Rouquidão por mais de duas semanas: causas e quando pode ser câncer de laringe

Dra. Larissa Vilela, médica otorrinolaringologista da Clínica OtoCare

Por Dra. Larissa Vilela, médica otorrino

Rouquidão que não passa em duas semanas precisa de avaliação

Rouquidão por mais de duas semanas pode ser sinal de alerta para uma condição séria da laringe, o câncer de laringe. Na maioria das vezes a causa é outra, mais simples, mas a única forma de saber é examinar as pregas vocais. E quando o câncer de laringe é descoberto cedo, as chances de cura são altas.

A voz é o principal meio de comunicação e acompanha a pessoa a vida inteira, desde o primeiro choro, ao nascer, até a velhice. A Campanha Nacional da Voz de 2025, da Academia Brasileira de Laringologia e Voz, partiu dessa ideia e teve como tema o cuidado com a voz, o som que acompanha cada pessoa ao longo da vida. O recado principal da campanha foi que a rouquidão que dura mais de duas semanas precisa de avaliação com o otorrinolaringologista, o especialista em laringe.

A seguir estão as causas de rouquidão, o que muda quando ela não passa, os sinais e os fatores de risco do câncer de laringe, como é feito o exame e por que o diagnóstico precoce faz tanta diferença.

Dra. Larissa Vilela com a mão na frente do pescoço, na altura da laringe, ao lado de uma pessoa com expressão de desconforto e a mão no queixo, tentando falar com a voz rouca

O que é rouquidão

Rouquidão é a mudança na qualidade da voz. Ela pode ficar áspera, fraca, soprosa, falhando, mais grossa ou exigir mais esforço para sair. O nome técnico é disfonia. Segundo a diretriz da Academia Americana de Otorrinolaringologia, quase um terço das pessoas tem disfonia em algum momento da vida.

A voz nasce na laringe, no meio do pescoço, onde ficam as pregas vocais, também chamadas de cordas vocais. Elas vibram com o ar que sai dos pulmões, e qualquer inchaço, inflamação ou lesão nelas muda o som. Por isso a rouquidão é, na maior parte das vezes, um sinal de que algo está acontecendo nas pregas vocais. O caminho completo do ar até a fala está na orientação sobre como a voz é produzida.

Rouquidão passageira: causas comuns que melhoram sozinhas

A rouquidão tem muitas causas, e a maioria delas é passageira. As mais comuns são:

  • gripe ou resfriado;
  • quadro alérgico;
  • esforço vocal maior que o habitual, como falar muito alto, gritar ou cantar por muito tempo;
  • exposição ao ar-condicionado, que resseca as vias aéreas.

Nesses casos, na maioria das vezes, a rouquidão passa sozinha, e em menos de duas semanas o quadro está resolvido. A MedlinePlus, biblioteca de saúde da National Library of Medicine dos Estados Unidos, também aponta o resfriado e a infecção de garganta como a causa mais comum de rouquidão, que em geral melhora em até duas semanas.

Enquanto a voz se recupera, ajudam falar só o necessário, beber bastante líquido ao longo do dia e evitar gritar e sussurrar, que também força as pregas vocais. O exercício do som de z, explicado na orientação sobre exercício para a voz, também ajuda a voz a melhorar mais rápido. Outros cuidados do dia a dia com a voz estão na orientação sobre como cuidar da voz.

Rouquidão persistente: o que pode ser

Como a rouquidão comum melhora em menos de duas semanas, esse é o prazo do alerta. Se a voz está rouca há mais tempo do que isso, uma investigação mais detalhada passa a valer a pena, porque pode estar acontecendo alguma coisa nas pregas vocais. Entre as causas de rouquidão persistente estão:

A MedlinePlus lista ainda causas menos comuns, como a lesão dos nervos e músculos da laringe depois de um trauma ou de uma cirurgia, a irritação deixada por um tubo de intubação, o hipotireoidismo e os cânceres de tireoide e de pulmão. Em quem fuma há muitos anos, a voz rouca e grossa também pode vir do inchaço das pregas vocais causado pelo cigarro, o edema de Reinke.

A rouquidão persistente costuma vir acompanhada de pigarro, tosse, sensação de algo preso na garganta ou cansaço para falar. Quando o pigarro também não passa, a orientação sobre pigarro constante explica as origens possíveis.

Rouquidão leve ou perda total da voz: qual merece atenção

Uma dúvida comum é se só a perda completa da voz preocupa ou se uma voz apenas um pouco rouca também pede consulta. Quando se fala em rouquidão persistente, vale qualquer tipo de rouquidão. Uma rouquidão leve, que não está melhorando e já dura mais de duas semanas, precisa de avaliação.

Se a pessoa perde a voz completamente, a avaliação fica ainda mais importante. O que pesa é o tempo e a falta de melhora, e não só a intensidade.

No Brasil, a Academia Brasileira de Laringologia e Voz e a Associação Brasileira de Otorrinolaringologia adotam o prazo de duas semanas, ou 15 dias. A diretriz americana de rouquidão, de 2018, fala em examinar a laringe quando a voz não melhora em até quatro semanas, ou antes disso, sem esperar, quando há suspeita de causa séria. O momento do exame pode ser avaliado caso a caso, na consulta, conforme a história e os fatores de risco de cada pessoa.

Sintomas do câncer de laringe: a rouquidão vem primeiro

O câncer de laringe é um dos tumores que muita gente chama de câncer na garganta, e tem a rouquidão como um dos principais sintomas e um dos primeiros. Antes de qualquer outro sinal, a pessoa com um câncer de laringe inicial, na maioria das vezes, apresenta rouquidão, e muitas vezes ela é o único sintoma. Por isso uma rouquidão que persiste e não melhora precisa ter a laringe examinada.

Segundo o INCA, os sintomas dependem do local do tumor. Nas pregas vocais, a rouquidão é o sinal típico. Na parte de cima da laringe, a dor de garganta, principalmente ao engolir, é mais comum, junto com alteração da voz, leve dificuldade para engolir e sensação de caroço na garganta. Nas lesões avançadas, além da rouquidão, podem aparecer dor de garganta, mais dificuldade para engolir e falta de ar.

O INCA lista os sinais que devem ser investigados:

  • dor de garganta;
  • rouquidão;
  • alteração na qualidade da voz;
  • dificuldade para engolir;
  • sensação de caroço na garganta;
  • nódulo, ou caroço, no pescoço.

Na maioria das vezes, esses sintomas não são câncer. Mesmo assim, precisam ser investigados quando não melhoram. A rouquidão acompanhada de falta de ar ou de dificuldade importante para engolir precisa de avaliação médica sem demora.

Fatores de risco do câncer de laringe

O câncer de laringe é relativamente frequente no Brasil, e a maioria dos casos é em homens. Pela estimativa mais recente do INCA, são esperados 8.510 casos novos por ano entre 2026 e 2028, sendo 7.310 em homens e 1.200 em mulheres.

Alguns fatores de risco estão muito ligados a ele:

  • cigarro, o principal deles;
  • bebida alcoólica em excesso;
  • lesões causadas pelo HPV na laringe, como a papilomatose laríngea;
  • inalantes do trabalho, como o amianto, também chamado de asbesto;
  • idade acima de 60 anos;
  • sexo masculino.

O álcool e o cigarro juntos não apenas somam o risco. Um tem efeito sinérgico com o outro, e o risco de câncer de laringe se multiplica em quem fuma e bebe. O INCA cita ainda o excesso de peso e outras exposições no trabalho, como as névoas ácidas usadas na metalurgia e na galvanoplastia.

Quem tem rouquidão persistente e algum desses fatores de risco precisa buscar a avaliação com mais rapidez. A diretriz americana também coloca o histórico de cigarro entre as situações em que o exame da laringe não deve esperar.

Videolaringoscopia: o exame que mostra as pregas vocais

O primeiro exame da rouquidão persistente é a videolaringoscopia. Ela é feita com um endoscópio rígido, que tem uma câmera na ponta e entra pela boca. Com ele, o otorrino vê a laringe e as pregas vocais na tela e identifica o que está errado para a rouquidão ter persistido. A OtoCare faz a videolaringoscopia na própria clínica, no Noroeste de Brasília.

Outra forma de ver as pregas vocais é a nasofibrolaringoscopia, com uma câmera fina e flexível que entra pelo nariz e mostra a laringe enquanto a pessoa fala. O otorrino escolhe o exame mais adequado para cada caso.

Na rouquidão persistente, ver a laringe vem antes de qualquer outro passo. A diretriz americana recomenda não pedir tomografia ou ressonância antes de examinar a laringe, não usar corticoide de rotina antes desse exame e não receitar remédio para refluxo só pelos sintomas, sem ver a laringe. Ela também recomenda não usar antibiótico de rotina na rouquidão.

Como é confirmado o diagnóstico do câncer de laringe

Quando a videolaringoscopia mostra uma lesão suspeita, dependendo da situação, o médico pode já pedir um exame de imagem, como a tomografia ou a ressonância do pescoço e do tórax.

O diagnóstico definitivo, porém, só vem com a biópsia. Ela pode ser feita no consultório ou no centro cirúrgico, conforme o aspecto da lesão, a profundidade e a localização. No centro cirúrgico, a pessoa recebe anestesia geral e, com um microscópio e um aparelho chamado laringoscópio de suspensão, o cirurgião chega até a prega vocal e retira alguns fragmentos. Eles vão para o exame anatomopatológico, que diz se a lesão é ou não câncer.

Segundo o INCA, a biópsia é obrigatória antes de qualquer planejamento de tratamento, porque a laringe pode ter lesões benignas com aparência de câncer. Com o diagnóstico de câncer confirmado, o tratamento é planejado.

Câncer de laringe tem cura? Tratamento e diagnóstico precoce

Tem, e a chance é maior quanto mais cedo ele é descoberto. Quando o câncer de laringe é diagnosticado nos estágios iniciais, a chance de cura chega a 90%, uma chance muito alta quando se fala em câncer. Esse número também é citado pela Academia Brasileira de Laringologia e Voz.

O tratamento pode ser feito com cirurgia, radioterapia ou quimioterapia. Eles podem ser usados isolados ou associados, dependendo do estágio, da forma da lesão e das condições clínicas de cada paciente.

O diagnóstico precoce muda também o tamanho do tratamento. No início, a cirurgia, quando indicada, é um procedimento bem menor do que o necessário num estágio avançado. Com isso, a qualidade de vida depois do tratamento é muito melhor, e a qualidade da voz muitas vezes fica muito boa. No estágio avançado, os tratamentos costumam ser mais agressivos e deixam mais sequelas.

O INCA lembra que o tratamento do câncer de laringe pode afetar a respiração, a fala e a deglutição, e que quanto mais cedo é feito o diagnóstico, maior a chance de evitar essas perdas. Em parte dos casos, a radioterapia ou a combinação de quimioterapia e radioterapia é usada justamente para preservar a laringe.

Como prevenir o câncer de laringe

A prevenção começa pelos fatores de risco que podem ser mudados. Segundo o INCA, ajudam:

  • não fumar e, para quem fuma, parar, o que sempre traz benefício;
  • evitar bebidas alcoólicas;
  • manter o peso adequado;
  • evitar falar muito alto e sem pausas;
  • usar corretamente os equipamentos de proteção no trabalho com substâncias que podem causar câncer.

O cigarro e o álcool também estão por trás da maioria dos casos de câncer de boca, outro tumor da cabeça e do pescoço que começa com um sinal que não passa, no caso uma ferida.

Não deixar a rouquidão persistente para depois é o que permite descobrir o câncer de laringe ainda no início. Adiar o tratamento muitas vezes piora o quadro e atrapalha muito a melhora.

Vídeo: rouquidão por mais de duas semanas e câncer de laringe

Perguntas frequentes

Quanto tempo dura uma rouquidão normal?

A rouquidão de uma gripe, de um resfriado, de uma alergia ou de um dia de esforço com a voz costuma melhorar sozinha em menos de duas semanas. Se passou desse prazo e a voz não volta ao normal, mesmo depois que a gripe já foi embora, a rouquidão deixa de ser considerada passageira e precisa de avaliação com otorrino.

Rouquidão sem dor de garganta pode ser grave?

Pode. A ausência de dor não tranquiliza. Segundo o INCA, o câncer que nasce nas pregas vocais se manifesta pela rouquidão, e a dor de garganta, principalmente ao engolir, é mais típica de tumores na parte de cima da laringe ou de lesões mais avançadas. No início, a voz rouca costuma ser o único sinal.

Qual remédio tomar para rouquidão?

Não existe um remédio que sirva para toda rouquidão, porque o tratamento depende da causa. A diretriz americana de rouquidão recomenda não usar antibiótico de rotina, não usar corticoide de rotina antes de examinar a laringe e não tratar a rouquidão isolada como refluxo só pelos sintomas, sem ver a laringe. A MedlinePlus acrescenta que os descongestionantes podem ressecar as pregas vocais. Repetir a receita de uma rouquidão antiga pode atrasar o diagnóstico.

Rouquidão e tosse seca, o que pode ser?

Na maioria das vezes, é uma infecção das vias aéreas, como gripe ou resfriado, e as duas melhoram juntas em poucos dias. Quando a tosse e a rouquidão continuam por semanas, entram outras causas, como a tosse crônica que irrita as pregas vocais e o refluxo que chega à garganta. O exame da laringe ajuda a separar essas situações.

Rouquidão pode ser refluxo?

Pode. O ácido do estômago que sobe até a garganta inflama a laringe e as pregas vocais e é uma das causas de rouquidão persistente, muitas vezes sem azia. O diagnóstico e o tratamento estão na orientação sobre refluxo laringofaríngeo.

Rouquidão pode ser problema na tireoide?

Pode, mas é menos comum. A MedlinePlus cita o hipotireoidismo e o câncer de tireoide entre as causas de rouquidão. O nervo que movimenta as pregas vocais passa perto da tireoide, e por isso a rouquidão depois de uma cirurgia no pescoço, como a da tireoide, também pede exame da laringe sem esperar.

Rouquidão pode ser câncer de pulmão?

Em alguns casos, sim. A MedlinePlus inclui o câncer de pulmão entre as causas menos comuns de rouquidão, porque o nervo das pregas vocais também passa pelo tórax. É um dos motivos pelos quais, diante de uma lesão suspeita ou de uma prega vocal que não se movimenta, o médico pode pedir exame de imagem do pescoço e do tórax.

Rouquidão em criança, o que pode ser?

Na criança, a causa mais comum de rouquidão persistente são os nódulos vocais, ligados ao uso intenso da voz, como mostra a orientação sobre nódulo vocal. A MedlinePlus sugere avaliar mais cedo nas crianças, quando a rouquidão passa de uma semana, e sempre no bebê com menos de três meses. A criança rouca com dificuldade para respirar ou que baba muito precisa de avaliação médica sem demora.

Gargarejo com água e sal resolve a rouquidão?

Não. O gargarejo não chega às pregas vocais, e a MedlinePlus diz que ele não ajuda na rouquidão. Falar só o necessário, beber bastante líquido e não sussurrar ajudam mais. Se a voz não melhorar em duas semanas, o que resolve é descobrir a causa.

Rouquidão que vai e volta precisa de avaliação?

Precisa. Uma voz que fica rouca sempre depois de falar muito, de dar aula ou de cantar pode indicar uma lesão por uso da voz, como nódulo ou pólipo, ou uma inflamação que volta, como no refluxo. O exame mostra a causa, e a fonoterapia vocal costuma fazer parte do tratamento.

Câncer de laringe é grave?

É uma doença séria. O INCA registrou 4.700 mortes por câncer de laringe no Brasil em 2024. A gravidade, porém, depende muito de quando ele é descoberto. Nos estágios iniciais, a chance de cura chega a 90%, e o tratamento costuma ser menor, o que muitas vezes preserva bem a voz e a qualidade de vida.

Existe exame preventivo para câncer de laringe?

Não há um exame de rotina para pessoas sem sintomas. Segundo o INCA, não há evidência de que o rastreamento do câncer de laringe traga mais benefícios do que riscos, e por isso ele não é recomendado. A proteção está em não fumar, evitar o álcool em excesso e examinar a laringe sempre que a rouquidão passar de duas semanas.

Quem tira a laringe volta a falar?

Pode voltar, com reabilitação. A retirada total da laringe, a laringectomia total, leva à perda da voz natural e a uma abertura permanente na traqueia para respirar. Segundo o INCA, mesmo depois dessa cirurgia é possível recuperar a fala com uma prótese colocada entre a traqueia e o esôfago, com bons resultados. Quanto mais cedo o diagnóstico, maior a chance de um tratamento que preserve a laringe.

Câncer de laringe pode voltar?

Pode, e por isso o acompanhamento depois do tratamento é longo. O INCA descreve consultas a cada três meses no primeiro ano, a cada quatro meses no segundo, a cada seis no terceiro e uma vez por ano no quarto, com alta depois de cinco anos sem sinais da doença. Quem continua a fumar e a beber tem chance de cura menor e maior risco de um segundo tumor na cabeça e no pescoço.

Referências

  1. VILELA, Larissa. Rouquidão por mais de 2 semanas: sinal de alerta para câncer de laringe! YouTube, 29 abr. 2025. 1 vídeo (9 min 5 s). Disponível em: https://youtu.be/3E4hFgyf4V8. Acesso em: 5 out. 2026.
  2. INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER (Brasil). Câncer de laringe: versão para população. Rio de Janeiro: INCA, 2023. Disponível em: https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/tipos/laringe/versao-para-populacao. Acesso em: 5 out. 2026.
  3. STACHLER, R. J. et al. Clinical practice guideline: hoarseness (dysphonia) (update). Otolaryngology–Head and Neck Surgery, v. 158, n. 1, supl., p. S1-S42, 2018. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/29494321/. Acesso em: 5 out. 2026.
  4. MEDLINEPLUS. Hoarseness. Bethesda: National Library of Medicine, 28 out. 2024. Disponível em: https://medlineplus.gov/ency/article/003054.htm. Acesso em: 5 out. 2026.
  5. ACADEMIA BRASILEIRA DE LARINGOLOGIA E VOZ. Saiba quando a rouquidão pode indicar um problema grave. São Paulo: ABLV, 17 maio 2024. Disponível em: https://www.ablv.com.br/saiba-quando-a-rouquidao-pode-indicar-um-problema-grave-2/. Acesso em: 5 out. 2026.

Avaliação da rouquidão na OtoCare, em Brasília

Rouquidão que já dura mais de duas semanas, leve ou forte, pede o exame das pregas vocais. Na consulta com otorrino na OtoCare, no Noroeste de Brasília, a laringe é examinada na própria clínica, a causa da rouquidão é investigada e o tratamento é definido, com a fonoterapia vocal quando indicada. Quem fuma, bebe em excesso ou tem mais de 60 anos deve buscar essa avaliação com mais rapidez.