Por Dra. Larissa Vilela, médica otorrino
Roncar não é normal nem sinal de sono profundo
Muita gente acha que roncar é normal, que o ronco significa um sono mais profundo e que é algo inocente. Não é. O ronco é sinal de que existe alguma obstrução na via respiratória, e pode ser sinal de algo mais sério, a apneia do sono, que está ligada a uma série de problemas de saúde.
Também é comum ouvir que a pessoa só roncou porque estava muito cansada naquele dia. O cansaço pode deixar o sono mais pesado, mas o barulho em si tem outra origem. Ele aparece quando o ar encontra dificuldade para passar pela via respiratória superior, durante a respiração da noite.
O ronco não é raro. Em São Paulo, a queixa de ronco foi relatada por 41,7% dos adultos em 2007, o dobro do registrado 20 anos antes, e foi a queixa de sono mais frequente nas três pesquisas feitas na cidade. Em um segundo trabalho com a mesma população, em que 993 adultos passaram por exame com otorrinolaringologista, 42,8% contaram que roncavam. Ser comum não quer dizer ser normal.

Por que a pessoa ronca: o que acontece na garganta
O caminho normal do ar começa no nariz. Dali ele passa para a faringe, a parte da garganta que fica atrás do nariz e da boca, e segue para os pulmões. Na faringe existem estruturas moles, como o palato mole, a úvula e as próprias paredes da garganta, que podem vibrar quando a passagem fica estreita demais.
É essa vibração da parede da faringe que produz o som do ronco. Por isso, o ronco nada mais é do que uma obstrução na via respiratória. Durante o sono, os músculos da garganta relaxam e a língua tende a ir para trás, o que estreita ainda mais o espaço. Quanto mais estreita a passagem, mais rápido o ar passa e mais a parede vibra.
O ponto de estreitamento muda de pessoa para pessoa. Pode estar no nariz, nas amígdalas, na adenoide, no palato ou na base da língua, e muitas vezes há mais de um ponto ao mesmo tempo. É por isso que duas pessoas que roncam podem precisar de tratamentos bem diferentes.
Ronco é perigoso? O que ele faz com o sono e com a saúde
Hoje se sabe que o ronco não é nada inocente. Mesmo quando não existe apneia, ele deixa o sono mais superficial, e o barulho da noite atrapalha também quem dorme ao lado.
Um sono mais superficial
Pessoas que roncam têm um sono mais superficial e de qualidade pior do que as que não roncam. O ronco altera a arquitetura do sono, que é a forma como as fases do sono se organizam ao longo da noite, e esse sono fragmentado descansa menos. Quem ronca pode dormir o número de horas certo e, ainda assim, acordar cansado.
Quem dorme ao lado também perde sono
O ronco atrapalha o sono de quem divide o quarto. Em um estudo com dez casais que fizeram o exame do sono na mesma noite, em que o paciente tinha ronco e apneia, o companheiro tinha em média 21 despertares breves por hora de sono. Quando o ronco e a apneia do paciente foram eliminados com o CPAP, esse número caiu para 12 por hora, e o companheiro ganhou cerca de uma hora a mais de sono por noite. Não é à toa que tanta gente passa a dormir em outro quarto.
Ronco e as artérias do pescoço
Alguns estudos procuram saber se a vibração do ronco, repetida noite após noite, pode afetar as artérias carótidas, que passam bem perto da garganta. Em um estudo com 110 adultos que tinham só apneia leve, sem queda de oxigênio, placas de gordura nas carótidas foram encontradas em 20% dos que roncavam pouco, em 32% dos que roncavam entre um quarto e metade da noite e em 64% dos que roncavam em mais da metade da noite. Outro estudo encontrou a parede da carótida mais espessa em adultos que roncavam e não tinham apneia.
São estudos pequenos, que mostram uma associação e ainda não provam que o ronco sozinho causa doença nas artérias. Mesmo assim, reforçam a ideia de que o ronco frequente merece atenção. O risco para o coração já bem estabelecido é o da apneia do sono, que pode elevar a pressão e favorecer arritmias, como explica a orientação sobre apneia, pressão alta e arritmia.
Ronco e apneia do sono: qual é a diferença
O ronco pode aparecer sozinho, e então é chamado de ronco primário ou ronco simples. Mas ele pode estar associado à apneia obstrutiva do sono, que é uma questão ainda mais grave. Na apneia, a garganta não só se estreita, ela chega a fechar, e o paciente tem paradas respiratórias durante a noite. Com isso, cai a oxigenação do sangue e surge uma série de outras consequências.
Pelo ruído não dá para saber se existe apneia. O ronco forte não prova a apneia, e um ronco mais discreto não a descarta. Para separar os dois, é preciso um exame do sono. A apneia é muito comum. Em São Paulo, um estudo que fez a polissonografia em mais de mil adultos encontrou apneia obstrutiva do sono em 32,8% deles.
Alguns sinais aumentam a suspeita de que o ronco não está sozinho. O companheiro percebe pausas na respiração, seguidas de um ronco alto ou de um engasgo. A pessoa acorda cansada, cochila durante o dia ou tem pressão alta difícil de controlar. Os graus da apneia, os sintomas e os tipos da doença estão na orientação sobre apneia do sono, e o teste STOP-Bang ajuda a estimar o risco antes da consulta.
Causas do ronco
O ronco pode ter diversas causas, mas, simplificando tudo, ele sempre indica uma obstrução na via respiratória. As causas mais comuns aparecem a seguir, e muitas vezes mais de uma está presente.
Amígdalas e adenoide aumentadas
Amígdalas grandes ocupam espaço na garganta, e a adenoide aumentada fecha a passagem do ar no fundo do nariz. São uma das grandes causas de ronco nas crianças, mas também aparecem em adultos. Quando o problema é esse, a cirurgia para retirar as amígdalas ou a adenoide pode resolver o ronco. Os critérios para operar a adenoide estão na orientação sobre quando operar a adenoide.
Nariz entupido: desvio de septo, cornetos, pólipos e rinite
Quando o nariz não deixa o ar passar, a pessoa tende a respirar pela boca durante o sono, e isso favorece o ronco. O desvio de septo, o aumento dos cornetos, os pólipos nasais e a rinite estão entre as causas. No trabalho de São Paulo em que os adultos foram examinados por otorrinolaringologistas, o ronco foi mais frequente em quem tinha desvio de septo que obstruía o nariz. A diferença entre cornetos, adenoide e pólipos, que o paciente costuma chamar de carne esponjosa, está explicada na orientação sobre carne esponjosa no nariz.
Flacidez da musculatura da garganta
Muitas vezes o ronco vem de uma flacidez da musculatura da faringe. A garganta não tem nenhuma obstrução maior, mas os músculos ficam moles demais durante o sono e vibram com a passagem do ar. A musculatura tende a perder firmeza com a idade, o que ajuda a entender por que o ronco fica mais comum com o passar dos anos.
Genética e o formato da via respiratória
Existem questões genéticas, herdadas dos pais. O formato do rosto, o tamanho da mandíbula, a posição da língua e a largura da garganta passam de uma geração para outra. Algumas pessoas nascem com uma via respiratória mais estreita e roncam mesmo sem estar acima do peso. No exame feito por otorrinolaringologistas em São Paulo, o ronco foi mais frequente em quem tinha a garganta pouco visível no exame, com a língua ocupando boa parte da boca.
Ganho de peso e gordura no pescoço
O ganho de peso e a obesidade são causas frequentes. A obesidade causa um acúmulo de gordura no pescoço, e essa gordura comprime a via respiratória por fora e a deixa mais estreita, o que pode causar o ronco. Nesse mesmo exame, quem tinha o pescoço mais largo roncava mais. Por isso o ronco costuma surgir ou piorar depois de alguns quilos a mais.
Álcool, cigarro e remédios para dormir
A bebida alcoólica relaxa a musculatura da garganta, e é por isso que muita gente só ronca, ou ronca muito mais, nas noites em que bebeu. Uma revisão de 21 estudos encontrou risco cerca de 25% maior de apneia do sono em quem bebe mais. Os remédios para dormir e calmantes têm efeito parecido sobre os músculos e podem piorar o ronco e a apneia.
O cigarro também aumenta a chance de roncar. Em um estudo americano com 811 adultos, os fumantes tinham mais que o dobro da chance de roncar em comparação com quem nunca fumou. Entre os ex-fumantes, a associação com o ronco não apareceu, o que sugere que parar de fumar vale a pena.
Dormir de barriga para cima
Quando a pessoa se deita de barriga para cima, a língua e o palato caem para trás pela gravidade e estreitam a garganta. Essa é a pior posição para o ronco. Muitas pessoas roncam alto de barriga para cima e quase nada de lado, e isso tem consequência direta no tratamento, como aparece mais adiante.
Quem ronca mais: idade, homens, mulheres e crianças
Uma dúvida muito comum é se todo mundo ronca, se criança pode roncar ou se o ronco é coisa de adulto e de pessoas mais velhas. O ronco pode estar presente em qualquer faixa etária, desde as crianças até os idosos. Nas crianças, uma grande causa é o aumento da adenoide e das amígdalas, e o assunto tem orientação própria, sobre ronco em criança. Nos adultos, as causas já vão mudando.
O ronco aparece em todas as idades, mas com certeza fica mais frequente com o passar dos anos. Pessoas mais velhas tendem a roncar mais do que pessoas mais novas. No exame feito por otorrinolaringologistas em São Paulo, o ronco foi mais comum a partir dos 50 anos. No estudo com polissonografia na mesma cidade, a apneia, na faixa de 60 a 80 anos, foi muitas vezes mais frequente do que entre os 20 e os 29.
Os homens roncam mais e têm apneia com mais frequência. Nesse estudo com polissonografia, a chance de apneia nos homens foi cerca de quatro vezes a das mulheres. Nas mulheres, a menopausa muda esse quadro. No mesmo estudo com polissonografia, a chance de apneia praticamente dobrou nas mulheres que já tinham entrado na menopausa. Mulher que passou a roncar nessa fase merece a mesma avaliação.
Quando o ronco é preocupante
Todo ronco frequente merece avaliação, porque sempre indica uma obstrução. Alguns sinais, porém, deixam a avaliação mais importante, porque aumentam a chance de apneia ou mostram que o sono já está prejudicado.
- Pausas na respiração percebidas por quem dorme ao lado.
- Engasgos ou acordar com sensação de falta de ar.
- Sono durante o dia, cochilos ao ler, ver televisão ou dirigir.
- Acordar cansado, mesmo depois de uma noite inteira na cama.
- Pressão alta, principalmente se for difícil de controlar.
- Ronco alto todas as noites, que se ouve de outro cômodo.
Ronco ocasional, que aparece só durante um resfriado com o nariz entupido ou depois de uma noite de bebida, tem uma causa passageira e costuma sumir junto com ela. Não deixa de ser uma obstrução, só que temporária. Referências internacionais, como o serviço de saúde britânico, descrevem o ronco como muito comum e, na maioria das vezes, sem uma causa grave por trás. É uma visão que pode ser considerada caso a caso, na consulta, principalmente para o ronco ocasional.
Como é a avaliação do ronco com o otorrino
Uma situação típica é a da esposa que pergunta o que fazer porque o marido está roncando. O primeiro passo é procurar o médico otorrinolaringologista para uma avaliação geral da via respiratória. O ronco é um problema do nariz e da garganta, e é o otorrino quem examina essas regiões por dentro.
Na consulta, o otorrino avalia o nariz para ver se existe desvio de septo, adenoide grande ou pólipos nasais. Depois avalia a faringe, para ver se as amígdalas são grandes e se a conformação da via respiratória é mais estreita. O exame físico é completado pela nasofibrolaringoscopia, feita com um aparelho fino e flexível, que mostra o nariz, a adenoide, a garganta e a laringe e localiza os pontos de estreitamento. A OtoCare realiza esse exame na própria consulta.
Depois dessa avaliação completa, o otorrino costuma pedir um exame complementar, em geral a polissonografia. É o exame feito em uma clínica do sono, onde o paciente passa a noite em observação, com sensores que registram o ronco, a respiração, a oxigenação e vários outros parâmetros. A polissonografia mostra se existe apenas o ronco ou se ele está associado à apneia do sono ou a outros problemas mais sérios. A OtoCare não realiza a polissonografia. Na consulta, o tipo de exame é indicado e o resultado é interpretado. Os tipos de polissonografia, inclusive as versões feitas em casa, estão na página sobre a polissonografia.
Para quem ainda não sabe se ronca, porque dorme sozinho ou porque ninguém comentou, aplicativos que gravam o som da noite podem dar uma primeira ideia. O que eles mostram e o que não mostram está na orientação sobre o aplicativo SnoreLab®.
Ronco tem tratamento? As opções
Muita gente já ouviu dizer que ronco não tem jeito. Pelo contrário, existem várias opções de tratamento. A escolha depende totalmente do paciente, da causa do ronco e de ele estar sozinho ou associado à apneia, e cada paciente vai ter a melhor opção para o seu caso.
- Perda de peso. Muitas vezes é o primeiro passo. Quanto menor o excesso de peso, provavelmente menor o ronco.
- Cirurgia. Em alguns casos é preciso tirar uma adenoide grande ou amígdalas grandes, ou corrigir o que obstrui o nariz.
- Fonoterapia. No paciente que não tem nenhuma obstrução maior e cujo ronco vem da flacidez da musculatura da faringe, exercícios específicos para essa musculatura melhoram o tônus da via respiratória e reduzem o ronco. São feitos com o fonoaudiólogo e estão explicados na orientação sobre fonoterapia para ronco.
- Aparelho intraoral. É um aparelho feito pelo dentista, usado na boca durante o sono, que puxa a mandíbula um pouco para a frente e amplia o espaço da via respiratória. Indicação e cuidados estão na orientação sobre o aparelho intraoral para ronco e apneia.
- Posição de dormir. Dormir de lado, como explicado logo abaixo.
Quando existe apneia, entram também o CPAP e outras cirurgias. A associação de medicina do sono da Austrália e da Nova Zelândia, em seu posicionamento de 2023 sobre o ronco primário, inclui entre as primeiras medidas a perda de peso, a redução do álcool e a terapia posicional, e considera o aparelho intraoral uma opção de primeira linha para quem tem dentes. A lista completa, com o que os estudos mostram sobre cada opção, está na orientação sobre tratamento para ronco e apneia. O laser para ronco tem orientação própria.
Dormir de lado: a mudança que já pode começar hoje
A posição de deitar na cama é uma medida muito importante, que já pode ser adotada para tentar melhorar o sono. A melhor posição para respirar melhor e não roncar é deitar de lado. Para quem ronca, a orientação é tentar sempre dormir de lado e evitar a posição de barriga para cima, que é a pior que existe para o ronco.
Em alguns pacientes essa mudança de posição faz parte do próprio tratamento. Os anúncios de cintas que se prendem no tórax, com uma elevação nas costas, servem para isso. A elevação impede que a pessoa vire de barriga para cima durante a noite e a mantém deitada de lado. Como funcionam a cinta e a camiseta antirronco, e quem mais se beneficia delas, está na orientação sobre terapia posicional.
O que ajuda a roncar menos em casa
Para quem quer saber como parar de roncar, algumas medidas simples ajudam a reduzir o ronco enquanto a avaliação não acontece, e continuam úteis depois dela.
- Dormir de lado, como descrito acima.
- Perder peso, quando há excesso.
- Evitar bebida alcoólica nas horas antes de dormir.
- Não usar remédios para dormir ou calmantes por conta própria.
- Parar de fumar.
- Tratar o nariz entupido, como na rinite, com a orientação do médico.
Essas medidas ajudam, mas não substituem a avaliação. Elas reduzem o ronco que vem do peso, do álcool ou da posição, e não mudam uma amígdala grande, um desvio de septo ou uma apneia que já existe. Se o ronco continua, é a avaliação que encontra a causa.
Vídeo: ronco é normal ou perigoso?
O vídeo explica por que o ronco não é sinal de sono profundo e mostra as causas, a avaliação com o otorrino e a polissonografia, as opções de tratamento e a melhor posição para dormir.
Perguntas frequentes
Ronco é sinal de sono profundo?
Não. O ronco é sinal de obstrução na passagem do ar, e quem ronca costuma ter um sono mais superficial, e não mais profundo. A impressão de sono pesado vem do barulho, mas o sono de quem ronca é mais fragmentado e descansa menos.
Ronco pode matar?
O maior risco está na apneia do sono, que muitas vezes vem junto com o ronco e está ligada à pressão alta, às arritmias e a outros problemas de saúde. Por isso o ronco frequente precisa ser avaliado, para saber se ele está sozinho ou se já existe apneia.
Ronco faz mal ao coração?
O efeito sobre o coração está bem estabelecido na apneia do sono. Para o ronco, estudos pequenos, com pessoas sem apneia ou com apneia leve, encontraram mais alterações nas artérias carótidas em quem ronca muito, mas ainda não provam que o ronco sozinho cause doença no coração.
Quem ronca tem apneia?
Nem sempre. O ronco pode existir sem apneia, e então é chamado de ronco primário. Mas o ruído não permite saber se há apneia. Só o exame do sono separa os dois, e é por isso que o otorrino costuma pedir o exame depois de examinar o nariz e a garganta.
Ronco é genético?
Pode ter um componente genético. O formato do rosto, da mandíbula e da garganta passa de pais para filhos, e algumas pessoas herdam uma via respiratória mais estreita, que favorece o ronco mesmo sem excesso de peso.
Por que a pessoa ronca mais quando bebe?
O álcool relaxa os músculos da garganta, que ficam mais moles e vibram com mais facilidade durante o sono. Por isso muita gente só ronca nas noites em que bebeu. O efeito é maior quando a bebida é tomada perto da hora de dormir.
Por que a pessoa ronca de barriga para cima e não de lado?
De barriga para cima, a língua e o palato caem para trás e estreitam a garganta. De lado, esse efeito da gravidade diminui e o ar passa com mais facilidade. Por isso dormir de lado é a melhor posição para quem ronca.
Resfriado e nariz entupido fazem roncar?
Fazem. Com o nariz entupido, a pessoa respira pela boca durante o sono e a garganta vibra com mais facilidade. Esse ronco costuma passar quando o resfriado melhora. Quando o nariz vive entupido, o ronco também fica, e a causa no nariz precisa ser avaliada.
Ronco tem cura?
O ronco tem tratamento, com várias opções, e muitas vezes ele some quando a causa é resolvida, como na retirada de amígdalas grandes ou na perda de peso. Quando a causa é a flacidez da garganta ou o formato da via respiratória, o objetivo é controlar o ronco, e o tratamento precisa ser mantido.
Qual médico trata o ronco?
O otorrinolaringologista. Ele examina o nariz e a garganta, faz a nasofibrolaringoscopia, pede a polissonografia quando necessário e indica o tratamento. Dependendo do caso, o tratamento envolve também o dentista, para o aparelho intraoral, ou o fonoaudiólogo, para a fonoterapia.
Como fazer o marido ou a esposa parar de roncar?
O primeiro passo é marcar uma avaliação com otorrino. Enquanto isso, dormir de lado, evitar bebida alcoólica à noite e perder peso, quando há excesso, costumam reduzir o ronco. Contar ao médico se há pausas na respiração durante a noite ajuda muito na avaliação.
Idoso ronca mais?
Sim. O ronco fica mais frequente com a idade, e a musculatura da garganta tende a perder firmeza. Pessoas mais velhas tendem a roncar mais do que as mais novas, e nelas a chance de apneia também é maior, o que torna a avaliação ainda mais importante.
Por que algumas mulheres começam a roncar na menopausa?
As mudanças da menopausa estão associadas a mais apneia do sono. Em um estudo com polissonografia em São Paulo, a chance de apneia praticamente dobrou depois da menopausa. Mulher que passou a roncar nessa fase, ou que acorda cansada, deve ser avaliada como qualquer outra pessoa que ronca.
Ronco do companheiro pode atrapalhar o sono de quem dorme ao lado?
Pode, e bastante. Em um estudo com casais em que o paciente tinha ronco e apneia, quem dormia ao lado ganhou cerca de uma hora de sono por noite quando o paciente passou a usar o CPAP. Muitos casais passam a dormir em quartos separados por causa do ronco.
Referências
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Avaliação do ronco em adultos na OtoCare, em Brasília
Ronco frequente, pausas na respiração durante a noite ou cansaço ao acordar merecem uma avaliação completa antes de escolher o tratamento. Na consulta com otorrino na OtoCare, no Noroeste de Brasília, o nariz e a garganta são examinados, a nasofibrolaringoscopia localiza os pontos de obstrução, a necessidade de polissonografia é avaliada e o tratamento é indicado para cada caso. Outras orientações estão na página de orientações aos pacientes.