Por Dra. Larissa Vilela, médica otorrino
Vilão ou herói do otorrino?
Para alguns pacientes, o corticoide oral parece um remédio milagroso. Outros têm medo dele e preferem não usar de jeito nenhum. As duas reações têm um fundo de verdade.
O corticoide oral, tomado em comprimido, gotas ou xarope, é um grande aliado no tratamento das inflamações fortes do ouvido, do nariz e da garganta. Usado em excesso, porém, traz uma série de efeitos colaterais. O que separa o herói do vilão é a indicação certa, a dose certa e o tempo certo de uso.

O que é o corticoide oral e como ele age
Os corticoides são derivados de um hormônio que o próprio corpo produz, o cortisol. Daí vem o nome. Entre outras funções, o cortisol controla a inflamação no organismo, e o corticoide é uma molécula sintética que imita esse efeito.
O corticoide tem uma ação anti-inflamatória potente. Ele bloqueia as vias da inflamação no organismo, inclusive as que são disparadas por vírus, por bactérias ou por alergias. Por isso consegue desinflamar o corpo de forma muito rápida.
O corticoide não mata vírus nem bactéria. Ele trata a inflamação que a infecção ou a alergia provocam. Numa infecção bacteriana, quando é indicado, entra junto com o antibiótico, e não no lugar dele.
Tomado pela boca, o corticoide chega ao corpo inteiro, e por isso é chamado de corticoide sistêmico. É dele que vêm os efeitos que assustam tanta gente. O spray nasal é outra história, porque age só no nariz e tem absorção muito baixa, como explica a orientação sobre o corticoide nasal.
Para que serve o corticoide oral no otorrino
O corticoide oral é reservado para os casos mais graves, em que há uma inflamação grande, o paciente está com muitos sintomas e é preciso uma resposta rápida. No otorrino, ele pode ser usado em situações como estas:
- uma otite muito intensa;
- uma sinusite com muita dor, muita tosse e muita secreção;
- uma amigdalite com inflamação grande, quase complicando com abscesso, e os próprios abscessos que complicam as amigdalites;
- uma laringite em que o paciente está rouco, com a voz muito ruim;
- a surdez súbita;
- a paralisia facial periférica, também chamada de paralisia de Bell;
- o pós-operatório, para reduzir a inflamação e acelerar a melhora.
Na paralisia de Bell, a evidência é forte. Um grande estudo publicado no New England Journal of Medicine mostrou recuperação completa em três meses em 83% dos pacientes tratados com prednisolona, contra 64% dos que não a receberam, e uma revisão Cochrane confirmou menos sequelas com o corticoide. Na surdez súbita, a diretriz da Academia Americana de Otorrinolaringologia prevê o corticoide como opção de tratamento inicial, de preferência nas duas primeiras semanas.
Na dor de garganta forte, uma revisão Cochrane mostrou que o corticoide, somado ao tratamento habitual, fez a dor desaparecer em 24 horas com frequência 2,4 vezes maior. Nos abscessos da amígdala, uma revisão sistemática sugere recuperação mais rápida. A diferença entre a garganta inflamada por vírus e por bactéria está na orientação sobre garganta inflamada.
Na sinusite aguda, os estudos mostram que o corticoide oral sozinho não trata a infecção e que, junto com o antibiótico, traz um alívio modesto dos sintomas nos primeiros dias. É mais um motivo para reservá-lo aos quadros de muita dor e inflamação, com a indicação avaliada caso a caso na consulta. Como diferenciar a sinusite viral da bacteriana é o tema da orientação sobre sinusite aguda viral ou bacteriana.
Nos pólipos nasais, um ciclo curto de corticoide melhora os sintomas por algumas semanas, mas o efeito não se mantém depois de parar. Por isso, ele fica para as crises, e o tratamento de base da polipose nasal é outro.
Por que o corticoide oral pode ser perigoso
O problema do corticoide está na própria rapidez. Quem tem uma rinite ou uma sinusite crônica percebe que um ou dois comprimidos já fazem a inflamação ir embora e o nariz voltar a respirar bem. Na crise seguinte, quando o nariz começa a fechar, a tentação é tomar de novo, sem orientação médica.
Muitas vezes o paciente acaba abusando do remédio. Somadas ao longo de um ano, essas doses podem ter efeitos colaterais sérios. E esse abuso não é incomum no consultório de otorrino, principalmente entre pacientes com sinusite crônica.
A informação mais importante sobre o tema é que o corticoide oral só deve ser usado com orientação médica. Ter o remédio em casa para tomar sempre que os sintomas pioram é um hábito ruim, porque o abuso está ligado a uma série de efeitos colaterais.
Nem os ciclos curtos são isentos de risco. Um estudo com mais de 1,5 milhão de adultos nos Estados Unidos mostrou que, nos 30 dias seguintes a um ciclo curto de corticoide oral, o risco de infecção generalizada, trombose e fratura aumentou, mesmo em doses baixas. O risco absoluto é pequeno, e o estudo não condena o remédio quando ele é necessário. Mostra, sim, que o comprimido não deve ser tomado sem motivo. O Formulário Terapêutico Nacional, do Ministério da Saúde, recomenda usar o corticoide pelo período mais curto possível e na menor dose necessária.
Efeitos colaterais do corticoide oral nos primeiros dias
Alguns efeitos aparecem logo no começo do tratamento, em parte dos pacientes, e vários deles têm um cuidado simples.
O corticoide pode causar agitação e insônia, principalmente em crianças. Por isso, é tomado de preferência pela manhã. A bula da prednisolona coloca o nervosismo e a insônia entre as reações comuns, que atingem até 1 a cada 10 pessoas.
Ele também pode causar dor de estômago e piorar uma gastrite. Por isso, a orientação é tomar o corticoide oral depois de comer.
O apetite costuma aumentar. Há quem sinta muita fome e passe a comer bem mais. Mesmo com a fome maior, o ideal é tentar segurar, porque o corticoide também incha. Ele provoca retenção de líquido, e a pessoa fica mais inchada.
O corticoide pode mexer com o humor, principalmente em quem já tem alguma questão psiquiátrica. Irritabilidade, euforia e mudanças de humor estão entre os efeitos descritos nas bulas.
Ele pode ainda aumentar a glicose no sangue, principalmente em quem tem diabetes ou pré-diabetes, e aumentar a pressão, principalmente em quem é hipertenso.
Corticoide oral engorda?
Pode engordar, e por dois caminhos. No uso de poucos dias, o que aparece é o inchaço pela retenção de líquido e o peso a mais que vem da fome aumentada. É por isso que segurar o apetite faz diferença mesmo num tratamento curto.
Quando o corticoide é usado por muitos dias ou repetido várias vezes ao longo do ano, o aumento de peso passa a ser um efeito de longo prazo, e vem acompanhado de outros mais sérios. Esse é um dos motivos para o tratamento no otorrino ser curto.
Corticoide oral para quem tem diabetes ou pressão alta
Diabetes e hipertensão são contraindicações relativas ao corticoide oral. Na prática, nesses pacientes ele é usado apenas nos casos mais graves, e a tendência é evitá-lo, porque pode descompensar tanto a pressão quanto o diabetes.
A glicose alta provocada pelo corticoide costuma aparecer mais à tarde e depois das refeições, segundo uma revisão sobre o tema. Quem tem diabetes e precisa do remédio deve medir a glicemia com mais atenção durante o tratamento, com os ajustes combinados na consulta. Quem é hipertenso também acompanha a pressão nesses dias.
As bulas trazem outras situações que pedem cuidado, como glaucoma e úlcera no estômago em atividade. A infecção por fungos espalhada pelo corpo e as infecções não controladas são contraindicações.
Efeitos do uso prolongado do corticoide oral
Quando o corticoide é usado por muitos dias ou de forma excessiva, os efeitos vão além do inchaço e da insônia. Ele pode levar a problemas como estes:
- aumento de peso;
- catarata;
- glaucoma;
- aumento da pressão;
- diabetes, causado só pelo uso excessivo do remédio;
- afinamento da pele;
- estrias;
- fraqueza muscular, chamada de miopatia pelo corticoide.
No uso abusivo, esses efeitos colaterais são muito frequentes e podem levar a problemas sérios de saúde, como pressão alta, diabetes e ganho de peso. Tomar o corticoide por conta própria a cada crise não vale a pena.
As bulas acrescentam a osteoporose, a acne e a maior facilidade para ter infecções. Nas crianças, o uso prolongado pode prejudicar o crescimento, segundo a bula da prednisona.
Há ainda um efeito menos conhecido. Enquanto recebe o corticoide por muito tempo, o corpo diminui a produção do próprio cortisol, pela glândula suprarrenal. É por isso que um tratamento longo não pode ser interrompido de uma vez.
Por quantos dias tomar corticoide oral
No otorrino, o tratamento com corticoide oral dura no máximo 5 dias. Três dias geralmente são o tempo ideal para tirar o paciente da fase mais grave. A partir daí, os sintomas passam a ser controlados com remédios mais leves.
A exceção são os casos mais sérios, como a surdez súbita e a paralisia facial periférica, em que o corticoide precisa ser usado por mais tempo. Nesses casos, a dose é reduzida aos poucos, com todo o cuidado para evitar os efeitos colaterais.
Precisa fazer desmame do corticoide?
Depende do tempo de uso. Nos ciclos curtos, como os de 3 a 5 dias usados na maioria das inflamações do otorrino, o remédio é tomado até o último dia da receita e interrompido, sem desmame. Uma diretriz das sociedades europeia e americana de endocrinologia, de 2024, também considera seguro parar sem desmame os tratamentos de menos de 3 a 4 semanas, e o esquema de cada caso é o da receita.
Nos casos que pedem mais tempo de corticoide, como a surdez súbita e a paralisia facial periférica, e nos tratamentos longos, a dose é reduzida aos poucos, conforme o esquema da receita. A suprarrenal leva tempo para voltar a produzir cortisol, e a parada brusca depois de um uso longo pode causar insuficiência suprarrenal, que pode persistir por meses depois do fim do tratamento, segundo as bulas.
Um engano comum é achar que todo corticoide oral precisa de desmame, mesmo depois de dois ou três dias, ou que o remédio fica cerca de um mês no corpo. O efeito de uma dose de prednisona dura de 12 a 36 horas, segundo a bula do Meticorten®. O que pode levar meses é a recuperação da produção de cortisol depois de um uso longo, e não a eliminação do remédio.
Como tomar o corticoide oral
O corticoide oral é tomado de preferência pela manhã, depois do café da manhã, e muitos esquemas usam uma dose única diária. O horário da manhã diminui a insônia e, segundo o Ministério da Saúde, também causa menos supressão da suprarrenal do que a dose da noite. A bula do Meticorten® orienta tomar o comprimido com um pouco de líquido, pela manhã. Alguns remédios, como o Kóide D®, são receitados em mais de uma dose por dia, e nesses casos valem os horários da receita.
A dose e o número de dias são os da receita. Não adianta aumentar a dose por conta própria quando a melhora parece lenta, nem guardar os comprimidos que sobraram para a próxima crise.
Se esquecer uma dose, a bula da prednisona orienta tomar assim que lembrar e depois acertar o horário das próximas. Nunca tome dose dobrada para compensar.
Álcool, vacinas e infecções durante o tratamento
O Formulário Terapêutico Nacional orienta evitar bebidas alcoólicas durante o uso do corticoide. No Kóide D®, que tem um antialérgico na fórmula, o álcool aumenta a sonolência.
O corticoide também mexe com a imunidade. Ele pode esconder sinais de uma infecção, e quem usa doses altas ou por muito tempo deve evitar contato com catapora e sarampo, que podem ser mais graves, principalmente nas crianças. As bulas contraindicam as vacinas de vírus vivo durante o tratamento. Antes de tomar qualquer vacina, informe que está usando o remédio.
Corticoide oral em crianças
As crianças também podem precisar de corticoide oral nas inflamações fortes do ouvido, do nariz e da garganta. Nelas, a agitação e a insônia são mais comuns, e por isso, quando o esquema é de uma dose por dia, ela é dada pela manhã, depois da alimentação.
Para as crianças, a prednisolona existe em solução oral e em gotas, com a dose calculada pelo peso. As bulas trazem uma faixa de 0,14 a 2 mg por quilo por dia, e a dose de cada criança é definida na consulta. O Kóide D® é contraindicado para menores de 2 anos.
Um estudo nacional com crianças em Taiwan encontrou, no mês seguinte a um ciclo curto de corticoide oral, um aumento pequeno do risco de sangramento no estômago, pneumonia e infecção generalizada, com aumento absoluto muito baixo. Nos tratamentos longos, as bulas pedem o acompanhamento do crescimento.
Corticoide oral na gravidez e na amamentação
Na gravidez, as bulas pedem que o corticoide oral seja usado só quando o benefício justifica o risco, sempre com orientação médica. A escolha do remédio e da dose é feita na consulta.
Na amamentação, a prednisolona passa para o leite em quantidade muito pequena, menos de 1% da dose, segundo a bula. Mesmo assim, a bula não recomenda o uso de rotina por quem amamenta, e a decisão é tomada na consulta. A bula do Decadron® orienta não usar durante a amamentação, exceto sob orientação médica.
Tipos de corticoide oral: nomes e diferenças
Os corticoides orais mais conhecidos no Brasil são estes:
- prednisolona, do Predsim®, em comprimidos, e do Prelone®, em solução oral e gotas;
- prednisona, do Meticorten®, que o fígado transforma em prednisolona;
- dexametasona, do Decadron®, em comprimidos e elixir, mais potente e usada em doses de poucos miligramas;
- betametasona com dexclorfeniramina, do Kóide D®, um xarope que junta o corticoide a um antialérgico.
Todos agem da mesma forma. As diferenças estão na potência, na apresentação e na duração do efeito, e a escolha depende da idade, do quadro e da forma mais fácil de tomar.
O Kóide D® merece um cuidado especial. Por ser um xarope para alergia, ele pode ser confundido com um antialérgico comum, mas contém corticoide. Os mesmos cuidados do comprimido valem para ele. Pelo antialérgico, ele ainda dá sono em até 1 a cada 10 pessoas, e quem usa não deve dirigir.
Sinais de alerta durante o uso do corticoide oral
Alguns efeitos são raros, e a grande maioria das pessoas que usa corticoide por poucos dias não os apresenta. Segundo a bula da prednisolona, a depressão grave com sintomas psicóticos é incomum, em menos de 1 a cada 100 pessoas. Estudos também descrevem, em casos raros, pensamentos e comportamento suicida durante o uso, principalmente em doses altas e em quem já teve algum problema psiquiátrico. A bula da prednisona pede atenção à visão turva e a outras alterações da visão.
Diante desses sinais, se o tratamento for curto, de poucos dias, suspenda o corticoide oral imediatamente e agende pelo WhatsApp informando o sintoma para ter atendimento prioritário na OtoCare. Se o uso já passa de algumas semanas ou a receita traz redução gradual da dose, agende da mesma forma, com prioridade, e não interrompa por conta própria, porque a parada brusca também traz risco. A forma de suspender é definida nesse atendimento.
Corticoide oral precisa de receita?
Nas bulas, os corticoides orais aparecem como medicamentos de venda sob prescrição médica. A recomendação é usar só com prescrição, porque é a consulta que define se o corticoide é mesmo necessário, qual a dose, por quantos dias e se há alguma contraindicação, como diabetes ou pressão alta descompensados.
O Ministério da Saúde lembra que o uso incorreto de remédios pode esconder sintomas e agravar a doença. Quem sente que precisa de corticoide a cada crise de rinite ou sinusite tem um sinal de que o tratamento de base precisa ser revisto.
Vídeo: corticoide oral é perigoso?
O vídeo abaixo explica o que é o corticoide oral, quando ele é indicado no otorrino, os efeitos colaterais de curto e de longo prazo e por que o uso deve ser curto e sempre com orientação médica.
Perguntas frequentes
Corticoide é antibiótico?
Não. O corticoide é um anti-inflamatório e não mata bactérias. Numa infecção bacteriana, quando é indicado, ele entra junto com o antibiótico para reduzir a inflamação e aliviar os sintomas mais rápido.
Predsim® e prednisolona são a mesma coisa?
Sim. Predsim® é um nome comercial da prednisolona, em comprimidos. O Prelone® também é prednisolona, em solução oral e gotas.
Qual a diferença entre prednisolona, prednisona e dexametasona?
As três são corticoides orais e agem da mesma forma. A prednisona é transformada em prednisolona no fígado. A dexametasona é mais potente e usada em doses menores. A escolha depende do quadro, da idade e da apresentação.
Kóide D® é corticoide?
É. O Kóide D® tem betametasona, um corticoide, junto com a dexclorfeniramina, um antialérgico. Por isso, os cuidados do corticoide valem para ele, e o antialérgico ainda pode dar sono. É contraindicado para menores de 2 anos.
Corticoide serve para tosse?
Não é um remédio para tosse. Pode ser indicado quando a tosse vem de uma inflamação forte, como numa sinusite com muita secreção ou numa laringite, sempre com prescrição.
Corticoide oral é bom para sinusite?
Pode ajudar nas sinusites com muita dor e inflamação, junto com o tratamento da infecção. Os estudos mostram que ele sozinho não trata a sinusite aguda, e por isso a indicação é avaliada caso a caso.
Corticoide engorda em 5 dias?
Em poucos dias, o peso a mais costuma vir do inchaço pela retenção de líquido e da fome aumentada, e segurar o apetite ajuda. O ganho de peso mais importante vem do uso prolongado ou repetido.
Posso tomar corticoide à noite?
O ideal é tomar pela manhã. À noite, o corticoide atrapalha o sono e pode causar agitação, principalmente nas crianças. Quando a receita divide o remédio em mais de uma dose por dia, siga os horários indicados.
Pode tomar corticoide em jejum?
Não é o recomendado. O corticoide pode causar dor de estômago e piorar a gastrite, e por isso é tomado depois de comer.
Pode beber tomando corticoide?
O Formulário Terapêutico Nacional orienta evitar bebidas alcoólicas durante o tratamento com corticoide. Com o Kóide D®, o álcool ainda aumenta a sonolência.
Quem tem pressão alta pode tomar corticoide?
Pode, mas só nos casos mais graves. A hipertensão é uma contraindicação relativa, porque o corticoide pode subir a pressão. A indicação e o acompanhamento da pressão são definidos na consulta.
Corticoide aumenta a glicose?
Aumenta, principalmente em quem tem diabetes ou pré-diabetes. A alta costuma aparecer mais à tarde e depois das refeições. Nesses pacientes, o corticoide é reservado aos casos mais graves, com a glicemia medida com mais atenção.
Corticoide baixa a imunidade?
Pode baixar, principalmente em doses altas ou no uso prolongado. Ele também pode esconder sinais de infecção. Nos ciclos curtos, o risco é pequeno, mas existe, e é mais um motivo para não tomar sem indicação.
Quanto tempo o corticoide fica no corpo?
O efeito de uma dose de prednisona dura de 12 a 36 horas. Depois de um tratamento longo, o que pode levar meses é a volta da produção normal de cortisol pelo corpo.
Precisa de desmame depois de 5 dias de corticoide?
Em geral, não. Nos ciclos curtos, de poucos dias, o remédio pode ser interrompido no fim da receita. Quando a receita traz a redução gradual da dose, como na surdez súbita e na paralisia facial, ela deve ser seguida até o fim.
Corticoide oral pode dar taquicardia?
Pode, mas é raro. A bula do Decadron® cita palpitações entre as reações raras. Se o coração disparar durante o uso, informe o sintoma ao agendar a consulta, para que o atendimento seja priorizado.
Criança pode tomar corticoide oral?
Pode, quando há indicação. A prednisolona em solução oral e gotas tem a dose calculada pelo peso. O remédio é dado de preferência pela manhã, porque a criança fica mais agitada e pode dormir mal, e, quando a receita divide a dose ao longo do dia, valem os horários indicados.
Referências
- VILELA, Larissa. Corticoide oral (PredSim®, Prelone, Decadron, Kóide D®) é perigoso? YouTube, 21 maio 2025. 1 vídeo (8 min 43 s). Disponível em: https://youtu.be/_XmwAzPjq5M. Acesso em: 30 set. 2026.
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Inflamação forte no ouvido, no nariz ou na garganta: avaliação com otorrino na OtoCare, em Brasília
Uma otite, uma sinusite ou uma dor de garganta que não melhora, ou a dúvida sobre precisar ou não de corticoide, merecem uma avaliação para definir o tratamento certo. Agende uma consulta com otorrino na OtoCare, no Noroeste de Brasília.
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