesmo quando causada pelo barulho do trabalho, não é requisito e não dá esse direito sozinha.
A aposentadoria da pessoa com deficiência foi criada pela Lei Complementar 142, de 2013, a LC 142, e mantida pela reforma de 2019 com as mesmas regras, inclusive as de cálculo. Nela, o tempo de contribuição diminui conforme o grau de deficiência, e a perda auditiva é avaliada junto com o restante da funcionalidade. Os graus leve, moderado e grave pertencem a esta aposentadoria.
Os dois benefícios não se somam sobre os mesmos anos. A lei proíbe aproveitar as duas reduções no mesmo período de contribuição. O regulamento permite converter o tempo trabalhado em condição especial para a aposentadoria por tempo de contribuição do segurado com deficiência, quando a conversão o favorece, mas não permite o caminho inverso. Essas regras valem em outubro de 2026 e podem mudar.
Qual grau de surdez aposenta?
Nenhum grau de surdez, sozinho, aposenta. Uma surdez leve, moderada, severa, profunda ou total na audiometria não leva automaticamente a um grau de deficiência na perícia, porque a perícia não olha a audição isoladamente.
Os graus de deficiência são leve, moderado, grave ou qualquer deficiência. A perda auditiva é um dos itens dessa classificação, e a avaliação considera também deficiências visuais, mentais e intelectuais, entre outros parâmetros. Por isso, quem tem surdez profunda, grave ou total não fica necessariamente no grau grave de funcionalidade. Muitas vezes, mesmo com o grau máximo de surdez, a pessoa não é classificada no grau mais alto da escala.
Ter o reconhecimento como pessoa com deficiência auditiva e ter direito à redução do tempo são etapas diferentes. Para cotas, isenções e outros direitos, o reconhecimento segue o critério da audiometria, explicado na orientação PCD auditivo: como calcular a média da audiometria pela lei e na calculadora de PCD auditivo. Para a aposentadoria, a deficiência e o grau são comprovados só na avaliação do INSS. Desde dezembro de 2023, a Lei 14.768 inclui também a surdez total de um ouvido, como mostra a orientação sobre surdez unilateral e PCD. A forma como os laudos nomeiam a perda em decibéis está em graus de surdez.
A notícia de que a surdez passou a contar na aposentadoria da pessoa com deficiência se refere a essa lei de 2023, que definiu a deficiência auditiva e o seu caráter de limitação de longo prazo. A lei não mudou o modo de definir o grau da aposentadoria, que continua com a perícia do INSS. A situação descrita vale para outubro de 2026 e pode mudar.
O que são o IFBr-A e o IFBrM
Toda essa avaliação é feita por uma escala. A mais conhecida é o IFBr-A, sigla de Índice de Funcionalidade Brasileiro Aplicado para fins de aposentadoria, também escrito IF-BrA. A outra é o IFBrM, uma versão modificada da mesma escala. A classificação em leve, moderado, grave ou qualquer deficiência sai desse índice, e a partir dela o perito do INSS define o tempo de contribuição necessário.
O IFBr-A foi aprovado pela Portaria Interministerial nº 1, de 27 de janeiro de 2014, e se baseia na Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF), da Organização Mundial da Saúde. Pela portaria, a avaliação é médica e funcional, feita pela perícia médica e pelo serviço social do INSS. Desde 2020, o regulamento da Previdência chama essa etapa de avaliação biopsicossocial, feita por equipe multiprofissional e interdisciplinar.
O IFBrM, Índice de Funcionalidade Brasileiro Modificado, foi proposto em 2020 por um grupo de trabalho do governo federal como base de uma avaliação única da deficiência, que serviria a várias políticas públicas, e não só à aposentadoria. Em 2023, um decreto criou outro grupo de trabalho para avaliar e finalizar o IFBrM. A matriz descrita a seguir segue a portaria de 2014, que aprovou o IFBr-A. Informações de outubro de 2026, que podem mudar com o tempo.
Como a pontuação do IFBr-A é montada
A matriz reúne 41 atividades do dia a dia, divididas em 7 domínios, e cada atividade recebe uma nota conforme o nível de independência da pessoa.
| Nota | O que significa |
|---|---|
| 100 | Faz a atividade sozinha, sem adaptação, no ritmo comum e com segurança. |
| 75 | Faz sem ajuda de outra pessoa, mas com adaptação, de outro jeito ou mais devagar. A portaria cita a lupa e o aparelho auditivo como exemplos de adaptação. |
| 50 | Precisa de ajuda, supervisão ou preparo de outra pessoa e participa de parte da atividade. |
| 25 | Não faz a atividade ou depende totalmente de outra pessoa. |
A nota mede o desempenho, isto é, o que a pessoa faz no ambiente em que vive, e não o que ela conseguiria fazer em condições ideais. Quando o nível de independência muda conforme o lugar ou a hora do dia, vale a nota mais baixa. Se uma atividade recebe 25 por causa de uma barreira do ambiente, como a falta de um serviço ou de uma tecnologia de apoio, a barreira é anotada ao lado, e a nota continua 25. Assim orienta a portaria em vigor em outubro de 2026, que pode ser revista.
| Domínio | Atividades | Exemplos |
|---|---|---|
| Sensorial | 2 | Observar e ouvir |
| Comunicação | 5 | Receber e produzir mensagens, conversar, discutir, usar dispositivos de comunicação a distância |
| Mobilidade | 8 | Mudar de posição, deslocar-se em casa e fora dela, usar transporte coletivo |
| Cuidados pessoais | 8 | Lavar-se, vestir-se, comer, beber, identificar agravos à saúde |
| Vida doméstica | 5 | Preparar lanches, cozinhar, fazer tarefas domésticas, cuidar dos outros |
| Educação, trabalho e vida econômica | 5 | Estudar, qualificar-se, trabalhar, fazer compras, administrar o próprio dinheiro |
| Socialização e vida comunitária | 8 | Relacionamentos, socialização, fazer as próprias escolhas, vida política e cidadania |
A nota de cada domínio é a soma das suas atividades, e a pontuação total é a soma dos 7 domínios. A matriz é aplicada duas vezes, uma pela perícia médica e outra pelo serviço social, e as duas somas se juntam. Assim, a pontuação total vai de 2.050 pontos, com todas as notas 25, a 8.200 pontos, com todas as notas 100.
Os pontos de corte de cada grau
Quanto menor a pontuação, maior a limitação. A portaria fixa os limites de cada grau.
| Pontuação total | Classificação |
|---|---|
| Até 5.739 pontos | Deficiência grave |
| De 5.740 a 6.354 pontos | Deficiência moderada |
| De 6.355 a 7.584 pontos | Deficiência leve |
| 7.585 pontos ou mais | Pontuação insuficiente para a concessão do benefício |
O resultado da última linha costuma chegar ao paciente como qualquer deficiência. Ele indica que não haverá redução do tempo de contribuição. Isso não quer dizer que a pessoa não tenha uma deficiência, nem que a deficiência dela seja pequena. Quer dizer que, pela escala de funcionalidade, ela não entrou nas faixas da aposentadoria da pessoa com deficiência.
Como cada atividade é pontuada duas vezes, uma atividade que cai de 100 para 75 nas duas avaliações tira 50 pontos do total. Várias notas um pouco menores, somadas, podem pesar tanto quanto uma única nota muito baixa. Os limites são os da portaria em outubro de 2026 e podem mudar.
Quanto tempo de contribuição cada grau exige
Definido o grau, a LC 142 fixa quanto tempo de contribuição, cumprido já com a deficiência, é exigido. Esse tempo é o antigo tempo de serviço.
| Grau de deficiência | Homem | Mulher |
|---|---|---|
| Grave | 25 anos | 20 anos |
| Moderada | 29 anos | 24 anos |
| Leve | 33 anos | 28 anos |
| Qualquer grau (leve, moderado ou grave), por idade | 60 anos de idade e 15 anos de contribuição | 55 anos de idade e 15 anos de contribuição |
Nas duas modalidades, o INSS exige também a carência de 180 meses de contribuição, que pode incluir períodos anteriores à deficiência. Na aposentadoria por idade, os 15 anos de contribuição precisam ter sido cumpridos já com a deficiência, em qualquer um dos três graus. A modalidade por tempo de contribuição não tem idade mínima. Esses requisitos valem em outubro de 2026 e podem mudar.
O tempo trabalhado antes da deficiência também entra na conta. Quando a pessoa passa a ter deficiência depois de começar a contribuir, ou quando o grau muda ao longo da vida, os períodos são convertidos por tabelas do regulamento da Previdência. A referência é o grau em que ela contribuiu por mais tempo. Para fazer essa conversão, a perícia fixa a data provável do início da deficiência e indica os períodos vividos em cada grau.
A regra própria da deficiência auditiva
O IFBr-A tem uma regra de correção para cada tipo de deficiência, chamada de modelo linguístico Fuzzy. Ela funciona como um ajuste para as situações de maior risco de limitação e pode baixar as notas de um domínio inteiro.
Na deficiência auditiva, os domínios que pesam mais são Comunicação e Socialização, e o formulário da perícia confere três condições.
- houve nota 25 ou 50 em alguma atividade de Comunicação ou de Socialização, ou nota 75 em todas as atividades de um desses domínios;
- a surdez começou antes dos 6 anos de idade;
- a pessoa não tem a ajuda de outra pessoa sempre que precisa.
Quando as condições se confirmam, todas as atividades do domínio passam a ter a menor nota dada dentro dele, e a pontuação total cai. Dependendo da soma, essa correção pode mudar o grau. A regra descrita é a da portaria em outubro de 2026 e pode ser revista.
Por que uma surdez profunda pode resultar em grau leve
Das 41 atividades da matriz, só uma é ouvir. A audição pesa também na comunicação e na vida social, mas a mobilidade, os cuidados pessoais, a vida doméstica e boa parte do trabalho costumam receber notas altas quando a perda auditiva é a única deficiência. A soma final fica alta, mesmo com surdez severa ou profunda no exame.
O aparelho auditivo também entra na conta. Pela portaria em vigor em outubro de 2026, que pode mudar, quem faz a atividade sem ajuda de outra pessoa, mas com uma adaptação como o aparelho, recebe nota 75, e não as notas mais baixas. A escala avalia a vida diária com as adaptações que a pessoa já usa.
Esse resultado não diminui a perda auditiva. Uma surdez grave pode vir com grau de deficiência leve, moderado ou qualquer deficiência, porque grau de surdez e grau de funcionalidade medem coisas distintas. O reconhecimento como pessoa com deficiência auditiva para cotas, isenções e outros direitos segue regras próprias, resumidas em direitos e benefícios do PCD auditivo.
Como se preparar para a avaliação do INSS
Para avaliar a deficiência e o grau, o INSS exige pelo menos um documento médico, como atestado, laudo ou resultado de exame. Ele também pode pedir documentos que mostrem quando a deficiência começou e se ela continuou até o pedido.
Na perda auditiva, a base costuma ser a audiometria feita sem o aparelho auditivo, que registra o grau e o tipo de perda, junto com o laudo de surdez do otorrino. Exames antigos, laudos anteriores, notas de compra de aparelho auditivo, registros escolares e a carteira de trabalho ajudam a mostrar desde quando a deficiência existe. Para o período anterior à entrada em vigor da LC 142, no fim de 2013, a lei não aceita prova só por testemunhas.
Na avaliação, situações concretas contam mais do que o nome do diagnóstico, porque a matriz pontua o que a pessoa faz. Não ouvir o chefe num ambiente barulhento, depender de alguém para atender o telefone ou deixar de ir a reuniões e encontros são exemplos. A pessoa surda ou com deficiência auditiva tem direito a intérprete de Libras durante todo o atendimento. Ela também pode pedir um acompanhante, inclusive o próprio médico, com o formulário do INSS, e o perito analisa o pedido. Orientações do INSS de outubro de 2026, que podem mudar com o tempo.
Na OtoCare, em Brasília, o exame de audiometria tonal e vocal dura cerca de 20 a 30 minutos, com o resultado entregue no mesmo dia. Também fica pronto nesse dia o laudo de surdez, incluído na consulta, sem cobrança à parte. A perícia e a avaliação do IFBr-A são feitas pelo INSS, e não pela clínica.
Como fazer o pedido da aposentadoria no INSS
O pedido é feito a distância, pelo portal ou pelo aplicativo do INSS (gov.br/meuinss) ou pelo telefone 135. O comparecimento só é necessário quando o INSS chama a pessoa, como na avaliação do grau.
- Entrar no portal ou no aplicativo do INSS e fazer o login.
- Escolher a opção Novo pedido, digitar a palavra deficiência na busca e selecionar a aposentadoria desejada, por tempo de contribuição ou por idade.
- Acompanhar o andamento na opção Consultar Pedidos.
- Comparecer quando o INSS avisar que o atendimento presencial é necessário, como na avaliação biopsicossocial.
Manter o e-mail e o celular atualizados no cadastro ajuda a receber os avisos do INSS. Os passos são os do INSS em outubro de 2026 e podem mudar.
Qual o valor da aposentadoria da pessoa com deficiência
Não existe um valor fixo para quem tem deficiência auditiva. O cálculo parte do salário de benefício, que é a média de todos os salários de contribuição desde julho de 1994, corrigidos. Sobre essa média, a LC 142 aplica um percentual.
Na aposentadoria por tempo de contribuição, nos graus leve, moderado ou grave, o valor corresponde à média inteira, ou seja, cem por cento dela. Na aposentadoria por idade, ele é de 70% da média, mais 1% para cada grupo de 12 contribuições, até chegar à média inteira. O fator previdenciário só entra no cálculo quando aumenta o valor. A reforma de 2019 manteve esses critérios para a pessoa com deficiência. Critérios de cálculo de outubro de 2026, que podem mudar com o tempo.
Classificado em qualquer deficiência: o que a lei prevê
Pelo regulamento da Previdência, as duas modalidades da aposentadoria da pessoa com deficiência, por tempo de contribuição ou por idade, exigem que a avaliação reconheça o grau leve, moderado ou grave. A aposentadoria por idade aceita qualquer um desses três graus. Com a pontuação insuficiente, o pedido não é concedido como aposentadoria da pessoa com deficiência. Essa avaliação vale só para fins da Previdência e não desfaz o reconhecimento como pessoa com deficiência auditiva para outros direitos.
Quem discorda da decisão do INSS pode recorrer ao Conselho de Recursos da Previdência Social em até 30 dias, contados da ciência da decisão, como prevê o regulamento da Previdência. O mesmo regulamento permite ao segurado com deficiência escolher outra aposentadoria do INSS, quando ela for mais vantajosa, e permite ao INSS reavaliar o grau a qualquer tempo. Sem o grau reconhecido, continuam abertas as aposentadorias comuns do INSS, pelas regras gerais, desde que cumpridos os requisitos de cada uma. Regras vigentes em outubro de 2026, que podem mudar.
Vídeo: qual é o grau de surdez para aposentadoria especial?
O vídeo abaixo parte da dúvida de quem é surdo, tem a deficiência reconhecida e recebeu na perícia a classificação de qualquer deficiência, e mostra por que grau de surdez e grau de funcionalidade são coisas distintas.
Perguntas frequentes
Um deficiente auditivo pode se aposentar mais cedo?
Pode, de duas formas. Na aposentadoria por tempo de contribuição, quando a perícia do INSS reconhece o grau leve, moderado ou grave, o tempo exigido diminui e não há idade mínima. Na aposentadoria por idade da pessoa com deficiência, que exige o reconhecimento pela perícia de qualquer um dos três graus, a idade é de 60 anos para homens e 55 para mulheres, abaixo dos 65 e 62 anos da regra geral da reforma de 2019 para quem se filiou ao INSS depois dela. Essas idades valem em outubro de 2026 e podem mudar.
Surdez total em uma orelha garante o grau grave?
Não. O grau vem da pontuação das 41 atividades da matriz, e a perda de um lado é pontuada pelo que ela muda no dia a dia. Desde 2023, a surdez unilateral total permite o reconhecimento como pessoa com deficiência auditiva, mas o grau usado na aposentadoria continua sendo definido pela perícia do INSS. Situação legal em outubro de 2026, sujeita a mudanças.
Quem usa aparelho auditivo deve ir à perícia sem ele?
O exame de audiometria anexado ao laudo é feito sem o aparelho, porque mede a perda real. Já a avaliação funcional olha a vida como ela é, com as adaptações em uso, e, pela portaria em vigor em outubro de 2026, que pode mudar, o aparelho faz parte desse retrato. O ideal é ir à perícia como no dia a dia e contar com clareza o que continua difícil mesmo com o aparelho.
Perda auditiva causada pelo trabalho dá direito a auxílio-acidente?
Só em parte dos casos. A lei prevê o auxílio-acidente para a perda da audição, em qualquer grau, apenas quando fica reconhecido que ela foi causada pelo trabalho e quando reduz, comprovadamente, a capacidade para o trabalho que a pessoa fazia. Ele é um benefício diferente da aposentadoria. Regra da Lei 8.213 em outubro de 2026, que pode mudar.
Quem se aposenta como pessoa com deficiência auditiva pode continuar trabalhando?
Pode. Segundo o INSS, quem se aposenta como pessoa com deficiência, por tempo de contribuição ou por idade, pode continuar trabalhando. Informação do INSS válida em outubro de 2026, sujeita a mudanças.
Servidor público com deficiência auditiva segue as mesmas regras?
Para o servidor público federal, a reforma de 2019 aplica as regras da LC 142, desde que ele tenha pelo menos 10 anos de efetivo exercício no serviço público e 5 anos no cargo em que vai se aposentar. Para os servidores de estados, do Distrito Federal e de municípios, continuam valendo as regras anteriores à reforma até que cada um altere a própria legislação. Regras de outubro de 2026, que podem mudar com o tempo.
O INSS pode mudar o grau de deficiência depois da aposentadoria?
O regulamento da Previdência em vigor em outubro de 2026, que pode mudar, permite que o INSS chame o segurado com deficiência, a qualquer tempo, para avaliar ou reavaliar o grau. Por isso vale guardar os exames e laudos usados no pedido.
Referências
- VILELA, Larissa. Qual é o grau de surdez para aposentadoria especial? IFBr-A? IFBrM? YouTube, 6 fev. 2024. 1 vídeo (5 min 13 s). Disponível em: https://youtu.be/5Twza3CUdlQ. Acesso em: 15 out. 2026.
- BRASIL. Portaria Interministerial nº 1, de 27 de janeiro de 2014. Aprova o instrumento destinado à avaliação do segurado da Previdência Social e à identificação dos graus de deficiência, bem como define impedimento de longo prazo. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, n. 21, p. 2-5, 30 jan. 2014. Disponível em: https://pesquisa.in.gov.br/imprensa/servlet/INPDFViewer?jornal=1&pagina=2&data=30/01/2014&captchafield=firstAccess. Acesso em: 15 out. 2026.
- BRASIL. Lei Complementar nº 142, de 8 de maio de 2013. Regulamenta o § 1º do art. 201 da Constituição Federal, no tocante à aposentadoria da pessoa com deficiência segurada do Regime Geral de Previdência Social. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 9 maio 2013. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp142.htm. Acesso em: 15 out. 2026.
- BRASIL. Emenda Constitucional nº 103, de 12 de novembro de 2019. Altera o sistema de previdência social e estabelece regras de transição e disposições transitórias (arts. 19, 21, 22 e 26). Diário Oficial da União, Brasília, DF, 13 nov. 2019. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/emendas/emc/emc103.htm. Acesso em: 15 out. 2026.
- BRASIL. Decreto nº 3.048, de 6 de maio de 1999. Aprova o Regulamento da Previdência Social (arts. 32, 70-A a 70-J e 305). Diário Oficial da União, Brasília, DF, 7 maio 1999. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/d3048.htm. Acesso em: 15 out. 2026.
- BRASIL. Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991. Dispõe sobre os Planos de Benefícios da Previdência Social (arts. 57, 58 e 86). Diário Oficial da União, Brasília, DF, 25 jul. 1991. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8213cons.htm. Acesso em: 15 out. 2026.
- BRASIL. Lei nº 14.768, de 22 de dezembro de 2023. Define deficiência auditiva e estabelece valor referencial da limitação auditiva. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 22 dez. 2023. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2023/lei/l14768.htm. Acesso em: 15 out. 2026.
- BRASIL. Decreto nº 11.487, de 10 de abril de 2023. Institui o Grupo de Trabalho sobre a Avaliação Biopsicossocial Unificada da Deficiência no âmbito do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 11 abr. 2023. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2023/decreto/D11487.htm. Acesso em: 15 out. 2026.
- INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL. Aposentadoria por tempo de contribuição da pessoa com deficiência. Brasília, DF: INSS, atualizado em 28 jul. 2025. Disponível em: https://www.gov.br/inss/pt-br/direitos-e-deveres/aposentadorias/aposentadoria-por-tempo-de-contribuicao-da-pessoa-com-deficiencia. Acesso em: 15 out. 2026.
- INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL. Aposentadoria por idade da pessoa com deficiência. Brasília, DF: INSS, atualizado em 28 jul. 2025. Disponível em: https://www.gov.br/inss/pt-br/direitos-e-deveres/aposentadorias/aposentadoria-por-idade-da-pessoa-com-deficiencia. Acesso em: 15 out. 2026.
- BRASIL. Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. Índice de Funcionalidade Brasileiro Modificado (IFBrM): proposta de instrumento de avaliação com ajustes, versão do relatório final do Grupo de Trabalho Interinstitucional sobre a Avaliação Biopsicossocial da Deficiência. Brasília, DF, 2020. Disponível em: https://www.gov.br/mdh/pt-br/navegue-por-temas/pessoa-com-deficiencia/acoes-e-programas/avaliacao-biopsicossocial/grupo-de-trabalho-sobre-a-avaliacao-biopsicossocial-de-2020/13PropostadeInstrumentodeAvaliaoIFBrMcomajustesversorelatriofinaldoGTI.pdf. Acesso em: 15 out. 2026.
Avaliação da audição em Brasília
O laudo que acompanha o pedido ao INSS começa com um exame bem feito e com a investigação da causa da perda. Na consulta com otorrino em Brasília, no Setor Noroeste, o ouvido é examinado, a audiometria é feita na própria clínica e o laudo de surdez fica pronto no mesmo dia. O valor da consulta é informado pelo WhatsApp.
As regras da aposentadoria e da avaliação da deficiência mudam com o tempo. Para confirmar o que está em vigor hoje no seu caso, agende uma consulta com a Dra. Larissa Vilela.
Telefone e WhatsApp: (61) 99957-8479
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