Como estimular a fala da criança e ajudar seu filho a falar bem

Dra. Larissa Vilela, médica otorrinolaringologista da Clínica OtoCare

Por Dra. Larissa Vilela, médica otorrino

O que a criança precisa para falar bem

Muitos pais ficam preocupados quando o filho não está desenvolvendo bem a fala, e a pergunta mais comum é o que fazer para ajudar. Entender como a criança aprende a falar ajuda a responder, porque mostra onde a família pode agir.

A linguagem se desenvolve de forma inata. Em termos simples, basta a criança estar exposta a uma língua para aprender essa língua e desenvolver bem a fala. Mas, para que isso aconteça naturalmente, quatro pontos precisam estar funcionando perfeitamente: os sentidos, o cérebro, o aparelho da fala e a experiência com a língua.

Três desses pontos dependem de uma avaliação médica. O quarto, a convivência e a conversa com a criança, está nas mãos da família, e é nele que os pais mais podem ajudar.

Dra. Larissa Vilela, de óculos e blusa vermelha, com a mão apoiada no queixo, ao lado de um menino de cabelo cacheado e óculos que lê um livro vermelho sentado numa poltrona

Os quatro pré-requisitos para desenvolver a fala

1. Os sentidos: audição, visão e os outros

Para falar bem, a criança precisa de estruturas sensoriais adequadas. Ela precisa escutar bem e enxergar bem, e também ter o tato, o olfato, o paladar, o equilíbrio e a propriocepção, a noção da posição do próprio corpo, funcionando bem. A motricidade da criança também é muito importante para o desenvolvimento da linguagem.

A visão e a audição são, com certeza, os sentidos mais importantes. A criança aprende a falar escutando as pessoas ao redor, os pais, os irmãos, os familiares e os colegas, e reproduzindo as palavras e os sons que ouve. Por isso não basta saber se ela escuta ou não. Para falar bem, ela precisa escutar perfeitamente bem, e mesmo uma perda auditiva leve, ou só em algumas frequências, pode atrasar a fala.

Uma causa comum de perda leve na infância é a otite média secretora, o acúmulo de líquido atrás do tímpano, que muitas vezes não dói. Os sinais de perda auditiva em cada idade e os exames indicados estão na orientação sobre audiometria em crianças.

2. Um cérebro que recebe e processa os estímulos

Além de receber as informações do ambiente pelos sentidos, a criança precisa de um cérebro, um córtex adequado, capaz de digerir todas essas informações sensoriais. É o cérebro que recebe os estímulos, aprende com eles e, assim, forma a linguagem da criança.

Algumas crianças escutam bem no exame e, mesmo assim, têm dificuldade para entender o que ouvem, principalmente com barulho. É o que acontece no transtorno do processamento auditivo central. Em outras, a dificuldade está na própria formação da linguagem, como no transtorno do desenvolvimento da linguagem.

3. O aparelho fonoarticulatório, que produz o som

O terceiro ponto é o aparelho fonoarticulatório, o conjunto de estruturas que produz o som da fala. A língua e o palato precisam ser estruturalmente corretos e funcionar bem, e a laringe e as pregas vocais, as cordas vocais, precisam funcionar adequadamente para que a criança consiga produzir o som.

Na avaliação, o otorrino examina a boca, a força da musculatura ao redor dos lábios e o movimento e a coordenação da língua. Tudo isso influencia o desenvolvimento da fala. A língua presa é um exemplo de alteração que pode limitar o movimento da língua, e o caminho do som desde a laringe está na orientação sobre como a voz é produzida.

4. A experiência com a língua

Com os três primeiros pontos funcionando bem, a criança ainda precisa de experiência com a língua. Ela precisa ter contato com os pais e com outras crianças, para que existam trocas, contato visual e experiência com a fala. A criança precisa vivenciar a língua, falando e se comunicando com as pessoas.

Esse quarto ponto talvez seja o que mais merece atenção hoje. Na prática clínica, a falta de experiência com a linguagem é o ponto que aparece mais sensível nos dias atuais, e talvez seja um dos grandes motivos de atraso no desenvolvimento da fala nas crianças.

Um estudo reforça o peso da conversa. Numa pesquisa com crianças de 4 a 6 anos, as que tinham mais trocas de conversa com os adultos em casa mostraram mais atividade na área de Broca, a região do cérebro ligada à linguagem, e isso ajudava a explicar as melhores habilidades verbais. O que mais contou foi o número de trocas, a criança falar e o adulto responder, e não só a quantidade de palavras que ela ouvia.

Como estimular a fala da criança em casa

Dos quatro pré-requisitos, a experiência com a linguagem é a que a família pode trabalhar em casa, de um jeito simples, ao menos na teoria: interagir mais, passar mais tempo com o filho e evitar as telas. A fala é aprendida em casa, com os pais, e não na escola. Algumas medidas simples ajudam muito.

Converse com a criança desde bebê

A primeira medida, e a mais importante de todas, é conversar com o filho. A criança aprende a falar ouvindo e vendo os pais, os irmãos e os familiares falando. Desde bebê, as atividades do dia a dia, como trocar a roupa ou dar banho, são boas oportunidades para conversar bastante. É uma medida simples, mas muitas vezes os pais não prestam tanta atenção nela.

Conversar não é só falar para a criança. É falar, dar tempo para ela responder, mesmo que a resposta ainda seja um balbucio ou um gesto, e responder de novo. Num estudo com crianças maiores, foram justamente essas trocas que mais se associaram à linguagem.

Olhe nos olhos do seu filho

A segunda medida é olhar nos olhos da criança ao conversar com ela. A interação visual é muito importante para o desenvolvimento da comunicação, e o simples olhar nos olhos já tem um impacto muito grande. Conversar sem olhar para o filho, com a atenção presa no celular, não traz o mesmo benefício.

Leia histórias para a criança

A leitura de histórias aproxima pais e filhos e ajuda a desenvolver a linguagem. Ela aumenta o número de palavras que a criança conhece e desenvolve a criatividade e o pensamento lúdico. Ler para as crianças é muito importante, e pode começar ainda bebê, com livros de figuras.

Cante com a criança

Cantar com os filhos também ajuda a criança a desenvolver a linguagem. A música traz a musicalidade, a noção de ritmo e outras habilidades importantes para a criança falar bem e saber se comunicar bem.

Brinque junto

A brincadeira não é apenas um passatempo. Ela é parte importante do desenvolvimento da criança. Não basta comprar muitos brinquedos e deixar o filho brincando sozinho. Mais importante do que ter muitos brinquedos é ter a presença dos pais, ou de outras crianças, para que a criança aproveite ao máximo esse momento. As crianças que brincam com os pais e com os colegas costumam se desenvolver melhor do que as que brincam sozinhas ou não têm a brincadeira no dia a dia.

Conviva com outras crianças

O contato com outras crianças também faz parte da experiência com a língua. Brincar, conversar e trocar com os colegas, na família, no parquinho ou na escola, dá à criança mais oportunidades de se comunicar de forma ativa.

Fala carinhosa ajuda, fala infantilizada não

Existe uma diferença importante entre falar de forma carinhosa e falar de forma infantilizada. O jeito melódico de falar com o bebê, com a voz mais aguda, mais devagar e com entonação exagerada, mas com as palavras certas, chamado em inglês de parentese, ajuda. Num estudo que gravou o dia a dia de bebês de 11 e 14 meses em casa, esse jeito de falar, usado a sós com o bebê, se associou a mais vocalizações na época e a mais palavras aos 2 anos.

Já a fala infantilizada, que troca as palavras, imita os erros da criança ou usa diminutivos o tempo todo, atrapalha o aprendizado das palavras e deve ser evitada. Quando a criança troca sons ou fala uma palavra errada, a forma de responder está na orientação sobre criança que fala errado.

Por que as telas não substituem a conversa

Nos dias atuais, a epidemia de telas muitas vezes tira a criança do convívio com as outras pessoas. Muitas crianças passam horas do dia olhando o celular ou a televisão. Às vezes são jogos e desenhos educativos, mas, mesmo assim, as telas tiram da criança a experiência com a linguagem, que depende do outro, de olhar nos olhos, de se comunicar e de falar.

As cores e os sons das telas são feitos para captar a atenção da criança, e fazem isso muito bem. Ela deixa o restante do mundo de lado e fica fixa na tela. As telas estimulam, sim, mas não estimulam as áreas de comunicação e de socialização, as mais importantes na formação das crianças pequenas, e ainda tomam o espaço delas.

O som da tela não é igual ao da conversa

No celular e na televisão existe fala, mas não é igual à comunicação no mundo real, com uma pessoa falando com outra. O som das telas, dos computadores e dos celulares é um pouco diferente do som do dia a dia, e isso não é adequado para o cérebro imaturo de uma criança. Com o tempo, a exposição excessiva pode até levar a problemas de processamento auditivo. Falta também o contato visual, de olhar no olho, que faz toda a diferença no desenvolvimento das crianças.

Diante da tela, a criança só recebe

No mundo real existe uma coisa muito importante, que é a interação. Uma pessoa fala, a outra responde, e a criança tem um papel ativo na comunicação. Diante da tela, ela fica só escutando e recebendo os estímulos. Não existe troca, e a criança fica passiva, o que não é o ideal para o desenvolvimento da fala e da linguagem.

Um estudo clássico mostrou essa diferença. Bebês americanos de 9 meses que tiveram sessões com pessoas falando mandarim ao vivo continuaram a distinguir sons dessa língua, que bebês dessa idade costumam deixar de perceber. Os bebês que viram as mesmas pessoas e o mesmo material em vídeo, ou só ouviram a gravação, não tiveram efeito nenhum. Ao contrário do que alguns sites sugerem, desenho animado não substitui a conversa ao vivo.

Pais no celular também contam

Não é só a criança que precisa sair da tela. Muitas vezes o pai, a mãe ou o cuidador está perto da criança, mas no celular, respondendo mensagens do trabalho, resolvendo questões ou vendo redes sociais. Se o adulto está na tela e a criança está sozinha num canto, isso não é presença de verdade, e a comunicação e a linguagem do filho recebem pouco estímulo.

Um estudo mostrou o efeito dessas interrupções. Mães ensinaram duas palavras novas aos filhos de 2 anos. Quando o ensino foi interrompido por uma ligação no celular, a criança não aprendeu a palavra, mesmo ouvindo-a o mesmo número de vezes.

Quando estiver com o filho, fique de fato com ele. Converse, olhe nos olhos e deixe as telas um pouco de lado para dar atenção à criança.

Tempo de tela por idade

Antes dos 2 anos, a orientação é evitar qualquer tela, inclusive a televisão e os desenhos que parecem educativos. No lugar das telas entram brincadeiras, leitura e atividade física. Depois dos 2 anos, o tempo de tela continua limitado e acompanhado por um adulto, que conversa, explica e interage com a criança. Os limites para as crianças pequenas estão na orientação sobre atraso na fala.

Para as crianças maiores, a Sociedade Brasileira de Pediatria fala em no máximo 1 a 2 horas por dia dos 6 aos 10 anos, com supervisão, e de 2 a 3 horas por dia dos 11 aos 18 anos. É o máximo, e menos é melhor. Em todas as idades, a orientação é desligar as telas pelo menos 1 hora antes de dormir, porque a tela perto da hora de dormir reduz a melatonina, o hormônio do sono, e piora a qualidade do sono.

A televisão ligada como som de fundo, mesmo sem ninguém assistindo, também atrapalha, como explica a orientação sobre barulho contínuo e TV ligada o dia todo.

Como estimular a fala do bebê e da criança em cada idade

As medidas valem para todas as idades. O que muda é a forma de aplicar. Os marcos esperados em cada fase estão na orientação sobre atraso na fala.

Bebê até 1 ano

Converse durante a troca de fralda, o banho e as refeições, de frente para o bebê e olhando nos olhos. O jeito melódico de falar com bebês, com as palavras certas, ajuda, principalmente a sós com ele. Cante, leia livros de figuras e responda aos sons que ele faz, como numa conversa. É a fase em que a conversa ao vivo faz mais diferença, como mostrou o estudo com os bebês de 9 meses, e as telas ficam de fora.

De 1 a 2 anos

Brinque junto, leia e converse sobre as figuras do livro, e dê tempo para a criança responder. Ela costuma entender muito mais do que fala, e cada tentativa de se comunicar merece resposta. Continua valendo a orientação de evitar telas antes dos 2 anos.

De 2 a 3 anos

É a fase da conversa de verdade, com perguntas, histórias, músicas e brincadeira de faz de conta. Deixar o celular do adulto longe durante a brincadeira faz diferença, como mostrou o estudo com as crianças de 2 anos. O contato com outras crianças ganha mais espaço.

Depois dos 3 anos

Converse sobre o dia, conte e reconte histórias e leia junto. Nessa idade, mais trocas de conversa com os adultos se associaram a mais atividade na área da linguagem do cérebro, como mostrou o estudo com crianças de 4 a 6 anos.

Criança autista: como estimular a fala

As mesmas bases valem para a criança autista. Ela também precisa escutar bem, conviver, conversar, ter contato visual e brincar junto. No autismo, porém, a dificuldade de interação faz parte do quadro, e por isso a criança precisa de uma avaliação completa, que define o tratamento.

A audição é sempre avaliada, porque uma criança que não escuta bem também pode demorar a falar e parecer distante. A investigação da audição nesses casos está na orientação sobre BERA no autismo.

Quando a estimulação em casa não basta

Dos quatro pré-requisitos, só a experiência com a linguagem depende da rotina da família. Os outros três, os sentidos, o cérebro e o aparelho da fala, só podem ser avaliados em detalhe pelo médico. Dentro da otorrinolaringologia, a área dedicada ao desenvolvimento da linguagem é a foniatria.

Quando a criança demora a falar ou fala menos do que os colegas da mesma idade, o primeiro passo é a avaliação com o otorrinolaringologista. Antes de qualquer exame, o otorrino examina os ouvidos. Confere se a anatomia está normal, se há uma rolha de cera fechando o canal, se há secreção atrás do tímpano, como na otite média secretora, ou uma malformação da orelha. Depois, a audição é investigada com os exames indicados para a idade, e a boca, a língua e a musculatura ao redor dos lábios também são avaliadas.

Um caso atendido no consultório mostra a importância dessa ordem. Uma criança de 1 ano e 7 meses quase não falava e já fazia terapia de linguagem havia meses. No exame, os dois ouvidos estavam fechados por rolha de cera, que com certeza atrapalhava a audição. O problema poderia ter sido resolvido antes.

A fonoterapia é muito importante e ajuda muito, e os tratamentos podem começar juntos. Mas a base da avaliação da criança com atraso de fala é um bom exame físico do ouvido, e é a partir dele que a investigação segue com os exames necessários. Os sinais de atraso que pedem avaliação, idade por idade, estão na orientação sobre atraso na fala.

Na OtoCare, no Noroeste de Brasília, a avaliação começa pela consulta com otorrino, que examina os ouvidos, a boca e a língua da criança. A audiometria, a impedanciometria, o BERA e as emissões otoacústicas são feitos na própria clínica.

Vídeo: como ajudar o filho a falar bem

Perguntas frequentes

Como estimular a fala do bebê de 6 meses?

Conversando com ele durante a rotina, de frente e olhando nos olhos, com o jeito melódico de falar com bebês, sempre com as palavras certas. Cantar, ler livros de figuras e responder aos sons que ele faz, como numa conversa, também ajudam. Nessa idade, a conversa ao vivo faz muita diferença, e as telas devem ficar de fora.

Como estimular a fala do bebê de 1 ano?

Brincando junto, lendo e conversando sobre as figuras do livro, e dando tempo para ele responder com um som, um gesto ou uma palavra. A conversa com os pais e o contato com outras crianças contam mais do que muitos brinquedos. Se ele ainda não fala as primeiras palavras, os marcos da idade estão na orientação sobre atraso na fala.

Como estimular a fala de uma criança de 2 anos?

Com conversa de verdade, histórias, músicas e brincadeira de faz de conta com um adulto presente. O celular do adulto longe durante a brincadeira faz diferença. Se a criança fala muito menos do que os colegas da mesma idade, o primeiro passo é a avaliação com o otorrino, que examina os ouvidos e investiga a audição.

Como ajudar uma criança de 3 anos a falar?

As medidas são as mesmas, com mais espaço para conversar sobre o dia, contar e recontar histórias e conviver com outras crianças. Uma criança de 3 anos que ainda fala pouco precisa de avaliação. Estimular em casa ajuda, mas não substitui a investigação da audição e dos outros pré-requisitos da fala.

Como fazer a criança falar mais rápido?

Não existe atalho. Quando a audição, o cérebro e o aparelho da fala estão bem, a fala se desenvolve naturalmente com a convivência, a conversa e a brincadeira. Se a criança está atrasada em relação aos colegas, o caminho mais rápido é descobrir a causa, começando pela avaliação dos ouvidos e da audição com o otorrino.

Telas causam atraso na fala?

O uso excessivo de telas está ligado ao atraso no desenvolvimento da fala e da linguagem. A tela tira a criança da convivência com as pessoas, e o som do celular e da televisão não substitui a conversa ao vivo. Os estudos sobre telas e atraso na fala estão na orientação sobre atraso na fala.

Ler para o bebê ajuda a falar?

Ajuda. A leitura de histórias aumenta o número de palavras que a criança conhece, desenvolve a criatividade e aproxima pais e filhos. Pode começar desde bebê, com livros de figuras, conversando sobre o que aparece em cada página.

Como ajudar a criança a falar corretamente?

Conversando bastante e servindo de modelo. Quando a criança troca um som ou fala uma palavra errada, a melhor resposta é repetir a forma certa, com naturalidade, sem repreender. As trocas esperadas em cada idade estão na orientação sobre criança que fala errado.

A escola ajuda a criança a falar?

O contato com outras crianças ajuda, porque cria mais situações de troca e de comunicação ativa. Mesmo assim, a fala é aprendida principalmente em casa, ouvindo e conversando com os pais e a família. A escola não substitui a conversa em casa.

Qual médico procurar quando a criança demora a falar?

O primeiro passo é a avaliação com o otorrinolaringologista. Ele examina os ouvidos, investiga a audição com os exames indicados para a idade e avalia a boca, a língua e a musculatura ao redor dos lábios. A foniatria, área da otorrinolaringologia dedicada à linguagem, também faz parte dessa especialidade.

Referências

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Avaliação da fala e da audição da criança com otorrino na OtoCare, em Brasília

Quando a criança demora a falar, a avaliação dos ouvidos e da audição é o primeiro passo. Na consulta com otorrino na OtoCare, no Noroeste de Brasília, a criança é examinada, os ouvidos são avaliados, e a audição é investigada com audiometria, impedanciometria, BERA ou emissões otoacústicas, conforme a idade, exames feitos na própria clínica. A boca, a língua e a musculatura da fala também são examinadas.