VENG e VNG: o exame que avalia o labirinto pelos olhos
A VENG, sigla de vectoeletronistagmografia, é o exame que avalia o sistema vestibular, o conjunto responsável pelo equilíbrio. Quando alguma parte desse sistema falha, aparecem tontura, desequilíbrio ou vertigem, a sensação de que as coisas estão rodando. A versão mais moderna do exame se chama VNG, ou videonistagmografia.
O princípio dos dois é o mesmo e é curioso: o exame avalia o labirinto observando os olhos. Qualquer alteração do labirinto se reflete nos movimentos oculares, e é registrando esses movimentos que se descobre como o sistema vestibular está funcionando.
A Clínica OtoCare não realiza a VENG nem a VNG. Na consulta com a Dra. Larissa Vilela, otorrinolaringologista, no Setor Noroeste de Brasília, a tontura é investigada, avalia-se se o exame está indicado e, com o laudo em mãos, o resultado é interpretado para definir o tratamento.
Ou ligue para: (61) 99957-8479
Setor Noroeste · Brasília/DF · Avaliação de tontura e equilíbrio · Indicação e interpretação do exame

O que a VENG avalia
O órgão mais importante do sistema vestibular é o labirinto, na orelha interna. Ao lado da cóclea, que tem forma de caracol e cuida da audição, ficam os canais semicirculares, os pequenos canais que formam o labirinto. É a função deles que o exame estuda.
O sinal mais observado é o nistagmo, um movimento rápido e involuntário dos olhos que costuma estar ligado a disfunções do sistema vestibular. Por isso, é comum o laudo trazer frases como presença de nistagmo, apontando onde está a alteração. A tontura por inflamação do labirinto, a labirintite, está explicada na orientação sobre labirintite.
VENG ou VNG: qual a diferença?
Os dois exames são muito semelhantes e seguem as mesmas etapas. O que muda é o aparelho que capta os movimentos dos olhos:
- VENG: eletrodos colados no rosto captam um sinal elétrico do olho, o potencial córneo-retiniano, que mostra a posição do globo ocular. É a versão mais antiga e a mais difundida no Brasil.
- VNG: uma máscara com câmera infravermelha filma os olhos. É a versão mais moderna.
Uma revisão brasileira comparou os dois métodos. Ambos reconhecem sinais de alteração vestibular e ajudam a apontar o lado da lesão. A VNG tem vantagens de calibração, de resolução e de registro dos movimentos horizontais, verticais e de rotação dos olhos, mas a VENG continua sendo um exame valioso na prática.
Como a VENG é feita, passo a passo
O exame segue uma sequência parecida em todos os serviços:
- Olhar para a frente: com o olhar em posição neutra, verifica-se se há nistagmo.
- Olhar para os lados, para cima e para baixo: o paciente mantém o olhar parado em cada posição por alguns segundos.
- Testes oculares: seguir um alvo em movimento constante ou pendular e observar uma faixa de barras luminosas correndo em velocidade contínua, o chamado teste optocinético.
- Posições da cabeça e do corpo: alguns serviços também pesquisam o nistagmo com o paciente deitado de barriga para cima, de lado e com a cabeça pendente.
- Prova calórica: no final, cada ouvido recebe um estímulo frio e um quente, com água ou com ar, para estimular o labirinto diretamente.
A tontura que aparece em certas posições da cabeça é tema da orientação sobre cristais do labirinto fora do lugar.
Prova calórica: ficar tonto é o esperado
A prova calórica é a etapa que mais assusta, e a que mais importa entender. O labirinto é cheio de líquido. O estímulo frio, de cerca de 30 °C para a água, e o quente, de cerca de 44 °C, cria correntes dentro desse líquido e estimula o labirinto de forma direta e específica. A temperatura não machuca.
Quando o labirinto é estimulado, as coisas rodam: a pessoa sente tontura. Isso é sinal de que o labirinto respondeu. Se nada rodar na prova calórica, é o labirinto que não está funcionando bem. Depois de alguns minutos, o corpo se estabiliza, tudo volta ao normal e o exame é concluído.
Chegar sabendo disso muda a experiência. Quem não é avisado e sente tudo rodar de repente costuma achar o exame horrível. Quem sabe que a tontura é esperada e passageira, se acalma e segue as orientações da fonoaudióloga que conduz o exame, costuma passar por ele com muito mais tranquilidade.
Quando a VENG é indicada
A indicação principal é a investigação de tontura, de qualquer tipo: vertigem, desequilíbrio ou sensação de instabilidade. O exame estuda o labirinto de forma detalhada e ajuda a separar as causas.
Também pode ser pedido para investigar outras queixas do ouvido, mesmo sem tontura, quando é preciso conhecer a função do labirinto.
Nem toda tontura vem do labirinto, e nem todo paciente precisa do mesmo conjunto de exames, como explica a orientação sobre se toda tontura é labirintite. Em quadros como a enxaqueca vestibular e a tontura postural perceptual persistente, a VENG ajuda a descartar outras doenças do labirinto.
Preparo para a VENG
- Alimentação: evite comer nas 2 a 3 horas anteriores ao exame. Na prova calórica tudo roda, e com o estômago cheio há risco de náusea e vômito.
- Café: evite o excesso de cafeína nas 24 horas anteriores, porque o café em grande quantidade pode alterar a função do labirinto. A xícara que você toma habitualmente não costuma atrapalhar.
- Remédios para tontura: suspenda por 24 horas os supressores do labirinto, como o dimenidrinato (Dramin®), a meclizina (Meclin®) e a flunarizina (Vertix®). Esse prazo já é suficiente para a função do labirinto voltar ao normal.
- Demais remédios: os de uso contínuo, inclusive os psiquiátricos, em geral são mantidos, para que o exame registre o funcionamento habitual. Dúvidas sobre suspender qualquer remédio devem ser esclarecidas na consulta.
Alguns serviços pedem para cortar todo o café ou suspender vários remédios por dias. Proibir o café de quem toma uma xícara todos os dias não é necessário: o que pode alterar o resultado é o exagero. Por que os remédios para tontura, usados sem controle, podem piorar o quadro está na orientação sobre se o remédio para tontura pode piorar.
VENG e vHIT: exames que se completam
O vHIT é outro exame do equilíbrio, que também registra os movimentos dos olhos, mas a partir de movimentos rápidos da cabeça. Ele é feito na própria OtoCare. VENG e vHIT avaliam o sistema vestibular por métodos diferentes e podem se complementar, e a escolha depende da suspeita clínica.
Quanto custa a VENG?
O valor varia bastante conforme a região e o serviço. Em 2024, quando o vídeo foi gravado, a faixa média dos exames do labirinto, VENG ou VNG, ia de R$ 250 a R$ 500. A cobertura por convênio depende do plano, e as informações sobre planos e reembolso estão na página de convênios e reembolso da OtoCare.
Avaliação da tontura na OtoCare, em Brasília
Na consulta com otorrino em Brasília, a tontura é investigada pela história e pelo exame físico. A partir daí, a Dra. Larissa avalia se a VENG está indicada, se o vHIT, feito na clínica, responde à pergunta do caso ou se outros exames são necessários. Depois, interpreta o laudo e conduz o tratamento.
Vídeo: exame VENG e VNG
O vídeo abaixo apresenta, em um modelo anatômico, onde fica o labirinto, as etapas do exame, a prova calórica, o preparo e as dúvidas mais comuns.
Perguntas frequentes sobre VENG
A VENG dói?
Não. Os eletrodos ou a máscara apenas registram os movimentos dos olhos, e a temperatura da prova calórica não machuca. O que acontece é a tontura na prova calórica, que é esperada e passa em alguns minutos.
É normal ficar tonto no exame?
Sim. Na prova calórica, o estímulo frio e quente no ouvido faz as coisas rodarem. Isso mostra que o labirinto respondeu. Se não houver tontura nenhuma, é sinal de que o labirinto não está funcionando bem.
Pode tomar café antes da VENG?
A xícara que você toma habitualmente não costuma atrapalhar. O que deve ser evitado é o excesso de cafeína nas 24 horas anteriores, porque pode alterar a função do labirinto.
Precisa de jejum para a VENG?
Basta evitar comer nas 2 a 3 horas anteriores ao exame, para reduzir o risco de náusea e vômito durante a prova calórica.
Precisa suspender remédio antes da VENG?
Os supressores do labirinto, como Dramin®, Meclin® e Vertix®, são suspensos 24 horas antes. Os remédios de uso contínuo, inclusive os psiquiátricos, em geral são mantidos. Dúvidas devem ser esclarecidas na consulta.
Qual a diferença entre VENG e VNG?
A VENG capta os movimentos dos olhos com eletrodos no rosto. A VNG usa uma máscara com câmera infravermelha e é a versão mais moderna. As etapas do exame são as mesmas.
A OtoCare realiza a VENG?
Não. Na OtoCare, a Dra. Larissa avalia se o exame está indicado, interpreta o resultado e conduz o tratamento da tontura. O vHIT, outro exame do equilíbrio, é feito na própria clínica.
Referências
- VILELA, Larissa. Exame VENG e VNG: para que serve, como é feito, para quem é indicado, preparação e quanto custa. YouTube, 20 fev. 2024. 1 vídeo (11 min 7 s). Disponível em: https://youtu.be/74hgKQ0n-hY.
- GANANÇA, M. M.; CAOVILLA, H. H.; GANANÇA, F. F. Electronystagmography versus videonystagmography. Brazilian Journal of Otorhinolaryngology, v. 76, n. 3, p. 399-403, 2010. DOI: 10.1590/S1808-86942010000300021. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/20658023/.
Agende a avaliação da sua tontura na OtoCare
Se você tem tontura, vertigem ou desequilíbrio, ou recebeu um pedido de VENG e quer entender se o exame é necessário, agende uma consulta. A avaliação define a investigação e, depois, o tratamento.
Ou ligue para: (61) 99957-8479
Conheça também todos os exames otorrinolaringológicos e audiológicos da OtoCare e os vídeos da Dra. Larissa sobre saúde.