Injeção intratimpânica de corticoide para surdez súbita e Ménière
A injeção intratimpânica é a aplicação de um remédio diretamente na orelha média, atrás do tímpano. Dali, o remédio chega à orelha interna, onde ficam a cóclea, responsável pela audição, e o labirinto, responsável pelo equilíbrio. Ela serve para tratar algumas doenças do ouvido, principalmente a surdez súbita e a doença de Ménière que não melhoraram com o tratamento por via oral.
É um procedimento feito em consultório, com anestesia local em spray. Na maior parte dos casos, o remédio aplicado é um corticoide.
Na Clínica OtoCare, no Setor Noroeste de Brasília, a Dra. Larissa avalia o caso, confirma a indicação e faz a injeção intratimpânica de corticoide no consultório.
Ou ligue para: (61) 99957-8479

O que é a injeção intratimpânica
O ouvido tem três partes. A orelha externa é formada pelo pavilhão e pelo canal auditivo. A orelha média fica atrás do tímpano e guarda os ossinhos da audição. A orelha interna contém a cóclea e o labirinto. Na injeção intratimpânica, o remédio é colocado através do tímpano, na orelha média. Daí vem o nome.
Quase toda a orelha interna é protegida por osso. Existe, porém, um ponto com uma membrana fina, chamado janela redonda, que se abre para a orelha média. O remédio colocado na orelha média passa por essa membrana e chega à orelha interna.
A vantagem é a concentração. O corticoide aplicado assim atinge na orelha interna níveis muito maiores do que o corticoide tomado por via oral. Por isso a injeção ajuda nos casos em que o comprimido não resolveu.
Para que serve a injeção intratimpânica
Surdez súbita
Na surdez súbita, a injeção intratimpânica de corticoide é um tratamento de resgate para quem não melhorou com o corticoide por via oral. O corticoide tem uma ação anti-inflamatória potente e ajuda a desinflamar a cóclea. A diretriz americana de otorrinolaringologia também recomenda oferecer a injeção quando a audição não se recupera por completo com o tratamento inicial.
Existe uma exceção. Quem não pode usar corticoide por via oral, como alguns pacientes com diabetes ou pressão alta, pode receber a injeção já como primeiro tratamento. A orientação sobre surdez súbita explica as causas, por que o tratamento precisa começar cedo e os prazos.
Doença de Ménière
Na doença de Ménière, a injeção é indicada no quadro refratário, que continua com crises apesar do tratamento comum. O corticoide age como anti-inflamatório na orelha interna e ajuda a reduzir as crises.
Nas duas doenças, por ser um procedimento com certo desconforto, a injeção fica como última opção, depois do tratamento por via oral, com a exceção citada acima. Muitas vezes o remédio por via oral resolve, e ela é guardada para os casos que não responderam ao tratamento convencional.
Quais remédios são usados
O remédio mais usado é o corticoide, pela ação anti-inflamatória na orelha interna. É a injeção intratimpânica de corticoide feita na OtoCare.
Em alguns casos de doença de Ménière, com muitas flutuações na função do labirinto e muitas crises, pode ser usada a gentamicina. Ela tem outra ação: é ablativa, ou seja, faz o labirinto daquele ouvido perder a função, e assim reduz as crises. Antigamente era mais usada, e hoje é usada cada vez menos.
Um estudo publicado na revista Lancet comparou as duas opções na doença de Ménière que não melhorava com o tratamento comum. As crises de tontura caíram 90% com o corticoide metilprednisolona e 87% com a gentamicina. O corticoide não tira a função do labirinto. A gentamicina age justamente tirando essa função e pode piorar a audição.
Como é feita a injeção intratimpânica
- O paciente fica deitado, e um spray de lidocaína, um anestésico, é colocado no canal do ouvido. O anestésico fica em contato com o tímpano por cerca de 30 minutos. Só esse contato já anestesia o tímpano, sem agulha nessa etapa.
- Depois, o ouvido é seco e o anestésico é retirado.
- O remédio é aspirado para uma seringa de insulina de 1 ml, com agulha bem fina. A agulha atravessa o tímpano com bastante cuidado, e o remédio é injetado na orelha média.
- Em seguida, o paciente fica deitado, quieto, com o ouvido tratado virado para cima, por cerca de meia hora. Nesse tempo, o remédio é absorvido pela janela redonda.
Contando a anestesia e o repouso, o tempo total na clínica fica, em geral, entre 1 hora e 15 minutos e 1 hora e 30 minutos. Depois disso, o paciente vai para casa.
Por que engolir pouco depois da injeção
Durante esse repouso, o pedido é engolir a saliva o mínimo possível. A orelha média se comunica com o fundo do nariz pela tuba auditiva, um canal fino que ventila o ouvido. Cada vez que a pessoa engole, os músculos da garganta se contraem e abrem a tuba. Com isso, o remédio pode escorrer do ouvido para o nariz e a garganta. Engolindo pouco, ele fica mais tempo na orelha média e é mais bem absorvido.
Injeção intratimpânica dói?
Em geral, a dor é pequena, porque a agulha é muito fina e o tímpano está anestesiado. O que o paciente sente mais é o líquido entrando: uma sensação de ouvido tampado. Alguns têm um pouco de tontura, porque o remédio chega à parte de dentro do ouvido. São sintomas passageiros, e o procedimento costuma ser bem tolerado.
Um estudo alemão ouviu 84 pacientes tratados com injeções intratimpânicas. Só 3,6% relataram dor na injeção, 22,6% relataram desconforto e 41,7% disseram que não sentiram dor. Ao final, 77,4% recomendariam o tratamento.
Cuidados depois da aplicação
Depois da aplicação, o recomendado é ficar em repouso até o fim do dia. Alguns pacientes ficam incomodados com o ouvido tampado e a audição abafada, outros têm um pouco de tontura ou de zumbido, por causa do líquido que fica na orelha média.
Esses sintomas costumam melhorar em um a dois dias, o tempo que o remédio leva para ser absorvido. Depois disso, o paciente pode até perceber melhora, porque o tratamento da surdez súbita ou da doença de Ménière começa a agir.
Quantas aplicações são necessárias
Na surdez súbita, em geral são feitas três aplicações de corticoide. O intervalo entre elas pode ser de dois, três ou cinco dias, ou de uma semana, conforme a resposta de cada paciente à aplicação anterior. Muitas vezes a primeira aplicação não basta, e o número depende do caso.
A resposta ao tratamento é acompanhada com a audiometria, que mostra se a audição melhorou ao final das aplicações.
Efeitos colaterais e riscos
Os efeitos mais comuns são passageiros: ouvido tampado, audição abafada, um pouco de tontura e zumbido nas horas seguintes, que costumam passar em um a dois dias.
A agulha deixa um furo muito pequeno no tímpano. Nos estudos reunidos por uma revisão Cochrane, a perfuração que continua aberta depois do tratamento foi pouco frequente: de 0% a 4,2% dos pacientes quando a injeção foi usada como resgate. Infecção no ouvido também pode acontecer, e com a gentamicina existe o risco de piora da audição.
Se a dor ficar forte, se sair secreção do ouvido ou se aparecer febre, ou se, depois de alguns dias, a audição piorar ou a tontura não melhorar, fale com a OtoCare pelo WhatsApp e informe o sintoma, para que o atendimento seja priorizado.
A injeção intratimpânica funciona?
Nos casos refratários, que não melhoraram com o tratamento por via oral, a injeção intratimpânica de corticoide costuma ajudar muito. Na doença de Ménière, a melhora em geral é muito boa. Na surdez súbita, também costuma haver boa melhora. O motivo é o nível maior de remédio na orelha interna, que permite um tratamento mais efetivo do que o comprimido.
As revisões Cochrane classificam a maior parte dessa evidência como de certeza baixa ou muito baixa. Na surdez súbita, quando a injeção foi usada como resgate, mais pacientes tiveram melhora da audição do que entre os que não receberam a injeção ou receberam placebo. Na doença de Ménière, a revisão que comparou a injeção com placebo considera a evidência incerta, com poucos estudos publicados. A indicação é avaliada caso a caso, na consulta, em uma prática que segue em evolução.
Vídeo: como é feita a injeção intratimpânica
No vídeo, a Dra. Larissa mostra em um modelo anatômico do ouvido o caminho do remédio até a janela redonda, a agulha usada na aplicação e os cuidados durante o repouso depois da injeção.
Valor da injeção intratimpânica em Brasília
O valor depende do número de aplicações e da avaliação necessária em cada caso. A equipe informa os valores atualizados e a forma de pagamento no agendamento.
O atendimento médico da Dra. Larissa é particular. Alguns planos oferecem livre escolha e possibilidade de reembolso, conforme o contrato. Consulte as informações sobre convênios e reembolso na OtoCare e confirme as regras diretamente com sua operadora.
Onde fazer injeção intratimpânica em Brasília
A Clínica OtoCare fica no Setor Noroeste, em Brasília/DF. Na consulta, a Dra. Larissa examina o ouvido, avalia a audição e o histórico do tratamento e define se a injeção intratimpânica está indicada. A aplicação é feita no consultório da clínica. Veja também os demais procedimentos em consultório da OtoCare.
Clínica OtoCare
CLNW 08/09, Bloco C, Loja 02
Setor Noroeste – Brasília/DF
Telefone: (61) 99957-8479
Perguntas frequentes sobre injeção intratimpânica
Injeção intratimpânica serve para zumbido?
Não como tratamento do zumbido isolado. A diretriz americana de zumbido recomenda não usar, de rotina, remédios injetados no ouvido para tratar o zumbido persistente e incômodo. Na surdez súbita e na doença de Ménière, o zumbido costuma acompanhar o quadro, e o tratamento é da doença. Outras medidas para o zumbido no ouvido estão na orientação sobre o tema.
Injeção de corticoide no ouvido é a mesma coisa?
Sim, é o nome popular da injeção intratimpânica de corticoide. O remédio não é pingado no canal nem aplicado no músculo: a agulha atravessa o tímpano e deixa o corticoide na orelha média.
Pingar corticoide no ouvido tem o mesmo efeito?
Não. Com o tímpano íntegro, as gotas pingadas no ouvido ficam no canal auditivo, porque o tímpano funciona como uma barreira, e não chegam à orelha média nem à orelha interna. Por isso, na injeção intratimpânica, o corticoide é colocado atrás do tímpano, na orelha média, e de lá passa para a orelha interna pela janela redonda.
Existe injeção no ouvido para dor ou infecção?
Não é para isso que a injeção intratimpânica serve. Ela trata doenças da orelha interna, como a surdez súbita e a doença de Ménière. A dor de ouvido e a otite têm outros tratamentos, definidos na consulta.
Agende avaliação em Brasília
Se você teve surdez súbita e a audição não voltou com o tratamento, ou se as crises de Ménière continuam apesar dos remédios, na consulta com otorrino na OtoCare a Dra. Larissa avalia o caso e indica se a injeção intratimpânica é o próximo passo.
Telefone e WhatsApp: (61) 99957-8479
Referências
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