Dymista®: para que serve, como usar sem gosto amargo e efeitos colaterais

Dra. Larissa Vilela, médica otorrinolaringologista da Clínica OtoCare

Por Dra. Larissa Vilela, médica otorrino

O que é o Dymista® e para que serve

O Dymista® é um spray nasal usado no tratamento da rinite alérgica, e alguns detalhes na hora de aplicar ajudam tanto no resultado quanto no conforto do uso. Ele junta dois remédios em um só frasco, um corticoide nasal, o propionato de fluticasona, e um antialérgico nasal, o cloridrato de azelastina.

A novidade em relação aos outros sprays de rinite está no antialérgico. Com ele, os pacientes com rinite moderada a grave em geral não precisam somar um antialérgico em comprimido ao tratamento. São dois benefícios em uma aplicação só, e o spray tem sido uma recomendação forte nos principais consensos de otorrinolaringologia. É um remédio excelente para a rinite.

Frasco e caixa do spray nasal Dymista®, com cloridrato de azelastina e propionato de fluticasona, em frente a uma médica de jaleco branco

O Dymista® junta um antialérgico e um corticoide no mesmo spray nasal. O gosto amargo que faz muita gente desistir diminui muito com a técnica certa, com a cabeça inclinada para baixo e a outra narina tampada na hora do jato.

O Dymista® tem, porém, um efeito indesejado que faz muitos pacientes não se adaptarem a ele. Por causa do antialérgico, ele tem um cheiro que, para alguns, lembra rosas, mas que muita gente não acha agradável, e deixa um gosto amargo quando o remédio desce para a garganta. Muitos param o tratamento por isso. Seguir o passo a passo de aplicação reduz esse incômodo e mantém a eficácia do spray.

Dymista® é corticoide? E é antialérgico?

As duas coisas. Tem corticoide no Dymista®, o propionato de fluticasona, um anti-inflamatório potente que tira a inflamação da mucosa, a camada fina e úmida que reveste o nariz por dentro. Com a mucosa menos inflamada, o nariz desentope e a coriza diminui.

A azelastina é um anti-histamínico, o nome técnico dos antialérgicos. Esses remédios bloqueiam a histamina, uma das substâncias que o corpo libera na crise de alergia e que provocam espirros, coceira e coriza. Com ela, o Dymista® é antialérgico além de corticoide. Segundo a bula, cada jato tem 137 microgramas de azelastina e 50 microgramas de fluticasona, e os dois agem dentro do nariz, onde o spray é aplicado.

Para quais rinites o Dymista® é indicado

Pela bula aprovada pela Anvisa, o Dymista® alivia os sintomas da rinite alérgica moderada e grave, tanto a que aparece em certas épocas do ano quanto a que dura o ano todo, quando o corticoide nasal ou o antialérgico sozinhos não bastam. Ele alivia a obstrução do nariz, a coriza, a coceira nasal e os espirros, e a bula cita também o lacrimejamento e os olhos vermelhos da alergia.

Na crise de rinite, o tratamento pode usar antialérgico em comprimido, spray de corticoide ou o spray que junta corticoide e antialérgico, com dupla via de ação. O Dymista® tem sido muito bem avaliado pelos pacientes que usam e ajuda muito a melhorar os sintomas da rinite. As outras partes do cuidado, como afastar os alérgenos e lavar o nariz, estão na orientação sobre tratamento da rinite alérgica. A associação de corticoide com azelastina em spray também aparece entre os remédios usados na rinite idiopática, a rinite que não vem de alergia.

As diretrizes seguem a mesma linha. A diretriz de rinite alérgica da Academia Americana de Otorrinolaringologia (AAO-HNS) diz que o médico pode oferecer a combinação de remédios quando um só não controla os sintomas, e o corticoide com o antialérgico no nariz está entre as opções das diretrizes ARIA. Uma revisão com metanálise de 2019 concluiu que a azelastina com fluticasona alivia mais os sintomas do nariz do que cada um dos dois sozinho. Em 2025, uma metanálise em rede feita pelo painel da diretriz ARIA comparou os sprays usados na rinite e colocou a azelastina com fluticasona entre os mais eficazes, com boa segurança.

Quanto tempo o Dymista® leva para fazer efeito

O antialérgico do Dymista® age rápido. Segundo a bula, o primeiro alívio dos sintomas do nariz pode aparecer 5 minutos depois da aplicação. Esse dado vem de um estudo em câmara de exposição ao pólen, uma sala onde voluntários alérgicos recebem o alérgeno de forma controlada, e nele o spray começou a agir antes da combinação de loratadina em comprimido com fluticasona em spray.

O corticoide trata a inflamação de fundo e é mais lento. O efeito dele começa em horas e cresce ao longo dos dias de uso regular, como explica a orientação sobre corticoide nasal em spray. Por isso, sentir alívio logo no começo não quer dizer que o tratamento terminou, e aplicar mais vezes que o prescrito não acelera o resultado.

Antes da primeira aplicação

Ao abrir o frasco pela primeira vez, retire a tampa e pressione o spray para o ar até sair uma névoa fina. O fabricante orienta pressionar 6 vezes, mas a névoa pode aparecer antes, e o que importa é ver o remédio saindo. Se o frasco ficar mais de 7 dias sem uso, a bula orienta pressionar o spray uma vez para o ar antes de aplicar.

Se o spray não sair, não corte a ponta do aplicador. A bula orienta limpá-lo com água. O frasco fica guardado em temperatura ambiente e longe da luz, e depois de aberto pode ser usado por 6 meses, segundo a bula.

Como usar o Dymista® passo a passo

A forma de aplicar faz diferença no efeito e no gosto. O passo a passo segue a orientação do fabricante, com dois detalhes que fazem a maior diferença, a cabeça inclinada para baixo e a outra narina tampada.

  1. Lave as mãos. Use água e sabão ou passe álcool.
  2. Assoe o nariz. Se houver muita secreção, assoe antes de aplicar, para o remédio chegar à mucosa.
  3. Agite o frasco. Agite por cerca de 5 segundos, para misturar o remédio dentro do frasco, e retire a tampa.
  4. Incline a cabeça para baixo. Incline como se fosse olhar para os próprios pés, sem jogar a cabeça para trás.
  5. Tampe uma narina. Tampe com um dedo e coloque a ponta do frasco na outra narina, virada para a lateral do nariz, sem encostar no septo.
  6. Aplique e inspire devagar. Acione o spray uma vez e puxe o ar suavemente, mantendo a outra narina tampada.
  7. Solte o ar pela boca. Expire pela boca e repita do outro lado, no número de jatos da receita.
  8. Limpe e tampe. Passe um lenço de papel limpo na ponta, recoloque a tampa e guarde o frasco.

Quem faz lavagem nasal não deve aplicar o Dymista® logo em seguida e precisa esperar no mínimo 30 minutos. Logo depois de lavar, o nariz remove o remédio mais rápido e o soro que fica lá dentro dilui o spray, e o motivo desse intervalo está na orientação sobre usar o spray nasal depois da lavagem. Durante toda a lavagem, o ar entra e sai só pela boca, e a técnica completa está na orientação sobre lavagem nasal com garrafinha.

Por que a cabeça para baixo e a narina tampada evitam o gosto amargo

Com a cabeça para trás, o spray escorre com facilidade para a garganta, e o gosto amargo aparece justamente quando ele chega lá. Com a cabeça inclinada para baixo, ele fica no nariz.

Tampar a outra narina muda a força da inspiração. Com uma narina fechada, o ar entra com menos força depois do jato, e menos remédio é puxado para trás. Menos remédio na garganta significa menos gosto amargo. Por isso a inspiração é suave, porque puxar o ar com força leva o spray justamente para onde ele não deve ir.

A bula confirma essa relação. Ela registra que a alteração do gosto costuma vir do uso incorreto, com a cabeça muito inclinada para trás, e diz que o gosto amargo deve passar ao beber um suco alguns minutos depois da aplicação.

Os cuidados que valem para qualquer spray, como segurar o frasco na vertical, estão na orientação sobre como usar spray nasal corretamente.

Quantas vezes por dia e por quanto tempo usar o Dymista®

A dose e o tempo de uso são os da prescrição. Como referência, a posologia aprovada na bula para adultos e crianças a partir de 6 anos é de um jato em cada narina, de manhã e à noite, e o esquema de cada caso é o da receita. Aplicar mais vezes porque o nariz ainda parece entupido não acelera o efeito e aumenta o risco de efeitos no nariz, como acontece com qualquer corticoide nasal usado em excesso.

O Dymista® pode ser usado por longos períodos. Pela bula, o tratamento dura enquanto durarem os sintomas da rinite alérgica, e os estudos de segurança acompanharam adultos e adolescentes por 12 meses e crianças por 3 meses. Os sprays de corticoide se mostraram seguros mesmo em uso prolongado, e nos casos graves de rinite o uso pode ser contínuo. A decisão de reduzir ou parar é tomada no retorno, e a bula pede que o tratamento não seja interrompido sem o conhecimento do médico.

Dymista® vicia?

Não. Os sprays nasais de corticoide e o Dymista®, que junta corticoide e antialérgico, não viciam. Os remédios ligados a vício e a uma série de outras complicações são os descongestionantes nasais, e o Dymista® não tem descongestionante na fórmula. Os sprays de tratamento são remédios seguros e saudáveis para o nariz, porque tratam a inflamação, e com isso o nariz entupido e a secreção melhoram muito.

Uma dúvida comum vem da bula, que classifica o produto no grupo dos descongestionantes e outras preparações nasais para uso tópico. Esse é o nome de uma classificação ampla de remédios usados no nariz, que inclui corticoides e antialérgicos, e não significa que o Dymista® tenha descongestionante.

Efeitos colaterais do Dymista®

Os efeitos colaterais do Dymista® começam pelo gosto amargo na boca e pelo cheiro desagradável que muitos pacientes sentem. Como são efeitos menores, as dicas de aplicação já conseguem reduzi-los, e o uso se torna possível para a maioria dos pacientes.

O outro efeito é o sangramento nasal. Ele acontece principalmente quando a ponta do frasco fica virada para o meio do nariz. O septo, a parede que divide o nariz ao meio, é coberto por uma mucosa muito fina e delicada, e o toque repetido da ponta pode abrir uma pequena ferida que sangra. Virar a ponta para a lateral evita esse trauma e ainda leva o remédio para a parede lateral do nariz, onde ele age. No septo, o remédio não tem efeito.

Outros efeitos, como dor de cabeça, mal-estar, cansaço e tontura, são raros. Podem acontecer, mas são muito pouco prováveis.

A bula, que reúne os relatos dos estudos, classifica alguns desses efeitos de outro jeito. Ela coloca a dor de cabeça entre os efeitos comuns, ao lado do gosto amargo, do cheiro desagradável e do sangramento do nariz, que atingem até 1 em cada 10 pessoas. Irritação e ardor dentro do nariz, espirros, nariz seco, tosse e garganta seca ou irritada são incomuns, e a tontura, a sonolência e o cansaço ficam entre os muito raros.

Dymista® dá sono?

Raramente. Na bula, a sonolência e a tontura estão entre os efeitos muito raros, em menos de uma em cada 10 mil pessoas, e o Dymista® tem influência mínima sobre a capacidade de dirigir. Se a sonolência ou a tontura aparecerem, a bula orienta não dirigir nem operar máquinas, e o álcool e outros remédios que dão sono podem aumentar esse efeito.

Dymista® engorda?

Na dose prescrita, não. Ganho de peso, pressão alta e acne são efeitos do corticoide em comprimido ou em injeção, principalmente em doses altas e por tempo prolongado. No spray, o corticoide fica no nariz e só uma parte mínima chega ao resto do corpo, e a bula descreve a absorção da fluticasona como insignificante. O cenário muda quando se usam doses acima das prescritas por longos períodos, e esses cuidados estão detalhados na orientação sobre corticoide nasal.

Quando parar o Dymista® e buscar avaliação

A reação alérgica grave ao Dymista® é muito rara, segundo a bula, em menos de uma em cada 10 mil pessoas. Os sinais são o inchaço do rosto, dos lábios, da língua ou da garganta, que pode dificultar engolir ou respirar. Nesse caso, o spray é suspenso, e esses sinais precisam de avaliação médica sem demora.

Visão borrada ou outra alteração da visão durante o tratamento também pedem atenção, porque os corticoides podem, muito raramente, aumentar a pressão dentro do olho ou favorecer a catarata. Nessa situação, suspenda o Dymista® imediatamente e agende uma consulta na OtoCare pelo WhatsApp, informando o sintoma, para ter atendimento prioritário. Sangramento que se repete mesmo com a ponta virada para a lateral, ou feridas dentro do nariz, também são motivo para rever o tratamento na consulta.

Quem não deve usar o Dymista®

Segundo a bula, o Dymista® não deve ser usado por quem tem alergia à azelastina, à fluticasona ou a qualquer componente da fórmula, nem por crianças menores de 6 anos.

Algumas situações pedem que o médico pese o uso antes, e por isso precisam ser contadas na consulta. A bula cita cirurgia recente no nariz, infecção no nariz, tuberculose ou outra infecção sem tratamento, glaucoma, catarata ou pressão alta no olho, doença grave do fígado e problemas nas glândulas suprarrenais.

Os outros remédios em uso também entram na conversa. Alguns tratamentos para o HIV, como o ritonavir e o cobicistate, e alguns antifúngicos, como o cetoconazol, aumentam a quantidade de fluticasona no corpo, e a bula recomenda evitar a combinação com o ritonavir. Quem usa corticoide inalado para asma ou outro corticoide também precisa informar, porque a soma aumenta o risco de efeitos no corpo todo.

Dymista® para criança e na gravidez

Pela bula, o Dymista® é indicado para crianças a partir dos 6 anos, e a bula cita um estudo com crianças de 6 a 11 anos com melhora dos sintomas do nariz e dos olhos. Abaixo dessa idade, ele não é recomendado, porque a segurança e a eficácia não foram estabelecidas. Para as crianças menores, existem sprays de corticoide com idade mínima mais baixa, e qual usar, e em que dose, se decide na consulta, como mostra a orientação sobre corticoide nasal para criança.

Os sprays de corticoide foram estudados também em crianças que os usaram por muito tempo, e os efeitos colaterais se mostraram mínimos. Mesmo assim, a bula recomenda medir a altura da criança com regularidade durante o uso longo, porque os corticoides nasais podem reduzir um pouco a velocidade de crescimento. Se isso acontecer, a dose é revista para a mais baixa que ainda controle a rinite.

Na gravidez, os dados sobre a azelastina com fluticasona são poucos, e a bula pede que o Dymista® seja usado só se o benefício justificar o risco, sempre com orientação médica. Também não se sabe se os componentes passam para o leite materno, e o uso durante a amamentação depende da avaliação do médico. Quem está grávida, planeja engravidar ou amamenta deve avisar na consulta antes de começar o spray.

Dymista® ou Nasonex®: qual a diferença

O Nasonex®, o Avamys® e a budesonida são sprays só de corticoide. O Dymista® representa uma evolução em relação aos corticoides nasais, porque soma ao corticoide um antialérgico e, agindo pelas duas vias, tem um efeito melhor. A bula registra que, nos estudos, a combinação aliviou mais os sintomas do nariz do que a fluticasona e a azelastina usadas separadamente.

Isso não quer dizer que todo mundo precise do spray combinado. Em quadros mais leves, o tratamento pode começar com um remédio só, e muitos pacientes ficam bem com o corticoide nasal. Qual spray substitui o Dymista®, ou se ele pode ser trocado, é decidido na consulta, conforme a intensidade da rinite, a idade e a resposta aos sprays já usados. Somar por conta própria outro spray de corticoide ao Dymista® pode dobrar a dose sem necessidade.

Dymista® tem genérico? Precisa de receita?

Nos dados abertos de medicamentos da Anvisa, o único registro ativo da associação de azelastina com fluticasona é o do Dymista®, da Viatris, sem versão genérica nem similar. A lista de preços da CMED, a câmara ligada à Anvisa que regula o preço dos remédios, também traz só o Dymista® para essa associação. Essa informação é de outubro de 2026 e pode mudar com o tempo.

O preço do Dymista® tem um teto definido pela CMED, que varia com o ICMS, o imposto estadual cobrado sobre os remédios, e a farmácia pode cobrar menos que esse teto. No Distrito Federal, onde o ICMS dos medicamentos é de 17%, o preço máximo ao consumidor do frasco de 23 gramas é de R$ 156,21. Esse valor é de outubro de 2026 e pode mudar com o tempo.

Na bula, o Dymista® aparece como remédio de venda sob prescrição, de tarja vermelha. Ele não tem controle especial, e a receita não fica retida na farmácia, por isso muita gente consegue comprá-lo sem receita. Mesmo assim, o recomendado é usar só com prescrição, porque a consulta confirma se o nariz entupido vem mesmo da rinite alérgica e se o spray combinado é a melhor escolha para o caso.

Vídeo sobre o Dymista®

O vídeo mostra a abertura do frasco, o acionamento inicial, a posição da cabeça, o motivo de tampar a outra narina e por que a ponta vai para a lateral do nariz.

Perguntas frequentes

Dymista® é bom para sinusite?

A bula aprova o Dymista® para a rinite alérgica, e não para a sinusite. Um dos componentes, o corticoide nasal, faz parte do tratamento da sinusite, e por isso o spray combinado pode aparecer na receita de quem tem rinite alérgica e sinusite ao mesmo tempo. Usar o remédio fora da indicação da bula é uma decisão médica, tomada na consulta.

Dymista® serve para gripe ou resfriado?

Não é uma indicação da bula. O nariz escorrendo da gripe não é alergia, e os estudos mostram pouco efeito do antialérgico nas viroses, como explica a orientação sobre antialérgico na gripe e no resfriado. Nas gripes muito fortes, com o nariz muito entupido, o otorrino às vezes receita um corticoide nasal, e essa escolha é feita na consulta.

Dymista® serve para tosse?

Não é remédio para tosse. A bula não traz essa indicação e ainda cita a tosse e a irritação na garganta entre os efeitos incomuns do spray. Tosse que não passa merece avaliação na consulta, para descobrir de onde ela vem.

Dymista® serve para adenoide?

A bula não traz essa indicação. Na adenoide aumentada, o remédio com estudos é o corticoide nasal, que consegue diminuir a adenoide, como mostra a orientação sobre como tratar a adenoide. O Dymista® tem corticoide, mas só é indicado a partir dos 6 anos, e o spray de cada criança é escolhido na consulta.

Dymista® serve para asma?

Não. Ele age só no nariz e não trata os brônquios. Quem tem asma e rinite alérgica, porém, ganha com o nariz bem controlado, porque a inflamação do nariz sem controle dificulta o controle da asma, como mostra a orientação sobre asma e rinite alérgica. Quem usa bombinha de corticoide precisa avisar o médico, porque a soma dos corticoides aumenta o risco de efeitos no corpo.

Dymista® faz mal ao coração?

Na dose prescrita, a bula não lista efeitos no coração para o uso no nariz. Os sprays que agem no coração e na pressão são os descongestionantes, e o Dymista® não tem descongestionante na fórmula.

Idoso pode usar Dymista®?

Pode, com prescrição. Segundo a bula, não é preciso ajustar a dose nos idosos. Quem tem glaucoma, catarata ou pressão alta no olho deve informar isso na consulta, já que a bula pede acompanhamento cuidadoso nesses casos.

O Dymista® é antibiótico?

Não. Ele não age contra bactérias e não trata infecção. O Dymista® trata a inflamação e a alergia dentro do nariz. Quando há uma sinusite por bactéria, o antibiótico é outro remédio, e a necessidade dele é avaliada na consulta.

Existe Dymista® em comprimido?

Não. Segundo a bula, ele existe só como spray nasal, em frasco de vidro de 23 gramas, e é usado só no nariz.

Referências

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Tratamento da rinite em Brasília

Se o gosto amargo continua mesmo com a técnica certa, se o nariz sangra ou se a rinite não melhora com o spray, o tratamento pode ser revisto na consulta com otorrino em Brasília. A consulta examina o nariz, confirma se os sintomas vêm da rinite alérgica e define o spray, a dose e o tempo de uso de cada caso. Quando indicado, ela inclui a nasofibrolaringoscopia, o exame do nariz e da garganta com uma câmera fina, feito na própria clínica em 2 a 5 minutos e sem necessidade de preparo. Quando a rinite alérgica não fica controlada nem com os remédios, a consulta avalia outras opções, como a imunoterapia para rinite alérgica. A Clínica OtoCare atende adultos e crianças no Setor Noroeste.

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