Dor de ouvido: o que pode ser? As 4 causas mais comuns

Dra. Larissa Vilela, médica otorrinolaringologista da Clínica OtoCare

Por Dra. Larissa Vilela, médica otorrino

Dor de ouvido nem sempre vem do ouvido

Dor de ouvido é um sintoma muito comum, sobretudo nas crianças, mas que também aparece nos adultos. Quase todo mundo já passou por isso. Pouca gente sabe, porém, que esse incômodo tem várias causas, e nem todas estão no ouvido.

As principais são as inflamações do próprio ouvido, que podem atingir o canal, na parte de fora, ou a orelha média, atrás do tímpano. Há ainda estruturas vizinhas que, quando inflamam, provocam uma dor sentida como se fosse no ouvido. As duas mais frequentes são a ATM, a articulação da mandíbula, e a garganta.

Por isso, a dor que persiste merece a avaliação de um otorrinolaringologista, que examina todas essas regiões e descobre o que está acontecendo em cada caso.

Dra. Larissa Vilela e uma criança com as mãos nos ouvidos, representando a dor de ouvido em adultos e crianças

Cada causa de dor de ouvido pede um tratamento diferente, e o que ajuda num caso pode piorar outro. Até o exame, nada deve entrar no ouvido, nem gota, nem receita caseira.

1. Otite externa: inflamação do canal do ouvido

O canal auditivo externo vai da entrada da orelha até o tímpano e é forrado por uma pele fina e sensível. Quando essa pele inflama, surge a otite externa, e a dor costuma ser muito forte.

Ela aparece sobretudo depois de muito tempo na água, em piscina ou no mar, e por isso também é chamada de ouvido de nadador. O excesso de umidade muda a acidez natural do canal e favorece a multiplicação de bactérias e fungos. Outra causa comum são os pequenos machucados feitos com cotonete ou outros objetos, que ferem essa pele.

Além da dor, a otite externa deixa o ouvido com sensação de tampado e de água presa lá dentro. A água que entra no banho incomoda um pouco e logo passa, enquanto a dor da otite continua ou piora. Como reconhecer o quadro e os primeiros cuidados em casa estão na orientação sobre otite externa e o que fazer em casa, e quem precisa evitar água no canal encontra o método em como proteger o ouvido no banho.

2. Otite média: inflamação atrás do tímpano

A orelha média é a pequena cavidade atrás da membrana timpânica, chamada de caixa timpânica. Ela pode inflamar por vírus ou por bactérias, e essa inflamação, a otite média, é a segunda grande causa de dor de ouvido.

A história típica é a da criança com um resfriado arrastado que, de repente, começa a reclamar do ouvido. No adulto, a otite média costuma vir depois de uma gripe mais forte ou de uma sinusite mais intensa. O mesmo vírus que inflama o nariz e a garganta pode levar a inflamação até a orelha média, e nas crianças a maior parte das otites médias começa assim.

Quando a pressão dentro dessa cavidade sobe o bastante, o tímpano pode se romper, e o conteúdo escorre para o canal auditivo. A dor some em minutos, e esse alívio costuma ser confundido com cura. O significado desse achado está na orientação sobre secreção saindo do ouvido da criança.

O antibiótico não entra em toda otite média. Muitas são virais e melhoram com o tratamento da inflamação e com o cuidado do nariz, e os critérios aparecem na orientação otite e sinusite precisam de antibiótico? A comparação entre a inflamação do canal e a inflamação atrás do tímpano está na orientação sobre sintomas e tipos de otite. Nariz entupido também pode causar incômodo no ouvido durante a lavagem nasal, como explica a orientação sobre dor de ouvido na lavagem nasal.

Por que outras regiões doem no ouvido?

A sensibilidade do ouvido chega ao cérebro por nervos que também atendem a mandíbula, os dentes, a garganta, a laringe e os seios da face. Quando uma dessas regiões inflama, o cérebro pode interpretar a dor como se viesse do ouvido. Essa é a dor reflexa, também chamada de dor referida, e nela o exame do ouvido costuma estar normal.

Ela está longe de ser rara. Uma revisão publicada em 2023 por um grupo da Universidade de Calgary, no Canadá, estima que perto da metade das dores de ouvido tenha origem fora dele. Segundo os autores, a dor que aparece sozinha, sem outros sintomas do ouvido, fala a favor de uma causa vizinha, como os dentes, a ATM, a coluna do pescoço, a sinusite, as infecções da garganta e o refluxo.

3. Disfunção da ATM: a articulação da mandíbula

A ATM, articulação temporomandibular, abre e fecha a boca e fica logo à frente do ouvido. Como um joelho que dói quando se pisa torto, ela dói quando fica sobrecarregada, e essa dor é sentida como dor de ouvido. No consultório, é muito comum o paciente chegar com queixa de dor de ouvido e o exame mostrar a articulação sobrecarregada.

A sobrecarga vem de mordida desajustada, dentes mal posicionados, bruxismo, que é o ranger de dentes à noite, e do hábito de apertar os dentes.

Por isso, a dica de mascar chiclete para aliviar a dor de ouvido não serve para todos. Mastigar por longos períodos aumenta o trabalho da articulação e pode piorar a dor que vem da ATM. Quando o ouvido está normal e a suspeita recai sobre a articulação, o diagnóstico é confirmado e o tratamento é conduzido com o dentista, como mostra a orientação sobre ATM e dor de ouvido.

4. Garganta inflamada: dor reflexa no ouvido

Na amigdalite e na faringite, muita gente sente, além da dor de garganta, dor no ouvido. A explicação está num nervo da garganta que também leva ao cérebro as sensações do ouvido, de modo que a inflamação se faz sentir nos dois lugares. Saber se a garganta inflamou por vírus ou por bactéria muda o tratamento, como explica a orientação sobre garganta inflamada por vírus ou por bactéria.

O mesmo mecanismo explica a dor de ouvido no pós-operatório da cirurgia de amígdalas, que costuma aparecer por volta do quinto ao sétimo dia. Ela reflete a inflamação da garganta em cicatrização, e não um problema no ouvido.

Outras causas menos comuns

A cera de ouvido acumulada pode fechar o canal e deixar o ouvido tampado, com a audição mais baixa, zumbido e às vezes uma dor leve. A cera é retirada no consultório, como mostra a página sobre lavagem de ouvido em Brasília.

Mudanças bruscas de pressão, na descida do avião ou no mergulho, doem quando a tuba auditiva, um pequeno tubo que vai da orelha média até a parte de trás do nariz, não consegue equilibrar a pressão dos dois lados do tímpano. Bloqueada por um resfriado ou por alergia, a mesma tuba causa sensação de ouvido cheio e estalos, assunto da orientação sobre disfunção tubária.

A dor também pode vir de problemas nos dentes, como siso inflamado e cárie, e da enxaqueca. Outra causa é o herpes-zóster no ouvido, sobretudo quando a dor vem com bolhas na orelha ou fraqueza de um lado do rosto. Mais rara é a neuralgia do glossofaríngeo, em que crises de dor em choque, disparadas ao engolir, atingem a garganta e o ouvido.

Nos adultos, a dor que dura semanas com o ouvido normal ao exame merece atenção especial, principalmente em quem fuma ou bebe com frequência. Nesses casos, o exame completo do nariz, da garganta e da laringe, feito com a nasofibrolaringoscopia, procura lesões dessas regiões que possam explicar a dor.

Como diferenciar as causas da dor de ouvido?

O jeito como a dor aparece dá boas pistas. Elas não substituem o exame, mas ajudam a entender o que pode estar acontecendo.

  • Dor que piora ao puxar a orelha ou ao apertar o trago, a cartilagem na frente do canal, ainda mais depois de piscina ou mar, sugere inflamação no canal, a otite externa.
  • Dor que começa durante ou logo depois de gripe, resfriado ou sinusite, com audição abafada e às vezes febre, aponta para a orelha média.
  • Dor que piora ao mastigar, ao bocejar ou ao falar muito, em quem range ou aperta os dentes, lembra a ATM.
  • Dor de ouvido que aumenta ao engolir e chega junto com dor de garganta costuma ser reflexo de amigdalite ou faringite.
  • Ouvido tampado, com dor leve e audição baixa, sem gripe, pode ser cera acumulada.
  • Dor forte na descida do avião ou depois de um mergulho indica mudança brusca de pressão.
  • Bolhas na orelha, às vezes com fraqueza no rosto, levantam a suspeita de herpes-zóster.
  • Pontadas em choque, que duram segundos e disparam ao engolir, lembram uma neuralgia.

O tempo também conta. Segundo o Manual MSD, nas dores que duram menos de duas semanas predominam as otites e as mudanças de pressão. Nas que passam de duas ou três semanas, ganham espaço a ATM, a disfunção da tuba auditiva, a otite externa crônica e a enxaqueca.

As pistas orientam, mas não fecham o diagnóstico. Só o exame mostra onde está o problema.

Dor de ouvido em criança: o que pode ser?

Entre as crianças, a otite média lidera as causas. Ela é muito frequente na infância por vários motivos. As crianças pegam muitas gripes e resfriados, têm as defesas um pouco mais fracas que as de um adulto e uma tuba auditiva mais curta, mais horizontal e às vezes mais aberta, o que facilita a chegada de vírus e bactérias à orelha média.

A otite externa também aparece nas crianças que passam horas na piscina, e a garganta inflamada dá dor reflexa no ouvido em qualquer idade. Há ainda os objetos pequenos colocados no ouvido, um problema quase sempre infantil, e o inseto no ouvido. A retirada desses objetos é feita na OtoCare, sem tentativas em casa.

Como a criança pequena ainda não sabe dizer o que sente, a dor aparece mais pelo comportamento do que pela queixa. Os sinais que fazem pensar em otite no bebê estão na orientação sobre otite, e a influência da posição da mamada, em mamar deitado causa otite?

Dor de ouvido com tontura é labirintite?

Na maioria das vezes, não. Quando nasce no próprio ouvido, a dor costuma indicar uma inflamação ou infecção, principalmente na orelha média, e é um dos grandes sintomas da otite. Algumas otites podem se complicar com tontura, mas quem tem tontura, em geral, não tem otite nem labirintite.

O termo labirintite caiu no uso popular, mas descreve um quadro raro e sério, a infecção do labirinto, que fica na orelha interna. Nele, a tontura é tão forte que às vezes exige internação para controlar os sintomas. Uma otite pode chegar ao labirinto, mas isso é raro. Problemas metabólicos e hormonais e os cristais do labirinto fora do lugar são causas de tontura bem mais comuns.

Dor de ouvido com tontura pede avaliação, para saber se a otite está atingindo o labirinto ou se são dois problemas diferentes. O quadro verdadeiro da labirintite tem orientação própria, e a diferença entre as tonturas aparece em toda tontura é labirintite?

Neste trecho de uma entrevista, a pergunta de um ouvinte sobre a relação entre dor de ouvido e labirintite recebe uma resposta curta e clara.

O que fazer enquanto a dor não passa?

Até a consulta, o calor por fora ajuda. Uma compressa morna ou uma toalha pequena aquecida, com cuidado para não queimar, apoiada sobre a orelha por alguns minutos alivia a dor. Se a dor estiver forte, ajuda o mesmo analgésico usado em casa contra a dor de cabeça. Dipirona e paracetamol vêm primeiro, e o ibuprofeno fica para quando eles não bastam. A escolha entre os analgésicos está em remédio para febre e dor. Com o nariz entupido, a lavagem nasal também alivia, porque o incômodo no ouvido pode nascer ali.

Dentro do ouvido, nada. O cotonete fere a pele do canal e pode empurrar a cera, e gotas, álcool, óleos e receitas caseiras podem piorar a inflamação, sobretudo se o tímpano estiver perfurado. Os riscos estão em pingar gota na dor de ouvido e em remédio caseiro para dor de ouvido.

Uma pontada rápida, depois de assoar o nariz com força ou ao sair da piscina, que some em poucas horas, não costuma preocupar. Quando a dor fica, o passo seguinte é descobrir a causa.

Quando a dor de ouvido é sinal de alerta?

Dor de ouvido que persiste ou volta com frequência pede consulta com o otorrino. Alguns sinais pedem que essa consulta seja logo.

  • dor tão forte que acorda a pessoa ou não a deixa dormir;
  • dor que não cede depois de alguns dias de compressa e analgésico;
  • secreção, pus ou sangue escorrendo do ouvido;
  • febre alta ou criança muito abatida;
  • tontura ou queda da audição durante a dor;
  • inchaço forte na entrada do canal;
  • diabetes, imunidade baixa ou doença renal, que favorecem formas graves de otite externa;
  • dor que se prolonga por semanas junto com rouquidão, nariz obstruído ou dificuldade para engolir.

Nesses casos, a OtoCare dá prioridade ao atendimento. Agende pelo WhatsApp e conte qual é o sintoma.

Mais raramente, a otite se complica e atinge o osso atrás da orelha, o nervo do rosto ou as meninges, que envolvem o cérebro. Durante uma otite, alguns sinais indicam essas complicações. São eles a pele vermelha e inchada atrás da orelha, que fica deslocada para a frente, o rosto caído de um lado, a nuca rígida com dor de cabeça forte e febre, a sonolência fora do comum e a confusão. Todos precisam de avaliação médica sem demora.

Como o otorrino descobre a causa da dor?

A consulta começa pelas perguntas. Interessa saber quando a dor começou, de que lado ela está, se veio depois de uma gripe, de piscina, de viagem de avião ou de tratamento nos dentes, se piora ao mastigar ou ao engolir e quais remédios já foram usados.

Depois vem o exame. Com o otoscópio, o otorrino olha o canal e o tímpano e procura inflamação na pele, líquido atrás do tímpano, perfuração, cera ou objeto preso. O exame segue pelo nariz, pela garganta e pela articulação da mandíbula, porque a dor sentida no ouvido pode nascer em qualquer um desses lugares. Segundo o Manual MSD, a história e o exame resolvem a maior parte dos casos, sem exame complementar.

Quando a audição está mais baixa, a audiometria e a impedanciometria medem quanto o ouvido ouve e como está a orelha média. Quando o ouvido é normal e a dor se arrasta, a nasofibrolaringoscopia examina por dentro o nariz, o fundo da garganta e a laringe. Esses exames são feitos na OtoCare, que também retira a cera acumulada e objetos presos no ouvido. A mastoidite e a perfuração no tímpano, achados possíveis nesse exame, têm orientações próprias.

Vídeo: dor de ouvido, o que pode ser?

No vídeo, um modelo anatômico ajuda a localizar o canal e a caixa timpânica, e as quatro causas principais da dor de ouvido são explicadas uma a uma, da otite externa à garganta.

Perguntas frequentes

Dor de ouvido é grave?

Na maior parte das vezes, não. Doer muito nem sempre quer dizer doença grave. A otite externa, por exemplo, costuma doer bastante e tem tratamento simples depois do exame. Mesmo assim, a dor que não deixa dormir pede consulta logo. A preocupação maior fica com as complicações raras da otite e com a dor que se arrasta sem explicação.

Dor de ouvido dá febre?

Pode dar, principalmente quando a causa é a otite média, e mais nas crianças. Na otite da criança, a febre a partir de 39 °C está entre os sinais que levam o médico a indicar o antibiótico. A otite externa, a ATM e a dor reflexa costumam vir sem febre, a não ser quando a própria garganta inflamada provoca febre.

Dor de ouvido de um lado só é mais grave?

Não necessariamente. Segundo o Manual MSD, a dor de ouvido costuma atingir um lado só. O lado, sozinho, não diz nada sobre a gravidade. O que merece atenção é a dor que persiste com o ouvido normal ao exame.

Dor de ouvido com zumbido: o que pode ser?

A cera acumulada e a ATM sobrecarregada estão entre as causas que juntam os dois sintomas. Com a cera, o ouvido fica tampado e a audição cai. Com a ATM, o ouvido está normal ao exame e o incômodo muda com a mastigação. O zumbido sem dor tem muitas outras causas, reunidas na orientação sobre zumbido no ouvido.

Dor de ouvido com coceira: o que pode ser?

Coceira no canal junto com dor fala a favor da otite externa. Segundo o Manual MSD, na forma que dura mais tempo a coceira predomina e a dor fica mais leve. Coçar com cotonete, grampo ou outro objeto machuca a pele e piora a inflamação.

Dor de dente pode dar dor de ouvido?

Pode. Os dentes compartilham nervos com a região do ouvido, e uma cárie funda ou um siso inflamado podem doer como se o problema estivesse ali. A revisão canadense sobre dor referida coloca os dentes entre as causas mais comuns desse tipo de dor. Quando o ouvido está normal ao exame, a boca também é examinada.

Dor de ouvido pode ser enxaqueca?

Pode. O Manual MSD inclui a enxaqueca entre as causas de dor de ouvido que se repete por semanas com o exame do ouvido normal. Em geral há crises de dor de cabeça, e os sintomas pioram com os gatilhos habituais da enxaqueca, como estresse e noites mal dormidas.

Dor de ouvido pode ser sinusite?

Pode, por dois caminhos. A sinusite mais intensa pode inflamar a orelha média e causar uma otite. Além disso, os seios da face compartilham nervos com o ouvido, e a inflamação deles pode ser sentida ali. Nariz entupido e secreção junto com a dor de ouvido apontam para esse caminho, e cuidar do nariz faz parte do tratamento.

Dor de ouvido que vai e volta: o que pode ser?

O que dispara cada crise ajuda a separar as causas. Dor que aparece ao acordar, em quem range os dentes à noite, lembra a ATM sobrecarregada. Dor que volta a cada resfriado aponta para a tuba auditiva e a orelha média, e dor que volta depois de cada mergulho, para o canal. Nas otites que se repetem, o tratamento muitas vezes começa por uma boa lavagem nasal.

Dor de ouvido que não passa com antibiótico: o que pode ser?

O antibiótico só ajuda quando a causa é uma bactéria que ele alcança. Na otite média viral, na ATM e na dor reflexa de uma garganta inflamada por vírus, ele não muda a dor. Na otite externa, o tratamento costuma ser a gota, e não o comprimido. A dor que continua depois do antibiótico pede reavaliação do diagnóstico, e não um segundo antibiótico por conta própria.

Dor de ouvido com sangue: o que pode ser?

O sangue costuma vir de um machucado no canal, feito com cotonete ou outro objeto, ou de uma mudança brusca de pressão no avião ou no mergulho. Na otite média, a secreção que escorre quando o tímpano se rompe pode sair misturada com sangue. Em qualquer desses casos, nada deve ser pingado, e o sangue saindo do ouvido pede consulta logo.

Qual é o nome técnico da dor de ouvido?

Otalgia. Os médicos separam a otalgia primária, que nasce no próprio ouvido, da otalgia secundária, ou referida, que vem de outra região e é sentida no ouvido. Na CID-10, a otalgia tem o código H92.0.

Referências

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