Surdez unilateral tem cura? Tratamentos para recuperar a audição

Dra. Larissa Vilela, médica otorrinolaringologista da Clínica OtoCare

Por Dra. Larissa Vilela, médica otorrino

Surdez unilateral tem cura? Depende da causa

Quem perde a audição de um ouvido quase sempre chega à consulta com as mesmas perguntas. Existe tratamento? Existe cura? A audição daquele lado pode ser recuperada? A resposta começa pela causa da perda e pelo tamanho dela, medido na audiometria.

Quando o problema está no caminho do som, como cera, secreção atrás do tímpano ou um tímpano furado, o tratamento da causa pode trazer de volta a audição do ouvido afetado. Se a lesão já está instalada na cóclea, o órgão em forma de caracol dentro do ouvido que converte o som em impulso nervoso, ou no próprio nervo auditivo, a perda costuma ser permanente.

Para uma causa genética rara de surdez, que em geral atinge os dois ouvidos, já existe um remédio aplicado dentro da cóclea, o Otarmeni®, que a agência americana FDA aprovou em abril de 2026, como explica a orientação sobre o Otarmeni®, medicamento para surdez. Ele vale só para essa alteração de um gene, e o caminho até ele começou pelos estudos de cura da surdez pela terapia gênica. Para as outras lesões antigas da cóclea e do nervo, ainda não há remédio que faça o ouvido voltar a escutar.

Mesmo assim, quem tem perda total de um lado tem como melhorar. Existem hoje três possibilidades de reabilitar a audição desse paciente, independentemente da causa, e elas são o assunto principal desta página.

Médica otorrinolaringologista explicando as opções de tratamento para surdez unilateral, sistema CROS, prótese osteoancorada e implante coclear

A audição de um ouvido pode voltar quando a causa tem tratamento. Quando não volta, a surdez unilateral total ainda tem tratamento, e hoje existem três formas de fazer chegar ao cérebro os sons do lado que não escuta.

Por que tratar quem ouve bem do outro lado

Durante muito tempo, a perda total de um ouvido ficava meio de lado na otorrinolaringologia. A ideia era que a pessoa se ajustava, que a criança aprendia a falar normalmente e que o adulto seguia a rotina sem grandes queixas. Hoje o tema ganhou espaço e gera discussões nos congressos da especialidade.

O que se percebe na prática é que essas pessoas têm muitas dificuldades, e duas se destacam. A primeira é saber de onde vem o som quando não se está olhando para a fonte. A segunda é entender a fala em lugares barulhentos, o que os especialistas chamam de dificuldade de discriminar os sons no ruído. Se elas existem, faz sentido tentar melhorar a audição desse paciente.

As cenas do dia a dia em que essas dificuldades aparecem, na reunião, na rua e na escola, estão na orientação sobre a surdez unilateral.

O primeiro passo é descobrir a causa

Antes de falar em aparelho ou cirurgia, a consulta procura entender por que aquele ouvido escuta menos. O exame do ouvido mostra se há cera, secreção ou perfuração. A audiometria mede quanto cada lado ouve e separa a perda condutiva, em que o som encontra um obstáculo no caminho até a orelha interna, da neurossensorial, em que a lesão fica na cóclea ou no nervo. Os tipos de perda auditiva têm orientação própria.

Na OtoCare, no Setor Noroeste de Brasília, a audiometria dura em torno de 20 a 30 minutos, e o laudo fica pronto no mesmo dia. A impedanciometria completa a avaliação da orelha média. Em bebês, que ainda não respondem à audiometria, o BERA é feito na clínica sem sedação, com o bebê em sono natural.

Quando um ouvido escuta bem menos que o outro, a investigação inclui a ressonância magnética das orelhas internas. A perda maior de um lado é o principal sinal de um tumor benigno e raro que cresce no nervo, o neurinoma do acústico (schwannoma), e a ressonância consegue mostrar lesões bem pequenas. O tratamento da causa, quando ela existe, vem antes da reabilitação.

Quando a audição do ouvido afetado pode voltar

Nas perdas condutivas, a audição muitas vezes volta. A rolha de cera sai na limpeza do ouvido, a secreção da otite pode secar com o tratamento e a perfuração do tímpano pode fechar sozinha ou com cirurgia. Nesses casos, aparelho nenhum é o primeiro passo.

Se um ouvido para de escutar de uma hora para outra, ou piora em poucos dias, pode ser uma surdez súbita. Ela tem tratamento, e a chance de recuperar a audição é maior quando ele começa cedo. Agende pelo WhatsApp informando que a perda foi repentina, e o atendimento na OtoCare será priorizado.

Já a perda neurossensorial antiga, que existe há meses ou anos, não costuma voltar. Nesse caso, o tratamento passa a ser a reabilitação auditiva, que leva o som até o cérebro por outro caminho ou estimula de novo o ouvido lesado.

Surdez unilateral parcial ou total: o que muda no tratamento

A escolha do tratamento depende muito de quanto aquele ouvido ainda escuta. Na perda parcial de grau moderado ou severo, o aparelho auditivo comum, colocado no próprio ouvido afetado, é a reabilitação mais simples. Nessa situação ainda existe audição para o aparelho aproveitar.

Na perda leve de um ouvido só, com o outro normal, o adulto em geral ganha pouco com o aparelho. Por isso, a conduta costuma ser acompanhar e observar, com audiometrias ao longo do tempo. Na criança, a regra muda, e mesmo uma perda leve em um só ouvido já leva à indicação do aparelho, porque ela precisa de todo o estímulo sonoro durante o desenvolvimento. Os critérios de cada idade estão na orientação sobre o aparelho auditivo, e o significado de cada grau, na orientação sobre graus de surdez.

Na perda total, o aparelho auditivo comum não consegue ajudar. Ele tem um limite, porque só amplifica o som. Quando o ouvido não escuta nada, aumentar o volume não muda o resultado, já que não há audição para captar esse som. Para usar um aparelho simples, a perda pode chegar no máximo ao grau moderado ou severo. Na perda completa, não sobra audição para ele amplificar.

Tratamentos para a surdez unilateral total

Para quem tem um ouvido com perda total e o outro com audição normal, existem três opções de tratamento. Duas delas mandam para o ouvido bom o som captado do lado surdo, e a terceira faz o ouvido surdo voltar a escutar.

Sistema CROS: aparelho nos dois ouvidos

O sistema CROS, sigla em inglês para o envio do som para o lado oposto, é um tipo de aparelho auditivo usado nos dois ouvidos, mesmo com um deles totalmente normal. O aparelho do lado sem audição capta os sons daquele lado e os envia sem fio para o aparelho do ouvido bom, que consegue ouvir bem.

Com o CROS, a pessoa passa a entender o que se fala do lado do ouvido surdo. O sistema também ajuda bastante a localizar os sons e melhora a compreensão em lugares com barulho. Ele não depende de cirurgia. O aparelho é colocado, o fonoaudiólogo faz os ajustes e o uso começa logo.

A desvantagem é ter um aparelho no ouvido normal. Ele fica com uma sensação de ouvido tapado, e alguns pacientes não gostam de usar aparelho nas duas orelhas. Os modelos atuais usam uma ponta aberta no canal do ouvido bom, que diminui essa sensação de tampão, segundo uma revisão sobre o CROS.

Quando o ouvido melhor também tem uma perda, leve ou moderada, o aparelho desse lado pode amplificar o som ao mesmo tempo que recebe o sinal do lado surdo. Essa combinação se chama BiCROS.

Prótese de condução óssea

A segunda opção são as próteses de condução óssea, também chamadas de próteses osteointegradas ou de ancoragem óssea. Baha, Ponto e Bonebridge são alguns dos nomes comerciais desse tipo de aparelho.

Ela funciona de um jeito parecido com o CROS, mas por outro caminho. Um pequeno dispositivo é colocado por cirurgia no osso atrás da orelha do lado surdo, chamado de osso temporal. Ele capta os sons desse lado e os transforma em vibração. A vibração atravessa o osso do crânio e estimula a cóclea do ouvido bom e, com ela, o nervo auditivo daquele lado.

O CROS leva o som ao ouvido bom pelo caminho normal, passando pelo tímpano, pela orelha média, pela cóclea e pelo nervo. A prótese pula esse caminho e chega direto à cóclea pela vibração do osso. Assim como o CROS, ela ajuda a localizar o som, a escutar o que vem do lado surdo e também a compreender melhor no barulho.

A grande vantagem é deixar o ouvido bom livre, sem nada dentro dele, com aparelho só do lado da perda. A cirurgia é simples e rápida, feita com uma pequena incisão. Nos modelos com um pino que atravessa a pele, irritação e infecção da pele ao redor não são raras, segundo uma revisão de 2024, e por isso o local recebe cuidados depois da cirurgia.

Dá para experimentar antes de operar. O teste é feito com uma tiara que tem um vibrador ósseo e simula, no dia a dia, o que a prótese vai entregar. Além da tiara, o vibrador pode ser preso sem cirurgia com um adesivo colado atrás da orelha. Existe também um modelo na haste dos óculos, que em abril de 2026 ainda aguardava liberação da Anvisa, como mostra a orientação sobre o óculos com aparelho auditivo. Esse tipo de aparelho é uma opção indicada algumas vezes na surdez unilateral, e muitos pacientes se adaptam e ganham audição no dia a dia. Na OtoCare, a consulta avalia se a prótese de condução óssea é indicada. A cirurgia não é feita pela clínica.

Implante coclear na surdez unilateral

O implante coclear é um aparelho com uma parte interna, colocada por cirurgia, e uma parte externa, parecida com um aparelho auditivo. A parte interna é um feixe de eletrodos posicionado dentro da cóclea. Os eletrodos estimulam o nervo auditivo, e o ouvido que tinha perda total volta a escutar.

Das três opções, o implante é a única que estimula o próprio ouvido que perdeu a audição. A audição que ele traz, porém, não é normal. O som é um pouco metalizado, meio robotizado, diferente do que a pessoa ouvia antes, e o cérebro precisa de treino com o fonoaudiólogo para se acostumar. Quando o paciente se adapta, o implante consegue restabelecer a função do ouvido que tinha perdido tudo.

Na surdez unilateral, o implante tem duas grandes indicações. A primeira é o bebê que nasce com perda total em um ouvido. Por receber o estímulo muito cedo, nos primeiros anos de vida, a criança costuma se adaptar e viver bem com o implante num ouvido e a audição normal no outro. A indicação geralmente fica entre o primeiro ou segundo e o quarto ano de vida.

A segunda é o adulto que perdeu toda a audição de um lado há pouco tempo, muitas vezes por uma surdez súbita que não melhorou com o tratamento, e que ficou com um zumbido muito incapacitante. Nesse caso, o implante supera o CROS e a prótese de condução óssea, porque é o único dos três que trata o zumbido e a audição ao mesmo tempo.

A indicação do implante na perda de um lado ainda é recente e é feita com muita cautela, mesmo nessas duas situações. Quem mais se beneficia é quem tem um zumbido muito intenso no ouvido surdo. Nem todos se adaptam, porque o som robotizado de um lado convive com a audição normal do outro, e esse conflito pode incomodar mais do que ajudar. Isso pesa ainda mais no adulto que perdeu a audição de um lado sem zumbido importante e na perda que começou na infância e já dura mais de 10 anos. Nesses casos, a preferência é o CROS ou a prótese de condução óssea. Alguns estudos mostram bom resultado mesmo depois de muitos anos de perda, o que se avalia caso a caso, na consulta.

O implante também não funciona quando falta o nervo da audição, porque é esse nervo que ele estimula. Segundo a força-tarefa da Sociedade Brasileira de Otologia, essa falta do nervo é uma causa relativamente comum da surdez de um lado em quem já nasce com ela, e por isso os exames de imagem fazem parte da avaliação.

Na OtoCare, a consulta avalia se existe indicação de implante e oferece segunda opinião. A cirurgia não é feita pela clínica.

Como escolher entre o CROS e a condução óssea

Para quem não tem indicação de implante coclear, a escolha entre o CROS e a prótese de condução óssea depende muito de com qual dos dois a pessoa se adapta melhor. Há quem prefira um e há quem prefira o outro, e não dá para saber de antemão.

Por isso, o mais interessante é testar os dois sistemas e perceber qual deles faz mais diferença na rotina. O CROS funciona assim que é colocado, mas ocupa o ouvido bom. A prótese deixa esse ouvido livre, mas depende de cirurgia, e há pacientes que não querem operar nem quando o procedimento é simples. O teste com a tiara faz com que a pessoa chegue à cirurgia já sabendo como a prótese funciona.

As revisões sobre o tema lembram que a conversa antes da decisão inclui também o que se pode esperar de cada aparelho, o treino da audição depois dele e o que acontece quando se escolhe não tratar. Quem já usa um aparelho e não se acostuma encontra ajuda na orientação sobre adaptação ao aparelho auditivo.

Surdez unilateral com zumbido

O zumbido é comum em quem perdeu a audição de um lado, e em muitos adultos ele chega a incomodar bastante, segundo uma revisão de 2024. Entre as três opções da surdez unilateral total, o implante coclear é a que trata o zumbido desse lado. Em estudos com adultos que tinham surdez de um lado e zumbido intenso no mesmo ouvido, o zumbido diminuiu bastante depois do implante, e a melhora se manteve com o tempo.

Na perda parcial, quando ainda existe audição para amplificar, o aparelho auditivo também pode ajudar no zumbido, como mostra a orientação sobre o aparelho auditivo para zumbido. Hábitos que aliviam o incômodo estão nas dicas para o zumbido no ouvido.

O zumbido muito intenso pode vir acompanhado de tristeza profunda e de pensamentos de suicídio, que aparecem com mais frequência em quem tem zumbido, segundo uma revisão de estudos de 2025. Se isso acontecer, agende consulta na OtoCare pelo WhatsApp e conte o que está sentindo, para ter atendimento prioritário.

Surdez unilateral na criança

Hoje, a perda de um ouvido muitas vezes aparece já no teste da orelhinha. Antes da triagem dos recém-nascidos, boa parte desses casos só era descoberta depois do começo da vida escolar. O BERA confirma a perda nos bebês, e a investigação procura a causa, inclusive a falta do nervo auditivo, que muda o tratamento.

Quando o bebê nasce com perda total de um lado e o nervo existe, o implante coclear é uma das grandes indicações, de preferência cedo, nos primeiros anos de vida. Nas perdas parciais, até a leve, o aparelho auditivo já é indicado. As medidas na sala de aula e o acompanhamento do outro ouvido estão na orientação sobre a surdez unilateral.

O que esperar do tratamento

Nenhuma das opções devolve a audição exatamente como era. O CROS e a prótese de condução óssea levam ao ouvido bom o som que vinha do lado surdo. Com eles, a pessoa passa a perceber quem fala daquele lado. Segundo as revisões, esses dois aparelhos diminuem o efeito da cabeça como barreira ao som, mas não recriam a audição com os dois lados, e o ganho na localização varia de pessoa para pessoa.

O implante coclear é o único que devolve audição ao próprio ouvido surdo, de modo que os dois ouvidos voltam a trabalhar juntos. Os estudos mostram melhora na compreensão da fala, na localização do som, no controle do zumbido e na qualidade de vida, sempre com um som diferente do natural e um período de adaptação.

Também é preciso cuidar do ouvido que escuta, que pode perder audição ao longo da vida, assunto da orientação sobre surdez com a idade. Se isso acontecer, a perda nos dois lados sem tratamento está associada ao declínio cognitivo, tema da orientação sobre surdez e demência.

Tratamento pelo SUS e pelo plano de saúde

O SUS fornece o aparelho auditivo comum para quem tem indicação, pelos serviços de saúde auditiva, como explica a orientação sobre o aparelho auditivo. Para o implante coclear e a prótese de condução óssea, as diretrizes do Ministério da Saúde de 2014 trazem critérios ligados à perda nos dois ouvidos, e a surdez unilateral total não aparece entre as indicações. Por enquanto, o implante para a perda de um lado só é feito na rede privada. Essas informações são de outubro de 2026 e podem mudar com o tempo.

Nos planos de saúde, a cobertura segue o Rol da ANS e as diretrizes de utilização. A prótese de condução óssea tem cobertura obrigatória para a perda neurossensorial profunda em um ouvido, com audição normal no outro, desde que os critérios da ANS sejam cumpridos. Os critérios de cobertura do implante coclear falam de perda nos dois ouvidos, de grau severo ou profundo. O CROS, como o aparelho auditivo comum, em geral não é coberto, porque a lei dos planos permite excluir aparelhos que não fazem parte de uma cirurgia. Essas regras são de outubro de 2026 e podem mudar com o tempo.

Surdez unilateral total e PCD

Desde a Lei 14.768, de 2023, a perda total da audição em um ouvido conta como deficiência auditiva. Na avaliação, a perda profunda de um ouvido, que pela classificação da Organização Mundial da Saúde começa em 80 decibéis, também pode valer como perda total. Essa informação é de outubro de 2026 e pode mudar com o tempo.

Quem tem direito e o que muda na prática ficam na orientação sobre se a surdez unilateral é considerada PCD, e o que separa a perda profunda da perda total, na orientação sobre surdez unilateral profunda e PCD. Na OtoCare, o laudo de surdez sai no mesmo dia e está incluído na consulta.

Vídeo sobre o tratamento da surdez unilateral

O vídeo abaixo, de fevereiro de 2024, explica as três opções para a surdez unilateral total, quando o implante coclear é indicado, como testar o CROS e a prótese de condução óssea e o que fazer nas perdas parciais.

Perguntas frequentes

O que é surdez unilateral total?

É a perda de toda ou quase toda a audição de um ouvido, enquanto o outro escuta normalmente. Do lado afetado, mesmo sons fortes passam sem ser percebidos. A audiometria mostra o grau de cada ouvido, e o exame de imagem ajuda a descobrir a causa.

Surdez súbita em um ouvido tem cura?

Pode ter. Parte das pessoas recupera a audição, total ou parcialmente, e a chance é maior quando o tratamento começa logo, como explica a orientação sobre surdez súbita. Quando a perda fica permanente e total, as opções de reabilitação são as mesmas da surdez unilateral total, inclusive o implante coclear quando há zumbido muito intenso.

Qual aparelho auditivo serve para surdez unilateral?

Depende de quanto o ouvido afetado ainda escuta. Com audição restante, de grau moderado ou severo, o aparelho comum funciona nesse próprio ouvido. Sem audição, o aparelho precisa levar o som para o lado bom, e os modelos usados são o CROS, que fica nos dois ouvidos, e o de condução óssea, preso por tiara, adesivo ou cirurgia e, quando estiver liberado no Brasil, na haste dos óculos. Testar os dois ajuda a decidir.

Quem pode fazer implante coclear para surdez unilateral?

A indicação é avaliada em cada caso. Os candidatos mais claros são as crianças pequenas que nasceram sem audição de um lado e os adultos que perderam toda a audição de um ouvido há pouco tempo e convivem com um zumbido forte nesse lado. A indicação ainda é recente e cautelosa, e quem mais se beneficia é quem tem zumbido intenso no ouvido surdo. Antes da decisão, a audiometria confirma a perda e o exame de imagem confere se o nervo da audição existe. Na OtoCare, a consulta faz essa avaliação e oferece segunda opinião.

Referências

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Avaliação da surdez unilateral em Brasília

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