Cirurgia dos cornetos inferiores em Brasília
Nariz entupido o tempo todo, dos dois lados, que não melhora com spray nem com remédio, é uma queixa muito comum no consultório do otorrino. Em muitas dessas pessoas, o espaço do ar está ocupado pelos cornetos inferiores aumentados. A cirurgia que reduz o tamanho deles se chama turbinectomia ou turbinoplastia e é uma das cirurgias mais feitas na otorrinolaringologia para tratar a obstrução nasal.
Na Clínica OtoCare, no Setor Noroeste de Brasília, a Dra. Larissa Vilela avalia a respiração nasal, examina os cornetos por dentro e indica a cirurgia quando o tratamento clínico não resolveu. Ela opera os cornetos sozinhos ou junto com a septoplastia e a cirurgia dos seios da face.
Ou ligue para: (61) 99957-8479
Setor Noroeste · Brasília/DF · Avaliação com otorrinolaringologista · Cirurgia com atendimento particular

O que são os cornetos inferiores?
Os cornetos inferiores, também chamados de conchas nasais inferiores, são estruturas que ficam na parede lateral de cada narina, um de cada lado. Eles começam perto da entrada do nariz e vão até o fundo da cavidade nasal. Acima deles ficam o corneto médio e o corneto superior.
A função dos cornetos é preparar o ar antes de ele chegar aos pulmões: aquecer, umidificar e proteger. Por isso eles são importantes e não devem ser retirados por inteiro.
Muitos pacientes chegam ao consultório dizendo que têm uma bola dentro do nariz, uma de cada lado, que não deixa o ar passar. Essa bolinha que aparece quando se olha o nariz por baixo, na parede lateral de cada narina, é justamente a ponta do corneto inferior. É ela que muita gente chama de carne esponjosa no nariz.
Por que os cornetos aumentam?
O corneto inferior pode crescer, o que tecnicamente se chama hipertrofia dos cornetos. As duas causas principais são a rinite descompensada, que deixa a mucosa inchada por muito tempo, e a própria constituição do paciente: há pessoas que têm, naturalmente, cornetos muito grandes.
Quando o corneto cresce demais, ele ocupa o espaço por onde o ar deveria passar. O resultado é o nariz entupido de forma persistente, a respiração pela boca, o ronco e a sensação de que o ar não entra, mesmo sem gripe.
A diferença entre o corneto aumentado, a adenoide e o pólipo nasal, as três estruturas que costumam ser chamadas de carne esponjosa, está explicada na orientação sobre carne esponjosa no nariz.
Quando a cirurgia dos cornetos é indicada?
A primeira conduta não é a cirurgia. Diante de cornetos aumentados, o tratamento começa com o corticoide nasal em spray, usado por dois a três meses. Uma parte dos pacientes melhora só com esse tratamento clínico.
Quando o spray, usado do jeito certo e pelo tempo certo, não resolve a hipertrofia e o nariz continua obstruído, só então vem a indicação da cirurgia.
Antes de indicar, o otorrino confirma onde está a obstrução. O exame do nariz por dentro, muitas vezes com a nasofibrolaringoscopia, mostra se o problema está nos cornetos, no septo, na adenoide ou em mais de uma estrutura ao mesmo tempo. Essa diferença muda a cirurgia que precisa ser feita.
Turbinectomia e turbinoplastia: qual é a diferença?
Para reduzir o corneto retirando parte dele, existem hoje basicamente duas cirurgias. As duas têm o mesmo objetivo, que é reduzir o corneto para um tamanho adequado. O que muda é a forma de fazer.
Na turbinectomia, a cirurgia mais comum, o cirurgião corta e retira uma parte do corneto inferior e depois cauteriza a base de onde foi feito o corte, para que a região não sangre.
Na turbinoplastia, a técnica é um pouco mais elaborada. O cirurgião faz uma incisão na mucosa que reveste o corneto, descola essa mucosa, retira a parte óssea de dentro do corneto e depois recoloca a mucosa no lugar. O corneto diminui e a mucosa é menos alterada.
Turbinectomia não significa retirar o corneto inteiro. Nas duas técnicas, uma parte do corneto fica, justamente para manter a função de aquecer e umidificar o ar. A escolha entre uma e outra é feita pelo cirurgião, conforme o nariz de cada paciente.
Como é feita a cirurgia dos cornetos?
A cirurgia é feita em centro cirúrgico, com anestesia geral. O paciente dorme durante todo o procedimento e só acorda quando ele termina.
Tudo é feito por dentro do nariz, pelas narinas. Não há corte no rosto nem mudança no formato externo do nariz.
É uma cirurgia tecnicamente simples e rápida. A turbinectomia dos dois lados, nas duas narinas, leva em torno de 15 a 20 minutos. Quando ela é feita junto com outra cirurgia do nariz, o tempo total depende do conjunto.
Cirurgia dos cornetos junto com septoplastia ou sinusectomia
A cirurgia dos cornetos muitas vezes é feita junto com outras cirurgias do nariz. A maioria dos pacientes que fazem a septoplastia, para corrigir o desvio de septo, ou a sinusectomia, para tratar a sinusite, também recebe uma abordagem nos cornetos inferiores na mesma anestesia.
Isso acontece porque é comum o septo desviado e os cornetos aumentados dividirem a culpa pelo nariz entupido. Corrigir só um deles pode deixar parte da obstrução. O consenso da Academia Americana de Otorrinolaringologia sobre septoplastia também trata da redução dos cornetos feita na mesma cirurgia.
Há também pacientes que vão para a cirurgia só para fazer a turbinectomia ou a turbinoplastia, quando o septo está bom e o problema está apenas nos cornetos.
Como é o pós-operatório da turbinectomia?
Quando a cirurgia é feita só nos cornetos inferiores, o pós-operatório é simples. Em geral não dói, ou dói muito pouco, e o nariz não fica inchado.
Pelo contrário: como a cirurgia retira tecido e abre espaço para o ar, o paciente costuma acordar respirando muito melhor. Essa é uma diferença em relação à cauterização dos cornetos, em que o corneto reage, incha e o nariz fica mais entupido nos primeiros dias antes de melhorar.
Nas primeiras 24 horas, é comum sair pelo nariz uma secreção com um pouco de sangue. Há pacientes que não sangram nada e outros que sangram um pouco mais. Esse sangramento leve das primeiras horas é esperado e faz parte da recuperação.
O cuidado mais importante em casa é a lavagem nasal no pós-operatório. As cauterizações da cirurgia formam crostas e deixam a secreção mais grossa, e a lavagem precisa ser feita muitas vezes: a orientação é lavar o nariz no mínimo cinco vezes ao dia durante a recuperação.
Nas três semanas seguintes à cirurgia, a orientação é manter repouso relativo e evitar atividade física e esforço. O motivo é o risco de algum vaso da região operada se romper e sangrar.
Quais são os riscos da cirurgia dos cornetos?
A principal complicação da turbinectomia é o sangramento. Mesmo sendo a principal, ela não é comum. A região dos cornetos tem muitos vasos, e durante a cicatrização o tecido fica mais delicado, por isso um vaso pode se romper e o nariz sangrar.
Esse risco é maior nas primeiras horas e nos primeiros dias, mas pode acontecer até cerca de três semanas depois da cirurgia. O sangramento que conta como complicação não é aquele pouco de sangue das primeiras 24 horas. É o sangramento intenso, que jorra do nariz, uma hemorragia de verdade. Se isso acontecer, avise imediatamente a equipe da cirurgia pelo WhatsApp da OtoCare, informando o sintoma, para ter atendimento prioritário.
Fora do pós-operatório, o que fazer diante de um sangramento comum do nariz está na orientação sobre sangramento nasal.
As outras complicações são menores. Pode se formar uma sinéquia, que é uma cicatrização errada dentro do nariz, colando uma parede na outra. O cirurgião consegue desfazer a sinéquia com facilidade no próprio consultório, e um pós-operatório acompanhado de perto ajuda a evitá-la. A infecção é rara, e as medicações dadas depois da cirurgia e o acompanhamento servem para preveni-la.
O que é a síndrome do nariz vazio?
Existe uma complicação que acontece quando o cirurgião retira corneto inferior demais. Ela se chama síndrome do nariz vazio.
O corneto grande atrapalha a respiração, mas ele também aquece e umidifica o ar e participa da sensação de que o ar está passando. Quando quase todo o corneto é retirado e não sobra o mínimo necessário, o nariz pode formar crostas e o paciente pode ter uma sensação paradoxal de nariz entupido, mesmo com um espaço enorme para o ar. O nariz está aberto, mas a pessoa deixa de perceber a passagem do ar. Os estudos ainda investigam por que apenas algumas pessoas desenvolvem esses sintomas.
Com o que a medicina tem hoje, a síndrome do nariz vazio não tem como ser revertida. Todas as estruturas de dentro do nariz são importantes, e por isso é tão importante escolher um cirurgião com experiência em cirurgia de nariz. Uma cirurgia de nariz bem feita deixa o paciente muito satisfeito e melhora bastante a qualidade de vida.
A cirurgia dos cornetos piora o olfato?
Essa é uma dúvida frequente, e a resposta é não. A região do corneto inferior não tem células olfatórias. O tecido do olfato fica mais acima, perto do corneto médio e do corneto superior, e é quando se opera essa parte alta do nariz que existe risco de alterar o olfato.
Na cirurgia do corneto inferior, o risco de piorar o olfato praticamente não existe. A tendência é o contrário: com o nariz desobstruído, o ar entra melhor e as moléculas de cheiro conseguem chegar à parte alta do nariz, onde os cheiros são percebidos. Muitos pacientes passam a sentir melhor os cheiros depois da cirurgia.
Qual resultado esperar da cirurgia?
O objetivo é respirar bem pelo nariz. A respiração já melhora logo depois da cirurgia, e as revisões de estudos mostram que as diferentes técnicas de redução dos cornetos melhoram a obstrução nasal relatada pelos pacientes, com o benefício chegando ao máximo entre três e seis meses depois.
Nas pessoas com rinite alérgica, uma meta-análise de 2023 mostrou que a melhora da obstrução, da coriza e dos espirros se mantém mais de um ano depois da cirurgia, com taxa baixa de complicações. A cirurgia reduz o corneto, mas não acaba com a rinite. Manter a rinite controlada continua importante para que o corneto não volte a inchar.
Cirurgia dos cornetos em crianças
Nas crianças, o procedimento mais usado para reduzir os cornetos é a cauterização dos cornetos inferiores, que diminui o volume do corneto sem cortá-lo, porque o nariz da criança ainda é pequeno. Ela pode ser feita junto com a cirurgia da adenoide. Nos adultos, que têm mais espaço dentro do nariz, a turbinectomia ou a turbinoplastia retira parte do corneto de verdade e dá um resultado mais duradouro do que a cauterização.
Vídeo: cirurgia dos cornetos inferiores
No vídeo abaixo, a Dra. Larissa Vilela, médica otorrinolaringologista, mostra em um modelo anatômico onde ficam os cornetos inferiores e explica quando a cirurgia é indicada, a diferença entre turbinectomia e turbinoplastia, como é o pós-operatório e quais são os riscos, incluindo a síndrome do nariz vazio.
Onde fazer a cirurgia dos cornetos em Brasília?
Se você vive com o nariz entupido, respira pela boca, ronca ou já usou spray nasal por meses sem melhora, uma avaliação com otorrinolaringologista mostra se os cornetos estão aumentados e se existe indicação de cirurgia.
A Clínica OtoCare fica no Setor Noroeste, em Brasília/DF, e atende adultos e crianças com obstrução nasal, rinite e desvio de septo.
Clínica OtoCare
CLNW 08/09, Bloco C, Loja 02
Setor Noroeste – Brasília/DF
A cirurgia realizada pela Dra. Larissa é particular.
Telefone: (61) 99957-8479
Perguntas frequentes sobre turbinectomia e turbinoplastia
Qual é o nome da cirurgia dos cornetos nasais?
A cirurgia que reduz os cornetos inferiores se chama turbinectomia ou turbinoplastia, conforme a técnica. Nas crianças, a redução costuma ser feita por cauterização dos cornetos.
O que é turbinectomia bilateral?
É a turbinectomia feita nos dois lados do nariz, nas duas narinas. A turbinectomia unilateral é feita em um lado só, quando apenas um corneto está aumentado.
Quanto tempo dura a cirurgia de turbinectomia?
A turbinectomia dos dois lados leva em torno de 15 a 20 minutos. Quando é feita junto com a septoplastia ou a sinusectomia, o tempo total depende das cirurgias somadas.
A turbinectomia dói?
Durante a cirurgia não, porque o paciente está com anestesia geral. Quando só os cornetos são operados, o pós-operatório costuma ter pouca ou nenhuma dor.
Como fica o nariz depois da turbinectomia?
Por fora, o nariz não muda, porque a cirurgia é feita por dentro, sem corte no rosto. Por dentro, o espaço para o ar aumenta e o paciente costuma acordar respirando melhor. Nas semanas seguintes, formam-se crostas, que saem com a lavagem nasal.
É normal sair sangue do nariz depois da cirurgia dos cornetos?
Sim, nas primeiras 24 horas é comum sair um pouco de sangue misturado à secreção. O que não é esperado é o sangramento intenso, que jorra do nariz. Nesse caso, avise imediatamente a equipe da cirurgia pelo WhatsApp da OtoCare, informando o sintoma.
A turbinectomia é perigosa?
É uma cirurgia simples e rápida, com pós-operatório tranquilo na maioria das vezes. A principal complicação é o sangramento, que não é comum. O risco mais sério é retirar corneto demais e causar a síndrome do nariz vazio, por isso a experiência do cirurgião faz diferença.
Quando posso voltar a fazer exercício depois da turbinectomia?
Atividade física e esforço ficam suspensos por cerca de três semanas, que é o período em que ainda existe risco de sangramento. A liberação é feita pelo cirurgião, conforme a cicatrização.
Os cornetos podem crescer de novo depois da cirurgia?
Podem voltar a inchar ao longo dos anos, principalmente quando a rinite fica sem controle. Com a rinite tratada e o acompanhamento mantido, isso em geral não acontece, e os estudos mostram a melhora mantida por mais de um ano depois da cirurgia.
Turbinectomia é a mesma coisa que tirar a carne esponjosa?
Em parte. Carne esponjosa é o nome popular para três estruturas diferentes: os cornetos, a adenoide e os pólipos. A turbinectomia trata só os cornetos inferiores aumentados.
Qual a diferença entre turbinectomia e adenoidectomia?
A turbinectomia reduz os cornetos inferiores, que ficam dentro das narinas. A adenoidectomia retira a adenoide, que fica atrás do nariz, na parte de cima da garganta, e é uma cirurgia feita principalmente em crianças. As duas tratam a obstrução nasal, mas em lugares diferentes.
A turbinectomia resolve a sinusite?
Não. A turbinectomia trata a obstrução do nariz causada pelos cornetos aumentados. A sinusite crônica tem tratamento próprio e, quando precisa de cirurgia, a cirurgia é a sinusectomia, que muitas vezes é feita junto com a abordagem dos cornetos.
Criança pode fazer turbinectomia?
Nas crianças, a redução dos cornetos é feita em geral por cauterização, porque o nariz ainda é pequeno. A turbinectomia e a turbinoplastia são as técnicas usadas nos adultos.
A cirurgia dos cornetos é feita por convênio?
Na Clínica OtoCare, a cirurgia realizada pela Dra. Larissa é particular. Alguns planos oferecem livre escolha com reembolso, e as regras dependem do contrato de cada paciente.
Como agendar uma avaliação para cirurgia dos cornetos em Brasília?
Pelo WhatsApp ou pelo telefone (61) 99957-8479. Na consulta, a Dra. Larissa examina o nariz, avalia os cornetos, o septo e a rinite e explica se a cirurgia está indicada.
Referências
- VILELA, Larissa. Cirurgia para cornetos inferiores turbinectomia ou turbinoplastia. YouTube, 10 out. 2026. 1 vídeo (12 min 2 s). Disponível em: https://youtu.be/jH84GOQLW8c. Acesso em: 10 out. 2026.
- VILELA, Larissa. Cirurgia de cauterização de cornetos inferiores: o que é, indicações e pós-operatório. YouTube, 16 abr. 2025. 1 vídeo (7 min 50 s). Disponível em: https://youtu.be/aetENJci4PM. Acesso em: 10 out. 2026.
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- PARK, S. C. et al. Long-term outcomes of turbinate surgery in patients with allergic rhinitis: a systematic review and meta-analysis. JAMA Otolaryngology–Head & Neck Surgery, v. 149, n. 1, p. 15-23, 2023. DOI: 10.1001/jamaoto.2022.3567. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/36394879/. Acesso em: 10 out. 2026.
- KANJANAWASEE, D. et al. Empty nose syndrome pathophysiology: a systematic review. Otolaryngology–Head and Neck Surgery, v. 167, n. 3, p. 434-451, 2022. DOI: 10.1177/01945998211052919. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/34665687/. Acesso em: 10 out. 2026.
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A cirurgia realizada pela Dra. Larissa é particular.
Alguns planos de saúde oferecem a modalidade de livre escolha com reembolso, que pode permitir ao paciente solicitar o reembolso de uma cirurgia particular realizada fora da rede credenciada. A possibilidade de reembolso, a necessidade de autorização prévia, a documentação exigida e o valor reembolsado dependem das regras do contrato. Consulte sua operadora antes do procedimento.
Ou ligue para: (61) 99957-8479
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