Por Dra. Larissa Vilela, médica otorrino
A passagem de ar pelo nariz é o principal critério
Quando o nariz permite respirar bem, a máscara nasal costuma ser a primeira opção para usar o CPAP. Ela cobre apenas o nariz e tem menos contato com o rosto. Se existe uma obstrução nasal importante, a passagem de ar pode não ser suficiente para uma boa adaptação; nesse caso, a máscara facial, que cobre nariz e boca, pode ser necessária. A escolha precisa considerar também a vedação e o conforto de cada pessoa.
O CPAP envia ar sob pressão durante o sono para manter a via respiratória aberta e tratar a apneia obstrutiva do sono. A máscara é a peça que fica no rosto e permite que esse ar chegue às vias respiratórias. Por isso, o modelo mais discreto nem sempre é o adequado para todos.

Máscara nasal: menor contato com o rosto
A máscara nasal tradicional cobre o nariz e é fixada à cabeça por tiras. O vídeo mostra também um modelo nasal mais compacto, com uma parte menor em contato com o rosto. O material macio e as tiras ajudam a manter a vedação enquanto a pessoa dorme, inclusive ao se virar de lado.
Esses modelos são uma opção quando as fossas nasais estão suficientemente livres para receber o fluxo de ar. Uma máscara menor pode ser mais confortável, mas seu tamanho, por si só, não resolve a dificuldade de respirar pelo nariz.
Máscara facial ou full face: ar pelo nariz e pela boca
A máscara facial, também chamada de oronasal ou full face, cobre nariz e boca. Ela pode ser considerada para quem tem uma obstrução nasal importante e não consegue se adaptar bem a uma máscara exclusivamente nasal. O fluxo de ar pode passar também pela boca.
Desvio do septo, adenoide e pólipos são exemplos de alterações nasais que podem dificultar a respiração. A presença de uma delas não define sozinha a máscara: o que importa é quanto ela dificulta a passagem de ar naquele paciente. Se a máscara nasal exige pressão desconfortável, apresenta escape de ar ou não permite respirar adequadamente, a avaliação do nariz e do ajuste da máscara ajuda a decidir o próximo passo.
Como decidir entre os modelos
Observe três pontos durante a adaptação:
- Respiração nasal: há passagem de ar suficiente pelo nariz para usar a máscara nasal?
- Vedação: a máscara permanece no lugar e entrega o fluxo sem escape que atrapalhe o tratamento?
- Conforto: o tamanho e o contato com a pele permitem o uso durante o sono?
Se o nariz vive obstruído ou a máscara atual não funciona bem, entre em contato com a OtoCare para avaliar a causa da obstrução e a adaptação ao CPAP. Trocar apenas para a menor máscara disponível pode manter o problema.
Vídeo: máscara nasal ou facial para CPAP?
O vídeo abaixo apresenta uma máscara que cobre nariz e boca e dois modelos nasais. A demonstração permite comparar a área de contato com o rosto e entender por que a passagem de ar pelo nariz muda a escolha.
Perguntas frequentes
Posso mudar da máscara facial para a nasal?
Pode ser possível se a passagem de ar pelo nariz permitir uma boa vedação e adaptação. Antes da troca, vale avaliar na OtoCare por que a máscara facial foi escolhida e se a obstrução nasal continua presente.
A máscara facial trata melhor a apneia por ser maior?
Não. O tamanho da máscara não determina sozinho a eficácia do CPAP. O modelo precisa permitir a passagem do ar, vedar bem e ser tolerado durante o sono; a comparação deve ser feita para a situação de cada paciente.
Referências
- VILELA, Larissa. Máscaras de CPAP: facial ou nasal? YouTube, 9 abr. 2025. 1 vídeo (7 min 45 s). Disponível em: https://youtu.be/VqtHyxjdAE8. Acesso em: 22 set. 2026.
- ASSOCIAÇÃO MÉDICA BRASILEIRA; CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA. Apneia obstrutiva do sono e ronco primário: tratamento. Projeto Diretrizes. Disponível em: https://amb.org.br/files/_BibliotecaAntiga/apneia_obstrutiva_do_sono_e_ronco_primario_tratamento.pdf. Acesso em: 22 set. 2026.
- ANDRADE, Rafaela Garcia Santos de et al. O impacto do tipo de máscara na eficácia e na adesão ao tratamento com pressão positiva contínua nas vias aéreas da apneia obstrutiva do sono. Jornal Brasileiro de Pneumologia, v. 40, n. 6, p. 658–668, 2014. Disponível em: https://jornaldepneumologia.com.br/Content/imagebank/pdf/2014_40_6_10_portugues.pdf. Acesso em: 22 set. 2026.
Avaliação para uso do CPAP em Brasília
Se a máscara atual vaza, incomoda ou não permite respirar bem, uma consulta com otorrino na OtoCare pode avaliar o nariz e orientar a escolha da máscara para o seu tratamento.
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