Óculos com aparelho auditivo: como funciona o óculos de condução óssea e para quem serve

Dra. Larissa Vilela, médica otorrinolaringologista da Clínica OtoCare

Por Dra. Larissa Vilela, médica otorrino

Um aparelho auditivo na haste dos óculos

Para quem tem perda auditiva, a ideia de ter o aparelho auditivo escondido no finalzinho da haste dos óculos parece coisa de filme. É uma novidade que está chegando ao mercado brasileiro pela empresa MED-EL: um óculos que traz, na própria armação, um aparelho auditivo de condução óssea.

O óculos não serve para todo tipo de perda auditiva. Ele foi feito para um grupo bem definido de pacientes, e para esse grupo pode trazer mais qualidade de vida e mais comodidade no dia a dia, principalmente para quem já usa óculos.

Médica otorrinolaringologista Larissa Vilela de óculos, com a mão atrás da orelha, e ao fundo um óculos auditivo com o aparelho de condução óssea na ponta das hastes

O que é o óculos com aparelho auditivo

É um óculos em que a ponta da haste, a parte que fica atrás da orelha, guarda um aparelho auditivo do tipo condução óssea. Essa ponta fica encostada na mastoide, o osso que fica logo atrás da orelha. O aparelho vibra a mastoide, e essa vibração leva o som direto para a cóclea, a parte da orelha interna que transforma o som em sinal para o nervo.

A MED-EL, fabricante austríaca de implantes auditivos, comprou em 2024 a BHM-tech, empresa também austríaca que fabrica óculos auditivos de condução óssea. São aparelhos digitais, programados a partir do exame de audição de cada paciente, com ajuste automático conforme o ambiente sonoro.

Os aparelhos de condução óssea, também chamados de vibradores ósseos, não são novos. Eles existem há muito tempo e são usados de outras formas, com tiara, adesivo ou cirurgia. A novidade, no Brasil, é ter esse aparelho dentro da armação dos óculos, agora trazido por um fabricante de implantes auditivos.

Como funciona a condução óssea

O som comum chega à cóclea pelo caminho do ar: entra pelo canal do ouvido, faz o tímpano vibrar e passa pelos ossículos da orelha média. Quando algum ponto desse caminho não funciona, o som não chega bem à cóclea, mesmo que ela esteja boa.

O aparelho de condução óssea pula esse caminho. Ele capta o som do ambiente e transforma esse som em vibração mecânica. A vibração passa pelo osso do crânio e é captada pela orelha interna. Por isso ele ajuda justamente quem tem dificuldade na condução do som, por problema na orelha média, na membrana timpânica ou na cadeia de ossículos. As diferenças entre os tipos de perda estão na orientação sobre tipos de perda auditiva.

Condução óssea ou condução aérea: os dois tipos de óculos auditivo

Existem hoje dois tipos de óculos auditivo, e eles servem para pessoas diferentes. Confundir os dois leva a expectativas erradas.

  • Óculos de condução óssea, como o da MED-EL: vibram o osso atrás da orelha e são indicados para perda condutiva, perda mista e surdez total de um ouvido.
  • Óculos de condução aérea, como o Nuance Audio, da EssilorLuxottica: têm pequenos alto-falantes abertos na haste, que mandam o som para dentro do ouvido. O fabricante estuda esse modelo em adultos com perda leve a moderada.

Não é correto tratar os dois como iguais, como se todo óculos auditivo fosse para o mesmo tipo de perda. O de condução aérea é pensado para a perda leve a moderada. O de condução óssea tem outra proposta: atende a perda condutiva, a mista e a surdez de um ouvido, casos em que o aparelho comum, colocado no canal do ouvido, às vezes não resolve ou não é bem tolerado. Ele também tem limite, e a audiometria mostra se a perda está dentro do que ele alcança.

Para quem o óculos de condução óssea é indicado

Os aparelhos de condução óssea não servem para todo tipo de perda auditiva. Eles são indicados em três situações:

  • perda auditiva condutiva, em que o problema está na condução do som até a cóclea;
  • perda auditiva mista, a junção de uma perda neurossensorial com uma condutiva, quando a parte condutiva é considerável;
  • surdez unilateral total, a perda profunda ou completa da audição de um lado, com o outro ouvido bom.

Pelo guia de indicação do fabricante, na perda condutiva a via óssea da audiometria deve estar normal, e quanto maior a diferença entre a via aérea e a via óssea, maior o ganho com o aparelho. Na perda mista, a parte neurossensorial precisa ser limitada. O material técnico dos óculos recomenda que a perda pela via óssea não passe de 20 a 30 dB na maior parte das frequências, e o limite de cada caso é conferido na audiometria. O fabricante cita ainda casos em que o molde dentro do ouvido não é possível ou não é bem tolerado, como otite média crônica, eczema e irritação do canal do ouvido, orelha operada por cirurgia radical e a otosclerose avançada.

Surdez unilateral: como o óculos leva o som para o ouvido bom

Na surdez unilateral, a pessoa não escuta nada de um lado, e o outro ouvido é bom. Imagine uma surdez no ouvido direito com o ouvido esquerdo normal. O aparelho de condução óssea fica no lado direito, para captar os sons que chegam desse lado, onde não há ouvido funcionando. Pela vibração do osso, o som vindo da direita é transmitido para a cóclea do ouvido esquerdo, o ouvido bom.

Com isso, o paciente com surdez unilateral melhora muito na localização da fonte sonora e na compreensão em ambientes ruidosos, com várias pessoas falando e barulho de fundo, justamente onde a dificuldade é maior. Muitos pacientes se adaptam bem, têm um bom ganho auditivo, e o dia a dia fica bem mais fácil. Por isso o dispositivo é uma opção indicada com alguma frequência na surdez unilateral.

Aqui, surdez unilateral quer dizer perda profunda ou total de um lado, seja ela condutiva ou neurossensorial. Nas revisões de estudos, o ganho mais constante aparece na qualidade de vida ligada à audição e na compreensão da fala. O quanto a localização do som melhora varia de pessoa para pessoa e pode ser avaliado caso a caso, no teste com o aparelho. As outras formas de tratar a surdez de um lado, como o sistema CROS e o implante coclear, estão na orientação sobre o tratamento da surdez unilateral.

E quem tem perda neurossensorial?

Para quem não tem perda condutiva, o óculos de condução óssea não ajuda tanto. Na perda neurossensorial dos dois ouvidos, que é a mais comum e inclui a perda da idade, a opção continua sendo o aparelho auditivo convencional, usado no ouvido.

Por enquanto, não há novidade além do aparelho convencional para esses pacientes. A tecnologia está evoluindo muito rápido, e é provável que novas opções apareçam também para quem tem perda neurossensorial. Enquanto isso, quem tem dificuldade para se acostumar com o aparelho encontra ajuda na orientação sobre adaptação ao aparelho auditivo.

Tiara, adesivo ou cirurgia: as outras formas de usar a condução óssea

Antes do óculos, o aparelho de condução óssea já era usado de três formas:

  • tiara, uma faixa na cabeça que mantém o vibrador pressionado contra o osso;
  • adesivo colado na pele sobre a mastoide, que segura o aparelho sem pressão, como o ADHEAR, da própria MED-EL;
  • cirurgia, em que se coloca um pino metálico ou um implante no osso atrás da orelha para acoplar o aparelho, como o BONEBRIDGE, também da MED-EL.

Muitos pacientes que precisam desse tipo de aparelho fazem a cirurgia. Nesse caso a solução é definitiva. O óculos pode evitar a cirurgia e, muitas vezes, fica mais prático no dia a dia.

Os estudos apoiam as opções sem cirurgia. Uma revisão sistemática com 12 estudos e 173 pacientes, de crianças a idosos, encontrou bons resultados com os aparelhos de condução óssea não implantados, tanto no exame quanto na percepção do paciente. Em pacientes com perda condutiva, o adesivo teve resultado semelhante ao da tiara e ao de um implante no osso. Em um estudo italiano, adultos com perda condutiva ou mista que usavam aparelho de condução óssea em óculos havia pelo menos três anos, e que não quiseram operar, tinham ganho auditivo importante com os óculos. No mesmo estudo, o processador de implante preso a um arco na cabeça deu uma compreensão da fala melhor, no silêncio e no ruído, e os pacientes perceberam essa diferença.

Na surdez unilateral, cerca de metade dos pacientes que testam o aparelho de condução óssea antes do implante decide não operar, por achar o benefício pequeno, por não querer a cirurgia ou pela estética. Por isso o teste antes de decidir é tão importante, e um aparelho sem cirurgia, como o óculos, permite experimentar a condução óssea no dia a dia.

Uma ou duas hastes e o ajuste pelo fonoaudiólogo

O aparelho pode ser colocado em uma das hastes ou nas duas. Pelo fabricante, a versão de um lado usa uma haste ativa e outra comum, sem aparelho, e a versão dos dois lados tem as duas hastes ativas. A escolha depende do tipo de perda e dos dois ouvidos.

O óculos é totalmente adaptável pelo fonoaudiólogo, que ajusta o modelo para que a ponta da haste fique bem em contato com a mastoide. Sem esse contato firme, a vibração não passa bem para o osso e o som perde qualidade. O ganho auditivo informado pelo representante da empresa chega a até 50 dB, um ganho muito bom para quem tem perda auditiva. Pelo fabricante, o aparelho tem bobina telefônica integrada e uma chave para escolher o modo de funcionamento.

Para quem não quer comprar o óculos completo, a empresa oferece só a haste com o aparelho, que pode ser adaptada a um óculos de que a pessoa goste. Não é qualquer armação que aceita a haste. A frente dos óculos precisa ter algumas especificações para manter a pressão certa contra o osso, e o fabricante recomenda as frentes e as ponteiras próprias sempre que possível.

Precisa ter grau para usar o óculos auditivo?

Não precisa. Quem não tem grau e não usa óculos pode escolher o óculos só para ter o aparelho auditivo atrás da orelha de uma forma mais confortável. As lentes podem ser sem grau, apenas com filtro solar, por exemplo. Quem já usa óculos de grau coloca as lentes com o grau de sempre.

Óculos e aparelho auditivo comum: por que é difícil usar juntos

Quem usa óculos sabe como é disputado o espaço atrás da orelha. Quando se coloca um aparelho de condução óssea na mastoide, muitas vezes um bate no outro e fica desconfortável. Mesmo com o aparelho convencional, a haste dos óculos costuma atrapalhar um pouco. Com o aparelho que precisa ficar apoiado no osso atrás da orelha, usar os dois juntos é ainda mais difícil. O óculos auditivo resolve isso porque os dois viram uma peça só.

Para quem usa aparelho convencional atrás da orelha e óculos, alguns cuidados ajudam, segundo um guia de uso de aparelhos auditivos:

  • colocar primeiro os óculos e depois o aparelho, entre a haste e a orelha;
  • preferir armações de hastes finas, que deixam mais espaço para o aparelho;
  • tirar os óculos puxando para a frente, com as duas mãos, sem levantar as hastes por cima das orelhas;
  • treinar na frente do espelho nas primeiras vezes.

O guia cita também os aparelhos com receptor no canal, de corpo menor, como mais fáceis de combinar com os óculos.

Como é ouvir com o óculos de condução óssea

Em um teste feito com o representante da empresa, com os dois canais auditivos fechados para simular uma perda condutiva, o óculos foi colocado com o aparelho bem encostado na mastoide, e o representante falou por trás. A percepção do som foi muito boa. O teste foi curto, mas a experiência sonora surpreendeu e deixa boas expectativas para os resultados com esses óculos.

O óculos parece um óculos comum. Ele já é vendido há um bom tempo na Europa e nos Estados Unidos, e as informações de fora indicam boa aceitação.

Quando o óculos auditivo chega ao Brasil

Em abril de 2026, o óculos ainda não tinha chegado ao Brasil. Ele estava em fase de liberação na Anvisa, com previsão de chegar nos meses seguintes. Na base pública de dados da Anvisa, em setembro de 2026, já aparecia o registro de outro aparelho de condução óssea da BHM-tech, usado na cabeça, em vigor desde abril de 2025, mas nenhum registro com o nome do óculos.

Na consulta na OtoCare, a audiometria e a avaliação mostram se a condução óssea é indicada para o seu tipo de perda, e a situação do óculos no Brasil pode ser conferida nesse momento.

Como saber se o óculos auditivo serve para você

O primeiro passo é saber o tipo e o grau da perda auditiva. Isso aparece na audiometria, que compara a audição pela via aérea, com fone, e pela via óssea, com um vibrador atrás da orelha. A diferença entre as duas mostra se existe uma parte condutiva e se o aparelho de condução óssea tem chance de ajudar. A OtoCare faz a audiometria no Noroeste de Brasília.

Na consulta com otorrino, a causa da perda é investigada. Muitas perdas condutivas têm tratamento com remédio ou cirurgia, e o próprio fabricante pede que o otorrino defina antes se a orelha média precisa ser tratada. O aparelho entra quando a causa não pode ser corrigida ou quando o paciente não quer operar. Ter novidades assim é animador, porque o paciente passa a ter mais opções para ouvir melhor, com mais qualidade de vida e mais comodidade no dia a dia.

Vídeo: óculos com aparelho auditivo de condução óssea

O vídeo abaixo mostra o óculos com aparelho auditivo, como funciona a condução óssea e para quem ele é indicado.

Perguntas frequentes

Óculos com aparelho auditivo funciona?

Funciona para quem tem a indicação certa. O óculos de condução óssea ajuda na perda condutiva, na perda mista e na surdez total de um ouvido. Na perda neurossensorial dos dois ouvidos, ele não ajuda tanto, e o aparelho convencional continua sendo a opção.

Quanto custa o óculos com aparelho auditivo?

Até setembro de 2026, não havia preço de venda divulgado no Brasil para o óculos de condução óssea, que em abril estava em fase de liberação na Anvisa. A situação atual pode ser conferida na consulta.

O SUS fornece óculos com aparelho auditivo?

O óculos auditivo não aparece nas normas do SUS. O SUS fornece aparelhos auditivos e, em casos definidos por portaria do Ministério da Saúde, a prótese auditiva ancorada no osso, colocada por cirurgia.

Óculos com fone de condução óssea serve como aparelho auditivo?

Não. Os óculos com fone de condução óssea vendidos para ouvir música e atender ligações não são aparelhos auditivos. Eles não são programados de acordo com a audiometria nem ajustados pelo fonoaudiólogo.

Quanto tempo dura a pilha do óculos auditivo?

Pela ficha técnica do fabricante, o aparelho usa pilha do tamanho 675, com duração média de cerca de 640 horas em teste de laboratório. No uso do dia a dia, a duração varia conforme o volume e o tempo de uso.

Referências

  1. VILELA, Larissa. Óculos com aparelho auditivo Med-El para perdas condutivas ou unilateral total. YouTube, 25 abr. 2026. 1 vídeo (8 min 54 s). Disponível em: https://youtu.be/lktOrDGSxeg. Acesso em: 30 set. 2026.
  2. MED-EL. MED-EL acquires BHM-Tech to further strengthen its expertise in innovative hearing solutions. Innsbruck: MED-EL, 12 set. 2024. Disponível em: https://www.medel.com/press-room/press-details/2024/09/12/med-el-acquires-bhm-tech-to-further-strengthen-its-expertise-in-innovative-hearing-solutions. Acesso em: 30 set. 2026.
  3. BHM-TECH. contact star evo1: bone conduction hearing glasses. Grafenschachen: BHM-Tech. Disponível em: https://www.bhm-tech.at/en/Products/contact-star-evo1/. Acesso em: 30 set. 2026.
  4. BHM-TECH. contact star evo1: data sheet. Grafenschachen: BHM-Tech, jul. 2021. Disponível em: https://www.bhm-tech.at/media/c0/e6/58/1666253220/21_07_Datenblatt_contact_star_evo1_BHM_EN_web.pdf. Acesso em: 30 set. 2026.
  5. BHM-TECH. Ordering routine for hearing glasses. Grafenschachen: BHM-Tech, abr. 2021. Disponível em: https://www.bhm-tech.at/media/a8/75/c3/1666253220/21_04_Bestellroutine_Hoerbrillen_BHM_EN_web.pdf. Acesso em: 30 set. 2026.
  6. BHM-TECH. Candidacy guide: bone conduction hearing systems. Grafenschachen: BHM-Tech, out. 2020. Disponível em: https://www.bhm-tech.at/media/95/4f/fe/1666252992/20_10_CandidacyGuide_contactforte_BHM_EN_A4_web.pdf. Acesso em: 30 set. 2026.
  7. BHM-TECH. Tips and tricks: proper fitting and cleaning of digital bone conducted hearing spectacles. Grafenschachen: BHM-Tech, abr. 2021. Disponível em: https://www.bhm-tech.at/media/0a/35/cd/1666253221/Tipps_tricks_EN_v1_8_04_2021.pdf. Acesso em: 30 set. 2026.
  8. MED-EL. Sistema de condução óssea ADHEAR. Innsbruck: MED-EL. Disponível em: https://www.medel.com/pt-br/hearing-solutions/bone-conduction-system. Acesso em: 30 set. 2026.
  9. MED-EL. BONEBRIDGE. Innsbruck: MED-EL. Disponível em: https://www.medel.com/pt-br/hearing-solutions/bonebridge. Acesso em: 30 set. 2026.
  10. NUANCE AUDIO. How Nuance Audio glasses work. EssilorLuxottica. Disponível em: https://www.nuanceaudio.com/en-us/c/how-nuance-audio-glasses-work. Acesso em: 30 set. 2026.
  11. LUXOTTICA GROUP. Clinical evaluation of the Nuance Audio hearing aid in adults with mild to moderate hearing difficulties. ClinicalTrials.gov, NCT07100522. Bethesda: National Library of Medicine. Disponível em: https://clinicaltrials.gov/study/NCT07100522. Acesso em: 30 set. 2026.
  12. MIRACLE-EAR. Guide: wearing hearing aids with glasses. Amplifon. Disponível em: https://www.miracle-ear.com/hearing-aids/wearing-hearing-aids/hearing-aid-questions-and-answers/wearing-hearing-aids-with-glasses-guide. Acesso em: 30 set. 2026.
  13. AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. Dados abertos: produtos para a saúde registrados. Brasília: Anvisa. Disponível em: https://dados.anvisa.gov.br/dados/. Acesso em: 30 set. 2026.
  14. BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 2.776, de 18 de dezembro de 2014. Aprova diretrizes gerais, amplia e incorpora procedimentos para a atenção especializada às pessoas com deficiência auditiva no SUS. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2014/prt2776_18_12_2014.html. Acesso em: 30 set. 2026.
  15. MOFFA, A. et al. Non-implantable bone conduction device for hearing loss: a systematic review. Journal of Biological Regulators and Homeostatic Agents, v. 34, n. 5, supl. 3, p. 97–110, 2020. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/33386039/. Acesso em: 30 set. 2026.
  16. DI BERARDINO, F. et al. A non-surgical wearable option for bone conduction hearing implants: a comparative study with conventional bone conduction hearing aids mounted on eyeglasses. Audiology Research, v. 14, n. 5, p. 893–902, 2024. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/39452467/. Acesso em: 30 set. 2026.
  17. SKARZYNSKI, P. H. et al. A comparative study of a novel adhesive bone conduction device and conventional treatment options for conductive hearing loss. Otology & Neurotology, v. 40, n. 7, p. 858–864, 2019. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31295197/. Acesso em: 30 set. 2026.
  18. HAMPTON, T. et al. Association of bone conduction devices for single-sided sensorineural deafness with quality of life: a systematic review and meta-analysis. JAMA Otolaryngology–Head & Neck Surgery, v. 148, n. 1, p. 35–42, 2022. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/34647990/. Acesso em: 30 set. 2026.
  19. PETERS, J. P. et al. Review: bone conduction devices and contralateral routing of sound systems in single-sided deafness. The Laryngoscope, v. 125, n. 1, p. 218–226, 2015. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/25124297/. Acesso em: 30 set. 2026.
  20. WENDRICH, A. W. et al. Systematic review on the trial period for bone conduction devices in single-sided deafness: rates and reasons for rejection. Otology & Neurotology, v. 38, n. 5, p. 632–641, 2017. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/28414693/. Acesso em: 30 set. 2026.

Perda auditiva e óculos auditivo: avaliação na OtoCare, em Brasília

Perda auditiva condutiva, mista ou de um ouvido só merece uma avaliação para definir o melhor tratamento, com ou sem aparelho. Agende uma consulta com otorrino na OtoCare, no Noroeste de Brasília.

Telefone e WhatsApp: (61) 99957-8479

Veja todas as orientações aos pacientes da OtoCare.