Por Dra. Larissa Vilela, médica otorrino
Lavar o nariz não é sinônimo de otite
Muita gente já ouviu que lavar o nariz dá otite e que o melhor é parar. A recomendação aparece com frequência ainda maior quando o assunto são as crianças. Na prática, a relação entre a lavagem nasal e o ouvido é bem diferente.
A lavagem nasal tem muitos benefícios. Ela traz alívio na rinite, na sinusite, nas gripes e nos resfriados, e ajuda até quem tem otites de repetição. O cuidado com as infecções que voltam várias vezes no ouvido, em muitos casos, começa pelo nariz bem lavado.

Na grande maioria das vezes, lavar o nariz não causa otite. Se a lavagem incomoda o ouvido, isso nunca é normal, e a forma de lavar precisa mudar.
A fama de vilã veio junto com a popularidade da garrafinha de alto volume. Circularam muitos vídeos de pessoas lavando o nariz e tirando uma quantidade impressionante de secreção, e a lavagem virou moda. Com ela apareceram casos de otite e de dor de ouvido, quase sempre em lavagens feitas com força demais, em momento ruim ou sem orientação médica.
Esses casos alimentaram a tendência oposta, a de aconselhar as pessoas a não lavar mais o nariz. O conselho está errado. Lavar o nariz é um hábito saudável e muito bom, importante no tratamento de vários problemas de ouvido, nariz e garganta. O problema está na lavagem feita do jeito errado e no caso das pessoas em que a solução entra no ouvido com mais facilidade.
Como o soro da lavagem chega ao ouvido
O fundo do nariz se comunica com o ouvido por um canal estreito, a tuba auditiva, conhecida antigamente como trompa de Eustáquio. Ela ventila a orelha média, o espaço cheio de ar que fica atrás do tímpano. A tuba passa quase todo o tempo fechada e se abre por instantes, quando os músculos em volta dela se contraem, ao engolir, ao falar ou ao puxar o ar.
Por isso a lavagem precisa de baixa pressão. Na garrafinha, isso quer dizer apertar o frasco bem de leve. Quem tem pressa e espreme com força faz a pressão subir dentro do nariz, e ela se transmite até o fundo, onde fica a abertura da tuba. Dali, a solução, ou a secreção que estava no nariz, pode subir até o ouvido, causar pressão e dor e levar a uma otite. É o mesmo caminho por onde o ar chega ao ouvido quando alguém fecha o nariz e sopra.
Algumas pessoas têm mais facilidade para essa passagem, por causa da própria anatomia. Nelas, a tuba é mais aberta, mais curta ou mais horizontal, e a lavagem de volume maior incomoda mesmo com a técnica correta. Nas crianças pequenas, a tuba é naturalmente mais horizontal e mais curtinha, um dos motivos de a otite ser tão comum na infância. O funcionamento da tuba e o que acontece quando ela falha estão na orientação sobre disfunção tubária.
Em que situações a lavagem pode levar a uma otite
A lavagem nasal pode causar otite quando é feita do jeito errado ou numa pessoa com predisposição anatômica, e esse vínculo aparece numa minoria dos casos. Na maior parte das vezes, a lavagem só ajuda. O soro costuma chegar ao ouvido nestas situações.
- Força demais no frasco ou na seringa.
- Criança chorando e se debatendo, segurada por adultos para lavar o nariz.
- Garrafinha usada com o nariz totalmente entupido.
- Cabeça virada para o lado durante a lavagem, em vez de reta e inclinada para a frente.
- Uma tuba que, pela anatomia, deixa a solução passar com mais facilidade.
Um cenário pede atenção especial. Quem já está com uma sinusite bacteriana, com o nariz cheio de secreção grossa e entupido, e lava com força pode empurrar essa secreção para um ouvido que já estava a caminho de inflamar. Pode ter sido o que aconteceu com o apresentador João Inácio Júnior, que tornou o caso público em 2026 como um alerta. Pelo relato dele, a otite apareceu depois de uma lavagem feita com força demais e se complicou com mastoidite nos dois lados, a infecção do osso que fica atrás da orelha.
A mastoidite é muito rara, e mais rara ainda como consequência de uma lavagem. Um risco desse tamanho não justifica deixar de lavar o nariz, mas reforça o cuidado com a forma de lavar. Dor, vermelhidão ou inchaço atrás da orelha depois de uma otite precisam de avaliação médica sem demora. A orientação sobre mastoidite mostra como reconhecer e tratar essa infecção.
O que dizem os estudos sobre lavagem nasal e otite
Os estudos mostram a lavagem nasal mais como parte do cuidado com o ouvido do que como ameaça a ele. Num levantamento com 61 crianças que passaram a lavar o nariz, 86% toleraram a lavagem. Cerca de 12% tiveram efeitos leves, como dor de ouvido, tosse ou enjoo, segundo os dados do estudo resumidos numa revisão de 2025.
Num estudo italiano com 220 crianças de 5 a 9 anos com rinite alérgica, as que lavaram o nariz duas vezes por dia com solução hipertônica, por quatro semanas, terminaram o estudo com menos líquido atrás do tímpano. Nenhum efeito adverso foi registrado.
Nas crianças com otites de repetição, outro estudo italiano analisou 173 crianças de 1 a 5 anos. As que fizeram a lavagem todos os dias, com os pais ensinados a lavar do jeito certo, tiveram cerca de metade das crises de otite nos meses seguintes e usaram menos antibiótico do que as que não tinham recebido essa orientação. O estudo foi pequeno, feito a partir de prontuários e sem sorteio dos grupos, e os próprios autores pedem estudos prospectivos e controlados. Mesmo assim, o resultado combina com o que se observa no consultório.
Os problemas aparecem com a pressão. A ABORL-CCF, associação que reúne os otorrinos do Brasil, liga no seu manual a dor e o desconforto no ouvido à pressão excessiva no momento da lavagem. A Sociedade Brasileira de Pediatria, no guia sobre lavagem nasal, lembra que, desde o fim do século XIX, há relatos de otite e de outros problemas no ouvido com duchas nasais de alto volume, e que confundir alto volume com alta pressão aumenta muito esse risco. Para uma revisão de 2025, a lavagem com bastante soro e pouca pressão é o jeito mais eficiente de limpar o nariz.
Desconforto no ouvido durante a lavagem não é normal
Na hora da lavagem, o ouvido não deve incomodar em nada. Sentir pressão no ouvido, ter a impressão de que o soro subiu ou sentir dor quer dizer que aquela lavagem não está adequada para aquela pessoa.
Muita gente chega à consulta achando que esse incômodo faz parte da lavagem, porque ele se repete toda vez. Não faz. A regra vale para adultos e para as crianças que já conseguem dizer o que sentem. Quando a criança conta que o soro foi para o ouvido, diz que o ouvido dói quando lava ou reclama logo depois da lavagem, a queixa merece ser levada a sério, e a forma de lavar precisa mudar.
O primeiro passo é conferir a técnica, porque cada dispositivo tem o seu jeito certo de usar. Se a técnica está certa e o ouvido continua incomodando, aquele método não combina com aquele nariz, e o caminho é passar para outro que leve menos soro, como mostra a escada de métodos mais abaixo.
No momento em que o ouvido incomoda, a lavagem para. Depois de um pequeno intervalo, ela pode recomeçar, com calma. Voltando o incômodo, a lavagem com aquele dispositivo é suspensa, e a queixa é levada à consulta, que em geral troca o dispositivo. Como agir diante da dor de ouvido logo após lavar, quanto tempo a dor costuma durar e o que tomar para aliviar estão na orientação sobre dor de ouvido na lavagem nasal.
Como lavar o nariz sem levar soro ao ouvido
A lavagem segura junta bastante soro com pouca força. Na garrafinha, o frasco é apertado só com dois dedos, e não com a mão inteira, o que diminui muito a chance de pressionar demais sem querer. A cabeça fica reta, inclinada para a frente e olhando para baixo, a boca fica aberta e quem lava respira pela boca do começo ao fim da aplicação. Depois, o nariz é assoado com delicadeza, sem força. A posição e o passo a passo de cada método estão na comparação entre as formas de lavagem nasal.
Com o nariz totalmente entupido, quase sem ar passando, a garrafinha fica guardada até o nariz desinchar. Mesmo apertada devagar, ela leva soro para um espaço que não tem por onde escoar, e a pressão sobe. Nessa fase, a seringa ou o jato contínuo mantêm o nariz limpo, como explica a orientação sobre a lavagem nasal com garrafinha.
Os três métodos mais usados formam uma escada, do que leva mais soro para o que leva menos. Quando o ouvido reclama, a saída é descer um degrau, e não apertar mais forte nem abandonar a lavagem.
- Garrafinha de alto volume, a que leva mais soro de uma vez e em que a força mal dosada pesa mais.
- Seringa, com volume intermediário, que costuma resolver o incômodo de quem não se adaptou à garrafinha.
- Jato contínuo, com o menor volume e a pressão mais baixa dos três.
A troca é feita um degrau por vez. Quem tem incômodo no ouvido com a garrafinha passa para a seringa, e quem continua com ele na seringa passa para o jato contínuo. Com o jato contínuo, o desconforto no ouvido é muito pouco provável, porque a pressão é muito baixa e o volume é pequeno, e na prática clínica os casos de incômodo com ele são raríssimos.
Criança chorando e segurada à força: não faça a lavagem
Em muitas casas, lavar o nariz da criança virou uma batalha. Um adulto segura, outro ajuda a conter, e o soro entra enquanto a criança chora e grita. A cena se repete muito entre os 2 e os 3 anos, e muitos pais continuam lavando assim para não deixar o nariz sujo.
Nessa situação, a lavagem fica para depois, porque o risco de o soro chegar ao ouvido é muito alto. No meio do choro, a criança puxa o ar com força, e nessa hora os músculos em volta da tuba auditiva podem abri-la. Se o soro estiver entrando bem nesse momento, ele passa para o ouvido mesmo sem força e mesmo com a posição certa. Além disso, quem segura uma criança agitada acaba apertando mais para terminar logo.
Forçar também deixa marcas. Depois de algumas lavagens à base de choro, muitas crianças passam a recusar qualquer coisa no nariz, até o jato contínuo e o spray, e o cuidado fica mais difícil justamente quando seria mais útil.
A saída é voltar alguns passos. Se a garrafinha só entra com a criança segurada, a lavagem passa para a seringa. Se a seringa também virou briga, a vez é do jato contínuo, que a maioria das crianças aceita, mesmo na fase difícil dos 2 e 3 anos. Para as crianças, os frascos infantis, de bico menor e jato mais suave, são os mais indicados, e no dia a dia basta o jato só com soro fisiológico.
Como apresentar o jato contínuo à criança
A apresentação faz diferença. O frasco pode ser mostrado fora da hora da lavagem, a criança pode apertar o botão e brincar com o jato na mão, e o adulto pode lavar o próprio nariz primeiro, para ela ver como é. A lavagem começa aos poucos, nunca com a criança segurada. Com o jato contínuo bem aceito, ela pode passar com calma para a seringa e depois para a garrafinha, quando o nariz pedir mais soro.
A escolha do dispositivo, do volume e da posição em cada idade está na orientação sobre lavagem nasal em crianças.
E se as otites começaram depois da garrafinha?
Nem toda criança avisa. Algumas são pequenas demais para dizer onde dói, outras aceitam a lavagem sem reclamar de nada. Mesmo assim, os pais podem notar uma coincidência no tempo, com as otites começando logo depois que a garrafinha entrou na rotina.
Não há exame que prove se a garrafinha está por trás dessas otites. Na dúvida, a conduta é trocar a garrafinha pelo jato contínuo, que tem chance muito baixa de levar soro ao ouvido, e observar os meses seguintes. A lavagem continua, e só o dispositivo muda.
As otites de repetição também têm outras causas, como a adenoide aumentada, a creche, a fumaça de cigarro em casa e a chupeta. A posição da mamada também conta, como mostra a orientação sobre mamar deitado e otite. Quando as otites se repetem, a consulta na OtoCare examina o ouvido e o nariz para encontrar a causa.
Como saber se a lavagem nasal deu otite
A maior parte do incômodo depois da lavagem é passageira. Pressão, ouvido tampado ou a sensação de água no ouvido logo depois de lavar costumam melhorar sozinhos em alguns minutos. Se a dor continua por horas, ela precisa de avaliação.
A otite é outra história. Na otite média, a inflamação fica atrás do tímpano. Segundo o NHS, o serviço público de saúde do Reino Unido, os sintomas costumam começar rápido, com dor dentro do ouvido, febre, dificuldade para ouvir, sensação de pressão ou de ouvido cheio e, às vezes, secreção escorrendo do ouvido.
O que separa uma coisa da outra é a evolução. O desconforto da lavagem aparece na hora e vai embora. A dor que continua, piora nas horas seguintes ou vem acompanhada de febre sugere otite e precisa de exame. A confirmação depende do exame do ouvido, que mostra se o tímpano está inflamado ou se há líquido atrás dele. Os tipos de otite e o tratamento de cada um estão na orientação sobre otite, e o líquido que fica parado atrás do tímpano por semanas, na orientação sobre otite média secretora.
Na OtoCare, a consulta examina o ouvido e o nariz. Quando há dúvida sobre líquido atrás do tímpano, a impedanciometria mostra como o tímpano se movimenta e como está a pressão dentro do ouvido. O exame leva cerca de 10 minutos, tem resultado no mesmo dia e pode ser feito em bebês, crianças e adultos.
Durante uma gripe, a audição também pode piorar por causa da própria virose, sem relação nenhuma com a lavagem. O ouvido tampado do resfriado costuma passar, e a perda de audição súbita precisa de avaliação médica sem demora, como mostra a orientação sobre gripe e perda de audição.
Pode fazer lavagem nasal com otite?
Na maioria das vezes, pode. A otite média costuma começar no nariz, com um vírus que inflama e entope o caminho que ventila e drena o ouvido. Por isso, o tratamento da otite muitas vezes inclui o nariz, com a lavagem e o spray de corticoide, para desinflamar essa região, e muitas otites melhoram sem antibiótico. Quando o antibiótico é necessário está explicado na orientação sobre se otite e sinusite precisam de antibiótico.
Com o ouvido inflamado, a lavagem é feita com cuidado redobrado, sem nenhuma força e, se preciso, com um dispositivo de menor volume. Quando o ouvido já doía antes de lavar, a forma de lavar e o momento de retomar a lavagem são definidos na consulta.
Algumas referências preferem esperar. Num consenso de especialistas belgas sobre lavagem nasal em bebês, pouco mais de 60% sugeriram evitar a lavagem durante a otite aguda, número abaixo do exigido no estudo para virar recomendação do grupo. O único item classificado como contraindicação absoluta foi a fratura da base do crânio com vazamento do líquido que envolve o cérebro. Essa cautela com a otite pode ser avaliada caso a caso, na consulta, principalmente nos bebês.
Vídeo: a lavagem nasal não é a vilã do ouvido
O vídeo, de setembro de 2025, mostra de onde veio a fama de que lavar o nariz dá otite, por que o incômodo no ouvido nunca é normal, como trocar de método e o que fazer com a criança que não aceita a lavagem. Os vídeos de 2026 acrescentam que, no choro, a tuba pode abrir e o soro passar mesmo sem força, que a garrafinha se aperta só com dois dedos e que a mastoidite depois da lavagem é muito rara.
Perguntas frequentes
Lavagem nasal causa otite em bebê?
Feita com pouco soro e sem força, não. No bebê, a lavagem usa volumes pequenos e dispositivos suaves, que quase não fazem pressão, escolhidos para o tamanho do nariz. Como o bebê não consegue contar que o ouvido dói, a atenção vai para o comportamento nos dias seguintes, com choro, febre e dificuldade para mamar ou dormir. Como reconhecer a otite nessa idade é um dos temas da orientação sobre sintomas e tipos de otite.
Lavagem nasal com seringa causa otite?
Não, quando o êmbolo é empurrado devagar. Comparada à garrafinha, a seringa leva menos soro, e menos volume costuma significar menos pressão, por isso ela é o degrau seguinte quando a garrafinha incomoda o ouvido. A pressão, porém, depende da mão de quem aplica. Empurrado de uma vez, o êmbolo também pode levar soro ao ouvido, e o risco cresce com a criança agitada. O jeito certo de usar está na orientação sobre a lavagem nasal com seringa.
Lavagem nasal de alto volume causa otite?
Não por causa do volume. A garrafinha foi feita para levar muito soro com pouca pressão, e essa combinação limpa o nariz melhor do que as outras. Na sinusite, com catarro grosso e difícil de sair, ela é o dispositivo preferido, como mostra a orientação sobre a melhor lavagem nasal para sinusite. O risco aparece quando o volume alto se junta à força no frasco ou a um nariz completamente fechado.
Lavagem nasal causa otite externa?
Não. A otite externa é a inflamação do canal do ouvido, a parte que fica do lado de fora do tímpano, e costuma estar ligada a água no canal ou a irritação da pele dele. O soro da lavagem nasal, quando chega ao ouvido, entra por dentro, pela tuba, e fica atrás do tímpano. Por isso, a otite que pode surgir depois de uma lavagem feita com força é a otite média. Os cuidados com o canal estão na orientação sobre como evitar otite externa.
Criança com dor de ouvido pode fazer lavagem nasal?
Depende da origem da dor. Quando a dor vem de uma otite que começou num resfriado com o nariz cheio, a lavagem costuma entrar no tratamento, sempre suave, de preferência com o jato contínuo ou a seringa, e nunca com a criança segurada, porque o choro facilita a entrada do soro no ouvido. Dor com febre ou que não passa precisa de exame antes. Se a dor apareceu logo depois de uma lavagem e sumiu em minutos, a próxima é feita com menos volume e menos força.
Como tratar a otite que apareceu depois da lavagem nasal?
Do mesmo jeito que qualquer otite média, depois do exame do ouvido. Muitas se resolvem desinflamando o ouvido e cuidando do nariz, e o antibiótico entra só em parte dos casos, conforme a idade, a intensidade e o que o exame mostra. Antibiótico por conta própria não é indicado. Com a otite tratada, a forma de lavar é revista, em geral com um dispositivo de menor volume, para a lavagem continuar sem levar soro ao ouvido.
Lavagem nasal desentope o ouvido?
Pode ajudar, quando o ouvido tampou por causa do nariz. Numa gripe, numa rinite ou numa sinusite, a tuba auditiva incha junto com o nariz e deixa de ventilar o ouvido. Lavar o nariz com delicadeza ajuda a desinflamar essa região, e a tuba volta a funcionar com o tempo. O mecanismo está na orientação sobre disfunção tubária. O ouvido que tampou logo depois de uma lavagem é outra situação, e em geral destampa sozinho em alguns minutos.
O que pode dar errado na lavagem nasal?
Os problemas mais comuns são leves. Pelo manual da ABORL-CCF, o ardor no nariz ou na garganta aparece com mais frequência, e insistir com a lavagem ardendo pode ressecar o nariz e trazer um pequeno sangramento. A dor de ouvido e a otite vêm quase sempre da pressão. Um erro raro, mas grave, é usar água da torneira sem filtrar ou ferver, que pode levar uma ameba ao nariz, como explica a orientação sobre lavagem nasal com água.
Referências
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Dor de ouvido que volta a cada lavagem, otites que se repetem ou dúvida sobre qual dispositivo usar pedem o exame do ouvido e do nariz. Na OtoCare, a consulta com otorrino em Brasília examina os dois, e a nasofibrolaringoscopia, feita na OtoCare, mostra o fundo do nariz por dentro, onde fica a abertura da tuba auditiva. A Clínica OtoCare atende adultos e crianças no Setor Noroeste.
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