Por Dra. Larissa Vilela, médica otorrino
Antibiótico para otite e sinusite
O nariz entupido não melhora depois de um, dois ou três dias de gripe. O catarro engrossa e fica esverdeado, aparece a tosse, o rosto começa a doer, e logo vem a ideia de que chegou a vez do antibiótico. Muita gente sai atrás de uma receita e, mesmo quando o médico propõe esperar, acredita que só vai melhorar com ele.

Na maioria das vezes, otite e sinusite não precisam de antibiótico. Elas começam por um vírus e pela inflamação que ele causa, e melhoram quando essa inflamação é tratada. O antibiótico tomado sem necessidade cobra caro, em bactérias mais resistentes e na flora do intestino. Quando ele é mesmo necessário, a decisão é tomada na consulta.
Os quadros causados por vírus inflamam muito e podem incomodar tanto quanto uma infecção por bactéria, às vezes até mais. Sentir-se mal, por isso, não mostra que o antibiótico ficou necessário. Durante muito tempo se criou o hábito de tratar qualquer sinusite e qualquer otite com antibiótico, e isso vem mudando dentro da própria otorrinolaringologia. Hoje o antibiótico é a última opção, reservado para a minoria dos casos em que existe um quadro bacteriano importante.
Os tipos de otite, os sintomas de cada uma e quanto tempo a otite demora a passar estão na orientação sobre tipos, sintomas e causas de otite.
Por que otite e sinusite começam sem bactéria
Ouvido e seios da face funcionam do mesmo jeito. Cada um depende de um caninho por onde o ar entra e a secreção sai. Os seios da face drenam para dentro do nariz, e o ouvido médio ventila pela tuba auditiva, um canal entre o ouvido e o fundo do nariz. Quando um vírus chega, a mucosa inflama e incha, esse caninho fecha e a secreção fica parada.
Parada, a secreção engrossa, aumenta de volume e muda de cor. Aparecem a dor no rosto ou no ouvido, a tosse e a indisposição, os sintomas conhecidos da sinusite e da otite. Nesse começo, nenhuma bactéria está causando o quadro. O vírus foi o gatilho, e os sintomas vêm da resposta do próprio corpo, uma inflamação maior do que seria o ideal.
Com o passar dos dias, bactérias podem até se multiplicar na secreção parada. Mesmo assim, quando a inflamação diminui, o caninho volta a abrir e o ar volta a circular, e na maioria das vezes a sinusite e a otite se resolvem sozinhas. Antigamente, a sinusite era tratada com inalação de vapor quente, e o paciente melhorava sem antibiótico. A melhora demorava mais, mas acontecia, porque o que resolve o quadro é desinflamar e reabrir a drenagem.
O catarro verde ou amarelo também não prova infecção por bactéria. A cor vem das células de defesa que chegam para combater a infecção, e elas chegam do mesmo jeito quando a causa é um vírus. A febre de alguns dias também pode vir só do vírus, e o tempo esperado em cada caso está na orientação sobre febre na infecção por vírus ou por bactéria. O raio X da face também não diferencia infecção viral de bacteriana, como explica a orientação sobre raio-x de face para sinusite.
Quando a sinusite vira otite?
O nariz, os seios da face e os ouvidos fazem parte do mesmo caminho do ar, e a mesma virose pode inflamar todos eles ao mesmo tempo. Por isso a sinusite e a otite aparecem juntas com frequência, ou a dor de ouvido surge depois de alguns dias de nariz entupido. Na criança pequena isso acontece mais, porque a tuba auditiva dela é mais curta, mais horizontal e mais mole, e deixa a secreção do nariz chegar ao ouvido com mais facilidade. A otite que aparece junto com a sinusite segue a mesma lógica e, na maioria das vezes, também melhora sem antibiótico.
Quando o antibiótico é necessário
O antibiótico é um dos remédios mais importantes da medicina, e há casos em que ele não pode faltar. A questão está em usá-lo quando há bactéria causando uma infecção que o corpo não vai resolver sozinho, e não como reflexo diante de qualquer catarro ou dor de ouvido.
Infecção de garganta pelo estreptococo
Na otorrinolaringologia, uma única infecção tem indicação absoluta de antibiótico: a infecção de garganta causada pela bactéria estreptococo. A diretriz americana de doenças infecciosas recomenda tratar com antibiótico toda faringite por estreptococo confirmada. Quando a garganta pode estar infectada por bactéria, a OtoCare faz na consulta o teste rápido de estreptococo, descrito na orientação sobre o teste de estreptococo na garganta. Como diferenciar a dor de garganta por vírus da causada por bactéria está na orientação sobre garganta inflamada por vírus ou bactéria.
Na sinusite e na otite, a indicação não é absoluta. Na maioria das vezes, as duas são tratadas sem antibiótico. Ele fica para a infecção por bactéria que não pode passar sem tratamento, o que acontece na minoria das vezes.
Quantas sinusites precisam de antibiótico
Só cerca de 2% das sinusites agudas precisam de antibiótico, algo como 2 em cada 100 pessoas com o quadro. Na prática, muito mais gente toma. Nos Estados Unidos, um levantamento nacional encontrou antibiótico receitado em mais de 80% das consultas por sinusite aguda. As infecções respiratórias, como a sinusite, estão entre as maiores causas de uso errado de antibiótico, porque respondem por boa parte das receitas.
Como o médico reconhece essa minoria, pelo tempo de evolução dos sintomas e pelo exame, está na orientação sobre sinusite aguda viral ou bacteriana. A decisão sobre o remédio é aprofundada na orientação sobre quando a sinusite precisa de antibiótico, e qual antibiótico usar e por quantos dias, na orientação sobre antibiótico para sinusite.
Antibiótico para otite infantil
Na otite média aguda, a infecção atrás do tímpano, a maior parte das crianças tem otite de um lado só, sem secreção saindo pelo ouvido, e não precisa de antibiótico. Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, nos estudos em que parte das crianças recebeu placebo, cerca de 8 em cada 10 melhoraram mesmo sem o remédio.
A diretriz americana de pediatria e a Sociedade Brasileira de Pediatria indicam o antibiótico desde o começo em algumas situações. Entram nessa lista o bebê com menos de 6 meses, a criança com dor forte ou febre alta, a criança com menos de 2 anos com otite nos dois ouvidos e a otite com o tímpano perfurado e secreção escorrendo. A análise que reuniu os dados individuais das crianças de seis estudos mostrou que o benefício do antibiótico se concentra justamente na criança pequena com otite dos dois lados e na otite com secreção saindo. A otite que escorre pelo ouvido tem orientação própria, sobre secreção saindo do ouvido da criança.
Fora dessas situações, a criança maior com otite leve pode ser tratada para a dor e para a inflamação e reavaliada no prazo combinado na consulta. Em alguns casos, a receita sai da consulta com a orientação de só começar o antibiótico se a criança continuar com sintomas no prazo combinado. Essa estratégia, a receita adiada, reduz o uso de antibiótico sem aumentar as complicações, segundo a revisão Cochrane sobre infecções respiratórias. Saber se a otite precisa de antibiótico ou só de observação depende do exame do tímpano, feito na consulta.
O líquido que às vezes fica parado atrás do tímpano depois da otite, sem dor e sem febre, é outro quadro, explicado na orientação sobre otite média secretora.
Antibiótico para otite no adulto
A otite média é menos comum no adulto e segue a mesma lógica. Muitas vezes aparece na sequência de uma virose respiratória e melhora com o tratamento da inflamação do nariz e do ouvido. O Manual MSD lembra que a maioria das pessoas com otite média aguda melhora sem tratamento com antibiótico, e que aliviar a dor é parte importante do cuidado. O antibiótico entra quando o exame mostra um quadro bacteriano importante, quando os sintomas são intensos ou quando não há melhora no prazo esperado. A otite externa, a inflamação do canal do ouvido, é tratada de outro jeito, em geral com gotas escolhidas depois do exame, como mostra a orientação sobre como identificar a otite externa. Gota no ouvido não deve ser pingada sem avaliação, pelos riscos de pingar gota na dor de ouvido.
Os riscos do antibiótico tomado sem necessidade
O antibiótico revolucionou a medicina. A descoberta da penicilina e dos antibióticos que vieram depois passou a curar infecções que antes matavam. O problema está no uso errado, quando ele é tomado em situações que não precisam dele. Segundo a Organização Mundial da Saúde, o uso inadequado e o excesso de antimicrobianos estão entre as principais causas do aumento da resistência bacteriana. O antibiótico desnecessário pesa de duas formas, nas bactérias que ficam mais resistentes e na flora do intestino.
Resistência bacteriana
As bactérias estão cada vez mais resistentes aos antibióticos disponíveis. A revisão encomendada pelo governo britânico sobre resistência antimicrobiana, publicada em 2016, estimou que, se nada mudar, cerca de 10 milhões de pessoas por ano podem morrer no mundo até 2050 por infecções que os antibióticos não conseguem mais tratar. São mais mortes do que as previstas por câncer e por acidentes de trânsito. O número dá a medida da gravidade da resistência bacteriana.
Uma análise mais recente, com dados de 204 países, projeta para 2050 mais de 8 milhões de mortes por ano associadas a bactérias resistentes. Os números variam conforme a forma de contar, e todos apontam para um problema que cresce.
Ao mesmo tempo, quase não surgem antibióticos novos. Segundo a Organização Mundial da Saúde, dos 13 antibióticos aprovados no mundo entre meados de 2017 e meados de 2024, só 2 pertenciam a uma classe nova, e mesmo os novos demoram a chegar a quem precisa deles. Bactérias cada vez mais fortes e poucas opções novas para combatê-las tornam a situação alarmante.
Resistência individual e coletiva
A resistência bacteriana é individual e coletiva. Quanto mais antibiótico uma pessoa usa, mais resistentes ficam as bactérias que ela carrega. Uma revisão de 24 estudos mostrou que, depois de um antibiótico receitado no consultório, as bactérias da própria pessoa ficam mais resistentes a ele por meses, com efeito que pode durar até um ano. Um novo tratamento nesse período tem mais chance de encontrar bactérias resistentes.
As bactérias de uma comunidade também sofrem o efeito do antibiótico usado por todos. Num ambiente em que muita gente toma antibiótico sem necessidade, as bactérias mais resistentes são selecionadas e circulam, e até quem não usa passa a conviver com elas. Por isso o cuidado com o antibiótico protege quem toma e protege os outros. Como essas bactérias surgem e se espalham está na orientação sobre superbactérias.
No Brasil, resoluções de 2010 e 2011 passaram a exigir a retenção da receita na venda de antibiótico. Na região de Campinas, em São Paulo, as vendas caíram logo depois da regra, e mesmo assim a resistência da bactéria mais comum das infecções urinárias continuou subindo. Entre 2014 e 2020, o consumo de antibióticos nas farmácias privadas do país seguiu sem tendência de queda. A decisão de usar ou não o antibiótico acontece na consulta, e por isso ela conta tanto.
Antibiótico e flora intestinal
O antibiótico não ataca só a bactéria que está causando a infecção. Ele atinge também as bactérias boas do intestino, a microbiota intestinal, também chamada de flora intestinal. Ela é o conjunto de bactérias que vive no intestino, em geral bactérias benéficas, com funções essenciais para a saúde. Quando o antibiótico mata parte delas, a flora fica desequilibrada, e isso repercute no corpo todo.
O efeito pode durar anos. Um estudo sueco com quase 15 mil adultos cruzou os antibióticos usados nos 8 anos anteriores com as bactérias do intestino. Alguns antibióticos tomados de 4 a 8 anos antes ainda estavam ligados a mudanças em 10% a 15% das espécies de bactérias estudadas, e mesmo um único ciclo de antibiótico nesse período deixou marca parecida. Outro estudo, feito na Estônia, mostrou que o efeito se soma, e quanto mais cursos de antibiótico ao longo dos anos, mais forte a marca na microbiota.
Esse impacto pesa mais em quem tem sinusites ou otites seguidas e trata cada crise com antibiótico, somando exposições ao longo dos anos. Nesses casos, o caminho é descobrir por que as crises se repetem, como explica a orientação sobre sinusite de repetição.
Antibiótico baixa a imunidade?
A microbiota intestinal ajuda a regular o sistema de defesa do corpo, tanto para evitar alergias e inflamações quanto para proteger contra vírus e outras bactérias. Com a flora desequilibrada pelo antibiótico, a imunidade fica mais frágil, e a pessoa fica mais exposta ao próximo vírus. Por isso não é coincidência a criança terminar o antibiótico e logo pegar um resfriado, uma queixa frequente dos pais. Também não é raro o adulto terminar o antibiótico de uma sinusite e, logo em seguida, pegar uma gripe.
A microbiota participa ainda do metabolismo, da regulação de hormônios e até do humor, pela ligação entre o intestino e o cérebro. Preservar essas bactérias faz parte de cuidar da saúde. Se o antibiótico for de fato indicado, o certo é usá-lo da forma prescrita e pelo tempo combinado, e depois o cuidado com a microbiota intestinal entra como parte do tratamento.
O que fazer enquanto o quadro viral passa
Tratar sinusite sem antibiótico não é deixar o quadro sem tratamento. O alvo é a inflamação. Desinflamar a mucosa, limpar a secreção e reabrir a drenagem é o que faz a sinusite e a otite melhorarem, e o tratamento é escolhido na consulta, conforme o exame do nariz e do ouvido.
Lavar o nariz com soro limpa a secreção e desinflama a mucosa, e, durante toda a aplicação, a respiração continua pela boca. Qual método escolher é assunto da orientação sobre a melhor lavagem nasal para sinusite. Na criança, a técnica está na orientação sobre lavagem nasal em crianças. A lavagem não deve ser feita à força, com a criança chorando e se debatendo, porque isso aumenta o risco de levar secreção ao ouvido, assunto da orientação sobre lavagem nasal e otite.
Também é preciso paciência. Um quadro viral pode levar até duas semanas para passar, e nesse tempo o corpo responde ao vírus e se recupera. Os dias de piora fazem parte dessa curva e, sozinhos, não indicam bactéria. Quando a tosse é o que sobra no fim do quadro, a explicação está na orientação sobre tosse de sinusite.
Sem certeza da indicação e sem passar pelo médico, o antibiótico não deve entrar por conta própria, nem a sobra de um tratamento anterior. Quem já está tomando um antibiótico receitado segue a orientação que recebeu, sem parar por conta própria, e tira a dúvida na consulta.
Como ter menos otites e sinusites
Menos viroses significam menos otites, menos sinusites e menos antibiótico. As vacinas ajudam nisso, como mostram as orientações sobre a vacina da gripe e sobre a vacina contra o vírus sincicial respiratório, que vale a pena para todos os adultos, principalmente os que costumam ter otite e sinusite depois de uma virose. Na criança que frequenta escola, os cuidados do dia a dia estão na orientação sobre prevenir gripes e resfriados em crianças na escola.
Sinais de complicação da otite e da sinusite
Alguns sinais mostram que a otite ou a sinusite pode estar se complicando. Olho inchado ou vermelho em volta, mudança na visão, dor de cabeça forte acompanhada de nuca rígida, confusão ou sonolência fora do comum, orelha empurrada para a frente por um inchaço atrás dela, febre alta que não cede e, no bebê, prostração. Esses sinais pedem avaliação médica sem demora. Cada complicação é descrita nas orientações sobre complicações da sinusite e sobre mastoidite. A diferença entre a secreção comum no olho e o começo de uma complicação está na orientação sobre catarro saindo pelos olhos da criança.
Também precisa de reavaliação o quadro que melhora e depois volta a piorar, e o que não melhora no prazo combinado na consulta.
Vídeo sobre antibiótico na otite e na sinusite
O vídeo explica por que otite e sinusite precisam de antibiótico só na minoria dos casos, como o vírus inflama e fecha a drenagem do nariz e do ouvido, e o que o antibiótico desnecessário provoca nas bactérias resistentes e no intestino.
Perguntas frequentes
É possível curar otite sem antibiótico?
Sim, e na maioria das vezes é assim que ela melhora. A otite média costuma começar por um vírus, e o tratamento da dor e da inflamação, junto com o cuidado do nariz, resolve grande parte dos casos. O antibiótico fica para o quadro bacteriano importante, e só o exame do tímpano mostra se esse é o caso.
Como saber se a otite é viral ou bacteriana?
Pelos sintomas, não dá para saber com segurança, porque dor, febre e mal-estar aparecem nos dois casos. A diferença aparece no exame do ouvido. Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, só a otite com o tímpano abaulado, empurrado para fora pela secreção, deve ser considerada bacteriana, e o tímpano só vermelho não basta para esse diagnóstico. Esse exame, a otoscopia, faz parte da consulta.
O que faz a otite piorar?
Tudo o que mantém o nariz inflamado e o caninho do ouvido fechado, como uma nova virose. Na criança, a lavagem nasal feita à força pode levar secreção ao ouvido, e mamar deitado também está ligado a mais otites, como mostra a orientação sobre mamar deitado e otite.
Otite sem febre precisa de antibiótico?
Depende do exame, e não só da febre. Para a Sociedade Brasileira de Pediatria, ela também aparece nas viroses e, por isso, pouco ajuda a reconhecer a otite bacteriana. A febre alta está entre os sinais que pesam a favor do antibiótico na criança, e a falta de febre não descarta uma otite bacteriana, como a que perfura o tímpano e escorre. Quem decide é o exame do ouvido, junto com a idade e a intensidade dos sintomas.
Quantos dias de antibiótico para otite?
Quando o antibiótico é indicado, o tempo de tratamento é definido na consulta. A diretriz americana de pediatria recomenda cursos mais longos para as crianças menores de 2 anos e para os quadros graves, e cursos mais curtos para as crianças maiores com quadro leve. Uma vez começado, o antibiótico segue pelo prazo receitado, mesmo com a melhora dos sintomas, e a dúvida sobre parar antes é tirada na consulta.
Como curar otite rapidamente?
Não existe remédio que faça uma otite viral passar de uma hora para outra. O que traz alívio mais rápido é tratar a dor e a inflamação do jeito indicado na consulta. O antibiótico, quando não é necessário, não encurta o quadro, e a revisão Cochrane sobre otite na criança mostrou que ele não alivia a dor nas primeiras 24 horas.
Qual o melhor antibiótico para otite e sinusite?
Nenhum antibiótico serve melhor para todos os casos. A decisão leva em conta o tipo de infecção, a idade, as alergias e os antibióticos usados nos últimos meses, e acontece na consulta. Mesmo a amoxicilina, o antibiótico mais lembrado para otite, só entra quando o exame confirma a indicação. Os antibióticos usados na sinusite e o tempo de tratamento estão na orientação sobre antibiótico para sinusite, e a azitromicina tem orientação própria, sobre azitromicina na otite, sinusite e amigdalite.
O que tomar para sinusite e otite?
Na sinusite e na otite causadas por vírus, o tratamento é para a inflamação e para os sintomas. Entram a lavagem nasal com soro e, quando indicados na consulta, remédio para dor, corticoide em spray no nariz ou outro anti-inflamatório. O antibiótico não faz parte dessa fase. Remédio por conta própria, inclusive sobra de antibiótico de outro tratamento, não é uma boa ideia.
Tomei antibiótico e não melhorei. O que fazer?
O quadro precisa ser reavaliado. Às vezes ele era viral desde o começo e ainda está dentro do tempo normal de melhora. Outras vezes a bactéria é resistente ao antibiótico usado, e a febre que continua depois de alguns dias de tratamento é um dos sinais disso. Trocar ou repetir antibiótico por conta própria não resolve. Os motivos mais comuns estão na orientação sobre antibiótico para sinusite.
Referências
- VILELA, Larissa. NÃO use ANTIBIÓTICOS para sinusite e otite antes de ver este vídeo! YouTube, 20 maio 2026. 1 vídeo (15 min 20 s). Disponível em: https://youtu.be/OVLmzCT-ICI. Acesso em: 19 out. 2026.
- VILELA, Larissa. Sinusite aguda (prolongada e bacteriana – gripes e resfriados): o que é, sintomas e como tratar. YouTube, 18 jul. 2026. 1 vídeo (14 min 15 s). Disponível em: https://youtu.be/i6QWUYtcNaY. Acesso em: 19 out. 2026.
- VILELA, Larissa. Tempo de febre em infecções respiratórias caudadas por vírus ou bactérias. YouTube, 1 ago. 2026. 1 vídeo (13 min 36 s). Disponível em: https://youtu.be/fbCr9CQwjUM. Acesso em: 19 out. 2026.
- VILELA, Larissa. Lavagem nasal em crianças: não force! Pode causar otite! Faça progressivamente. YouTube, 12 ago. 2026. 1 vídeo (8 min 24 s). Disponível em: https://youtu.be/M_LfWCUGJ1k. Acesso em: 19 out. 2026.
- VILELA, Larissa. Vacina Arexvy® para todos os adultos (otite, rinite e sinusite)! YouTube, 20 jun. 2026. 1 vídeo (9 min 8 s). Disponível em: https://youtu.be/YDGezsN1UJA. Acesso em: 19 out. 2026.
- O’NEILL, Jim (coord.). Tackling drug-resistant infections globally: final report and recommendations. Londres: Review on Antimicrobial Resistance, 2016. Disponível em: https://amr-review.org/sites/default/files/160518_Final paper_with cover.pdf. Acesso em: 19 out. 2026.
- GBD 2021 ANTIMICROBIAL RESISTANCE COLLABORATORS. Global burden of bacterial antimicrobial resistance 1990-2021: a systematic analysis with forecasts to 2050. The Lancet, Londres, v. 404, n. 10459, p. 1199-1226, 2024. DOI: 10.1016/S0140-6736(24)01867-1. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/39299261/. Acesso em: 19 out. 2026.
- ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Antimicrobial resistance. Genebra: OMS, 2023. Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/antimicrobial-resistance. Acesso em: 19 out. 2026.
- ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. WHO releases report on state of development of antibacterials. Genebra: OMS, 14 jun. 2024. Disponível em: https://www.who.int/news/item/14-06-2024-who-releases-report-on-state-of-development-of-antibacterials. Acesso em: 19 out. 2026.
- FOKKENS, Wytske J.; LUND, Valerie J.; HOPKINS, Claire et al. European Position Paper on Rhinosinusitis and Nasal Polyps 2020. Rhinology, Amsterdã, v. 58, supl. 29, p. 1-464, 2020. DOI: 10.4193/Rhin20.600. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32077450/. Acesso em: 19 out. 2026.
- SMITH, Stephanie Shintani; EVANS, Charlesnika T.; TAN, Bruce K. et al. National burden of antibiotic use for adult rhinosinusitis. Journal of Allergy and Clinical Immunology, St. Louis, v. 132, n. 5, p. 1230-1232, 2013. DOI: 10.1016/j.jaci.2013.07.009. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/23987794/. Acesso em: 19 out. 2026.
- SHULMAN, Stanford T.; BISNO, Alan L.; CLEGG, Herbert W. et al. Clinical practice guideline for the diagnosis and management of group A streptococcal pharyngitis: 2012 update by the Infectious Diseases Society of America. Clinical Infectious Diseases, Chicago, v. 55, n. 10, p. e86-e102, 2012. DOI: 10.1093/cid/cis629. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/22965026/. Acesso em: 19 out. 2026.
- SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA. Otite média. Rio de Janeiro: SBP, out. 2023. Disponível em: https://www.sbp.com.br/pediatria-para-familias/doencas/otite-media/. Acesso em: 19 out. 2026.
- LIEBERTHAL, Allan S.; CARROLL, Aaron E.; CHONMAITREE, Tasnee et al. The diagnosis and management of acute otitis media. Pediatrics, Itasca, v. 131, n. 3, p. e964-e999, 2013. DOI: 10.1542/peds.2012-3488. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/23439909/. Acesso em: 19 out. 2026.
- ROVERS, Maroeska M.; GLASZIOU, Paul; APPELMAN, Cees L. et al. Antibiotics for acute otitis media: a meta-analysis with individual patient data. The Lancet, Londres, v. 368, n. 9545, p. 1429-1435, 2006. DOI: 10.1016/S0140-6736(06)69606-2. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/17055944/. Acesso em: 19 out. 2026.
- VENEKAMP, Roderick P.; SANDERS, Sharon L.; GLASZIOU, Paul P.; ROVERS, Maroeska M. Antibiotics for acute otitis media in children. Cochrane Database of Systematic Reviews, Chichester, v. 11, n. 11, art. CD000219, 2023. DOI: 10.1002/14651858.CD000219.pub5. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/37965923/. Acesso em: 19 out. 2026.
- SPURLING, Geoffrey K. P.; DOOLEY, Liz; CLARK, Justin; ASKEW, Deborah A. Immediate versus delayed versus no antibiotics for respiratory infections. Cochrane Database of Systematic Reviews, Chichester, v. 10, n. 10, art. CD004417, 2023. DOI: 10.1002/14651858.CD004417.pub6. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/37791590/. Acesso em: 19 out. 2026.
- MANUAL MSD. Otite média (aguda). Versão para a família. Rahway: Merck & Co., 2024. Disponível em: https://www.msdmanuals.com/pt/casa/distúrbios-do-ouvido-nariz-e-garganta/doenças-do-ouvido-médio/otite-média-aguda. Acesso em: 19 out. 2026.
- COSTELLOE, Céire; METCALFE, Chris; LOVERING, Andrew; MANT, David; HAY, Alastair D. Effect of antibiotic prescribing in primary care on antimicrobial resistance in individual patients: systematic review and meta-analysis. BMJ, Londres, v. 340, art. c2096, 2010. DOI: 10.1136/bmj.c2096. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/20483949/. Acesso em: 19 out. 2026.
- FERREIRA, Tatiana de Jesus Nascimento; CAETANO, Rosângela; BENKŐ, Ria; MORAIS, João Henrique de Araújo. Community use of systemic antibiotics among individuals aged 15 and over in Brazil: a seven-year population-based cross-sectional study. PLOS ONE, São Francisco, v. 20, n. 6, art. e0325231, 2025. DOI: 10.1371/journal.pone.0325231. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/40472054/. Acesso em: 19 out. 2026.
- MATTOS, Karen P. H.; VISACRI, Marília B.; QUINTANILHA, Júlia C. F.; LLORET, Gustavo R. et al. Brazil’s resolutions to regulate the sale of antibiotics: impact on consumption and Escherichia coli resistance rates. Journal of Global Antimicrobial Resistance, Amsterdã, v. 10, p. 195-199, 2017. DOI: 10.1016/j.jgar.2017.05.023. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/28735057/. Acesso em: 19 out. 2026.
- BALDANZI, Gabriel; LARSSON, Anna; SAYOLS-BAIXERAS, Sergi et al. Antibiotic use and gut microbiome composition links from individual-level prescription data of 14,979 individuals. Nature Medicine, Nova York, v. 32, n. 4, p. 1351-1361, 2026. DOI: 10.1038/s41591-026-04284-y. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/41814006/. Acesso em: 19 out. 2026.
- AASMETS, Oliver; TABA, Nele; KRIGUL, Kertu Liis; ANDRESON, Reidar; ORG, Elin. A hidden confounder for microbiome studies: medications used years before sample collection. mSystems, Washington, v. 10, n. 10, art. e0054125, 2025. DOI: 10.1128/msystems.00541-25. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/40910778/. Acesso em: 19 out. 2026.
- ZHENG, Danping; LIWINSKI, Timur; ELINAV, Eran. Interaction between microbiota and immunity in health and disease. Cell Research, Xangai, v. 30, n. 6, p. 492-506, 2020. DOI: 10.1038/s41422-020-0332-7. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32433595/. Acesso em: 19 out. 2026.
- CRYAN, John F.; O’RIORDAN, Kenneth J.; COWAN, Caitlin S. M. et al. The microbiota-gut-brain axis. Physiological Reviews, Bethesda, v. 99, n. 4, p. 1877-2013, 2019. DOI: 10.1152/physrev.00018.2018. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31460832/. Acesso em: 19 out. 2026.
Avaliação com otorrino em Brasília
Otite ou sinusite que não melhora, dor de ouvido forte, crises que se repetem ou a dúvida sobre começar ou não um antibiótico merecem o exame do ouvido e do nariz por um otorrino. A consulta separa o quadro que vai melhorar com o tratamento da inflamação daquele que precisa de antibiótico, com a otoscopia e, quando indicado, a endoscopia nasal feita na própria clínica. Ela é feita na consulta com otorrino em Brasília, e a Clínica OtoCare atende adultos e crianças no Setor Noroeste.
Agendar avaliação pelo WhatsApp
Telefone e WhatsApp: (61) 99957-8479
Veja todas as orientações aos pacientes da OtoCare.