Sinusite aguda: como saber se é viral, prolongada ou bacteriana?

Dra. Larissa Vilela, médica otorrinolaringologista da Clínica OtoCare

Por Dra. Larissa Vilela, médica otorrino

Sinusite aguda: como saber se é viral, prolongada ou bacteriana?

Nariz entupido, secreção, dor no rosto, tosse e alteração do olfato, quando aparecem juntos, costumam indicar uma sinusite aguda. É um problema muito frequente. Estima-se que de 6% a 15% da população mundial tenha sinusite aguda a cada ano.

A dúvida mais comum é se a sinusite é viral ou bacteriana e se vai precisar de antibiótico. A resposta está na forma como os sintomas evoluem com os dias, e não na intensidade do mal-estar nem na cor da secreção. Na grande maioria das vezes a sinusite aguda é viral, e só de 0,5% a 2% dos casos em adultos evoluem para infecção bacteriana.

Dra. Larissa Vilela explicando os três tipos de rinossinusite aguda e quando há indicação de antibiótico

A classificação da Academia Brasileira de Rinologia, publicada em 2025, separa a sinusite aguda em três tipos de acordo com a evolução dos sintomas. São a viral, a viral prolongada e a bacteriana. Cada uma tem uma curva própria, e conhecer essas curvas ajuda a entender por que tão poucos casos pedem antibiótico.

O que é sinusite aguda e por que o nome correto é rinossinusite

Os seios da face, também chamados de seios paranasais, são cavidades cheias de ar dentro dos ossos do rosto. O nome sinusite vem de sinus, seio da face, com o sufixo -ite, que indica inflamação. Sinusite, portanto, é a inflamação dos seios da face.

O termo médico correto é rinossinusite, porque não existe inflamação dos seios da face sem inflamação do nariz antes. A rinossinusite é a inflamação da mucosa, o revestimento interno do nariz e dos seios da face, e o processo começa sempre pelo nariz.

A palavra aguda se refere ao tempo. A rinossinusite é aguda quando os sintomas duram menos de 3 meses e crônica quando passam de 3 meses. A crônica é outra doença, com inflamação persistente da mucosa, outra investigação e outro tratamento, explicados na orientação sobre polipose nasal e rinossinusite crônica.

O diagnóstico é feito pela conversa e pelo exame. São necessários pelo menos dois de quatro sintomas, que são o nariz entupido, a secreção nasal, a dor ou pressão no rosto e a alteração do olfato, e o nariz entupido ou a secreção precisa estar entre eles. Na criança, a tosse entra no lugar da alteração do olfato. Cada sintoma é detalhado na orientação sobre como saber se é sinusite.

Raio X e tomografia não são necessários para diagnosticar a sinusite aguda sem complicação. Um resfriado comum já deixa secreção nos seios da face na maioria das pessoas, e por isso a imagem não separa o quadro viral do bacteriano. A tomografia fica para a suspeita de complicação ou de outro diagnóstico, como mostra a orientação sobre o raio X de face na sinusite.

Sinusite aguda e gripe são a mesma coisa?

Na prática, sim. Gripes e resfriados são viroses respiratórias. O vírus inflama o nariz e os seios da face e provoca todos os sintomas, e o nome técnico dessa inflamação é rinossinusite aguda viral. Dentro desse grupo, uma minoria dos casos evolui para sinusite bacteriana.

Por isso, o tratamento da maior parte das sinusites é o mesmo de uma gripe ou de um resfriado, assunto da orientação sobre como curar gripes e resfriados. Pelo mesmo motivo, a sinusite viral passa de uma pessoa para outra como um resfriado, principalmente pelo contato das mãos com a secreção do nariz de quem está doente. A gripe também pode afetar o ouvido, e o sinal que pede atenção está na orientação gripe pode causar surdez súbita?.

Os três tipos de sinusite aguda

Os três tipos não se distinguem pela gravidade dos sintomas, e sim pelo jeito como o quadro evolui com o passar dos dias.

TipoComo evoluiQuanto tempo duraAntibiótico?
ViralComeça com dor de garganta, espirros e coriza, chega ao pico no 2º ou 3º dia e depois melhora sem pararEm geral, os sintomas acabam até o 14º diaNão
Viral prolongadaMesmo começo e mesmo pico, mas a melhora é bem mais lentaPassa de 14 dias e pode chegar a 3 ou 4 semanas, às vezes um mêsNão
BacterianaVolta a piorar depois do 5º dia, quando já estava melhorando, ou continua intensa, sem nenhuma melhora, por mais de 14 diasDepende da avaliação e do tratamentoSó com os critérios confirmados na consulta

Mais de 90% dos casos são virais. A sinusite bacteriana é a minoria da minoria.

Sinusite viral: como os sintomas evoluem

A sinusite viral é a mais comum de todas e nada mais é do que uma virose respiratória. Nos primeiros dias aparecem dor de garganta, espirros e coriza, com o nariz escorrendo.

No segundo ou terceiro dia o quadro chega ao pico. A inflamação aumenta, e muitas vezes vêm febre, dor no corpo, prostração, dor de cabeça e mal-estar geral. O nariz fica muito entupido, a secreção tende a engrossar, e a garganta, que doía no começo, já melhora. Daí em diante a melhora é contínua, e em geral os sintomas acabam até o 14º dia.

Quando parece que tudo está passando, começa a tosse, seca ou com catarro. Como a pessoa vinha melhorando, a tosse dá a falsa impressão de piora, e muita gente procura avaliação nesse momento. Procurar avaliação não é errado, porque outras causas podem estar envolvidas, mas na maioria das vezes essa tosse faz parte da evolução do vírus e melhora em até duas semanas do início do quadro, mesmo sem remédios mais fortes. O motivo de ela chegar no fim está na orientação sobre a tosse causada pela sinusite, e a curva de cada sintoma, em quanto tempo dura uma gripe ou um resfriado.

O vírus costuma cumprir esse ciclo mesmo com remédios, que aliviam os sintomas, mas não mudam esse caminho. Sentir-se muito mal nos primeiros dias não indica bactéria, e a diretriz brasileira lembra que essa intensidade inicial não deve ser usada para decidir pelo antibiótico. Uma virose pode causar tanto desconforto quanto uma infecção bacteriana, às vezes até mais.

A febre segue a mesma lógica. Nas viroses mais fortes, como influenza e covid, a febre pode durar até cinco dias e, em casos excepcionais, até sete, sem nenhuma bactéria envolvida. Febre muito alta, de 39 °C ou 40 °C, também não é sinal de bactéria, porque os picos mais altos costumam vir de vírus. Passar do terceiro dia de febre, sozinho, não é motivo para começar antibiótico. A escolha do remédio para baixar a febre está na orientação sobre remédio para febre e dor.

Sinusite viral prolongada: quando passa de duas semanas

A sinusite viral prolongada começa igual à viral comum, com dor de garganta, espirros, coriza e às vezes uma dor de cabeça leve. O pico também chega no segundo ou terceiro dia. A diferença aparece depois, porque a melhora acontece, mas bem mais devagar do que numa virose simples.

Os sintomas passam de 14 dias e muitas vezes ficam por três ou quatro semanas, ou até um mês. Entre o 7º e o 14º dia costuma aparecer a tosse, que incomoda e se arrasta. Há quem passe pelo pico da gripe, melhore e fique depois só com uma tosse residual, que dura até três ou quatro semanas.

Mesmo durando mais de duas semanas, esse quadro não tem nada de bacteriano. Foi um vírus forte, que causou muita inflamação, e o organismo demora mais para se recuperar. O que define esse tipo é a melhora lenta e contínua. Enquanto os sintomas seguem melhorando, o tempo sozinho não indica antibiótico.

A Academia Brasileira de Rinologia criou esse nome justamente para reforçar que mesmo os episódios demorados costumam ser virais. Sem ele, quem chega à terceira semana ainda assoando o nariz pode concluir que a gripe virou infecção e acabar tomando um antibiótico de que não precisa.

Sinusite bacteriana: os dois padrões que levantam a suspeita

A suspeita de sinusite bacteriana aparece em só dois padrões de evolução.

  • Dupla piora. Os sintomas chegam ao pico no 2º ou 3º dia, melhoram e voltam a piorar depois do 5º dia, com muita prostração, dor no rosto, secreção bem pior e tosse intensa. A pessoa piorou, melhorou e piorou de novo.
  • Sintomas intensos sem melhora. Depois do pico, o quadro não melhora e continua ruim, com sintomas fortes, por mais de 14 dias.

Fora desses dois padrões, a suspeita de bactéria não se sustenta. A secreção amarela ou verde, sozinha, não define bactéria, porque a cor muda ao longo de qualquer resfriado. A duração longa com melhora contínua também não define, nem a intensidade dos primeiros dias.

Sinusite que passa de 10 dias é bacteriana?

Não necessariamente. A regra dos 10 dias aparece em muitos textos sobre sinusite e é usada pelo consenso europeu de 2020 e por diretrizes americanas. Por essa regra, sintomas que passam de 10 dias levantam a suspeita de infecção bacteriana.

A classificação brasileira usa o prazo de 14 dias para a persistência sem melhora. A sinusite viral em geral termina até o 14º dia, e a viral prolongada passa disso melhorando devagar. Por isso, chegar ao 10º dia ainda com sintomas, mas melhorando, não indica bactéria. O sinal de atenção é chegar ao 14º dia sem nenhuma melhora, ou voltar a piorar depois do 5º dia.

Isso não obriga ninguém a esperar duas semanas com dúvida. Quem está sem melhora nenhuma, ou não sabe se está melhorando, pode ser avaliado antes, e o exame do nariz ajuda a separar a virose demorada da infecção bacteriana. Os sinais que indicam o momento dessa avaliação estão na orientação sobre quando procurar o médico na gripe.

Os cinco critérios que confirmam a sinusite bacteriana

O padrão de evolução levanta a suspeita, mas não fecha o diagnóstico sozinho. Além dele, é preciso ter pelo menos três de cinco critérios, avaliados na consulta.

CritérioO que significa
Dor intensa de um lado sóDor forte no rosto, concentrada em um dos lados
Secreção purulenta do mesmo ladoSecreção espessa, amarelada ou esverdeada, saindo principalmente do lado da dor
Febre de 38 °C ou maisTemperatura medida no termômetro
PCR ou VHS aumentadosExames de sangue que mostram inflamação, pedidos quando o médico julga necessário
Dupla pioraMelhora seguida de nova piora depois do 5º dia

O lado do rosto aparece em dois dos cinco critérios. A virose costuma inflamar o nariz dos dois lados, enquanto a infecção bacteriana tende a se concentrar em um seio da face.

Quando esses critérios são aplicados de verdade, junto com o tempo de evolução, poucos pacientes os preenchem, e a estatística de 0,5% a 2% se confirma no consultório. Os critérios fazem parte do exame médico e não servem de teste para fazer em casa. A decisão sobre o remédio é detalhada na orientação sobre quando a sinusite precisa de antibiótico.

Por que tanta gente toma antibiótico para sinusite sem precisar

Existe um paradoxo entre a quantidade real de sinusite bacteriana e o uso de antibiótico. A complicação bacteriana é rara, e mesmo assim o antibiótico é muito usado na sinusite aguda. Muita gente sente o nariz entupido, a secreção grossa e a dor no rosto e conclui que só o antibiótico vai resolver. Na maioria dos casos, não é assim.

O antibiótico não age contra vírus, e por isso não trata a sinusite viral nem a viral prolongada. A Academia Brasileira de Rinologia recomenda contra o uso de antibiótico nesses dois tipos. Na sinusite bacteriana confirmada pelos critérios, o antibiótico em geral é necessário e é prescrito na consulta. A diretriz brasileira reserva o início imediato para os quadros mais graves. Nos moderados, ela considera possível aguardar alguns dias com reavaliação antes de prescrever, uma possibilidade avaliada caso a caso.

Uma revisão Cochrane com 15 estudos e 3.057 adultos com sinusite aguda mostrou os dois lados do remédio. Sem antibiótico, 46% estavam curados em uma semana e 64% em 14 dias. Com antibiótico, a cada 19 pessoas tratadas, uma a mais teve a cura mais rápida, e a cada 8 tratadas, uma a mais teve efeito colateral, principalmente no estômago e no intestino.

O uso sem necessidade também tem um custo que vai além da pessoa. O antibiótico altera as bactérias boas do intestino e favorece a resistência bacteriana, que atinge quem usa e também quem convive no mesmo ambiente. Por isso, ele só deve ser usado com indicação clara e prescrição médica.

Quando há indicação, a escolha do antibiótico e o tempo de uso são decididos na consulta, conforme o caso, a idade e as outras doenças da pessoa. Benzetacil e azitromicina, muito usadas por conta própria, não estão entre as recomendações para a sinusite bacteriana. As opções e os prazos estão na orientação sobre antibiótico para sinusite.

Como tratar a sinusite aguda sem antibiótico

Na maioria dos casos, lavar o nariz, beber bastante líquido e descansar já permite que o corpo resolva a sinusite aguda, sem remédios mais fortes. Outras medidas aliviam os sintomas enquanto isso, sempre com orientação médica.

  • Lavagem nasal com soro fisiológico. Limpa a secreção e alivia o nariz entupido. A forma de fazer está na orientação sobre a melhor lavagem nasal para sinusite.
  • Analgésico e antitérmico, para dor e febre. Uma febre baixa em quem está ativo e bem disposto não precisa de remédio. O antitérmico entra quando a pessoa fica prostrada ou muito desconfortável.
  • Corticoide em spray nasal, com prescrição. O efeito é modesto. Numa revisão Cochrane de 4 estudos, com 1.943 participantes, a análise conjunta de 3 deles mostrou melhora ou cura dos sintomas em 73% com o spray e em 66,4% com placebo. O consenso europeu não indica o spray no começo da virose comum, mas o recomenda na forma viral prolongada com sintomas intensos. A técnica certa está em como usar spray nasal.
  • Descongestionante, só por poucos dias. Usado por mais de 3 a 5 dias, o descongestionante nasal pode causar efeito rebote e piorar o nariz entupido.
  • Vapor de água morna, um recurso antigo. A inalação de vapor e as bebidas quentes ajudam a aliviar a inflamação e a soltar a secreção. O efeito não é imediato, e a melhora vem aos poucos.

O corticoide oral não é indicado de rotina na sinusite viral, e a diretriz brasileira recomenda contra a injeção de corticoide de depósito em qualquer tipo de sinusite aguda. Os mucolíticos e xaropes para soltar o catarro ainda não têm evidência suficiente para serem indicados. O antialérgico não age na virose, como explica a orientação sobre antialérgico para gripes e resfriados, e a vitamina C para gripe e resfriado iniciada depois dos primeiros sintomas teve benefício em alguns estudos e em outros não.

Entre os fitoterápicos, alguns estudos sugerem algum alívio dos sintomas, mas o desenho desses estudos recebe críticas, e a diretriz brasileira não estabelece recomendação para o uso. O que se sabe sobre um deles está na orientação sobre Sinupret® para sinusite.

Sinusite aguda em criança

Na criança, a sinusite aguda também é, na maioria das vezes, a própria gripe ou o próprio resfriado. Entre os sintomas que definem o quadro, a tosse entra no lugar da alteração do olfato, que a criança tem dificuldade de perceber e de contar.

A evolução para infecção bacteriana é um pouco mais frequente do que no adulto, estimada em 5% a 13% dos casos, e continua sendo a minoria. Os sinais, os cuidados e o momento de levar ao otorrino estão na orientação sobre sinusite em criança. Como a criança emenda uma virose na outra, a prevenção na escola também conta, assunto da orientação sobre como prevenir gripes e resfriados em crianças na escola.

A mesma inflamação que atinge os seios da face pode chegar ao ouvido e causar otite média, comum nas viroses da infância. Quando otite e sinusite aparecem juntas, a decisão sobre antibiótico tem regras próprias, explicadas na orientação sobre otite e sinusite precisam de antibiótico.

Sinais de alerta da sinusite aguda

As complicações da sinusite aguda são raras. Alguns sinais sugerem que a inflamação passou dos seios da face para estruturas vizinhas, como o olho ou as meninges, e precisam de avaliação médica sem demora.

  • Inchaço, vermelhidão ou dor ao redor de um dos olhos, ou pálpebra que não abre.
  • Visão dupla, visão borrada ou dificuldade para mover o olho.
  • Dor de cabeça intensa e diferente do habitual, principalmente com vômitos.
  • Rigidez de nuca, confusão mental ou sonolência fora do comum.
  • Inchaço na testa.

Na criança, as complicações ao redor do olho são mais frequentes do que no adulto, e por isso o inchaço da pálpebra durante uma sinusite precisa dessa avaliação em qualquer fase do quadro. Ao mesmo tempo, a maior parte da secreção que sai pelo olho de uma criança tem causa simples, como mostra a orientação sobre catarro saindo pelos olhos da criança. Cada complicação é explicada na orientação sobre complicações da sinusite.

A consulta com otorrino também é indicada quando há dupla piora, quando o quadro chega ao 14º dia sem nenhuma melhora, quando a dor no rosto é forte e de um lado só, quando as crises se repetem ao longo do ano ou quando o nariz continua entupido mesmo fora das gripes. Na OtoCare, a consulta inclui o exame do nariz e, quando necessário, a nasofibrolaringoscopia, exame feito com uma câmera fina que mostra o interior do nariz. As crises que voltam várias vezes no ano são tema da orientação sobre sinusite de repetição.

Fora desses cenários, o caminho é tratar os sintomas, cuidar do nariz, ter paciência e acompanhar a evolução. A pergunta mais útil não é há quantos dias a sinusite começou, e sim se ela está melhorando.

Vídeo: os tipos de sinusite aguda

O vídeo explica o que é a rinossinusite aguda, a evolução dos três tipos, os critérios da sinusite bacteriana e a relação entre sinusite, gripe e resfriado.

Perguntas frequentes

Como saber se a sinusite é viral ou bacteriana?

Pela evolução dos sintomas com os dias. A sinusite viral chega ao pico no segundo ou terceiro dia e depois melhora até acabar, em geral até o 14º dia. A bacteriana é suspeitada em dois casos, quando o quadro já vinha melhorando e volta a piorar depois do 5º dia ou quando continua intenso, sem nenhuma melhora, por mais de 14 dias. A confirmação depende dos critérios avaliados na consulta.

Quanto tempo dura uma sinusite aguda?

A forma viral, que é a mais comum, costuma acabar até o 14º dia, e a tosse do fim do quadro melhora em até duas semanas. A forma viral prolongada passa de 14 dias e pode durar três ou quatro semanas, às vezes um mês, sem deixar de ser viral. Para continuar sendo chamada de aguda, a sinusite precisa durar menos de 3 meses.

Sinusite aguda é contagiosa?

O que passa de uma pessoa para outra é o vírus da gripe ou do resfriado que causa a sinusite viral. Segundo o Manual MSD, o resfriado é mais contagioso no primeiro ou segundo dia depois do início dos sintomas e se espalha principalmente pelas mãos que tocam a secreção do nariz e depois a boca, o nariz ou os olhos. Lavar as mãos com frequência ajuda a proteger quem convive com a pessoa.

Sinusite aguda é grave?

Na grande maioria das vezes, não. A sinusite aguda costuma passar sozinha, e as complicações são raras. Quando acontecem, em geral vêm da infecção bacteriana que se espalha para perto do olho ou, mais raramente, para as meninges. Inchaço ao redor do olho, alteração da visão ou dor de cabeça intensa durante uma sinusite são sinais que precisam de avaliação médica sem demora.

Sinusite aguda pode virar meningite?

É uma complicação rara. Segundo o Manual MSD, com menor frequência a infecção bacteriana pode chegar aos tecidos que envolvem o cérebro e causar meningite, com dor de cabeça intensa e confusão mental. Rigidez de nuca, confusão mental ou sonolência fora do comum durante uma sinusite precisam de avaliação médica sem demora.

Sinusite aguda tem cura?

Tem. A sinusite viral e a viral prolongada se resolvem com o tempo, enquanto o organismo combate o vírus, e o tratamento serve para aliviar os sintomas. A sinusite bacteriana, quando confirmada, costuma se resolver com o tratamento indicado na consulta.

Qual a diferença entre sinusite aguda e crônica?

O tempo. A aguda dura menos de 3 meses e, na maioria das vezes, é uma virose. A crônica passa de 3 meses e não é uma infecção que não terminou, e sim uma inflamação persistente da mucosa, com nariz entupido, secreção e perda do olfato que não vão embora. Por isso a crônica não se resolve com antibiótico repetido e tem tratamento próprio.

Sinusite aguda pode virar crônica?

A crônica não é uma sinusite aguda que demorou a sarar. Crises agudas que se repetem várias vezes no ano, com intervalos sem nenhum sintoma, recebem o nome de sinusite aguda recorrente. Na crônica, os sintomas não somem entre as crises e passam de 3 meses. Nos dois casos, a consulta procura o que favorece a inflamação, como alergia ou alterações dentro do nariz, assunto da orientação sobre sinusite de repetição.

Sinusite aguda dá febre?

Pode dar, principalmente no pico da virose, entre o segundo e o terceiro dia. Uma febre que aparece de novo depois que o quadro já vinha melhorando é diferente, porque pode fazer parte da dupla piora, um dos padrões que levantam a suspeita de sinusite bacteriana.

Qual é pior, sinusite viral ou bacteriana?

Em desconforto, a viral pode ser tão forte quanto a bacteriana, às vezes mais, porque o vírus provoca muita inflamação. A bacteriana é bem mais rara, mas é nela que se concentram as complicações. A diferença entre as duas está na evolução dos sintomas e na necessidade ou não de antibiótico, e não em quanto a pessoa se sente mal.

Secreção verde ou amarela é sinal de sinusite bacteriana?

Sozinha, não. A secreção engrossa e muda de cor no curso normal de uma virose. Segundo a diretriz brasileira, nos estudos em que a secreção com aspecto de pus foi analisada em laboratório, a bactéria apareceu só em parte dos casos, entre 31% e 61%. A dor intensa de um lado do rosto ajuda mais a suspeitar de bactéria do que a cor.

Sinusite pode ser viral, bacteriana ou alérgica?

A sinusite aguda é viral na maioria das vezes e bacteriana numa minoria. A alergia entra de outro jeito. A rinite alérgica inflama o nariz, com espirros, coceira e coriza clara, e pode atrapalhar a melhora de uma sinusite viral sem que isso signifique bactéria. A diferença entre os dois quadros está na orientação sobre rinite e sinusite.

Para sinusite é melhor antibiótico ou anti-inflamatório?

Na maioria dos casos, nenhum dos dois. O antibiótico só serve para a sinusite bacteriana confirmada. Os anti-inflamatórios, como o ibuprofeno, aliviam a dor, mas não mudam a evolução da sinusite e podem ter efeitos colaterais sérios, e por isso a diretriz brasileira dá preferência aos analgésicos comuns, como paracetamol e dipirona.

O que fazer em casa para aliviar a sinusite aguda?

Lavar o nariz com soro fisiológico, beber bastante líquido e descansar. Toalhas mornas e úmidas sobre o rosto, o vapor de água morna e bebidas quentes também ajudam a aliviar a dor e a soltar a secreção. O que evitar é o antibiótico por conta própria, o descongestionante nasal por mais de poucos dias e a injeção de corticoide.

Referências

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  14. VILELA, Larissa. NÃO use ANTIBIÓTICOS para sinusite e otite antes de ver este vídeo! YouTube, 20 maio 2026. 1 vídeo (15 min 20 s). Disponível em: https://youtu.be/OVLmzCT-ICI. Acesso em: 4 out. 2026.
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Avaliação com otorrino em Brasília

Sinusites que se repetem ao longo do ano, nariz entupido fora das gripes, dupla piora, dor no rosto de um lado só ou sintomas que passam de 14 dias sem melhora merecem exame do nariz e da garganta. A avaliação separa o quadro viral do bacteriano, procura a alergia ou a alteração do nariz por trás das crises repetidas e evita tanto o antibiótico desnecessário quanto o tratamento adiado. Ela é feita em consulta com otorrino em Brasília. A Clínica OtoCare atende adultos e crianças no Setor Noroeste.

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