BERA estado estável: resposta auditiva de estado estável (RAEE)

Resposta auditiva de estado estável: o exame objetivo da audição

A resposta auditiva de estado estável é um exame moderno que mostra quanto a pessoa escuta em cada frequência de som. Ela também é chamada de RAEE, de PEAEE, sigla de potencial evocado auditivo de estado estável, de ASSR, do inglês auditory steady-state response, ou simplesmente de BERA estado estável.

O exame é totalmente objetivo: não depende da resposta do paciente nem da leitura de quem faz o exame. A principal indicação está nos bebês que falharam na triagem auditiva neonatal, o teste da orelhinha, e precisam de uma avaliação mais detalhada da audição. Ele também ajuda adultos e idosos que não conseguem responder a uma audiometria.

A RAEE não é realizada na Clínica OtoCare. Na consulta com a Dra. Larissa Vilela, otorrinolaringologista, no Setor Noroeste de Brasília, a audição é avaliada, a indicação do exame é discutida e, com o laudo em mãos, o resultado é interpretado para definir o tratamento.

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Dra. Larissa Vilela observa um modelo anatômico do ouvido, com o equipamento de potenciais evocados auditivos ao fundo

O que é a resposta auditiva de estado estável

É um exame eletrofisiológico. Em vez de perguntar ao paciente se ele ouviu o som, o equipamento capta a resposta elétrica que o som provoca no sistema auditivo. Um estímulo sonoro chega pelos fones, eletrodos colados na pele registram as respostas, e um software analisa todas elas e monta o audiograma do paciente, bem parecido com o da audiometria convencional, com a intensidade de som que ele escuta em cada frequência.

As frequências avaliadas são 500, 1.000, 2.000 e 4.000 Hz, dos sons graves aos agudos. A presença da resposta é decidida por uma análise estatística feita pelo próprio equipamento. Por isso o resultado não depende da interpretação visual de quem conduz o exame.

Para que serve o exame

Serve para descobrir se existe perda auditiva e, quando ela existe, mostrar qual é a intensidade e em quais frequências ela acontece. Depois de confirmada a perda, esses dados permitem adaptar corretamente o aparelho auditivo na criança.

O exame também avalia as perdas profundas, porque trabalha com estímulos de até 120 dB. Assim, consegue separar a perda severa, a perda profunda e a perda completa da audição. Essa distinção ajuda muito a direcionar os casos de implante coclear.

Quando a RAEE é indicada

  • Bebês que falharam na triagem auditiva neonatal e têm suspeita de perda auditiva, principalmente os menores de 6 meses, que ainda não conseguem fazer audiometria.
  • Pacientes com doenças neurológicas que não conseguem fazer uma audiometria.
  • Idosos que, pela idade, têm dificuldade de responder aos comandos da audiometria.
  • Confirmação do resultado da audiometria quando há suspeita de que as respostas do paciente não correspondem à audição real, como nos casos de simulação.

Em todos esses casos, o exame ajuda porque não depende da interação do paciente na hora do registro. Em um estudo com 575 bebês examinados nos três primeiros meses de vida, os resultados da RAEE ficaram muito próximos dos da audiometria feita mais tarde, quando a criança já conseguia responder. A exceção foram os bebês com neuropatia auditiva.

Como o exame é feito

Fones são colocados nos ouvidos e eletrodos são colados na pele da cabeça. O equipamento emite os sons e registra as respostas. As duas orelhas são avaliadas ao mesmo tempo e, em geral, todas as frequências também, o que torna a RAEE um exame rápido.

  • Não dói. O paciente não precisa fazer nada durante o registro.
  • Não precisa de preparo específico.
  • Crianças pequenas fazem o exame em sono natural ou com sedação.

Por ser rápido, o exame é muito adequado para o bebê pequeno, que precisa fazer o registro dormindo, em sono natural. Nos bebês dos primeiros meses, o sono natural costuma ser possível, e a sedação fica para alguns casos.

RAEE ou BERA por frequência específica: qual a diferença

Antes, a avaliação detalhada da audição do bebê era feita pelo BERA com pesquisa de limiar por frequência específica. Hoje, a RAEE tem sido preferida nessa investigação, por três motivos:

  • É muito mais rápida. Avalia as duas orelhas e as frequências ao mesmo tempo, enquanto o BERA por frequência específica testa uma frequência de cada vez.
  • Não depende do avaliador. A resposta é detectada pelo software, e não pela leitura das ondas.
  • Alcança intensidades mais altas. Com estímulos de até 120 dB, separa a perda severa, a profunda e a completa, o que o BERA por frequência específica não consegue.

Diretrizes internacionais, como a do Joint Committee on Infant Hearing, dos Estados Unidos, e a da Sociedade Britânica de Audiologia, ainda tratam o BERA como o primeiro exame eletrofisiológico do bebê. Um dos motivos é que a RAEE, sozinha, não identifica a neuropatia auditiva, uma alteração em que o sinal da orelha interna não é conduzido de forma organizada pelo nervo auditivo. A forma de combinar os exames é definida caso a caso, na consulta.

O BERA comum, com estímulo em clique, está explicado na página do BERA / PEATE em Brasília.

Por que a RAEE não substitui a audiometria

Uma dúvida comum é por que, sendo um exame tão bom, ele não é feito sempre no lugar da audiometria ou do BERA. Há dois motivos.

O primeiro é o custo e a disponibilidade. O equipamento é caro e ainda está se difundindo entre as clínicas de otorrinolaringologia e de fonoaudiologia, e poucas dispõem dele. A tendência é que o exame fique mais disponível com o tempo.

O segundo é que a audiometria continua sendo o exame padrão-ouro. Ela é uma avaliação psicoacústica: o paciente indica o som que ouviu, e o resultado fica muito mais próximo da audição real. A RAEE é eletrofisiológica. Ela capta uma onda elétrica neural, que mostra que houve resposta, o que é diferente da percepção de audição do paciente. Por isso, sempre que a audiometria é possível, ela é o exame de escolha.

Os estudos também comparam os resultados dos dois exames. Em pessoas com audição normal, os limiares da RAEE costumam ficar alguns decibéis acima dos da audiometria: cerca de 7 a 10 dB em um estudo brasileiro com adultos. Nas perdas severas e profundas, a diferença tende a ser menor. Em intensidades muito altas, o equipamento pode registrar respostas que não vêm da audição, e por isso esses resultados são interpretados com cuidado, junto com os outros exames.

Convênio e código TUSS

Na terminologia TUSS, usada pelos planos de saúde, o código do exame é 40103056.

No Rol de Procedimentos da ANS, a lista de cobertura mínima dos planos, ele aparece como potencial evocado auditivo de estado estável (PEAEE). No Rol, o exame está marcado para os planos com segmento hospitalar e para o plano-referência, sem a marcação do segmento ambulatorial. Como a cobertura depende do tipo de plano e do contrato, vale confirmar com a operadora, com o pedido médico em mãos.

A consulta de avaliação auditiva na OtoCare pode ser feita por convênio ou de forma particular. Consulte a lista de convênios e informações sobre reembolso.

Avaliação auditiva na OtoCare, em Brasília

Na consulta com otorrino na OtoCare, a Dra. Larissa examina os ouvidos, avalia a história do bebê, da criança ou do adulto e define quais exames respondem à dúvida de cada caso. Quando a RAEE está indicada, o resultado é interpretado na consulta e orienta o tratamento, como a adaptação do aparelho auditivo ou a avaliação para implante coclear.

Na própria clínica são feitos a audiometria, as emissões otoacústicas, o BERA e o BERA por frequência específica. Para as crianças maiores, a avaliação adaptada à idade está explicada na página sobre audiometria em crianças.

Clínica OtoCare
CLNW 08/09, Bloco C, Loja 02
Setor Noroeste – Brasília/DF
Telefone: (61) 99957-8479

Vídeo: exame de resposta auditiva de estado estável

No vídeo abaixo, o exame é apresentado com as indicações, as vantagens em relação ao BERA por frequência específica e o motivo de ele não substituir a audiometria.

Perguntas frequentes sobre a resposta auditiva de estado estável

Qual é o código TUSS do BERA estado estável?

É 40103056. No Rol de Procedimentos da ANS, o exame consta como potencial evocado auditivo de estado estável (PEAEE). A cobertura depende do tipo de plano.

BERA estado estável é a mesma coisa que BERA ou PEATE?

Não. Os dois registram respostas elétricas do sistema auditivo, com estímulos e análises diferentes. O BERA comum, ou PEATE, mostra de forma global se existe resposta auditiva. A RAEE estima quanto a pessoa escuta em cada frequência, nas duas orelhas ao mesmo tempo.

O exame de estado estável dói?

Não. São usados fones nos ouvidos e eletrodos colados na pele, e o paciente não precisa responder a nada.

O bebê precisa de sedação para fazer a RAEE?

Nem sempre. Nos bebês dos primeiros meses, o exame costuma ser feito em sono natural. A sedação fica para alguns casos, quando a criança não consegue permanecer dormindo durante o registro.

Precisa de jejum ou de algum preparo?

O exame em si não exige preparo específico. Nas crianças pequenas, ele é feito durante o sono; quando há sedação, o preparo segue as orientações dadas para a sedação.

Com que idade a RAEE pode ser feita?

Desde os primeiros meses de vida. Ela é muito usada em bebês de 2 a 6 meses que falharam no teste da orelhinha, e também pode ser feita em crianças maiores e em adultos.

Quanto tempo demora o exame?

Menos que o BERA por frequência específica, porque as duas orelhas e as frequências são avaliadas ao mesmo tempo.

O exame mostra se a criança precisa de implante coclear?

Ajuda nessa decisão. Por alcançar estímulos de até 120 dB, a RAEE separa a perda severa, a profunda e a completa, informação que pesa na escolha entre aparelho auditivo e implante coclear. A decisão final reúne outros exames e a avaliação clínica.

A OtoCare realiza a resposta auditiva de estado estável?

Não. Na consulta, a Dra. Larissa avalia a indicação do exame e interpreta o resultado. A audiometria, as emissões otoacústicas, o BERA e o BERA por frequência específica são feitos na clínica.

Agende sua avaliação auditiva na OtoCare

Se o bebê falhou no teste da orelhinha, se a criança ou o adulto recebeu um pedido de RAEE, ou se a audiometria não trouxe uma resposta clara, agende uma consulta. A avaliação define os exames de cada caso e, depois, o tratamento.

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Conheça também todos os exames otorrinolaringológicos e audiológicos da OtoCare.

Referências

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