Enxaqueca vestibular (migrânea vestibular): sintomas, diagnóstico e tratamento

Dra. Larissa Vilela, médica otorrinolaringologista da Clínica OtoCare

Por Dra. Larissa Vilela, médica otorrino

Enxaqueca vestibular é tontura causada pela enxaqueca, com ou sem dor de cabeça

A enxaqueca vestibular, também chamada de migrânea vestibular, é uma forma de tontura que acontece em quem tem enxaqueca. Migrânea é como os médicos chamam a enxaqueca, e as duas palavras são sinônimos. A dor de cabeça é o sintoma mais conhecido da enxaqueca, mas hoje se sabe que ela também pode se manifestar como crises de tontura.

No consultório, ela ocupa o segundo lugar entre as causas de tontura crônica em adultos. Ainda assim, muitas vezes demora a ser reconhecida, e a pessoa passa muito tempo sofrendo com as crises antes de chegar ao diagnóstico. Enquanto isso, a tontura vai tirando qualidade de vida.

Mulher com as mãos no rosto durante crise de enxaqueca e médica segurando modelo anatômico do ouvido

A enxaqueca pode dar tontura, mesmo sem dor de cabeça, e tem tratamento. Quem tem ou já teve enxaqueca e passou a ter tonturas repetidas precisa pensar nessa causa.

A tontura pode vir junto com a dor de cabeça, antes ou depois dela, ou num período em que a dor de cabeça nem está presente. Às vezes a dor de cabeça ficou no passado e, depois de um tempo, sobra só a tontura. Uma história de enxaqueca, atual ou antiga, já é motivo para considerar esse diagnóstico em quem tem tonturas que vão e voltam.

Quem tem mais enxaqueca vestibular?

A enxaqueca vestibular está entre as doenças do equilíbrio mais comuns. Ela aparece mais nas mulheres, que formam entre 65% e 85% dos pacientes nos estudos reunidos pela Sociedade Bárány e pela Sociedade Internacional de Cefaleias, e a história familiar de enxaqueca é muito frequente. Já foram descritas famílias em que a doença passa de uma geração para outra.

Ela também é pouco diagnosticada. Num levantamento com a população adulta da Alemanha, dois terços das pessoas com tontura por enxaqueca já tinham procurado um médico por causa dela, mas só uma em cada cinco dessas saiu com o diagnóstico. No mesmo estudo, a qualidade de vida desse grupo era mais baixa do que a de quem não sentia tontura.

A doença não é exclusiva dos adultos. Na infância, as crises de tontura ligadas à enxaqueca têm critérios próprios, e a orientação sobre tontura em crianças: causas, sinais e tratamento mostra como elas aparecem nessa fase.

Quais são os sintomas da enxaqueca vestibular?

A tontura pode ter formas bem diferentes, inclusive na mesma pessoa e em crises diferentes.

  • Vertigem: sensação de que o ambiente gira ou de que o próprio corpo está girando no ambiente parado.
  • Desequilíbrio: instabilidade ao ficar em pé ou caminhar, sem rotação.
  • Cabeça vazia ou mal-estar: sensação difícil de descrever, como se a cabeça estivesse leve.
  • Tontura visual: impressão de que as imagens se movem no campo de visão, ou piora diante de telas, corredores de supermercado e lugares com muito estímulo visual.
  • Tontura ao mexer a cabeça: piora durante o movimento da cabeça, em geral com enjoo.

Em qualquer dessas formas, a crise costuma vir com enjoo, vontade de vomitar, suor e uma palidez que chama atenção. Muitas vezes aparece também algum sinal típico da enxaqueca, como a dor de cabeça no momento da tontura, pontos brilhantes ou escuros na vista, chamados de escotomas, a piora com a luz ou com o barulho e a aura visual. A dor típica da enxaqueca e a forma de separá-la de outras dores de cabeça estão na orientação sinusite ou enxaqueca.

A sensibilidade ao movimento, como o enjoo em carro ou barco, é outro traço frequente de quem tem enxaqueca. Náuseas e vômitos aparecem em certos tipos de movimento e até diante de estímulos visuais.

Quanto tempo dura a crise de enxaqueca vestibular?

A duração varia muito. A tontura da enxaqueca vestibular pode durar de segundos até horas e, algumas vezes, dias. Depois de uma crise mais forte, há quem leve semanas para voltar ao normal e sair de vez da crise.

A classificação internacional das cefaleias descreve essa variação. Cerca de 30% das pessoas têm crises de minutos, outros 30% de horas e outros 30% de vários dias. Os demais têm tonturas de poucos segundos, que se repetem ao mexer a cabeça, diante de estímulos visuais ou ao mudar de posição. A fase mais intensa raramente passa de 72 horas, mas a recuperação completa pode levar até quatro semanas.

Por que a enxaqueca causa tontura?

A causa exata da enxaqueca ainda não é conhecida com certeza, mas existem várias hipóteses. A história familiar é muito comum em quem tem enxaqueca, o que aponta para uma origem genética. Também participam alterações na química do cérebro, com desequilíbrio dos neurotransmissores no sistema nervoso central, e processos inflamatórios ligados ao início das crises.

Uma forma simples de entender é pensar em neurônios sensoriais mais sensíveis do que o normal. Esse desequilíbrio pode causar dor, mas também pode atingir o sistema vestibular, responsável pelo equilíbrio, pela postura e pelo controle do corpo. Parte desse sistema é o labirinto, no ouvido interno, e o restante são as vias do cérebro que trabalham junto com ele. Quando a enxaqueca afeta essa parte, a pessoa começa a ter tontura. A migrânea vestibular é, portanto, uma forma de manifestação da enxaqueca.

Como é feito o diagnóstico da migrânea vestibular?

O diagnóstico é clínico, baseado no relato das crises feito na consulta. A avaliação usa os critérios da Sociedade Bárány, que reúne otorrinolaringologistas e neurologistas dedicados ao equilíbrio, criados junto com a Sociedade Internacional de Cefaleias. É preciso preencher todos os pontos abaixo.

  1. Pelo menos cinco crises de tontura ao longo da vida, moderadas ou fortes a ponto de atrapalhar as atividades, que duraram de 5 minutos a 72 horas.
  2. Enxaqueca atual ou no passado, com ou sem aura.
  3. Em pelo menos metade das crises, ao menos um destes sinais: dor de cabeça com características de enxaqueca; sensibilidade à luz e ao som ao mesmo tempo; ou aura visual.
  4. Nenhuma outra doença explica melhor os sintomas.

A dor de cabeça típica da enxaqueca reúne pelo menos duas de quatro características. Costuma ficar de um lado só da cabeça, lateja, tem intensidade moderada ou forte e piora com o esforço físico.

Não existe um exame que mostre a enxaqueca vestibular. Os exames entram por causa do último critério, que obriga a afastar outras doenças do labirinto e do sistema nervoso. Conforme o caso, podem ser pedidos audiometria, testes do labirinto como a vectoeletronistagmografia ou a videonistagmografia, o vHIT, ressonância magnética do crânio e exames de sangue para afastar causas metabólicas e hormonais. A escolha dos exames depende de cada paciente, e o diagnóstico é fechado quando nenhuma outra condição explica os sintomas.

Um recurso simples que ajuda é o teste caseiro de convergência para migrânia vestibular. Feito com uma caneta, em poucos segundos, ele entra como mais um parâmetro do diagnóstico, ao lado da história das crises.

Enxaqueca vestibular, Ménière ou VPPB: como diferenciar?

A doença de Ménière costuma ser a mais confundida com a enxaqueca vestibular. Zumbido, sensação de ouvido entupido e audição que vai e volta podem aparecer nas duas, e na crise de Ménière também podem surgir dor de cabeça e incômodo com a luz. No primeiro ano de sintomas, separar uma da outra pode ser difícil, porque a Ménière às vezes começa só com tontura. Quando existe uma perda de audição duradoura, o desenho dela na audiometria ajuda. Na enxaqueca vestibular ela costuma afetar os dois ouvidos, mais nos sons agudos, e na Ménière costuma ser de um lado só ou desigual entre os lados. Há também quem tenha as duas doenças, com crises de tipos diferentes. A orientação sobre doença de Ménière: sintomas, diagnóstico e tratamento detalha esse quadro.

A enxaqueca vestibular pode aparecer só quando a pessoa muda a posição da cabeça e, assim, imitar a VPPB, os cristais do labirinto fora do lugar. Nesse caso, observar o movimento dos olhos durante a crise ajuda a separar as duas. As crises da enxaqueca costumam se repetir várias vezes por ano, enquanto a VPPB típica volta em intervalos bem maiores. A VPPB também é mais comum em quem tem enxaqueca, e as duas podem se somar na mesma pessoa.

Entre as crises, muita gente continua com alguma tontura ao mexer a cabeça ou em lugares cheios de estímulo visual. Nessa fase, a enxaqueca vestibular pode se misturar à tontura postural perceptual persistente (TPPP), e a Sociedade Bárány reconhece que separar os dois quadros é difícil. Cada um recebe o seu tratamento.

Tontura súbita: quando pensar em AVC?

Em quem já tem enxaqueca, uma tontura diferente das habituais não deve ser atribuída a ela sem avaliação. A Sociedade Bárány lembra que, sobretudo em pessoas mais velhas, a falta passageira de circulação na parte de trás do cérebro entra na lista de possibilidades. Chamam atenção a tontura que começa de repente, a presença de fatores de risco para doenças dos vasos e crises que começaram há menos de um ano. Uma dor súbita no pescoço junto com a tontura pode indicar lesão de uma artéria dessa região.

O Ministério da Saúde aponta como sinais de alerta do AVC a fraqueza ou o formigamento que pega só uma metade do corpo, seja na face, seja no braço ou na perna, a confusão mental, a dificuldade para falar ou para entender o que os outros dizem, a visão que falha ou muda, a dor de cabeça forte que começa de repente, sem motivo aparente, e a perda do equilíbrio, da coordenação ou da firmeza ao andar. Tontura junto com qualquer um deles pede avaliação médica sem demora. A diferença entre a aura da enxaqueca e um AVC está explicada na orientação teste para migrânia vestibular: como fazer em casa.

Como é o tratamento da enxaqueca vestibular?

Com o diagnóstico fechado, o tratamento combina três frentes, ajustadas a cada pessoa.

1. Controle da crise. Quando a tontura está forte, incapacita e impede as atividades do dia, o primeiro passo é tirar a pessoa da crise com remédios específicos, os supressores vestibulares, que reduzem a tontura. Existem várias opções, e a escolha depende de cada paciente. Para quem tem enxaqueca, a cinarizina e a flunarizina costumam ser a primeira escolha, porque têm uma ação dupla, no labirinto e na própria enxaqueca. Esses remédios servem para a crise e são usados por pouco tempo, porque o uso contínuo de remédio para tontura pode atrasar a recuperação.

2. Mudança de rotina. Quem tem enxaqueca é muito sensível, e qualquer desequilíbrio na rotina pode levar a uma crise de enxaqueca e, junto com ela, a uma crise de tontura. Dormir pouco pode ser um gatilho. A pessoa que era ativa e ficou parada também pode entrar em crise. A alimentação talvez seja o ponto mais importante, e os alimentos mais ligados às crises estão na seção seguinte. O estresse e a desidratação também aparecem entre os fatores que podem provocar as crises, segundo a Sociedade Bárány. Cuidar do sono, da comida e do exercício faz parte do tratamento.

3. Prevenção com medicamentos. Nos quadros mais fortes ou mais frequentes, entra a medicação preventiva, também chamada de profilática, que serve para evitar as crises. Muitas pessoas com tontura precisam dela mesmo sem estar tendo dor de cabeça. Entre as opções estão os betabloqueadores, como o propranolol, os antidepressivos, como a amitriptilina, e a flunarizina, que também é usada para prevenir a enxaqueca. Nesse caso, ela entra como preventivo prescrito, e o tempo de uso é definido e acompanhado pelo médico, diferente do uso por conta própria a cada tontura. Alguns suplementos, como o magnésio e os complexos de vitamina B, também podem ajudar na prevenção. O remédio de cada pessoa é escolhido conforme o perfil dela.

Os estudos feitos especificamente na migrânea vestibular ainda são poucos e pequenos, e parte do tratamento se apoia no que já se conhece da enxaqueca. Uma revisão publicada em 2025 encontrou os resultados mais consistentes com o propranolol e com o topiramato, um remédio da prevenção da enxaqueca, e resultados variáveis com os antidepressivos e os bloqueadores dos canais de cálcio. Para os casos que não melhoram, os anticorpos anti-CGRP, remédios mais novos contra a enxaqueca, aparecem como uma possibilidade. Como a ciência segue avançando, a escolha e os ajustes são feitos caso a caso, na consulta.

A mesma revisão mostrou benefício da reabilitação vestibular, com exercícios para o equilíbrio, como complemento do tratamento. A indicação desses exercícios é avaliada na consulta.

Quais alimentos podem desencadear crises?

Os alimentos que desencadeiam crises variam muito de uma pessoa para outra. Há quem piore com certos alimentos que não fazem diferença nenhuma para outros. Por isso vale observar e anotar se algum alimento costuma vir antes das crises. Como regra geral, os mais citados são estes.

  • cafeína, presente no café, em chás escuros como o preto, o verde e o mate, e no chocolate;
  • bebidas alcoólicas, sobretudo o vinho;
  • embutidos, enlatados, defumados e alimentos muito condimentados;
  • queijos amarelos e envelhecidos, como o cheddar;
  • em algumas pessoas, frutas como laranja e melancia.

No geral, reduzir a cafeína e manter uma alimentação saudável e o mais natural possível, com pouca comida industrializada, costuma ajudar.

Crise de tontura por enxaqueca: o que fazer?

Na crise, o ideal é repousar. A enxaqueca tende a piorar com o esforço físico, e a tontura muitas vezes limita bastante a pessoa. Vale ir para a cama e dormir, se houver vontade, porque o descanso ajuda na recuperação. As atividades normais ficam para depois, já que há risco de queda.

Repousar, porém, não significa ficar travado. Por medo da tontura, muita gente deixa de mexer até a cabeça e fica rígida na mesma posição, e isso também atrapalha. Durante a crise, o cérebro já começa a se ajustar, e os pequenos movimentos do dia a dia, como virar-se na cama ou levantar um pouco, ajudam nesse reajuste. Esse processo se chama compensação central e faz a tontura ir melhorando. Outras medidas estão na orientação sobre o que fazer em uma crise de tontura.

Vídeo: migrânea vestibular, sintomas, diagnóstico e tratamento

O vídeo abaixo apresenta as formas de tontura da enxaqueca vestibular, os critérios usados no diagnóstico, os exames que ajudam a afastar outras causas, as três frentes do tratamento e o que fazer na crise.

Perguntas frequentes

Enxaqueca vestibular tem cura?

A tendência à enxaqueca acompanha a pessoa, e por isso não se fala em cura definitiva. As crises de tontura, porém, podem ser bem controladas. Com a rotina organizada, os gatilhos identificados e, quando indicado, o remédio preventivo, a tontura costuma melhorar e as crises ficam mais espaçadas.

Enxaqueca vestibular e labirintite são a mesma coisa?

Não. A labirintite é uma inflamação do próprio labirinto, um diagnóstico pouco comum. Na enxaqueca vestibular, a tontura vem do jeito como o cérebro de quem tem enxaqueca processa as informações do equilíbrio, e o tratamento é outro. Muita gente com enxaqueca vestibular passou anos ouvindo que tinha labirintite, e a orientação que explica por que nem toda tontura é labirintite mostra de onde vem essa confusão.

Enxaqueca vestibular é grave?

O maior peso da enxaqueca vestibular recai sobre a qualidade de vida, já que as crises atrapalham muito o dia a dia. Ela não costuma deixar perda grande no ouvido. A perda de audição, quando aparece, não chega a ser profunda, e, segundo a Sociedade Bárány, uma perda grande ou a perda completa da função do labirinto entre as crises costumam apontar para outra causa. O que pede atenção é a tontura nova e súbita junto com sinais como fraqueza de um lado do corpo ou dificuldade para falar, explicada na seção sobre AVC.

Enxaqueca vestibular pode causar AVC?

A enxaqueca vestibular não é um AVC. No estudo de população feito na Alemanha, a tontura por enxaqueca não mostrou ligação com AVC quando comparada à enxaqueca sem tontura. O cuidado está em não confundir os dois, porque uma tontura súbita com sinais neurológicos não deve ser tomada por mais uma crise de enxaqueca.

Enxaqueca com tontura e fraqueza: o que pode ser?

Na crise, é comum a pessoa se sentir mal, abatida e sem forças, junto com o enjoo e a palidez. Essa sensação geral passa com a crise. Fraqueza de um lado só do corpo, num braço, numa perna ou no rosto, é outra coisa e entra entre os sinais de AVC listados acima. Nesse caso, a tontura com fraqueza precisa de avaliação médica sem demora.

Enxaqueca vestibular dá zumbido ou dor no ouvido?

Zumbido e pressão no ouvido podem aparecer em algumas crises e costumam ser passageiros. A dor no ouvido não está entre os sintomas descritos pela Sociedade Bárány. Dor de ouvido, zumbido que não passa ou perda de audição que fica entre as crises pedem a investigação de outras causas, entre elas as do próprio ouvido.

Enxaqueca vestibular tem relação com ansiedade?

Tem. Segundo a Sociedade Bárány, mais da metade das pessoas com enxaqueca vestibular tem também algum transtorno psiquiátrico, como ansiedade ou depressão. A ansiedade pode causar tontura por conta própria e pode piorar a de quem já tem uma doença do equilíbrio. A orientação sobre tontura por ansiedade explica como separar uma causa da outra.

Enxaqueca vestibular pode durar meses?

A crise em si raramente passa de alguns dias, mas há quem conviva por meses com uma tontura mais leve entre as crises, que piora ao mexer a cabeça ou diante de estímulos visuais. Esse quadro mais arrastado já foi descrito como uma forma crônica da doença, ainda em estudo. Tontura constante merece avaliação, porque pode haver outra causa somada.

Enxaqueca vestibular tem relação com a menstruação e a menopausa?

A menstruação está entre os fatores que podem provocar uma crise, como também acontece na enxaqueca comum. A relação dos hormônios com a tontura, inclusive na menopausa, está na orientação sobre tontura metabólica ou hormonal.

Existe tratamento natural para enxaqueca vestibular?

Sono regular, exercício e alimentação organizada são parte central do tratamento e não dependem de remédio. O magnésio e os complexos de vitamina B são opções de suplemento, avaliadas de forma individual. Os tratamentos sem remédio ainda foram pouco estudados nessa doença, segundo uma revisão da Cochrane de 2023. Os chás escuros, aliás, têm cafeína, que pode desencadear crises.

Crianças podem ter enxaqueca vestibular?

Sim. A Sociedade Bárány e a Sociedade Internacional de Cefaleias definiram critérios próprios para a enxaqueca vestibular da infância, usados até os 18 anos. Crises ligadas à enxaqueca são uma causa frequente de tontura na criança, e muitas vezes há casos de enxaqueca na família.

Qual médico trata a enxaqueca vestibular?

O otorrinolaringologista que trabalha com tontura faz o diagnóstico e o tratamento. Os critérios da doença foram criados por otorrinos e neurologistas da Sociedade Bárány, e a avaliação reúne a história das crises, o exame do equilíbrio e os exames que o caso pede. Na OtoCare, em Brasília, a consulta com otorrino faz essa avaliação.

Referências

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Avaliação de tontura por enxaqueca em Brasília

Se você tem enxaqueca, ou já teve, e passou a sentir crises repetidas de tontura, a consulta com otorrino em Brasília permite organizar a investigação, afastar outras causas e montar o plano de tratamento.

Vale agendar a avaliação quando as tonturas se repetem, atrapalham o dia a dia, vêm junto com dor de cabeça ou incômodo com a luz e o som, ou quando o remédio para tontura virou uso contínuo. Na Clínica OtoCare, no Setor Noroeste, a avaliação considera o padrão das crises e os diagnósticos que podem coexistir, e o vHIT pode ser feito na própria clínica quando o caso pede. Veja também por que nem toda tontura é labirintite.

Veja todas as orientações aos pacientes da OtoCare.